Igreja de Nossa Senhora do Pé da Cruz

IPA.00000277
Portugal, Beja, Beja, União das freguesias de Beja (Salvador e Santa Maria da Feira)
 
Arquitectrua religiosa, chã, barroca. Igreja sede de Irmadade, tendo possuído hospital; de nave única coberta por abóbada de berço, e capela-mor mais estreita coberta por abóbada de berço com retábulo de talha dourada de estilo nacional, com sacristia, sala da irmandade e dependências adossadas. A concepção arquitectónica, de volumes paralelepipédicos adossados, de grade austeridade, animados por cunhais apilastrados de cantaria, pináculos piramidais sobre plintos, frontões coroando a fachada e o portal principal, são característico do gosto chão, mas no interior a rigidez arquitectónica é enriquecida e subvertida pelo revestimento integral das paredes com azulejos de tapete seiscentista, de vários padrões, pinturas a óleo sobre tela, molduras e cornija de talha dourada, que culminam no monumental e sofisticado retábulo de estilo nacional de transição para o joanino, ricamente entalhado e dourado com apontamentos polícromos, revelando o esplendor de um Barroco já plenamente maduro; alatres latearis de talha joanina com mesas de altar rococó. Fachada parastática rematada por frontão triangular, possuindo originalmente óculo sobre os dois janelões, posteriormente entaipado. O retábulo, da autoria de Manuel João da Fonseca, um dos mais importante entalhadores da época, que entre outros executou o retábulo da Capela-real, é notável não só pela sofisticação da sua máquina entalhada, mas igualmente pela superior qualidade do seu acabamento com aplicação de folha de ouro e apontamentos polícromos. Os revestimentos azulejares de padrão de tapete foram concebidos para integrarem as pinturas a óleo sobre tela, revelando a articulação entre as várias artes que caracteriza a decoração barroca. Na capela-mor destacam-se dois retábulos laterais, situação rara, pois a sua localização habitual é na nave. As pinturas murais que decoram a abóbada da Sala da Irmandade constituem um dos raros exemplos de perspectiva arquitectónica que se conservam no Alentejo. Destaque também para as pinturas murais de brutescos da parede fundeira, ao nível do coro-alto, executadas a folha de ouro. O gradeamento de ferro forjado que encerra a capela-mor é outro dos elementos a destacar, bem como o lavabo da sacristia.
Número IPA Antigo: PT040205090011
 
