Pelourinho da Covilhã

IPA.00002778
Portugal, Castelo Branco, Covilhã, União das freguesias de Covilhã e Canhoso
 
Pelourinho quinhentista sem remate, pelo que não pode ser alvo de classificação tipológica, com fuste torso composto por colunelos. Apenas restam alguns vestígios, destacando-se as bases dos colunelos decoradas por motivos helicoidais.
Número IPA Antigo: PT020503170001
 
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Registo

 
Edifício e estrutura  Estrutura  Judicial  Pelourinho  Jurisdição régia  Sem remate

Descrição

Pelourinho de que subsistem dois fragmentos em cantaria de granito, com fuste de secção octogonal, um dos quais apresentando diversos orifícios na superfície e um sulco central. Quatro fragmentos de colunelos torsos com as bases decoradas por estrias organizadas de forma helicoidal, hélices com a superfície lisa e motivos em forma gancho.

Acessos

Câmara Municipal da Covilhã, Praça do Município. WGS84 (graus decimais) lat.: 40,280254; long.: -7,504726

Protecção

Categoria: IIP - Imóvel de Interesse Público, Decreto n.º 23 122, DG n.º 231 de 11 outubro 1933

Enquadramento

Na Câmara Municipal da Covilhã.

Descrição Complementar

Utilização Inicial

Judicial: pelourinho

Utilização Actual

Cultural e recreativa: marco histórico-cultural

Propriedade

Pública: estatal

Afectação

Autarquia local, Artº 3º, Dec. nº 23 122, 11 Outubro 1933

Época Construção

Séc. 16 (conjectural)

Arquitecto / Construtor / Autor

Desconhecido.

Cronologia

Época romana - possível estruturação do povoado, talvez integrando pré-existências castrejas; 1055 - presumível chegada de D. Fernando Magno à Covilhã, reconquistando-a; 1165 - a povoação integrava as terras doadas aos Templários por D. Afonso Henriques; 1186 - concessão de carta de foral por D. Sancho I, com a consequente formação do concelho; 1190 - doação da povoação a Raimundo Pais, por serviços prestados; 1217, Novembro - confirmação da carta de foral por D. Afonso II; 1230 - era "tenens" da Covilhã Pôncio Afonso; 1260, 25 Julho - instituição da feira anual por D. Afonso III, pela época de Santa Maria de Agosto e com a duração de 15 dias; 1303, 13 Janeiro - confirmação dos privilégios por D. Dinis; 1411, 17 Abril - doação do senhorio da vila ao infante D. Henrique; 27 Maio - D. João I concede feira franca anual, na festa de Santiago, com a duração de 20 dias; 1471, 30 Junho - D. Afonso V doa o senhorio da Covilhã a D. Diogo; 1489 - falecimento de D. Diogo, tendo o monarca D. João II doado o senhorio a D. Manuel, futuro monarca; 1498, 21 Fevereiro - D. Manuel torna a Covilhã realenga; 1506, 3 Março - nasce na cidade o Infante D. Luís, quinto filho de D. Manuel I e de D. Maria; 1510, 10 Junho - concessão de carta de foral por D. Manuel; hipotética edificação do pelourinho; 1527, 5 Agosto - concessão do senhorio da vila ao Infante D. Luís, duque de Beja; 1580, 12 Maio - Filipe I de Portugal confirma os privilégios concedidos pelos seus antecessores; 1614 - construção da Casa da Câmara, Cadeia e Torre do Relógio, por empreitada dada a Gonçalo Sanches; 1677 - obras de renovação da Cadeia; 1750 - destruição da forca, localizada junto ao Convento de Santo António (v. PT020503170017); 1758 - nas Memórias Paroquiais, assinadas pelos párocos das várias freguesia, é referido que a povoação é do rei, tendo juiz de fora e dos órfãos; séc. 19 - existência de um pelourinho na praça e um coreto em pedra e ferro; 1855 / 1860 - obras de regularização e "melhoramento" do Largo do Pelourinho; 1863, 09 Maio - apeamento do pelourinho, situado fronteiro aos antigos Paços do Concelho, que apresentava coluna octogonal assente em soco de quatro ou cinco degraus e rematada por roca; séc. 20 - desenho de reconstituição do primitivo pelourinho, efectuado por Alberto Roseta.

Dados Técnicos

Fragmentos.

Materiais

Fragmentos em cantaria de granito.

Bibliografia

AZEVEDO, Correia de, Inventário Artístico de Portugal, Beiras, Lisboa, 1992; BARBOSA, Inácio de Vilhena, As Cidades e Vilas da Monarchia Portugueza, Lisboa, 1860; CARDOSO, Nuno Catarino, Pelourinhos Demolidos, Lisboa, 1935; CARDOSO, Nuno Catarino, Pelourinhos das Beiras, Lisboa, 1936; DIAS, Jaime Lopes, Pelourinhos e Forcas do Distrito de Castelo Branco, V. N. Famalicão; DIAS, Jaime Lopes, Forias Velhos do Distrito de Castelo Branco in Boletim da Casa das Beiras, Lisboa, ano IX, nº 3, 1943; Covilhã percursos de uma história secular, Paços de Ferreira, Néstia Editora, 2003; ISIDORO, A., PINHEIRO, E., SIMÕES, M., PEREIRA, J. e MAIA, F., Do Foral à Covilhã do Século XII, Covilhã, Associação do Estado e Defesa do Património Histórico-Cultural da Covilhã, 1988; MALAFAIA, E.B. de Ataíde, Pelourinhos Portugueses - tentâmen de inventário geral, Lisboa, Imprensa Nacional - Casa da Moeda, 1997; PIMENTA, Alfredo, Alguns Documentos para a História da Covilhã in Subsídios para a História Regional da Beira Baixa, Castelo Branco, vol. II, 1950; QUINTELA, Arthur de Moura, Subsídios para a Monographia da Covilhan, Covilhã, 1899; SANTOS, José Mendes dos, Breve História Cronológica da Covilhã, Covilhã, 1994; SILVA, José Aires da, História da Covilhã, Covilhã, Edição do Autor, 1970; SOUSA, Júlio Rocha e, Pelourinhos do Distrito de Castelo Branco, Viseu, 2000.

Documentação Gráfica

Documentação Fotográfica

IHRU: DGEMN/DSID

Documentação Administrativa

DGARQ/TT: Memórias Paroquiais (vol. 12, n.º 452, fl. 3087-3130)

Intervenção Realizada

Nada a assinalar.

Observações

Autor e Data

Margarida Conceição 1993

Actualização

 
 
 
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