Mosteiro de Santa Clara-a-Velha

IPA.00002807
Portugal, Coimbra, Coimbra, União das freguesias de Santa Clara e Castelo Viegas
 
Mosteiro feminino da Ordem de Santa Clara, com igreja do gótico mendicante de corpo totalmente abobadado.
Número IPA Antigo: PT020603160002
 
Registo visualizado 2831 vezes desde 27 Julho de 2011
 
   
   

Registo

 
Edifício e estrutura  Edifício  Religioso  Convento / Mosteiro  Mosteiro feminino  Ordem de Santa Clara - Clarissas (Província de Portugal)

Descrição

Planta longitudinal com 3 naves de 7 tramos quase à mesma altura. Cabeceira da capela-mor poligonal, ladeada por 2 capelas, quadrangulares no exterior e interiormente poligonais. Cobertura diferenciada em 2 águas na nave central e 1 água nas laterais *2, sub-beirais com cornija de modilhões articulados e cachorros independentes e sem adornos. Fachada O. com portal de arco quebrado encimado por grande rosácea. Fachadas laterais com largos contrafortes a apoiar paredes alternando com frestas duplas, de mainéis e tímpanos de grandes dimensões; fachada N. com vestígios de adro desafogado e alpendre; ritmo interrompido na fachada S. por campanário ponteagudo, no 5º tramo, de acesso interior através de escada interior em caracol, e rosácea de 8 colunas radiais no 6º (em relação à cabeceira), sobre porta de acesso ao claustro. Portas laterais com capitéis de temas vegetalistas estilizados e zoomórficos, em tramos diferentes decorrente da funcionalidade espacial: a N. acesso público à igreja, a S. privado ao espaço monástico. A E. sobre capela-mor parte de rosácia e nas capelas laterais fresta estreita no topo. No interior, nave central coberta por abóbada de berço quebrado dividida por arcos torais de grande porte, apoiados sobre mísulas cónicas. No 1º tramo existem os arranques de 2 arcos cruzados que não se construíram. Naves laterais cobertas por arcos cruzeiros com pilares e mísulas. Os 3 primeiros tramos correspondem à igreja, de acesso público e os 4 restantes à área conventual, espaços separados por parede robusta, com vestígios de gradeamento *3. Entre os pilares arcos longitudinais e transversos que serviram de suporte a pavimento intermédio que ligava ao da capela alta, hoje inexistente, que cortam a verticalidade espacial. A S. vestígios do claustro, com abobodas de berço, quadrangular, com tanque central também quadrangular de grandes proporções, não centrado, algumas floreiras dispersas revestidas a azulejos hispano-árabes *4, com lavabo a E. em posição centrada dando acesso a refeitório (vestígios). Pilares duplos com capitéis naturalistas a E. Articulado, a S. do claustro, portal de acesso à sala do capítulo e o que dela resta, e vestígios de cozinha. A O. vestígios da hospedaria. Seguindo um eixo N - S encontram-se mais vestígios de outro claustro de menores dimensões, a S., onde se encontrava o noviciado.

Acessos

Junto à EN. Lisboa / Porto - Est. das Lages, R. António Augusto Gonçalves.

Protecção

Categoria: MN - Monumento Nacional, Decreto de 16-06-1910, DG n.º 136 de 23 Junho 1910 / ZEP / Zona "non aedificandi", Portaria, DR, 2ª série, nº 49 de 11 de março de 2009 / Decreto n.º 31-A/2012, DR, 1.ª série, n.º 252 de 31 dezembro 2012 (ampliação da área classificada)

Enquadramento

Urbano, isolado, na margem esquerda do Mondego, em local acima do nível primitivo, decorrente dos contínuos assoreamentos fluviais, integrando espaço cenográfico.

