Igreja Paroquial de São Julião da Barra / Igreja de São Julião e Santa Bárbara

IPA.00030735
Portugal, Lisboa, Oeiras, União das freguesias de Oeiras e São Julião da Barra, Paço de Arcos e Caxias
 
Arquitectura religiosa, do séc. 20. Igreja paroquial contemporânea, da segunda metade do séc. 20, com planta retangular, de espaço único, interiormente com iluminação zenital, axial e bilateral e com coberturas ondulados em fibrocimento. Fachadas com remates, molduras dos vãos e cunhais sublinhados a azul-escuro, terminando a principal em empena contracurvada, precedida por galilé de betão, interrompida sobre o portal por empena envidraçada, sobrepujada por óculo. As fachadas lateral esquerda e posterior são dinamizadas por corpos triangulares avançados, correspondendo às capelas do interior, iluminadas por clarabóias.
Número IPA Antigo: PT031110040116
 
Registo visualizado 183 vezes desde 27 Julho de 2011
 
   
   

Registo

 
Edifício e estrutura  Edifício  Religioso  Templo  Igreja paroquial  

Descrição

Planta rectangular irregular, composta por igreja rectangular, com eixo interno longitudinal de SO. para NE., à qual se adossam a NE., um corpo rectangular, a SE. o corpo rectangular da sala polifuncional e, estendendo-se para E., o corpo rectangular das dependências da fábrica paroquial. Volumes articulados e coberturas diferenciadas em telhados ondulados de "cascas" pré-fabricadas de cimento e, de chapas de fibrocimento. As fachadas são rebocadas e pintadas de branco, com cunhais, emolduramentos, remates e os ângulos de duas das capelas laterais pintados a azul-escuro. Fachada principal terminada em empena contracurvada, coroada por cruz latina em ferro, antecedida por galilé, composta por quatro pilares e cobertura em laje sustentada por vigamento em betão armado, interrompida ao meio, sobre o portal da igreja, por uma estrutura em empena alteada, em ferro e vidro. O portal, bastante largo, termina em empena ao centro e lateralmente em verga recta, possuindo porta de quatro folhas; sobre este e a galilé rasga-se um óculo em losango, seccionado pela haste da cruz, que se prolonga desde a empena e, de cada um dos lados, uma fresta longilínea, interrompida pela galilé. O campanário, de tendência verticalizante, dispõe-se do lado direito e é composto por quatro vigas de betão armado, sustentando cobertura piramidal, surgindo os três sinos em suportes de ferro, sobrepostos. A fachada lateral esquerda acompanha a planta triangular das três capelas laterais, cada uma delas iluminada por uma clarabóia, sendo as dos topos sobrepujadas por frestas. A fachada SE. da sala polifuncional está dividida em quatro panos, dois deles recuados e rasgados por frestas longilíneas e os outros dois, divididos pelo corpo de planta triangular de uma capela, rasgados por duas janelas jacentes e, lateralmente, por uma porta. A capela da sala polifuncional é iluminada por uma clarabóia. No INTERIOR, com nave de espaço único, apresenta as paredes rebocadas e pintadas de branco, pavimento cerâmico e cobertura ondulada, apresentado entre as "cascas" pré-fabricadas de cimento e as de chapa de fibrocimento um falso clerestório; dela pendem vários candeeiros, tipo globo. A parede fundeira é dividida pelos pilares em cinco panos, abrindo-se no central o portal, protegido por guarda-vento envidraçado, e o óculo, e nos seguintes, frestas. Do lado do Evangelho abrem-se três capelas laterais, de verga recta, ladeadas nos extremos e duas delas sobrepujadas por frestas, albergando imaginária sobre plintos e a central, mais alta e larga, um confessionário. Do lado da Epístola, existe um grande vão com porta de madeira de acesso à sala polifuncional, igualmente ladeado por frestas. A parede testeira antecedida por supedâneo com vários degraus, divide-se em cinco panos, apresentando o central, uma imagem de Cristo crucificado, e os panos imediatamente a seguir duas frestas, tendo ainda o da direita uma porta. Sobre o supedâneo existe altar, pia baptismal, ambos em mármore, sacrário e tocheiros metálicos, banco e cadeira do celebrante. No interior da sala polifuncional existe um palco.

Acessos

Avenida D. João I; Avenida Infante D. Henrique

Protecção

Inexistente

Enquadramento

Urbano, isolado, formando frente de rua, no cruzamento da Avenida D. João I com a Avenida Infante D. Henrique, envolvido por zona ajardinada, delimitada por arbustos e pontuada de palmeiras. O portal principal é antecedido por cinco degraus, ladeados por canteiro com flores e arbusto e junto à fachada SE. existe parque de estacionamento.

Descrição Complementar

Utilização Inicial

Religiosa: igreja paroquial

Utilização Actual

Religiosa: igreja paroquial

Propriedade

Privada: Igreja Católica (Diocese de Lisboa)

Afectação

Sem afectação

Época Construção

Séc. 20

Arquitecto / Construtor / Autor

ARQUITETO: Jorge Viana (1985)

Cronologia

1985 - projeto de arquitetura da autoria do arquiteto Jorge Viana, e construção da igreja; 1985 - reforma do projeto inicial devido à presença de uma falha tectónica; 1986 - a obra da igreja é orçamentada em 15.440.000$00.

Dados Técnicos

Sistema estrutural de paredes autónomas.

Materiais

Estrutura em betão armado rebocado e pintado; mesa de altar e pia baptismal em mármore; portas, caixilharias e confessionário de madeira; pavimento em tijoleira; portas, tocheiros e coberturas em ferro; vidros simples; vidros foscos; cobertura em "cascas" de cimento e chapas de fibrocimento.

Bibliografia

Jorge Viana. Arquiteturas, Natureza, Máquina, Sentimento. Câmara Municipal de Oeiras, 2012.

Documentação Gráfica

IHRU/SIPA: Arquivo pessoal de Jorge Viana

Documentação Fotográfica

IHRU/SIPA: Arquivo pessoal de Jorge Viana

Documentação Administrativa

IHRU/SIPA: Arquivo pessoal de Jorge Viana

Intervenção Realizada

Observações

Jorge Viana é também o autor da igreja paroquial da Tabaqueira (v. IPA.00025139).

Autor e Data

Manuel Apóstolo 2011

Actualização

 
 
 
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