Escola Primária das Azenhas do Mar / Escola Básica do 1.º Ciclo e Jardim de Infância das Azenhas do Mar

IPA.00027754
Portugal, Lisboa, Sintra, Colares
 
Escola primária projetada e construída no final da década de 1920, por arquitetos da Repartição das Construções Escolares. A sua construção obedeceu a uma linha programática tradicionalista, notando-se uma particular valorização dos elementos decorativos e de certo pendor regionalista É um edifício único, por se distanciar dos projetos tipo utilizados à época. No que diz respeito ao desenho da planta, trata-se de um desenho simples, com duas salas de aula, as quais se tem acesso através de um átrio circular. Na sala de aula principal, vários painéis de azulejo ostentam frases de escritores e de poetas portugueses. Uma das salas veio a ser adaptada como habitação do professor durante alguns anos. No exterior, a fachada principal, em gaveto, é profusamente decorada com motivos tradicionais e lambris de azulejo.
Número IPA Antigo: PT031111050295
 
Registo visualizado 205 vezes desde 27 Julho de 2011
 
   
   

Registo

 
Edifício e estrutura  Edifício  Educativo  Escola  Escola primária  ipo Adães Bermudes

Descrição

Planta poligonal, composta, resultante da articulação de dois edifícios justapostos, de um piso. O edifício principal apresenta uma planta em gaveto, onde dois corpos retangulares, idênticos se articulam em torno do corpo semicircular da entrada. À esquerda, nas traseiras do edifício principal, desenvolve-se um segundo edifício de planta retangular. As coberturas são em telhados de duas e três águas, sendo a do corpo de entrada de cinco águas. A fachada principal, virada a sul, encontra-se no gaveto formado pela confluência das duas estruturas viárias. Semicircular é antecedida por uma escadaria dá acesso ao alpendre murado com cinco colunas dóricas a sustentar os beirados rematados por pináculos. A porta de entrada é encimada por painel de azulejo com o escudo nacional, e ladeada por silhares de azulejo com motivos nacionalistas e estrofes de "Os Lusíadas". As fachadas são rebocadas e pintadas de branco, percorridas por soco de alvenaria de calcário, e encimadas por friso de azulejo, sendo as laterais compostas por dois panos delimitados por cunhais de alvenaria de pedra, um pano mais estreito rasgado uma janela de peito com peitoril de alvenaria de pedra, e o seguinte rasgado por três janelas semelhantes à descrita. INTERIOR: Acede-se ao interior a partir de um átrio circular que dá acesso a duas salas de aula. Na sala de aula principal, vários painéis de azulejo ostentam frases de escritores e de poetas portugueses. A outra sala veio a ser adaptada como habitação do professor durante alguns anos. Todo o recinto é murado, sendo hoje complementado por equipamentos lúdicos.

Acessos

Avenida Luís Augusto Colares. WGS84 (graus decimais) lat.: 38,837925, long.: -9,463564

Protecção

Incluído na Área Protegida de Sintra - Cascais (v. PT031111050264)

Enquadramento

Periurbano. Ocupa um lote irregular, no cruzamento da Avenida Luís Augusto Colares e da Rua Dr. António Brandão de Vasconcelos. Sobranceira à arriba, que lhe fica a ocidente, localiza-se a norte da povoação da Praia das Maçãs e a sul das Azenhas do Mar, com que confronta também a nascente.