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Registo

 
Edifício e estrutura  Edifício  Religioso  Templo  Igreja  

Descrição

Planta longitudinal, composta pela nave e capela-mor rectangulares e pela sacristia e a sala da Irmandade adossadas a S.. Volumes articulados, cobertura diferenciada em telhados de diferentes águas com sineira na capela-mor. Fachada principal a SO. de um só pano, rebocado e caiado, definido por cunhais de cantaria de mármore de Trigaches, rematado por frontão encimado por cruz latina de cantaria, truncada, assente em plinto de alvenaria, ladeado por pináculos piramidais assentes em plintos, no coroamento dos cunhais; no tímpano destaca-se lápide com as armas reais, sobre cartela de argamassa; portal de verga recta com moldura de cantaria encimado por frontão coroado por cruz latina de cantaria, com porta de duas folhas, almofadada e bandeira fixa também almofadada, onde se destaca o cronograma "1696", em ferro, ladeado por duas janelas engradadas, com molduras de cantaria e enquadrado superiormente por duas janelas engradadas, com molduras de argamassa, tendo entre elas uma cartela em forma de losango; gravada na argamassa o cronograma "1669"; à direita as dependências de um só pano, rematado por cornija e beirado, com um pináculo piramidal elevando-se no ângulo S., rasgado por duas janelas quadradas, engradadas, com molduras de argamassa, rentes ao chão e uma janela central ao nível do primeiro andar; à direita adossa-se a escada exterior de acesso ao piso superior. Fachada lateral NO. com a nave de um só pano definido por cunhais, de cantaria no ângulo O. e de argamassa no ângulo N., assente em soco de argamassa e rematado superiormente por cornija e beirado, com pináculos piramidais sobre plintos, no coroamento dos cunhais; sob a cornija destacam-se três gárgulas de cantaria, uma ao centro do pano e as outras ao centro dos cunhais; capela-mor ligeira mente recuada, de dois panos definidos por pilastra, assentes em soco de argamassa e rematados por cornija e beirado, com pináculo piramidal assente em plinto no ângulo N.; no primeiro pano destaca-se uma capela lateral adossada, de um só pano assente em soco de argamassa e rematado superiormente em empena, encimada por janela engradada e gárgula de cantaria; no segundo pano rasga-se uma janela engradada. Fachada lateral SE. com as dependências, de um só pano rematado superiormente em meia empena acompanhada por cornija, em cujos ângulos se elevam pináculos piramidais alongados, sobre plintos, ao nível do primeiro andar rasga-se uma porta a que se acede por escada exterior adossada, de um só lanço, com guarda de alvenaria; Sala da Irmandade, de um só pano rematado por cornija e beirado, rasgado por duas janelas engradadas com molduras de argamassa; sobre o telhado, eleva-se campanário em espadana, de um só pano dividido em dois registos por cornija e rematado superiormente por frontão coroado por cruz latina de ferro forjado, rasgado por olhal em arco de volta perfeita onde se suspende sino de bronze; em segundo plano eleva-se a nave de um só pano rematado superiormente por cornija e beirado sobre cujo ângulo E. se eleva outro campanário em espadana, rematado por frontão interrompido, com olhal em arco de volta perfeita; sacristia recuada, rasgada por porta, tendo adossada na frente as escadas exteriores de acesso aos campanários e em segundo plano a capela-mor que repete o esquema da fachada oposta, mas sem capela lateral adossada, com a pilastra assente num contraforte e o segundo pano rasgado igualmente por uma porta. Fachada posterior NE., de um só pano definido por cunhais de argamassa, assente em soco elevado de argamassa e rematado superiormente em empena com três pináculos piramidais assentes em plintos sobre os acrotérios, com fresta rasgando o soco. INTERIOR: espaço diferanciado entre a nave e capela-mor por pavimento alteado e abóbada mais baixa na capela-mor. Nave coberta por abóbada de berço, sobre sanca, dividida por arco formeiro, assente em entablamento de talha dourada e policromada, com cornija decorada com folhas de acanto e óvulos e friso com cartelas