Descrição Complementar

Utilização Inicial

Religiosa: mosteiro feminino

Utilização Actual

Cultural e recreativa: monumento

Propriedade

Pública: estatal

Afectação

DRCCentro, Portaria n.º 829/2009, DR, 2.ª série, n.º 163 de 24 agosto 2009

Época Construção

Séc. 13 / 14 / 15 / 16 / 17 / 19

Arquitecto / Construtor / Autor

ARQUITECTOS: Domingos Domingues e Mestre Estevão Domingues (séc. 14) ; Baltazar de Castro (obras de restauro 1932 a 1937), Luís Amoroso Lopes (obras de reparação e protecção 1954 a 1981); PINTOR: Quentin Metsys; Alexandre Alves Costa e Sérgio Fernandez (Centro de Interpretação)

Cronologia

1283, 13 Abril - Concedida a D. Mor Dias, senhora que vive junto do cenóbio de Santa Cruz, licença para fundar mosteiro de clarissas; doação de vários bens; 1286, 28 abril - lançamento da primeira pedra; construção de igreja, dormitório e algumas oficinas; 1287, 2 janeiro - entrega do mosteiro à ordem de Santa Clara; 1302, 29 janeiro - morte de D. Mor Dias; 1311 - dissolução da comunidade por questões com a ordem dos crúzios, que se arrastavam desde a sua fundação; 1314, 10 abril - Clemente V concede licença a D. Isabel de Aragão para fundar mosteiro; 1316 - implantado no mesmo local, correm as obras nos edifícios velhos renovados e ampliados; igreja transformada em casa do Capítulo; 1317, 24 de julho - já instaladas as monjas clarissas vindas de Zamora; 1316 / 1325 - 1ª campanhas de obras de Domingo Domingues, arquiteto régio e mestre empreiteiro do claustro de Alcobaça, iniciando-se a construção da igreja; 1322, 27 Outubro - Bula de João XXII refere Paços da rainha e concede licença para fundação de hospício; 1323 - licença a dois monges franciscanos para continuação das obras; 1326 / 1327 - Mestre Estêvão Domingues, a trabalhar no claustro Dionísio da Sé de Lisboa, continua a construção da igreja e inicia a dos claustros; 1327, 22 dezembro - por testamento, a Rainha Santa Isabel confia o hospício à guarda e administração da abadessa de Santa Clara, determinando que as despesas se façam à custa dos bens com que o dotaria e dos que com essa finalidade deixaria ao mosteiro; 1328, 12 março - codicilo regulamenta o hospital de Santa Isabel; 1329, maio - sagrada a capela hospitalar; 1330, 8 de julho - sagração do templo dedicado a Santa Clara e a Santa Isabel; altar-mor com orago de Santa Clara, os laterais dedicados a Santa Maria e São João Evangelista, e ainda dois a São Francisco de Assis e Santa Maria Madalena; 1331 - 1ª cheia do Mondego atinge o imóvel iniciando-se o assoreamento do edifício; construção de pavimento elevado a meio da igreja nas áreas pública e do coro; mudança do túmulo da rainha para este espaço; 1333 - conclui-se o hospício para abrigar viajantes e peregrinos; agrava-se assoreamento do edifício, utilizável até finais do séc. 15; 1360 - execução e sepultamento de Inês de Castro; séc. 15 - provável construção das arcadas nas naves para suster piso superior; casamento de D. Duarte, filho de D. João I; séc. 16, inícios - com D. Manuel I a igreja é redecorada, coberta parcialmente com azulejos mudéjares e sevilhanos, altares com pinturas, algumas efetuadas por Quentin Metsys (atualmente no Museu Machado de Castro), e esculturas flamengas e alemãs; qualquer cheia inunda o mosteiro; 1559 - sismo faz abater Paço da Rainha e hospedaria com alicerces já minados pela água; séc.16 / 17, transição - Bispo D. Afonso Castelo-Branco patrocina construção do arco tumular maneirista, para abrigar túmulo de prata e cristal da Rainha; no exterior o mosteiro encontra-se rodeado por arcaria em pedra; 1612 / 1615 - construção de piso sobre-elevado sobre arcaria, à altura do coro-alto, no seguimento do que formava a capela tumular, para obstar às cheias, transformando-se a parte inferior em cisterna; 1647 - D. João IV ordena transferência das freiras para o Monte da Esperança, Mosteiro de Santa Clara-a-Nova ( v.PT02060316003.) ; 1677 - o mosteiro é abandonado pelas freiras clarissas, passando a ocupar Santa-Clara-a-Nova entretanto construído em área próxima e mais elevada; 1780 - arco tumular remodelado e paredes pintadas com pinturas ingénuas, continuação do culto popular à