Paisagem do Algarve

IPA.00030529
Portugal, Faro, Loulé, Almancil
 
Zonas com revestimento dominantemente artificializado / Culturas permanentes / Zonas alteradas artificialmente, sem vegetação
Número IPA Antigo: PT050808010081
 
Registo visualizado 1535 vezes desde 27 Julho de 2011
 
   
   

Registo

 
Paisagem  Grupo de Unidade de Paisagem        

Descrição

CARACTERIZAÇÃO DOS FACTORES ABIÓTICOS. ELEMENTOS GEOMORFOLÓGICOS. Relevo: Encaixado entre as serras algarvias e o oceano Atlântico, o relevo é predominantemente suave, com formas onduladas e elevações de reduzida expressão como a serra de Monte Figo, os cerros de S. Miguel e Rocha de Salois (que rondam os 400m). Estes relevos resultam de enrugamentos e fracturações no Terciário, que permitiram o levantamento de materiais sedimentares. Ocorrem pequenas variações altimétricas, que se desenvolvem, como num anfiteatro natural orientado a S, entre o interior (barrocal), onde surgem cotas da ordem dos 100m, e a faixa litoral, onde dominam as altitudes inferiores a 50 m. No litoral, a morfologia do terreno difere entre o barlavento e o sotavento. De Sagres até Quarteira, a costa é de arribas altas erodidas, recortada por praias de areia, que vão desde as pequenas enseadas a largas baías, até às extensões mais rectilíneas. No Sotavento, de Quarteira até à foz do rio Guadiana, a acumulação de sedimentos origina uma costa baixa e arenosa, com cordões litorais. Dos acidentes litorais destacam-se a ponta de Sagres e o cabo de São Vicente, (pela sua proeminência e resistência dos materiais litológicos à forte acção abrasiva do mar) e ainda o sistema lagunar da ria Formosa, protegido por um cordão arenoso litoral, que se subdivide em diversas ilhas barreira de configuração alongada e estreita entrecortadas por canais ou barras que alimentam e renovam a água por acção das marés. Declives: área heterogénea, sendo que os declives mais reduzidos se encontram a E de Lagos. Até aí a linha de costa é alta e apresenta declives mais acentuados. Exposição de vertentes: as vertentes encontram-se maioritariamente expostas a S. Geologia: bacia sedimentar meridional, com génese no Terciário. Grutas no litoral. Litologia: faixa litoral heterogénea, sendo que no barlavento dominam os calcários, intercalados com rochas detríticas, e no sotavento (dada a natureza da costa) domina o material litológico brando, sobretudo areias e arenitos, e ainda a planície de aluvião. Solos: solos mediterrâneos e na faixa litoral solos calcários e litólicos; na ria Formosa e no sapal de Castro Marim são dominantes os aluviões e os solos salinos. CLIMATOLOGIA: clima mediterrânico com Verões quentes e secos e Invernos amenos, de curta duração. Insolação elevada (a maior do país, sendo no litoral superior a 3100 horas anuais); temperatura média anual entre 16 a 17,5º C e amplitudes térmicas reduzidas; humidade relativa do ar decresce do cabo de S. Vicente (valores médios de 80 a 85%) para E; a precipitação média anual relativamente baixa aumenta progressivamente do litoral (valores inferiores a 400 e os 500 mm) para o interior (600 mm), sendo a ocorrência de precipitação inferior a 50 dias por ano numa faixa litoral a O. de Faro. A geada atinge com pouca frequência esta área oscilando entre 1 a 5 dias por ano junto ao cabo de S. Vicente e 10 a 20 dias na transição do Barrocal para as serras algarvias. HIDROGRAFIA: Rede densa perpendicular à linha de costa, destacando-se a ribeira de Bensafrim, de Odiáxere e de Quarteira, o rio Arade, Gilão e Guadiana. Numa área de formações calcárias, os recursos aquíferos assumem especial importância, sobretudo no barrocal. Nos últimos anos têm-se multiplicado os furos de captação de água, como forma de abastecimento alternativo à rede pública, o que aumenta consideravelmente a pressão neste recurso, e ainda o perigo de contaminação. CARACTERIZAÇÃO DOS FACTORES BIÓTICOS. FLORA: vegetação tipicamente mediterrânea, com espécies pouco frequentes noutras