polilobadas alternadas com querubins; porta ladeada por pias de água benta de cantaria e resguardada por guarda-vento de madeira, ladeado por janelas e encimado por coro-alto de madeira resguardado por balaustrada de madeira; os alçados são integralmente revestidos a azulejos de padrão de maçarocas, de 2x2, azuis e amarelos, com barra de contorno; duas janelas rasgam-se sobre o coro-alto. Alçados laterais da nave integralmente revestidos por azulejos de padrão de maçarocas, de 2 x 2, azuis e amarelos, com barra que define painéis em três registos: o primeiro contínuo, o segundo dividido em quatro panos e o terceiro em sete panos, quatro com azulejos de padrão alternando com três preenchidos por pinturas a óleo sobre; do lado da Epístola púlpito com balaustrada e bacia de madeira, encimado por dossel de madeira entalhada; ao redor da nave corre um banco de madeira assente em modilhões de cantaria. Arco triunfal de volta perfeita com moldura de talha dourada decorada com folhas de acanto e medalhão central com cartela ladeada por anjos; assenta em pilastras de talha dourada decorada com enrolamentos de folhas de acanto, flores e meninos, sobre as quais se apoiam dois anjos e assentes em plintos pintados a simular embutidos florentinos polícromos, assentes em degraus e encerrado por gradeamento de ferro, com balaustres fundidos, encimados por túlipas forjadas; portão central de duas folhas encimadas por composição de volutas recortadas, apoiado em dois balaústres recortados com flores forjadas em destaque e encimados por pombas. Capela-mor coberta por abóbada de berço assente em cornija de talha dourada, decorada por pintura mural com medalhão central circular azul com calvário, contornado por molduras concêntricas, rodeado por quatro painéis de fundo violeta com jarras de flores ao centro, separados por molduras que formam cruz e barra exterior de contorno decorada com folhas de acanto em cujos vértices e nos encontros com as molduras interiores se destacam medalhões de fundo azul com símbolos da Paixão; retábulo-mor de talha dourada com apontamentos polícromos, de um só eixo e planta côncava, com ampla tribuna, trono e ático de dupla arquivolta. Alçado laterais integralmente revestidos a azulejos de padrão de tapete, de 4x4, pintados a azul, amarelo e verde; do lado do Evangelho, ao centro, retábulo de talha dourada, de um só eixo e planta côncava, encimado por janela de verga recta com moldura de talha dourada e ladeado por pinturas a óleo sobre tela; à direita abre-se uma porta de acesso à tribuna do retábulo-mor. Do lado da Epístola repete-se o mesmo esquema, com pequenas diferenças na composição do retábulo. SACRISTIA coberta por abóbada de berço; lavabo de argamassa, cantaria e barro cozido, pintados a óxido de ferro, com pia semi-esférica de três registos separados por molduras, decorados com querubins e florões, rematada inferiormente por pinha, e caixa de água de frente rectangular, definida por moldura, destacando-se ao centro três florões, o central maior e com o orifício onde se encaixava a torneira, encimada pela boca ladeada por pilastras e encimada por cornija, remate superior em frontão polilobado definido por volutas, ladeado por pináculos e rematado por cruz latina, em cujo tímpano se destaca um querubim. SALA da IRMANDADE coberta por abóbada de berço assente em cornija, decorada com pintura mural de perspectiva arquitectónica, com duas ordens de colunas assentes em modilhões; ao centro de cada um dos lados maiores destacam-se medalhões octogonais representando a Ressurreição de Lázaro e Cristo e a Samaritana, com molduras enquadradas por volutas e enrolamento de acanto, ao centro medalhão oval representando a Lamentação sobre Cristo Morto, com moldura preenchida por vides, rodeada por brutescos; na parede de topo nicho em arco de asa de cesto com moldura de argamassa caiada a branco, encerrado por porta de duas folhas almofadadas, em madeira, e interior integralmente preenchido por pinturas murais de brutescos policromos; o topo da paredes é integralmente preenchido por um medalhão semicircular de pintura mural, de perspectiva arquitectónica.

