|
|
|
Conjunto urbano Aglomerado urbano Cidade Vila medieval Vila fortificada Régia (D. Afonso III)
|
Descrição
|
| |
Acessos
|
| Avenida Nossa Senhora do Amparo |
Protecção
|
| Inclui Ponte sobre o Tua - Ponte Velha (v. PT010407210001) / Castelo de Mirandela (v. PT010407210007) / Paço dos Távoras - Edifício da Câmara Municipal de Mirandela (v. PT010407210013) / Solar dos Condes de Vinhais (v. PT010407210015) / greja da Santa Casa da Misericórdia de Mirandela (v. PT010407210017) |
Enquadramento
|
| Urbano, situada em vale. A cidade localiza-se entre dois vales depressionários, por onde correm os rios Tuela e Rabaçal, no sentido N./S., que se juntam a N. de Mirandela, passando a formar o rio Tua, afluente do Douro. Nesta região do Nordeste Transmontano, a cidade de Mirandela implanta-se a baixa altitude (200m) estando cercada por um conjunto de serras com altitudes entre os 1000m e os 1300 m: Serra da Corôa, Serra da Nogueira, Serra de Bornes, Serra dos Passos e os planaltos de Vila Flor e Carrazeda de Ansiães. Devido às condições de relevo, altitude, clima e solos, insere-se numa região agrícola com características mediterrânicas, designada por Terra Quente Transmontana, onde predomina o olival, o cereal de sequeiro, a vinha, o amendoal, o sobreiral e ainda a pastorícia. Nas encostas de maior declive encontram-se algumas manchas florestais ou ainda as de difícil acesso podem ser ter socalcos. O concelho de Mirandela é constituído por 30 freguesias, e encontra-se limitado pelos concelhos de Vinhais a N., Vila Flor e Murça a S., Macedo de Cavaleiros a E., e Vale Passos a O.. |
Descrição Complementar
|
| Não aplicável |
Utilização Inicial
|
| Não aplicável |
Utilização Actual
|
| Não aplicável |
Propriedade
|
| Não aplicável |
Afectação
|
| Não aplicável |
Época Construção
|
| Séc. 12 / 16 |
Arquitecto / Construtor / Autor
|
| |
Cronologia
|
| Época romana - antiga "Caladunum" a zona é intensamente povoada, sendo um importante território de produção agrícola; 1198 - presença de D. Sancho I em Mirandela, por ocasião do cerco de Bragança pelas tropas de Afonso X de Leão; 1250, 25 de Maio - concessão de foral por D. Afonso III, provavelmente edificado o castelo e muralhas da povoação; 1282 - transferência, por carta régia, da primitiva povoação de Mirandela, implantada no lugar do "Castelo Velho", para o "Cabeço de São Miguel", que era mais elevado e onde actualmente se situa; na sequência, o monarca mandaria levantar uma alcáçova e uma torre de menagem; 1291, 7 de Março - D. Dinis concede foral e define os limites geográficos do concelho; construção de uma torre e muralhas no cabeço de São Miguel; 1295, cerca - instituição de uma primeira feira na vila; 1301, 27 Junho - carta de doação da vila de Mirandela a Branca Lourenço, constando na mesma que a doação se devia a "compra do vosso corpo", sendo extensível aos filhos da mesma; 1318 - notícia documental sobre o aforamento da alcáçova do castelo de Mirandela, dado pelo monarca a um Domingos Geraldes, em virtude do estado de abandono em que se encontrava o edifício, designado por "paaço del Rey"; 1383 / 1385 - menção na Crónica de D. João I de Fernão Lopes, ao apoio de Mirandela às pretensões do Mestre de Avis; 1357 / 1448 - Mirandela foi um dos castelos medievais a sofrer intervenções de conservação e reforço (MONTEIRO, João Gouveia, p. 152); 1512, 1 julho, foral concedido por D. Manuel; 1514 - início da construção da ponte sobre o rio Tua; 1518 - fundação da Misericórdia de Mirandela; 1530 - perda de importância estratégica que levará à ruína gradual do castelo; 1536, 12 junho - o morgado de Mirandela foi instituído por Luís Álvares de Távora e sua mulher D. Filipa de Vilhena; séc. 16 - provável construção do pelourinho; 1759 - o morgado de Mirandela passa para a coroa depois da sentença que condenou os Marqueses de Távora; séc. 19 - rebaixamento, em cerca de meio metro, do nível da rua no ponto da antiga soleira, para se proceder ao calcetamento; 1874 / 1884 - vários troços importantes da muralha foram derrubados para a construção de habitações; 1884 - o concelho de Mirandela passa a ter delimitações geográficas conforme as actuais; séc. 20 - inícios - restavam duas das quatro portas originais, sendo uma delas destruída pelo município; construção de casas sobre as muralhas; 1984, 28 de Junho - Mirandela foi elevada a cidade |
Dados Técnicos
|
| Não aplicável |
Materiais
|
| Não aplicável |
Bibliografia
|
| COSTA, Carvalho da, Corografia Portuguesa, Tomo I, p.448, Lisboa, 1706; SALES, Ernesto Augusto Pereira de, Mirandela, Apontamentos Históricos, vol. I, Câmara Municipal de Mirandela, 1950; FERNANDES, João Luís Teixeira, Mirandela entre duas datas 1250-1984, Bragança 1984 |
Documentação Gráfica
|
| DGOTDU: Arquivo Histórico (Anteplano Geral de Urbanização de Mirandela, Arq. Urb Brito e Cunha, 1954; Plano Geral de Urbanização de Mirandela, Prof. Barbosa de Abreu, Arq. Urb. Coelho da Rocha e Eng. João Lopes Porto, 1975); IHRU: DGEMN/DSID: Acervo documental do espólio do arquitecto Carlos Chambers Ramos, DGEMN/DREMN; CMM |
Documentação Fotográfica
|
| IHRU: DGEMN/DSID, DGEMN/DREMN |
Documentação Administrativa
|
| IHRU: DGEMN/DSARH (Plano de melhoramentos do concelho de Mirandela para o septénio 1968-1974, DSARH-005/151-2314/03); DGEMN/DSID (Plano de melhoramentos do concelho de Mirandela para o septénio 1968-1974, DSID-001/004-001-0414/7; Plano de melhoramentos de Mirandela, DSID-001/004-001-0414/8); DGARQ/TT:Memórias paroquiais, vol. 40, nº 241, p. 1461 a 1464; DGOTDU: Arquivo Histórico (Plano Geral de Urbanização de Mirandela, Prof. Barbosa de Abreu, Arq. Urb. Coelho da Rocha e Eng. João Lopes Porto, 1975); IHRU: DGEMN/DSID: arquivo pessoal de Carlos Chambers Ramos |
Intervenção Realizada
|
| |
Observações
|
| |
Autor e Data
|
| Anouk Costa, Cláudia Morgado, Rita Vale 2010 |
Actualização
|
| |
| |
| |
|
|
| |