áreas do país, como a palmeira-anã ou palmeira-das-vassouras (Chamaerops humilis) e a alfarrobeira (Ceratonia siliqua). Diversidade de ecossistemas, em que se destacam enquanto elementos notáveis: promontório de Sagres, sistemas húmidos da ria Formosa e do estuário do Guadiana, o paul de Budens, o estuário da ribeira de Bensafim e a ria de Alvor. Existe uma elevada capacidade de adaptação da vegetação às características edafo-climáticas deste território, sendo possível observar matagais em locais pedregosos e/ou declivosos dominados pelo carrasco, e ainda a vegetação presente em sistemas dunares, que apresenta resistência ao vento e à salinidade (de tipo halofítico), como o tomilho-selvagem (Thymus carnosus), endemismo do S de Portugal. Da vegetação de tipo xerófila (adaptada a grandes períodos de secura) destaca-se a Genista hirsuta. Nas áreas de sapal destaca-se como espécie dominante a Murraça (Trachynotia stricta) e a presença de Halopeplis amplexicaulis (espécie mediterrânica muito rara, que ocorre somente na Reserva Natural do Sapal de Castro Marim e Vila Real de Santo António). Nos matos mediterrâneos, que se encontram degradados, persistem ainda alguns endemismos regionais raros, como a Erva-ursa (Thymus cephalotus) e o Teucrium algabiensis. Ao nível da vegetação arbórea convém realçar a profusão de árvores de cultivo, cujos frutos como os citrinos, figos e amêndoas desempenham um papel importante na economia local (também as uvas, apesar de não provirem de árvores). De igual modo contribuem de forma ostensiva para a diversificação da paisagem, como demonstra esta citação: "Em todo o Algarve, exceptuando as serras de Monchique e Caldeirão, se podem ver mais ou menos amendoeiras em flor. Mas é de preferência no litoral e na região de Loulé, capital das amendoeiras, que o espectáculo se torna mais intenso. Mais velhas e de mais porte, formando bosques cerrados, tocando-se com os cotovelos à beira das estradas ou debruçados dos muros dos quintais, a sua floração, de espessa e concentrada, torna-se tão luminosa que adquire incandescência. Na cor medeiam entre brancas e um rosa vivo que atinge tons de lilás e de pervinca, mas a grande maioria é dum rosa desmaiado." (Cortesão 1995, p. 262). No Barrocal, há grande diversidade florística e faunística, em consequência da posição geográfica e do clima. Mais de 50% das espécies são mediterrânicas. 3% flora endémica, 5% de espécies Ibero-Mauritânicas. Abandono da agricultura favorece a regeneração do coberto vegetal espontâneo. FAUNA: a ria Formosa é uma área de elevada importância para a avifauna (sobretudo para espécies migratórias) e para a reprodução de peixes. A título de exemplo, citam-se algumas das espécies que ocorrem neste território. Aves migratórias: Andorinha-do-mar-anã (Sterna albifrons) espécie em declínio na Europa, que nidifica na ria Formosa; Caimão (Porphyrio porphyrio) uma das espécies mais raras na Europa, reproduz-se na Quinta do Lago; Cegonha-branca (Ciconia ciconia); Fuselo (Limosa lapponica); Galeirão (Fulica atra); Garça-branca-pequena (Egretta garzetta); Maçarico-de-bico-direito (Limosa limosa); Maçarico-real (Numenius arquata); Marraquinho-comum (Anas crecca); Pato-trombeteiro (Anas clypeata); Perna longa (Himantopus himantopus); Picadeira (Anas penelope); Pilrito-comum (Calidris alpina); Tarambola-cizenta (Pluviatis squatarola); Zarro-comum (Aythya ferina). Mamíferos: Coelho-bravo (Oryctolagus cuniculus); Lebre (Lepus capensis); Lontra (Lutra lutra); Ouriço-cacheiro (Erinaceus europaeus); Raposa (Vulpes vulpes); Toupeira (Talpa occidentalis). Répteis: Cágado-de-carapaça-estriada (Emys orbicularis); Camaleão (Chamaleo chamaleo); Cobra-de-água-de-colar (Natrix natrix); Cobra-deágua-viperina (Natrix maura); Cobra rateira (Malpolon monspessaulanus); Lagartixa-do-mato (Psammodrodus algirus); Sardão (Lacerta lépida). CARACTERIZAÇÃO DOS FACTORES ANTRÓPICOS. USO E OCUPAÇÃO DO SOLO: Predominância do uso agrícola e