rainha Santa; 1910 - classificado como monumento nacional; 1925 - através da lei 1813 (Diário do Governo nº182) Igreja é arrendada por D. Miguel Osório Cabral de Alarcão à Comissão de Arte e Arqueologia pelo prazo 99 anos e 50$00 anuais; 1932 a 1937 - obras de restauro sob orientação do Arquiteto Baltazar de Castro, Diretor dos Monumentos do Norte; 1954 a 1981 - diversas obras de reparação, proteção, sondagem e limpeza sob orientação do Arquiteto Luís Amoroso Lopes, Diretor dos Monumentos do Centro; 1976 - Estado compra o imóvel por 2 500 c. aos seus herdeiros; 1989 - concurso de ideia lançado pelo IPPAR, com o objetivo de valorizar o monumento abrangendo a envolvência, ganho pelos arquitetos João Rapagão e César Fernandes, constando no seu projeto plataformas de acesso evitando assim o contacto físico do visitante com a ruína, mantinha a água nas partes submersas, prevendo o visionamento da ruína através desta (este projeto não foi concretizado); 1992, 01 junho - o imóvel é afeto ao Instituto Português do Património Arquitetónico, pelo Decreto-lei 106F/92, DR, 1.ª série A, n.º 126; 1995 / 1996 / 1997 / 1998 / 1999 - sob a responsabilidade do IPPAR, realizam-se intervenções arqueológicas, orientadas pelo Instituto de Arqueologia da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, as primeiras camadas das escavações revelaram-se estéreis, mas os níveis junto às estruturas revelaram-se muito profícuos, além de permitirem a leitura arquitetónica do conjunto monástico, gótico até então oculto (claustro maior, sala do capítulo e claustro menor, elementos artísticos com destaque para os capiteis em bom estado de conservação e o lavabo monumental), revelam muitos artefactos cerâmicos, vítreos e metálicos e ainda cerca de 70 enterramentos de onde foram exumados esqueletos, na zona do coro, ainda no coro, na nave norte e no claustro descobrem-se cerca de 66 lajes tumulares, sendo algumas com elementos decorativos e iconográficos, epigrafadas, identificadas e datadas; 2000 - possibilidade de revisitar virtualmente a Igreja e Mosteiro, no local, pela utilização do projeto de reconstituição virtual do monumento, iniciado em 1997 pelo Professor José Carlos Teixeira do Departamento de Matemática da Universidade de Coimbra; 2001 - o mosteiro é novamente inundado com as cheias do Mondego; mais tarde optou-se por fazer uma "ensecadeira" envolvente ao mosteiro com vários metros de profundidade e com alguns metros de elevação; 200(?) - concurso lançado pelo IPPAR, ganho pelo "Atelier 15", o projeto consiste em manter a "ensecadeira", consolidar a ruína, recolocar algumas peças (capiteis, colunas, etc.), construir um circuito de visita que permita a leitura do conjunto monástico, construção de um novo edifício a S. do claustro para o centro de interpretação; 2006 - construção do jardim envolvente (projeto do Arquiteto Gonçalo Birne); 2006, 30 Junho - apresentação pública do projeto de valorização do mosteiro, que é constituído por duas fases, a primeira que começará brevemente, corresponde à criação de circuitos, a segunda prevê-se o seu início para meados de 2007 e será a construção do edifício para o centro interpretativo, onde ficarão expostas as peças e fragmentos arqueológicos encontrados nas escavações (Diário de Notícias, 2006-07-01); 2007 - decorrem as obras de construção do edifício de raiz, para o centro de interpretação; 20 dezembro - o imóvel é afeto à Direção Regional da Cultura do Centro, pela Portaria n.º 1130/2007, DR, 2.ª série, n.º 245; 2008 - inauguração do Centro de Interpretação; 2009 - definida nova Zona Especial de Proteção alterando a publicada no DG 174 de 26 Julho 1954; 2012, 31 de dezembro - publicação do Decreto n.º 31-A/2012, através do DR, 1ª série, n.º 252, que amplia a área classificada do Mosteiro, passando a abranger todo o conjunto monástico no qual se incluem a igreja, o claustro principal, o dormitório, o refeitório, a cozinha, a sala do capitulo e parte das estruturas pertencentes a um segundo claustro; 2016, janeiro - fevereiro - duas cheias do rio Mondego causam vários estragos no mosteiro; 31 março - abertura do mosteiro ao público, após uma limpeza geral.

