Forte da Meia Praia / Forte de São Roque

IPA.00002840
Portugal, Faro, Lagos, São Gonçalo de Lagos
 
Forte seiscentista obedecendo às novas características da artilharia. Planta quadrangular com rampa de aceso ao terraço. Tipologicamente similar ao Forte da Ponta da Bandeira, mas mais simples, uma vez que não foi alvo de recuperações. Integrado no plano de defesa da baía de Lagos.
Número IPA Antigo: PT050807040011
 
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Registo

 
Edifício e estrutura  Edifício  Militar  Forte    

Descrição

Planta quadrangular com muros cegos, sem fosso e friso em cantaria à volta a 3/4 de altura. Porta de entrada a poente, recuada em relação aos ângulos. Pátio com rampa de acesso ao piso superior. Pequena habitação de 2 pisos no ângulo noroeste.

Acessos

Estrada da Meia Praia, junto à EN 125, Km 3, Rua Ribeira de Arão

Protecção

Categoria: MIP - Monumento de Interesse Público, Portaria n.º 182/2015, DR, 2.ª série, n.º 52 de 16 março 2015

Enquadramento

Isolado, no cimo de um pequeno monte, no extenso areal da Meia Praia e junto à orla marítima. Situa-se na baía de Lagos, na margem direita da ribeira Arão, a 1 km da sua foz.

Descrição Complementar

Utilização Inicial

Militar: forte

Utilização Actual

Cultural e recreativa: marco histórico-cultural

Propriedade

Pública: estatal

Afectação

Guarda Nacional Repúblicana (Antiga Guarda Fiscal)

Época Construção

Séc. 17 (conjectural) / 18

Arquitecto / Construtor / Autor

Cronologia

1670 - provável edificação do Forte, durante o governo de D. Nuno da Cunha, Conde de Pontével, com o fim de defender a embocadura da ribeira Carrapateira e praias adjacentes; 1755 - terramoto causa desmoronamentos em diversas zonas do forte; 1765 - relatório do Sargento-Mor Romão em que refere que "não tem, ao presente, quartel nem armazém para a pólvora"; 1796 - reconstrução, perante a ameaça das invasões francesas; 1805 - fica dependente da Praça Forte de Lagos, após alvará do Príncipe Regente João; 1822 - ofício do Capitão Engenheiro, José Feliciano Farinha, informando que o forte se encontra "completamente vazio e destruído"; 1849 - relação de trabalhos a efectuar (desobstrução de parte da muralha e reparação de reboco) por 2 oficiais do Corpo de Engenheiros, informando que o forte ainda se encontra abandonado; 1873 - Cedido à Câmara, que o cede ao director da Alfândega de Faro, para aí estabelecer um posto de fiscalização; 1878 - na posse da Câmara Municipal, instala-se a Guarda Fiscal; 1963 - proposta do MOP a adaptação do forte a estabelecimento de carácter turístico; 1956, 12 outubro - Parecer da Junta Nacional de Educação a propor a classificação como IIP - Imóvel de Interesse Público; 1956, 13 outubro - Despacho de homologação de classificação pelo Subsecretário de Estado da Educação Nacional; 1972 - ofício da DGEMN, informando que as obras de consolidação mínimas para o forte importam em 400.000$00, "não parecendo viável a sua recuperação sem que para o efeito seja atribuído superiormente um subsídio especial"; 1973, 04 maio - novo Parecer da Junta Nacional de Educação a confirmar a proposta de classificação como IIP; 1973, 31 maio - despacho de homologação de classificação como Imóvel de Interesse Público pelo Secretário de Estado da Instrução e Cultura; 2011, 02 fevereiro - Proposta de ZEP pela DRCAlgarve; 2011, 07 novembro - Parecer favorável à ZEP pela SPAA do Conselho Nacional de Cultura; 2014, 21 fevereiro - publicação de Portaria n.º 41/2014, DR, 2.ª série, n.º 14, classificando o Forte da Meia Praia como Monumento de Interesse Público; 2014, 02 abril - despacho do Diretor-Geral da DGPC de devolução à DRCAlgarve do processo da ZEP para reanálise; 2015, 19 fevereiro - publicação de Portaria n.º 116/2015, DR, 2.ª série, n.º 35, revogando a Portaria n.º41/2014, devido ao seu preâmbulo apresentar algumas imprecisões topográficas e arquitetónicas.

Dados Técnicos

Paredes autoportantes em alvenaria de pedra

Materiais

Alvenaria de pedra (panos fachada), cantaria, tijoleira (rampa), argamassa de cimento (pavimento do terraço), madeira, vidro, telha de aba e canudo (moradia).

Bibliografia

ALMEIDA, General João de - Roteiro dos monumentos Militares Portugueses. Lisboa, 1948; CALLIXTO, Carlos Pereira - História das Fortificações da Praça de Guerra de Lagos. Lagos, 1992; DGEMN - Muralhas de Lagos - Boletim da DGEMN, Junho, 1961, nº 104; LEAL, Pinho - Portugal Antigo e Moderno. Lisboa, 1874, vol. IV; ROCHA, João Paulo - Monografia de Lagos. Faro, 1991.

Documentação Gráfica

DGPC: DGEMN/DREMS; AHM (3ª Div., 47ª Sec., nº 1586/12); DSFOE (Arm. 2, Prat. 17, Pasta 24, Doc. 106).

Documentação Fotográfica

DGPC: DGEMN/DSID; AHM

Documentação Administrativa

DGPC: DGEMN/DSID, DGEMN/DREMS; AHM (3ª Div., 9ª Sec., Cx nº91, nº 22, Cx nº 92, nº 1 e 21).

Intervenção Realizada

Observações

*1 - ...DOF situado na margem direita da Ribeira de Arão, ou de odeáxere, a 1 Km da sua Foz, Meia Praia.

Autor e Data

João Neto 1991 / Anouk Costa 1997

Actualização

 
 
 
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