agro-florestal, registando-se a presença de mato sobretudo na área do Barrocal. Ocupação agrícola heterogénea: ao longo do litoral intercala-se de forma pontual a agricultura intensiva (estufas) e pinhais (sobretudo no Sotavento). Para o interior predomina a policultura. Na zona de Silves ocorrem grandes extensões de pomar. Em relação à estrutura fundiária, predominam propriedades de pequena dimensão (entre 1 e 10 ha). A ocupação urbana concentra-se no litoral e é mais densa para O. No interior, os principais aglomerados são Silves e Loulé. No litoral, junto às praias, destaca-se o peso da ocupação urbana intensiva e desordenada, destinada ao turismo e habitação. É importante a presença da zona húmida do sapal da Ria Formosa. No Barrocal, as formações calcárias associadas a solos secos e pedregosos, originaram um modo de vida muito particular, em que o cultivo de cereais de sequeiro, os pomares e a pastorícia se complementam. TIPO DE POVOAMENTO: Rede urbana tradicionalmente concentrada, que se expandiu em mancha de óleo ao longo do litoral e linearmente ao longo da EN 125, criando situações de sobreocupação. A área mais intensamente urbanizada situa-se em duas grandes aglomerações: Faro-Loulé-Olhão e Portimão-Lagos, onde também se situa a principal oferta de alojamento turístico. Subsistem pequenos aglomerados no interior, embora a pressão urbana se faça também sentir no interior, em especial no Barrocal, contribuindo para uma ocupação mais dispersa desta área. As habitações tradicionais com açoteias estão em vias de desaparecimento. DADOS DEMOGRÁFICOS: Grandes disparidades na distribuição populacional, sendo Loulé e Faro os concelhos mais populosos e Vila do Bispo e Castro Marim os concelhos com menos população. População relativamente jovem, com pirâmides etárias concelhias com classes etárias equilibradas. Região dinâmica em termos demográficos, em resultado sobretudo da atracção de migrantes. Entre 1991 e 2001, todos os concelhos ganharam população, excepto Vila do Bispo e Castro Marim. A população concentra-se nos concelhos de Faro, Loulé, Olhão, Portimão e Silves. Os concelhos de Lagoa, Albufeira, Loulé, São Brás de Alportel e Vila Real de Santo António sofreram aumentos populacionais superiores a 20%. PATRIMÓNIO CONSTRUÍDO: Vestígios megalíticos (monumentos megalíticos de Alcalar, em Portimão, com a presença de uma importante necrópole). Vestígios de ocupação romana (vias, villae). Muitas villae romanas documentadas - situadas sobretudo no litoral - existindo ainda vestígios visíveis: Milreu (Faro), Cerro da Vila (Loulé), da Abicada (Portimão). As principais cidades romanas eram Balsa (Luz de Tavira) e Ossonoba (Faro), o principal porto romano do Algarve. Importante produção de garum ou pasta de peixe e actividade agrícola. Influências da ocupação árabe na arquitectura tradicional da região: edifícios caiados de um só piso com açoteia / terraço para a seca dos frutos e outros produtos hortícolas ou para a recolha de água, e com uma chaminé com um "rendilhado". São inúmeros os núcleos urbanos com interesse patrimonial no Algarve. Assim sendo, destaca-se somente porque constituem exemplos de cariz diferenciado: Cacela-a-velha, Castro Marim ou Vila Real de Santo António. Um aspecto comum a esta área é a profusão de fortalezas, que ao longo da linha de costa criavam um sistema defensivo, sendo de realçar a Fortaleza de Sagres, não só pela posição geográfica, mas também pelo simbolismo a ela associado. No âmbito da arquitectura vernacular existem vários exemplos que importa enumerar, sobretudo devido à sua singularidade, quando entendida no contexto nacional, advinda do facto deste ser o território mais meridional do continente português, e aquele onde se manifestou até mais tarde a presença da população mulçumana: vestígios de armações de atum e arrais; salinas; núcleos de salga - na quinta do Marim (próximo de Olhão); noras - de origem árabe; estruturas moageiras (moinhos de vento e de maré) - Moinho