Dados Técnicos

Sistema estrutural de paredes portantes e estrutura mista.

Materiais

MOSTEIRO: estrutura de pedra; coberturas em telha de canal; arco tumular em pedra ançã; CENTRO INTERPRETATIVO: estrutura de betão branco e vidro; caixilharias e pavimentos de madeira.

Bibliografia

ANTT, Santa Clara de Coimbra. Documentos Régios, Pontifícios e Particulares, m.19, nº21; ESPERANÇA, Frei Manuel da, História Seráfica da Ordem dos Frades Menores de S. Francisco na Província de Portugal, Lisboa, 1666; BRANDÃO, Frei Francisco, Monarquia Lusitana, Lisboa, 1672; VASCONCELOS, António, Evolução do Culto de Dona Isabel de Aragão, Coimbra, 1894; FONSECA, Tomás, Santa Clara-a-Velha de Coimbra, Coimbra, 1926; VASCONCELOS, António, Inês de Castro, Coimbra, 1927; CORREIA, Virgílio; GONÇALVES, Nogueira, Inventário Artístico de Portugal, Cidade de Coimbra, Lisboa, 1947; LOPES, Frei Félix, Fundação do Mosteiro de Santa Clara de Coimbra. Problema de Direito Medieval, in Colectânea de Estudos, Ano IV, 2ª Série, Maio 1953; LOPES, Frei Félix, Breve Apontamento Sobre a Rainha Santa Isabel e a Pobreza, in separata Actas das 1ª Jornadas Luso-Espanholas de História Medieval, Lisboa, 1972; NEVES, Henrique Costa, 10 000 contos, Preço Feito ao Estado para a venda do soterrado Mosteiro de Santa Clara a Velha e terrenos adjacentes, Jornal Diário de Coimbra, 6 Maio 1973; LEITE, Fernando Barros, O Rei D. Dinis e a Rainha Santa Isabel, Coimbra, 1983, pp.281-282; DIAS, Pedro, O Gótico, in História de Arte em Portugal, vol.4, Lisboa, 1986; BORGES, Nelson Correia, Coimbra e Região, Lisboa, 1987; Flandres e Portugal, Lisboa, 1991; PEREIRA, Paulo, A Reforma Monástica e o século XIV, in História da Arte Portuguesa, vol.I, s.l., 1995; CARDOSO, Francisco Alves, Reviver o Passado em Aeminium, Coimbra, 1997; MARTINS, Maria, Convento de Santa Clara- a- Velha em Coimbra: tempo submerso, Lisboa, 1997; Mosteiro de Santa Clara-a-Velha, Coimbra, (Nota de Imprensa), 1998; CÔRTE-REAL, Artur e Equipa, Intervenção Arqueológica do Mosteiro Santa-Clara-a-Velha. Abordagem..., (texto policopiado, IPPAR), Coimbra, 1998; VIEIRA, Álvaro, Mais dois milhões consagrados ao mosteiro, Jornal O Público, de 25 Outubro 1998; Site Internet http://sta-clara-a-velha.ccg.uc.pt; TOIPA, Helena Costa, Uma Descrição Quinhentista do Mosteiro de Santa Clara-a-Velha, in Máthesis, 7, Viseu, 1998, pp.77-96; Museu Municipal de Santarém, João Afonso de Santarém e a Assistência Hospitalar Escalabatina durante o Antigo Regime, Santarém, 2000; Jornal A Capital, Lisboa, 24 Outubro 2000, p.24; Intervenção no Mosteiro de Santa Clara-a-Velha de Coimbra, Revista nº 2, Estudos Património, Intervenções em conjuntos Monásticos, Lisboa 2002; Tribunal Aprova Obras no Mosteiro, Jornal de Notícias, 1 Julho 2006, p. 39; FERNANDES, José Manuel, 21 Projectos do Século 2, Reflexos da Arquitectura Portuguesa na Década Actual, Participação Portuguesa na Expo Zaragoza, 2008; http://www.patrimoniocultural.pt/pt/patrimonio/patrimonio-imovel/pesquisa-do-patrimonio/classificado-ou-em-vias-de-classificacao/geral/view/70696 [consultado em 11 agosto 2016].