Descrição Complementar

A ladear a porta de entrada na escola encontram-se painéis de azulejo alusivos a "Os Lusíadas", a sala de aula principal é decorada com painéis de azulejo com frases de vários autores portugueses, todos elaborados por indicação do então Ministro da Instrução, Dr. Alfredo Magalhães: "Para todo o pecado há perdão, o caso está em fazer por ele" (Oliveira Martins); "A terra vos fará ricos, a instrução poderosos, a moralidade unidos" (António Feliciano de Castilho); "O grão da verdade, mais tarde ou mais cedo, tem necessariamente que germinar e crescer" (B. Telles); "Tão vil é na mentira o sim, como na verdade o não" (Padre António Vieira); "A obra do ódio é estéril, como tudo o que vem da terra, só a obra do amor é prolífica" (Silva Cordeiro); "A alma de um povo define-se pelos heróis que ele escolha para amar e cercar de lenda" (Eça de Queirós); "Os Lusíadas estão como na hora, três séculos e nada, nem uma letra apagada" (João de Deus); "Eu não sei como se possa educar um homem senão para ser pai, e uma mulher senão para ser mãe" (Almeida Garrett); "Mal dos Estados em que os cidadãos menosprezem a virtude" (Rodrigues de Freitas); "O trabalho da terra é a fonte de todos os outros trabalhos" (Antero de Quental); "Que o povo encontre em tudo e por toda a parte o grande vulto dos seus antepassados" (Alexandre Herculano); "Um povo montanhês e heroico à beira-mar, sob a graça de Deus a trovar e a louvar" (Guerra Junqueiro).

Utilização Inicial

Educativa: escola primária

Utilização Actual

Educativa: escola básica / Educativa: jardim de infância / creche

Propriedade

Pública: municipal

Afectação

Sem afetação

Época Construção

Séc. 20

Arquitecto / Construtor / Autor

PINTOR de AZULEJOS: Mário Reis (1927 - 1928).

Cronologia

1927, 7 agosto - início da construção da escola, promovida por uma comissão de melhoramentos local, constituída por Alberto Totta, António Bernardo da Silva, João Alves de Freitas, João Bernardino da Silva, João Augusto Tavares e José Maria Tavares; a construção esteve a cargo da Repartição das Construções Escolares, que tinha na época como arquitetos responsáveis, Frederico de Carvalho, Jorge Segurado (1898 - 1990) e Amílcar Pinto (1890 - 1978), tendo sido acompanhada pelo técnico das Construções Escolares, José Pedro Martins; a execução da obra foi seguida de perto pelo ministro da Instrução, Dr. Alfredo Magalhães (1870 - 1957); feitura dos azulejos por Mário Reis; 1928, 24 junho - inauguração da escola pelo presidente da República, general Óscar Carmona (1869 - 1951)..

Dados Técnicos

Estrutura mista

Materiais

Estrutura em alvenaria de tijolo, rebocada e pintada; socos, revestimentos, degraus e pavimentos em cantaria de calcário; caixilharias em madeira, vidro e metal; azulejo.

Bibliografia

BEJA, Filomena; SERRA, Júlia; MACHÁS, Estella; SALDANHA, Isabel - Muitos Anos de Escolas. Edifícios para o Ensino Infantil e Primário até 1941. Lisboa: DGEE, 1985, 1.ª parte, vol. 1; Inquérito à Arquitectura Portuguesa do século XX (IAPXX), Ficha de inventario L100509, em http://iapxx.arquitectos.pt/ [acedido a 15 de junho de 2008, 21h:30]; REIS, Luciano, “Espaços escolares - escolas que são património”. Jornal da Região/Sintra. Sintra, 10 dez. 2003, Ano VII, n.º 2180, p. 5.

Documentação Gráfica

Documentação Fotográfica

NORAS, José R., Arquivo particular de José R. Noras , Fotografias de Escola nas Azenhas do Mar, junho de 2008; Arquivo particular de Rodrigo Pimentel Pessoa da Costa, Fotografia de Escola nas Azenhas do Mar, 2006; CMSintra: Arquivo Municipal (http://arquivoonline.cm-sintra.pt/)

Documentação Administrativa

Intervenção Realizada

Câmara Municipal de Sintra: 2015 - obras de requalificação.

Observações

Autor e Data

Paula Figueiredo 2009 / Paula Tereno 2017

Actualização

JoseRaimundoNoras (Contribuinte externo) 2016
 
 
 
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