Novo de Maré de Marim (fim do século XIX - 1970) foi o último a laborar. Sistemas de elevação de água - noras de ferro movidas com força animal. PATRIMÓNIO INTANGÍVEL: A influência árabe é marcante na região, ao nível do património intangível, estando muito presente na toponímia e na própria designação da região (Al-garb, o Ocidente), no tipo de culturas existentes (figueira, alfarrobeira), nas técnicas agrícolas e de rega (muito importante em todo o sistema agrário) e mesmo nas lendas e contos populares (por ex. lenda das amendoeiras em flor). O cabo de S. Vicente, já descrito por Estrabão como cabo sagrado ("promunturium sacrum"), constituía um importante local de culto que se manteve até aos dias de hoje, com a romaria de São Vicente. A gastronomia algarvia constitui uma parte importante do património local, pela sua originalidade no contexto nacional, que tem origem nos produtos agrícolas tradicionais da região: por exemplo o mel de Monchique (produto certificado), doces e licores de amêndoa e de figo. É interessante verificar que um pormenor arquitectónico da arquitectura residencial tradicional, a chaminé algarvia, se tornou num símbolo do de toda a região. ORGANIZAÇÃO SOCIAL E MODOS DE VIDA: As diferenças de ocupação do solo entre o litoral e o interior algarvio têm como consequência a coexistência de modos de vida mais rurais, sobretudo na zona do Barrocal (que estavam ligados a uma agricultura intensiva de hortas e pomares de regadio) com uma ocupação urbana do litoral, onde se situam as cidades e uma vasta faixa de expansão urbana. A vivência do litoral é marcada por uma forte sazonalidade resultado da ocupação turística nos momentos de férias (Verão, Páscoa, Carnaval). A pesca e a extracção de sal constituem importantes actividades do litoral, por vezes associadas a indústrias de produção de bens alimentares, como conservas. A maior parte da população empregada trabalha nos serviços, nomeadamente nos de apoio ao turismo, sendo o Algarve o principal destino turístico de Portugal. A Ria Formosa constitui um importante recurso económico da região, proporcionado o desenvolvimento de actividades como o viveirismo, a mariscagem, a aquacultura e a salicultura. A riqueza biológica, a extensão dos sapais, bem como as condições de abrigo oferecidas às embarcações favoreceram o crescimento da pesca. Nas últimas décadas, esta área surge cada vez mais associada à oferta turística, não só pela beleza da sua paisagem, mas também pelas praias. Esta crescente procura tem óbvias implicações na fragilidade do ecossistema. PONTOS DOMINANTES: cabo de São Vicente; cabo de Sagres, cabo de Santa Maria, Alto da Foia (Monchique) - 902m. Além destes, também se constituem como pontos dominantes: Fortaleza de Cabo de São Vicente (1508); Fortaleza de Sagres (século XV); Fortaleza de Santa Catarina de Ribamar (séc. XVII); Forte da Baleeira (séc. XVI); Forte de Beliche (séc. XVI); Forte da Ponta da Bandeira (séc. XVII); Forte de São João (1643); Castelo de Tavira (origem mourisca); Castelo e muralha de Faro (século IX); Fortaleza de Cacela; Fortaleza de Santo António de Tavira; Fortaleza de São João da Barra (1656); Farol do Cabo de São Vicente (1848); Farol da Ponta de Altar (1893); Farol da Ponta da Piedade (1913); Farol do Cabo de Santa Maria (1923); Farol da Ponta de Santo António (1923). SISTEMA DE VISTAS: Anfiteatro natural sobre o mar. PERCEPÇÃO DA PAISAGEM: A riqueza e diversidade cromáticas do Algarve são fundamentais na percepção da sua paisagem, onde é marcante o contraste entre o azul do mar com os tons amarelos das arribas e areais. No Barrocal, o contraste é também marcante, mas entre os tons vermelhos do solo e os das diversas ocupações agrícolas e da vegetação mediterrânica. Em relação ao edificado, predomina o branco. É também significativa a percepção olfactiva, associada à proximidade do mar, às culturas de pomar do Barrocal e à flora mediterrânica, com a presença de plantas aromáticas.