Acessos

Rua do Pé da Cruz

Protecção

Categoria: IIP - Imóvel de Interesse Público, Decreto n.º 45 327, DG, 1.ª série, n.º 251 de 25 outubro 1963

Enquadramento

Urbano, isolado, a meia encosta, implantado em terreno de acentuado desnível; em zona de expansão recente, no antigo arrabalde das Alcaçarias, rodeado por casa térreas e de dois pisos, tendo a SE. um jardim com árvores frondosas; as traseiras deitam para uma das vias de saída da urbe.

Descrição Complementar

EPIGRAFIA: no pavimento da nave destacam-se duas lápides sepulcrais, com as seguintes inscrições: " S. DO. E B.TO DA / GRASA Q.C. / ERVINDO E / STA IRMD. DE M.S / NA.S " e " S. DE GASPAR / ESTEVEIS E / S. M. OER LEANOR / DO MONTE E / FILHOS E H / ERDEIROS / ESTE IAGIDO / SE DEV PELO / CHAM. Q. SE D / EV P.A SE FAZER / A TREBVNA DES / TA IGREDIA DE / 1699 ". Na capela-mor subsistem duas lápides, uma muito apagada, de caracteres góticos, já sem leitura e outra com a inscrição: " S. DO P.E FRAN.CO / LEITAÕ MA / CHADO.". TALHA: retábulo-mor formado por mesa de altar paralelepipédica encerrando túmulo do Senhor Morto com quatro anjos em adoração no fundo, encerrado por frontal amovível de talha vazada, com enrolamentos vegetalistas, molduras e franjas simulando um frontal têxtil e banqueta entalhada com enrolamentos de acanto e flores; num plano recuado, afastado da banqueta eleva-se sotobanco com painéis entalhados com motivos vegetalistas, sem douramento, apenas pintados a ocre, na área central tapada pela banqueta e dois pares de atlantes nas extremidades, coroando estípides, banco com nicho central com a imagem de Nossa Senhora, de roca, encimado por brasão com as cinco chagas de Cristo ladeado por anjos que suportam uma coroa de espinhos, enquadrados por enrolamentos vegetalistas ladeados por dois meninos; ladeiam o nicho dois anjos assentes em modilhões, ricamente estofados e policromados, sustendo palmas, seguidos por painéis entalhados com enrolamentos de acanto, mascarões e conchas, tendo ao centro um anjo cavalgando fénix, encimados por cornija interrompida ao centro por mísula, e dos grandes modilhões em cada um dos extremos, apoiados nos atlantes do sotobanco, entalhados com motivos vegetalistas, mascarões, conchas e aves fénix; corpo com ampla tribuna, em arco de volta perfeita, contornada por rendas e ladeada por pares de colunas pseudo-salomónicas; o interior é coberto por abóbada de berço dividida em painéis entalhados, assente em cornija e paredes laterais rasgadas por uma porta e uma janela cada uma, integralmente revestidas por painéis e pilastras entalhados com enrolamentos de acanto, vides, cachos de uva e anjos; ao centro eleva-se o trono de cinco registos: o primeiro apresenta na frente um frontal de altar entalhado com folhas de acanto e malmequeres, com barras e franjas que simulam um frontal têxtil, dourado e com fundos pintados a vermelho; o segundo é entalhado e vazado, com enrolamentos de acanto e seis modilhões laterais, onde se apoiam outras tantas colunas pseudo-salomónicas que suportam um baldaquino, constituído por uma cornija sobre a qual se apoiam volutas que suportam uma coroa central, ladeadas por anjos que suportam símbolos da Paixão, pousados no coroamento das colunas; ático semicircular com duas arquivoltas torsas que prolongam as colunas, divididas por modilhões dispostos radialmente, encimados por conchas e rematado no centro por uma cartela com cruz, enquadrada por enrolamentos de acanto, rematada por concha e ladeada por anjos tocando trombetas. Retábulo do Evangelho com sotobanco constituído por mesa de altar em forma de urna, marmoreada, decorada com cartela central definida por volutas, concheados e folhagens, ladeada por plintos pintados simulando embutidos florentinos; banqueta entalhada com enrolamentos de acanto, banco com sacrário central coberto por cúpula bolbosa, painéis entalhados, querubins e modilhões; corpo constituído por camarim em arco de volta perfeita com moldura lisa, onde se guarda a imagem de roca do Senhor dos Passos, ladeada por pilastras entalhadas com enrolamentos de acanto e flores, e colunas peseudo-salomónicas, assentes nos modilhões do banco; ladeiam o conjunto duas pilastras de fuste entalhado com enrolamento de acanto, flores e rostos de anjos, assentes directamente nos plintos do sotobanco; ático formado por arcos de volta perfeita de molduras concêntricas, prolongando as pilastras e colunas, com chave saliente de que se suspende cartela polilobada enquadrada por volutas, concheados e enrolamentos de acanto, ladeada por meninos; o conjunto é encimado por uma cornija recta de centro saliente, sendo o espaço em reserva entre esta e as molduras do arco preenchido por uma composição simétrica com cartelas, folhas de acanto, volutas e conchas; coroa a cornija uma cartela enquadrada por uma composição simétrica de conchas, volutas e enrolamentos de acanto, ladeada por dois meninos. No retábulo da Epístola o sacrário não é coberto por cúpula, o camarim é substituido por um nicho de planta semicircular de fundo estofado, e a cornija não apresenta coroamento; à direita abre-se a porta de acesso à sacristia, com moldura de argamassa caiada. PINTURA MURAL: na parede fundeira, ao nível do coro-alto, ocupando todo o tímpano (que se encontrava oculta por tela figurando a Última Ceia), pintura mural executada a folha de ouro, do tipo brutesco, figurando, de cada lado do óculo entaipado, um anjinho segurando uma grinalda e centrando a composição de laçarias, enrolamentos e tabelas; sobre o óculo cartela com a legenda "Fessedesmolas Anno 1672".

