Edifício dos Correios, Telégrafos e Telefones, CTT, de Bissau

IPA.00030437
Guiné-Bissau, Bissau SA, Bissau, Bissau
 
Arquitetura de comunicações, do século 20. Estação de correios, de planta em U, evoluindo em dois pisos, de linhas simples e funcionais, com fachadas em cantaria.
Número IPA Antigo: GW910301000010
 
Registo visualizado 93 vezes desde 27 Julho de 2011
 
   
   

Registo

 
Edifício e estrutura  Edifício  Comunicações  Estação de correios (CTT)    

Descrição

Planta em U, apresentando coberturas em telhado de duas águas. Fachadas revestidas a cantaria. Fachada principal voltada a NE., de três panos e dois pisos, apresentando entre si semelhanças ao nível da fenestração. Pano central, monumentalizado e acrescentado impacto cénico à fachada, com entrada mais saliente, com acesso por três portas enquadradas por quatro pilastras nas quais assenta um entablamento reto com inscrição: CTT. Esta opção monumentaliza e acrescenta impacto cénico à fachada - segundo a memória descritiva do projeto, optou-se por imprimir aos alçados "o carácter oficial e uma dignidade como convém ao próprio edifício e local onde será edificado." *2 O pano lateral direito apresenta o primeiro piso rasgado por 7 janelas e uma porta e no superior por 10 janelas. O pano lateral esquerdo difere do oposto pela existência da porta no piso térreo e do conjunto de três janelas, sobre esta, no piso superior. INTERIOR. Pequeno vestíbulo, onde se localizam os apartados, à esquerda do qual se entra no espaço de atendimento ao público, o qual preserva ainda um balcão de madeira, presumivelmente original.

Acessos

Avenida Amilcar Cabral (antiga Avenida da República), Rua Vitorino Costa

Protecção

Enquadramento

Urbano, isolado. Localiza-se num lote junto à principal avenida da cidade (Avenida Amilcar Cabral) originalmente destinado ao edifício da câmara municipal, apresenta a fachada principal voltada à Sé Catedral (v. GW910301000002) e o tardoz ao Mercado Municipal (v. GW910301000008).

Descrição Complementar

Utilização Inicial

Comunicações: estação de correios (CTT)

Utilização Actual

Comunicações: estação de correios (CTT)

Propriedade

Afectação

Época Construção

Séc. 20

Arquitecto / Construtor / Autor

ARQUITETO: Lucínio Cruz (1950, 1955).

Cronologia

1950 - projeto da autoria do arquiteto Lucínio Cruz (Gabinete de Urbanização Colonial); 1955 - projeto da autoria do arquiteto Lucínio Cruz (Gabinete de Urbanização do Ultramar).

Dados Técnicos

Materiais

Bibliografia

MILHEIRO, Ana Vaz e DIAS, Eduardo Costa - Arquitectura em Bissau e os Gabinetes de Urbanização Colonial (1944-1974) in usjt.br/arq.urb/numero. 02, 2009; MILHEIRO, Ana Vaz - Guiné-Bissau. Lisboa: Circo de Ideias, 2012.

Documentação Gráfica

AHU: MU/DGOPC/DSUX/Caixa29;

Documentação Fotográfica

IHRU: SIPA

Documentação Administrativa

Intervenção Realizada

Observações

Não foi possível aferir a totalidade das características do edifício, mas segundo a memória descritiva, originalmente o piso térreo deveria ser reservado a sala do público, registos, secretaria, gabinete de chefia, verificação aduaneira, armazém de encomendas, expedição de malas e central rádio telegráfica, devendo o piso superior ser ocupado pela biblioteca, sala do conselho, gabinetes do diretor e do adjunto, secretaria, laboratório, arquivo geral, escola dos CTT, central telefónica e vestiário. Todos os pavimentos deveriam ser de mosaico hidráulico, à exceção das oficinas e garagem que seria de betonilha esquartelada. As portas da sala do público, de acesso ao piso superior e encomendas postais deveriam ser de "ferro perfilado com bites de metal polido, guarnecidas a vidro tipo belga 0,005m", devendo as janelas ser "de madeira comprensada com pisos tipo patenteado "Luzarpuro"". *1) segundo a memória descritiva do projeto - não tendo sido possível confirmar - "a indicação da estereotomia das pedras nas fachadas [deveria ser] feita em marmorite lavada de grão 1 de cor cinzenta feita com pedra de Estremoz. Os restantes paramentos [deverão ser] também de marmorite sem juntas ou cor de cor branca com granulado de pedra "Lioz"". *2) Segundo Ana Vaz Milheiro (Milheiro, 2012, p.18), "a fachada é monumentalizada à maneira das obras do Estado Novo na metrópole, ou melhor, dos novos edifícios que emergem no campus universitário da Alta de Coimbra, em que Lucínio também trabalha. A orientação estilística é já outra e ao maneirismo regionalista da Sé sobrepõem-se um outro maneirismo de Estado, mais historicista e monumental."

Autor e Data

Tiago Lourenço 2010 (projeto FCT PTDC/AURAQI/104964/2008 Gabinetes Coloniais de Urbanização: Cultura e Prática Arquitectónica)

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