Núcleo urbano da cidade das Caldas da Rainha

IPA.00028126
Portugal, Leiria, Caldas da Rainha, União das freguesias de Caldas da Rainha - Nossa Senhora do Pópulo, Coto e São Gregório
 
Núcleo urbano sede municipal. Cidade situada em planície. Vila medieval de fundação régia (casa das Rainhas). Cidade contemporânea.
Número IPA Antigo: PT031006030062
 
Registo visualizado 179 vezes desde 27 Julho de 2011
 
   
   

Registo

 
Conjunto urbano  Aglomerado urbano  Cidade  Vila moderna  Vila moderna  Régia (D. João II)

Descrição

Acessos

A8, Avenida Infante D. Henrique, Rua 31 de Janeiro

Protecção

Inclui Igreja Matriz das Caldas da Rainha (v. PT031006030001) / Ermida do Espírito Santo (v. PT031006030008) / Edifício dos Paços do Concelho (v. PT031006030007) / Ermida de São Sebastião (v. PT031006030009) / Chafariz da Rua Nova (v. PT031006030006) / Museu José Malhoa (v. PT031006030012) / Hospital Termal Rainha D. Leonor (v. PT031006030039) / Palácio do Visconde de Sacavém / Museu da Cerâmica (v. IPA.00014238)

Enquadramento

Urbano, situado em planície. A cidade das Caldas da Rainha implanta-se à cota de 50 m, a O. da A8, e a cerca de 2 km, também a O., da Foz do Arelho, que desagua para o Atlântico. Paisagem envolvente caracterizada por um relevo pouco acentuado, marcado por vales férteis que enriquecem a agricultura da região. O sistema hidrográfico do município destaca-se pela abundância dos rios de pequena dimensão, sendo a cidade das Caldas da Rainha evidenciada pelos seus afloramentos de águas termais de excepcional qualidade, onde realçam as águas minero-medicinais e as sulfatadas cálcicas. O concelho de Caldas da Rainha é composto por doze freguesias *1, e limitado pelos concelhos de Alcobaça a N., Rio Maior a E., Bombarral, Cadaval e Óbidos a S.

Descrição Complementar

Utilização Inicial

Não aplicável

Utilização Actual

Não aplicável

Propriedade

Não aplicável

Afectação

Não aplicável

Época Construção

Séc. 15 / 18 / 19

Arquitecto / Construtor / Autor

Não aplicável

Cronologia

1222 - referência dos banhos das caldas de Óbidos no testamento de D. Zoudo, proprietário da aldeia da Cornaga (actual Tornada); 1336 - Carta de Álvaro Pais, bispo de Silves, a D. Afonso IV, datada de Alcobaça, informando que seguia para as caldas de Óbidos para completar restabelecimento de doença de pele; 1474 - concessão de privilégios a quem se fixar nas caldas de Óbidos por D. Afonso V ; 1482 - nomeação de D. Leonor para donatária do concelho de Óbidos; 1485 - construção do grande hospital das Caldas da Rainha; 1488 - carta de privilégios e liberdades a 10 moradores, dada por D. João II, que estabelece, também, um couto de 20 homiziados; 1495 - autorização papal para fundação de uma capela junto ao hospital termal, a pedido de D. Leonor, 1511 - elevação a vila; 1598 - extinção do couto de homiziados caldenses, mantendo os privilégios a moradores, em número de 30, por Filipe I; séc. 18, meados - reforma total da primitiva ermida quinhentista do Espírito Santo; 1747 - D. João V encarregou o engº militar Manuel da Maia da construção dos Paços do Concelho; 1749 - data de construção do chafariz da Rua Nova, fez parte de um plano de abastecimento de água às Caldas da Rainha, por ordem de D. João V, a par dos Chafarizes das 5 Bicas e da Estrada da Foz; 1870, década - construção do Grande Hotel Lisbonense; séc. 19, último quartel - a Rua Heróis da Grande Guerra assume um papel hierárquico no interior da malha urbana e crescimento da cidade; 1927 - elevação a cidade; 1948 - anteprojecto de remodelação do parque das termas pelo arquitecto paisagista Francisco Caldeira Cabral (v. PT031006030046); 2013, 28 janeiro - criação da União das Freguesias de Nossa Senhora do Pópulo, Coto e São Gregório por agregação das mesmas, pela Lei n.º 11-A/2013, DR, 1.ª série, n.º 19.

Dados Técnicos

Materiais

Bibliografia

COSTA, Carvalho da, Corografia Portuguesa, Tomo III, p.90, Lisboa, 1706; CARVALHO, Augusto da Silva, Memórias das Caldas da Rainha, Lisboa, 1932; S. PAULO, Jorge de, Antiguidades das Caldas da Rainha e do tempo da Rainha D. Leonor, Caldas da Rainha, 1959; RODRIGUES, Luís Nuno, TAVARES, Mário, SERRA, João Bonifácio (coor.), Terra de Águas, Caldas da Rainha, 1993; SERRA, João B., Introdução à História das Caldas da Rainha, 1995; MANGORRINHA, Jorge, "O Património identitário como estratégia urbana (o caso das Caldas da Rainha, Portugal) in II Fórum Ibérico sobre Centros Históricos, Centro Cultural de Cascais, Câmara Municipal de Cascais, 2005

Documentação Gráfica

IHRU: Arquivo Pessoal Francisco Caldeira Cabral; CM Caldas da Rainha: CHCR, GPCH

Documentação Fotográfica

IHRU: SIPA, DGEMN/DSID

Documentação Administrativa

DGEMN/DSARH (Anteplano de Urbanização das Caldas da Rainha, DSARH-010-057/41); DGARQ/TT: Memórias paroquiais, vol. 8, nº 40, p. 229 a 242; IHRU: Arquivo Pessoal Francisco Caldeira Cabral; CM Caldas da Rainha: CHCR, GPCH

Intervenção Realizada

Observações

1* - A dos Francos, Alvorninha, Carvalhal Benfeito, Foz do Arelho, Landal, Nadadouro, Nossa Senhora do Pópulo, Salir de Matos, Santa Catarina, Tornada, Santo Onofre e Vidais. O Município das Caldas da Rainha está geminado com Poços de Caldas (Brasil), Huambo e Lubango (Angola), Raincy e Cambo-les-Bains (França), Coria e Badajoz (Espanha), Dinant (Bélgica), Perth Amboy (E.U.A.)

Autor e Data

Anouk Costa, Cláudia Morgado, Rita Vale 2009

Actualização

 
 
 
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