Utilização Inicial

Religiosa: igreja

Utilização Actual

Religiosa: igreja

Propriedade

Privada: Igreja Católica (Diocese de Beja)

Afectação

Sem afectação

Época Construção

Séc. 15 / 17 / 19

Arquitecto / Construtor / Autor

ENTALHADOR: Manuel João da Fonseca (1703); PINTOR: Francisco Nunes Varela (1677)

Cronologia

1488 - fundação do primitivo templo por Manuel Raposo de Brito de cuja abside restam ainda vestígios (MESTRE., 1989); 1499 - documentada uma capela no local; 1669 - reconstrução do templo, segundo a inscrição na fachada e provável data da sagração (ESPANCA, 1993); o templo foi sede da Real Irmandade de Nossa Senhora do Pé da Cruz, possuindo Hospital, chamado de Santa Vera Cruz; 1672 - execução da pintura mural, a folha de ouro, da parede fundeira ao nível do coro-alto, custeada com o dinheiros das esmolas; 1677 - conclusão das pinturas a óleo da nave, pelo pintor Francisco Nunes Varela; 1697 - Data da porta principal, assinalada por cronograma aplicado na bandeira; 1699 - feitura do retábulo-mor segundo Túlio Espanca; 1703, 25 de Outubro - contrato notarial para a execução do retábulo-mor pelo entalhador Manuel João da Fonseca; Séc. 18, terceiro quartel - pinturas a óleo das paredes laterais da capela-mor; 1859 - pinturas da abóbada capela-mor; Séc. 19, finais - o Rei D. Carlos visita a igreja e aceita ser seus Juiz Honorário da confraria, concedendo-lhe o título de Régia Confraria, confirmado por D. Manuel II; 1921 - demolição por decisão camarária, do Calvário seiscentista que lhe ficava fonteiro *2; 2012 - obra de requalificação e recuperação cofinanciada pelo QREN, pelo Programa de Regeneração Urbana do Centro Histórico da Cidade de Beja (PRUCHB), com um valor correspondente a 80%, sendo os restantes 20% suportados pelo Município e pela Diocese de Beja; 2012, setembro - durante as obras, descobertas pinturas murais que se encontravam ocultas sob a pintura em tela do coro-alto figurando a Última Ceia e ocupando todo o tímpano; ao centro foi descoberto um óculo entaipado cuja moldura se encontrava igualmente decorada por pintura mural; na capela-mor, no altar do lado do evangelho, foram igualmente descobertas no teto e sanca do nicho, pinturas murais de motivos vegetalistas, ocultas sob repintes e a imagem do Senhor dos Passos.

Dados Técnicos

Estrutura mista

Materiais

Paredes de alvenaria de pedra e cal, rebocadas e caiadas; cunhais, portal, molduras de vãos, pedra de armas, pias de água benta, degraus e elementos secundários de cantaria; telhados de telhas romanas, tégulas e imbrices de barro vermelho cozido; portas e caixilharias de madeira, vidro; gradeamentos de ferro forjado e fundido; pavimentos em lajes de pedra, tijoleira e soalho; azulejos de padrão; moldura do arco triunfal e retábulos de talha dourada com apontamentos polícromos, plintos pintados simulando embutidos florentinos; pinturas murais em abóbadas e paredes; pinturas a óleo sobre tela; púlpito de madeira.

Bibliografia

ESPANCA, Túlio, Inventário Artístico de Portugal, Distrito de Beja, XII, Lisboa, 1992; MESTRE, Joaquim Ferreira, Francisco Nunes - As Pinturas da Igreja de Nossa Senhora de ao Pé da Cruz, Diário do Alentejo, nº 10, Março, 1989; SERRÃO, Vitor, O Conceito de Totalidade nos espaços do Barroco Nacional: A obra da igreja de Nossa Senhora dos Prazeres em Beja (1672-1698), Separata da Revista da Faculdade de Letras, Lisboa, 1997.

Documentação Gráfica

IHRU: DGEMN/DSID

Documentação Fotográfica

IHRU: DGEMN/DSID

Documentação Administrativa

IHRU: DGEMN/DSID; Arquivo Distrital de Beja

Intervenção Realizada

DGEMN: 1963 - demolição das construções adossadas à igreja, reconstrução de coberturas; reparação de porta e caixilhos; reparação do campanário, reconstrução de rebocos; CMB: 2001 - caiação da fachada principal; CMB / Associação de Desenvolvimento Regional Portas do Território / Diocese de Beja : 2012 - obras de requalificação e recuperação (em curso).

Observações

*1 - a tela foi apeada em 2012 após a descoberta das pinturas murais que ocultava; *2 - o Calvário era de planta circular com cúpula hemisférica rematada por lanternim, coberta exteriormente pelas pedras simbólicas do Gólgota.

Autor e Data

Isabel Mendonça 1993 / Ricardo Pereira 2002

Actualização

 
 
 
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