Documentação Gráfica

IHRU: DGEMN/DSID, DGEMN/DREMC; IPPAR

Documentação Fotográfica

IHRU: DGEMN/DSID, DGEMN/DREMC; IPPAR

Documentação Administrativa

IHRU: DGEMN/DSID, DGEMN/DREMC

Intervenção Realizada

DGEMN: 1932 - Obras de restauro, levantamento de abóbada em tijolo duplo, substituição de cantarias mutiladas; 1934 - Obras de restauro, demolição do telhado para pôr a descoberto o primitivo e anexos posteriores; reconstrução completa em cantaria dos paramentos interiores da igreja, pilares, cornija moldurada, modilhões; restauro da capela-mor e frestas geminadas da nave; limpeza e lavagem das abóbodas e refechamento das juntas com argamassa hidráulica; 1936 - Construção de cantaria ornamentada, assentamento da rosácia grande, restauro de 2 pilares na nave central, acabamento da empena do campanário e cimalha; 1937 - Cobertura em telha nacional, restauro da abóbada da ábside e dos 12 feixes de colunas das naves, reconstrução de paramentos em pedra junto à fachada S., refechamento de juntas em paramentos exteriores; 1938 - lavagem, reparação e substituição de cantaria, refechamento de juntas; 1939 - Restauro de cantaria moldurada, colocação de telha nacional no sector das abóbadas, lavagem de cantaria, refechamento de juntas; 1940 - Reconstrução de paredes em cantaria, assentes em cal hidráulica, assentamento de telhas; 1942 - Reconstrução de cantaria, assentamento de telha românica e isolamento de asfalto sob abóbodas; 1944 / 1945 - Obras de consolidação e restauro, regularização de paredes com alvenaria argamassada, reparação de caleiras com 0.30 metros em pedra e juntas, assentamentos de telha românica sobre canais, de cantaria, e de tijoulos em pavimentos incluindo massame hidráulico; 1954 - Trabalhos de limpeza em redor da igreja, construção da escada, passadiços, taipais para vedação e arranjo de acesso, conclusão da cobertura da nave lateral direita, limpeza e arranjo de caleiras, reparação de cantarias; 1956 - trabalhos de limpeza no pavimento da igreja e regularização de terras no exterior; 1964 / 1966 / 1968 / 1970 / 1971 - Obras de limpeza e arranque de ervas e reconstrução de escada de acesso; 1970 / 1974 - Obras de beneficiação e limpeza; 1976 - Diversas obras de protecção, defesa do interior contra devassamento, grade móvel em ferro no acesso e janelas, substituição de escada de acesso principal e à torre, em ferro, drenagem, remoção de lodos e terras no interior e exterior; 1977 - Diversas obras de reparação e consolidação, vedação de 2 acessos à igreja para obstar às cheias do Mondego, remoção de lodos, figueiras, arbustos, ervas em empenas, refechamento de juntas, reparação de parte do telhado; 1978 - Obras de conservação e limpeza, de protecção aos telhados e impermeabilização; 1981 - Obras de conservação, limpeza de vegetação e acessos condicionados; IPPAR: 1995, finais de Fevereiro a 1999, final de Dezembro - campanha arqueológica de levantamento do interior da igreja, claustro e espaços anexos, sua inserção espacial e estratigráfica, recolha, registos e estudos dos respectivos espólios; *6.

Observações

*1 - Semisubmerso pelo elevado nível friático das águas do rio até à altura aproximada de 1/3, o mosteiro encontra-se a sêco desde setembro de 1998; *2 - A cobertura inicial era de 2 águas abrigando as 3 naves até ao início dos restauros ; *3 - No coro-alto a meio da igreja entre pilares, D. Isabel de Aragão mandou colocar a sua arca funerária e pequena arca para neta falecida em menina, da autoria de Mestre Pêro, aragonês ou catalão; *4 - Nas floreiras existiam pessegueiros e no coberto vegetal do mosteiro abundavam as oliveiras, segundo escavações do IPPAR; *5 - O IPPAR optou por manter a sêco as estruturas da igreja e claustro. Este conjunto monástico, igreja, claustro e coberto vegetal (choupos na proximidade do Mondego) encontra-se em estudo afim de devolver as suas memórias de grande significado cultural, arquitectónico, plástico e simbólico; *6 está previsto para 2005, o arranque da construção de um novo edifício que irá albergar a investigação e interpretação do espólio encontrado no percurso das ecavações arqueológicas (Percurso pela História de Santa Clara-a-Velha, Diário As Beiras, pág. 13, 2004-08-17, Coimbra).

Autor e Data

Horácio Bonifácio 1991 / Teresa Furtado 1998 / Margarida Silva 2007

Actualização

Ana Filipe 2012
 
 
 
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