Acessos

Rodoviário: A2, A22 (Via do Infante), IC1, EN125; EN2; EN268; EN266; EN124; ER125. Ferroviário: Linha do Sul e Linha do Algarve.

Protecção

Inclui o PN - Parque Natural da Ria Formosa (Decreto Lei n.º 373/87, de 9 Dezembro 1987), inclui o PN - Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina (Decreto Regulamentar n.º 26/95, de 21 Setembro 1995), inclui a RN - Reserva Natural do Sapal de Castro Marim e Vila Real de Santo António (Decreto n.º 162/75, de 27 de Março), inclui o sítio classificado da Rocha da Pena e sítio classificado da Fonte Benémola (Decreto Lei nº 392/91, de 10 Outubro 1991)

Enquadramento

Extremo S. de Portugal Continental, confina a N. com as Serras do Algarve e do Litoral Alentejano, a E. com o rio Guadiana, fronteira natural com a Andaluzia espanhola, a S. com o oceano Atlântico e a O. com a Costa Alentejana e o Sudoeste Vicentino. Inclui a unidade de paisagem designada por Ponta de Sagres e Cabo de São Vicente, que constitui uma unidade comum aos grupos de unidades de paisagem do Algarve e da Costa Alentejana e Sudoeste Vicentino.

Descrição Complementar

Grupo de unidades que inclui as unidades de paisagem do Barlavento algarvio, Litoral do centro algarvio, Barrocal algarvio e Ponta de Sagres e Cabo de São Vicente. Constitui 40% do território do Algarve, estando as zonas serranas individualizadas no Grupo de Unidades de paisagem das Serras do Algarve e do litoral alentejano. Paisagem muito marcada pela influência do clima e da vegetação mediterrânicas, com uma localização geográfica privilegiada em termos climáticos (abrigada pela serra, com o oceano Atlântico como envolvente, favorável a um clima marítimo. É ainda de referir a separação entre Barlavento (de Albufeira ao Cabo de São Vicente), Centro (entre Tavira e Albufeira) e Sotavento (de Vila Real a Tavira), o primeiro com um clima mais marítimo, o segundo com um clima mais tropical, protegido dos ventos Norte pela serra e o terceiro com menor protecção do frio. Região com elevado valor paisagístico e com características únicas em Portugal, mas sob grandes pressões, derivadas da urbanização desordenada, que começou no litoral, mas se tem vindo a estender também ao Barrocal, que tem como consequências desajuste entre a oferta urbanística, as necessidades da população (nomeadamente em termos de equipamentos) e o equilíbrio da paisagem algarvia. Em simultâneo, regista-se o abandono e subaproveitamento das actividades agrícolas tradicionais e dos espaços florestais, com consequências ao nível da paisagem e do equilíbrio dos ecossistemas, mas também a níveis mais indirectos, como da existência de produtos agrícolas para a gastronomia tradicional. É de salientar a importância do Parque Natural da Ria Formosa, em termos de preservação da fauna e flora locais. Dado que o turismo é a principal actividade desta região, é essencial criar modelos de ordenamento que articulem articular a sua sustentabilidade com as actividades económicas, factor essencial para a preservação da paisagem mediterrânica que suscitou a própria procura turística.

