Pelourinho da Guarda / Cruzeiro da Guarda

IPA.00003087
Portugal, Guarda, Guarda, Guarda
 
Pelourinho quinhentista, bastante alterado, de que subsiste o fuste octogonal, onde se verificam vestígios dos ferros de sujeição, assente em plataforma, a que foi acrescentado um degrau, e o capitel com interessante decoração fitomórfica, tendo, na zona superior, uma cruz reaproveitada de um primitivo cruzeiro, talvez executado em época contemporânea, com cruz de hastes lenhosas e ostentando, na face principal, um Crucificado de tratamento rudimentar.
Número IPA Antigo: PT020907420004
 
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Registo

 
Edifício e estrutura  Estrutura  Judicial  Pelourinho  Jurisdição régia  Sem remate

Descrição

Plataforma de três degraus quadrangulares, o primeiro parcialmente enterrado no solo, o segundo de menor altura, com arestas vivas e em esquadria, sendo o superior de maiores dimensões. Coluna de fuste monolítico octogonal, apresentando inscrição datada de 1972, alusiva a missão religiosa; no mesmo, notam-se os orifícios dos ferros de sujeição. Tem capitel, separado por anel, de secção circular com decoração relevada, de cariz fitomórfico, com quatro pétalas. Está encimado por remate poligonal no qual assenta a cruz grega com hastes lenhosas, molduradas e recortadas, tendo as extremidades decoradas e em pomo, apresentando, na face central, a figura de Cristo Crucificado.

Acessos

Largo João de Almeida. WGS84 (graus decimais) lat.: 40,538355; long.: -7.267791

Protecção

Categoria: IIP - Imóvel de Interesse Público, Decreto nº 23 122, DG, 1ª série, nº 231 de 11 outubro 1933 / Parcialmente incluído na Zona de Protecção do Castelo da Guarda (v. PT020907420017)

Enquadramento

Urbano, isolado, implantado num pequeno largo, que forma acentuado declive, no centro de duas vias públicas, ambas pavimentadas a calçada de paralelepípedos de granito. Encontra-se no centro de um pequeno espaço ajardinado, rodeado por passeio público pavimentado a calçada de granito. O jardim é delimitado por sebe, no centro do qual se erguem duas árvores de grande porte. Forma vários canteiros recortados, com relva central e pequena sebe exterior, entrecortados por caminhos sinuosos em cascalho. Fronteiro ao imóvel, a Igreja e Edifício da Misericórdia da Guarda (v. PT020907420017), surgindo, na face posterior, alguns edifícios de dois pisos.

Descrição Complementar

Utilização Inicial

Judicial: pelourinho

Utilização Actual

Religiosa: cruzeiro

Propriedade

Pública: estatal

Afectação

Autarquia local, Artº 3º, Dec. 23 122, 11 Outubro 1933

Época Construção

Séc. 16 (conjectural) / 20

Arquitecto / Construtor / Autor

Desconhecido.

Cronologia

1199, 27 Novembro - D. Sancho I dá carta de foral à povoação, seguindo o modelo de Salamanca / Numão; 1371 - instituição de couto de homiziados (200); 1422 - no Rol dos Besteiros, é referida a existência de 10650 habitantes; 1496 - na Inquirição, é referida a existência de 1426 habitantes; séc. 16 - existiria junto aos antigos Paços do Concelho, nas proximidades da antiga Praça de Nossa Senhora do Mercado, actualmente desaparecida e que se situava entre a Praça Velha e o largo São Vicente; 1527 - no Numeramento, é referida a existência de 2321 habitantes; 1758, 01 Junho - nas Memórias Paroquiais, assinadas por todos os párocos das freguesias, é referido que a povoação tem 420 fogos e pertence ao rei; tem juiz de fora e Câmara e constitui cabeça de Comarca; séc. 19 - o pelourinho é dado como desaparecido (GOMES, 1987); 1950 - o cruzeiro encontrava-se no seu local primitivo, no Santuário do Senhor Jesus do Bonfim (GOMES, 1981); séc. 20, 2.ª metade - colocação do pelourinho e cruzeiro no local actual *1.

Dados Técnicos

Sistema estrutural autónomo.

Materiais

Estrutura em cantaria de granito.

Bibliografia

CARDOSO, Nuno Catarino, Pelourinhos Demolidos, Lisboa, 1935; GOMES, Pinharanda, História da Diocese da Guarda, Braga, 1981; GOMES, Rita Costa, A Guarda Medieval, 1200 - 1500, Lisboa, 1987; MALAFAIA, E.B. de Ataíde, Pelourinhos Portugueses - tentâmen de inventário geral, Lisboa, Imprensa Naciona - Casa da Moeda, 1997; SOUSA, Júlio Rocha e, Pelourinhos do Distrito da Guarda, Viseu, 1998.

Documentação Gráfica

Documentação Fotográfica

IHRU: DGEMN/DSID

Documentação Administrativa

DGARQ/TT: Memórias Paroquiais (vol. 18, n.º 117, fl. 631-650)

Intervenção Realizada

Séc. 20 - arranjo da zona envolvente, com a introdução de um jardim, com componente vegetal separada por gravilha.

Observações

*1 - No Catálogo dos Imóveis Classificados, coligido pelo IPPC, refere-se a existência de fragmentos na posse da Câmara Municipal, o que não é exacto; no pátio do claustro do Arquivo Distrital da Guarda, existe uma esfera armilar, que poderá constituir o elemento de remate do primitivo pelourinho.

Autor e Data

Margarida Conceição 1991 / Paula Figueiredo 2008

Actualização

 
 
 
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