Igreja Paroquial de Terroso / Igreja de São Tomé

IPA.00030068
Portugal, Bragança, Bragança, Espinhosela
 
Arquitectura religiosa, setecentista. Igreja paroquial de planta longitudinal composta por nave única e capela-mor, mais estreita, interiormente com iluminação axial e unilateral. Fachadas rebocadas e pintadas, com cunhais apilastrados coroados por pináculos e terminadas em friso e cornija; a principal termina em empena truncada por dupla sineira e é rasgada por portal de verga recta encimada por frontão interrompido e óculo. Fachada lateral esquerda com anexos adossados e a oposta rasgada por porta travessa de verga recta e janela de capialço na nave e capela-mor; a posterior é cega e termina em empena.
Número IPA Antigo: PT010402130308
 
Registo visualizado 715 vezes desde 27 Julho de 2011
 
   
   

Registo

 
Edifício e estrutura  Edifício  Religioso  Templo  Igreja paroquial  

Descrição

Planta longitudinal composta por nave única e capela-mor, mais estreita e da mesma altura, tendo adossada à fachada lateral esquerda sacristia e anexo rectangular de topo frontal curvo. Volumes escalonados com coberturas em telhados de duas águas na igreja e de uma na sacristia e anexo, rematadas em beirada simples. Fachadas rebocadas e pintadas de branco, percorridas por faixa cinzenta, as da igreja terminadas em friso e cornija e com cunhais apilastrados, coroados por pináculos piramidais com bola sobre acrotérios. Fachada principal virada a SO., terminada em duplo friso e cornija, sobre a qual se desenvolve empena truncada por dupla sineira, com vãos em arco de volta perfeita sobre pilares, albergando sinos, ladeado por aletas e rematada em cornija recta com pináculos piramidais de bola ladeando cruz latina de cantaria sobre acrotério. É rasgada por portal de verga recta sobre pilastras, encimado por friso e frontão curvo interrompido por elemento de cantaria rematado em motivo angular e tendo ao centro pequeno nicho, interiormente concheado e desnudo; lateralmente é encimado por bolas estriadas sobre plintos; o friso do remate apresenta sobre o portal cruz relevada envolvida por resplendor e na empena abre-se pequeno óculo quadrilobado. Fachada lateral esquerda com o anexo rasgado por porta de verga recta e moldura simples, precedida por dois degraus, e dois pequenos óculos circulares; na zona curva, virada a SO., integra-se na caixa murária fragmento de cantaria semicircular, moldurado por cabo e vazado por cruz grega de topos circulares. A fachada lateral direita é rasgada, na nave, por porta travessa de verga recta, de moldura simples e uma janela de capialço e, na capela-mor, por uma outra janela de capialço, ambas gradeadas. A fachada posterior da capela-mor é cega e termina em empena, coroada por cruz latina de braços circulares, e a da sacristia, terminada em meia empena, é rasgada por janela quadrangular, moldurada e gradeada. Os sinos possuem acesso por varandim com guarda em ferro.

Acessos

Lugar de Terroso

Protecção

Inexistente

Enquadramento

Urbano, isolado no interior da aldeia, adaptado ao declive do terreno e circundado por arruamentos, pavimentados em paralelos. É enquadrada por habitações, nomeadamente o centro de convívio.

Descrição Complementar

Utilização Inicial

Religiosa: igreja paroquial

Utilização Actual

Religiosa: igreja

Propriedade

Privada: Igreja Católica (Diocese de Bragança - Miranda)

Afectação

Sem afectação

Época Construção

Séc. 18

Arquitecto / Construtor / Autor

Desconhecido.

Cronologia

1258 - nas Inquirições de D. Afonso III, Terroso, Espinhosela, Cova da Lua e Vilarinho da Cova da Lua eram foreiras do rei; séc. 13 / 14 - as povoações continuavam a ser foreiras do rei; 1320 - no Catálogo de Todas as Igrejas existentes no reino no tempo de D. Dinis, a igreja de Terroso foi taxada em 20 libras; 1706 - segundo o Padre Carvalho da Costa é abadia da apresentação da Diocese de Miranda; a povoação tem 50 vizinhos; 1758, 17 Abril - segundo o abade Afonso de Carvalho Ariaes nas Memórias Paroquiais, a freguesia pertencia ao Ducado de Bragança, bispado de Miranda, comarca e termo de Bragança; tinha 130 pessoas de confissão e comunhão, 10 de confissão e 37 vizinhos; o lugar situava-se num alto plano e descoberto e porque a paróquia ficava fora, andava-se então fazendo de novo a igreja no meio do lugar, aonde estava uma capela de São Marçal; a igreja tinha orago de São Tomé e quatro altares, o principal do orago, outro de Cristo Crucificado, outro de São Marçal e outro de Santa Catarina; o abade dizia que havia de ter duas naves; tinha uma irmandade de Santa Rita de Cácia no altar de São Marçal; o pároco era abade e da apresentação da Mesa Episcopal in solido, rendendo anualmente 200$000; a freguesia estava sujeita às justiças da cidade de Bragança, ali assistindo apenas um juiz espadaneo, colocado pelo juiz de fora de Bragança; servia-se do correio de Bragança.

Dados Técnicos

Sistema estrutural de paredes portantes.

Materiais

Estrutura rebocada e pintada; sineiras, pináculos, cruzes, molduras dos vãos e outros em cantaria de granito; portas de madeira; vidros simples; grades e guarda em ferro; cobertura de telha.

Bibliografia

CAPELA, José Viriato, BORRALHEIRO, Rogério, MATOS, Henrique, As Freguesias do Distrito de Bragança nas Memórias Paroquiais de 1758. Memórias, História e Património, Braga, 2007; COSTA, António Carvalho da (Padre), Corografia Portugueza..., Lisboa, Valentim da Costa Deslandes, 1706, tomo I; FERNANDES, Armando, RODRIGUES, Luís Alexandre, Monografia das Freguesias do Concelho de Bragança, Bragança, Câmara Municipal de Bragança, 2004.

Documentação Gráfica

Documentação Fotográfica

IHRU: SIPA

Documentação Administrativa

Intervenção Realizada

Observações

EM ESTUDO

Autor e Data

Paula Noé 2010

Actualização

 
 
 
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