Utilização Inicial

Não aplicável

Utilização Actual

Não aplicável

Propriedade

Não aplicável

Afectação

Não aplicável

Época Construção

Não aplicável

Arquitecto / Construtor / Autor

Não aplicável

Cronologia

Dados Técnicos

Não aplicável

Materiais

Calcário

Bibliografia

Guia de Portugal II Estremadura, Alentejo, Algarve, Lisboa, Fundação Calouste Gulbenkian, 1983. Ribeiro, O., Portugal. O Mediterrâneo e o Atlântico, Lisboa: Livraria Sá da Costa, 1987. Jaime Cortesão, Portugal a Terra e o Homem, Lisboa, Imprensa-Nacional Casa da Moeda, 1995. Ribeiro, O., Lautensach, H., Daveau, S., Geografia de Portugal I, II, III, IV. Lisboa, Ed. Sá da Costa, 1987. AAVV, Contributos para a Identificação e Caracterização da paisagem em Portugal Continental, vol. 5, Lisboa, 2004, DGOTDU. Ministério do Ambiente, do Ordenamento do Território, Programa Nacional da Política de Ordenamento do Território, Relatório, Fevereiro 2006. Itinerários arqueológicos do Alentejo e Algarve, programa de valorização cultural e divulgação turística, Lisboa Ministério do Comércio e Turismo, Secretaria de Estado do Turismo, Fundo do Turismo, Secretaria de Estado da Cultura, Direção-Geral do Património Cultural..

Documentação Gráfica

IHRU-SIPA; IA; ICNF; DGT; IgeoE; EP

Documentação Fotográfica

IHRU-SIPA

Documentação Administrativa

IHRU-SIPA

Intervenção Realizada

Via do Infante, Marinas de Vilamoura, Lagos, e Albufeira, campos de golfe (certificados ambientalmente).

Observações

INSTRUMENTOS LEGAIS DE GESTÃO DO TERRITÓRIO - Plano Regional de Ordenamento do Território (aprovado pelo Decreto Regulamentar n.º11/91, de 21 de Março, encontra-se em processo de revisão); Plano de Ordenamento da Orla Costeira Sines-Burgau (aprovado pela Resolução do Conselho de Ministros n.º 152/98 de 30 de Dezembro), Plano de Ordenamento da Orla Costeira de Burgau-Vilamoura (aprovado pela Resolução do Conselho de Ministros n.º 33/99 de 27 de Abril) e Plano de Ordenamento da Orla Costeira de Vilamoura-Vila Real de Santo António (aprovado pela Resolução do Conselho de Ministros n.º 103/05 de 27 de Junho). Plano de Bacia Hidrográfica das Ribeiras do Algarve (Decreto Regulamentar Nº 12/2002 de 9 de Março); Plano de Bacia Hidrográfica do Guadiana (Decreto Regulamentar n.º 16/2001 de 5 de Dezembro).

Autor e Data

Luís Marques 2010

Actualização

 
 
 
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