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Paisagem Unidade de Paisagem
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Descrição
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| CARACTERIZAÇÃO DOS FACTORES ABIÓTICOS - ELEMENTOS GEOMORFOLÓGICOS - Relevo: Vale tifónico das Caldas da Rainha cujas cotas do fundo do vale variam entre os 0 e os 50 m e nos rebordos atinge os 50 a 100m a Oeste da unidade (junto ao oceano), verificando-se um aumento gradual da altitude para os 200 e 400m de altitude no limite da unidade (na proximidade das serras de Aire e Candeeiros a NE. e da Serra de Montejunto a SE.). Declives: Fundo do vale (tifónico) plano e praticamente sem declives e declives relativamente elevados no rebordo do vale e na proximidade às serras de Aires e Candeeiros a NE. e à serra de Montejunto a SE..Exposição de vertentes: sem exposição no fundo do vale tifónico (plano) e predominantemente a Oeste no rebordo O. do vale. Na sequência das linhas de água que escoam no sentido E. / O., verificam-se exposições a Norte e a Sul. Geologia/Litologia: A Geologia nesta unidade tem uma influencia muito importante na modelação do terreno e consequentemente na escorrencia, erosão, tipo de solo, clima que por sua vez condiciona e é condicionada todos os factores biofísicos e antrópicos no território. Destaca-se o vale tifónico associado a uma estrutura diapírica (Diapiro das Caldas da Rainha). Anticlinal originado pela ascenção do diapiro (material salino, menos denso), que após a erosão (ao longo de MA) originou um vale desde a freguesia de Valado dos Frades (Concelho da Nazaré) até à freguesia de Olho Marinho (concelho de Óbidos). Nos rebordos do Vale (vertente S junto a Olho Marinho e Columbeira; Vertente E. onde se edificou, grosseiramente a A8, junto ao sopé; e a vertente O. junto ao litoral, definindo a linha de costa com algumas perturbações derivadas da foz dos principais rios) prevalecem os conglomerados, arenitos e calcários (do Jurássico - até aos 208 M.A.), formação esta que ocupa a grande parte da unidade. Nas áreas adjacentes aos rebordos verificam-se ainda os Grés Vermelhos de Silves, conglomerados e margas (Jurássico-Triásico - até 245 M.A.), sobretudo nas freguesias de Óbidos e Gaeiras. No vale predominam as areias, calhaus rolados, arenitos pouco consolidados (Plio-Plistocénico - 1,8 M.A.). As áreas de aluviões surgem ao longo e na foz dos principais rios, assim como as dunas e areias eólicas no Baleal e na foz do rio de São Domingos (Holocénico - 0,01 M.A.), que contrastam com os calcários onde se fixou Peniche (Jurássico). Para além do domínio das formações sedimentares, destacam-se ainda as rochas eruptivas e vulcânicas (Doleritos) no limite N. da unidade, designado por Monte de São Bartolomeu, protegido como sítio classificado e com uma altitude de 159 metros (vértice geodésico na freguesia da Nazaré); no centro da unidade (junto ao limite E.) entre os concelhos do Cadaval (Alguber) e as Caldas da Rainha (Landal) e ainda na fronteira entre os concelhos das Caldas da Rainha (São Gregório em Caldas da Rainha) e Óbidos (A-dos-negros e Gaeiras). No extremo SE. da unidade verificam-se ainda três intrusões vulcânicas (Basaltos), no concelho de Torres Vedras: na freguesia de Runa, na fronteira das freguesias de Dois portos, São Pedro/São Tiago e nas fronteiras das freguesias de Turcifal e Dois Portos (concelho de Torres Vedras) e Enxara do Bispo (concelho de Mafra). Solos: Verifica-se uma correspondência entre o tipo de solos e a rocha mãe. Desta forma, nas áreas de conglomerados, arenitos e calcários predominam os cambissolos e luvissolos, sendo os tipos de solo mais frequente da unidade. No fundo do vale tifónico e nas áreas de grés vermelho e areias (e alguns aluviões) encontram-se os podzois orticos (associados a cambissolos calcários) e Solonchaks (na área adjacente à Lagoa de Óbidos). Ainda no fundo do vale e junto à Nazaré encontram-se, nas áreas de aluvião, os fluvissolos, ocupados por áreas agrícolas. Junto a Peniche, nas dunas e areias eólicas do Baleal, assim como na área envolvente a Santa Cruz predominam os regossolos. CLIMATOLOGIA: Clima temperado mediterrânico, com Invernos de temperaturas amenas e verões relativamente quentes e secos, com alguns nevoeiros matinais nas regiões do litoral. O relevo influencia bastante esta unidade, sobretudo a presença das Serras de Aire e Candeeiros a NE. e com menor expressão a serra de Montejunto a SE. e o litoral de costa rochosa (calcários e arenitos). Os valores médios anuais são: Temperatura de 15 a 16ºC, numa faixa à latitude de Peniche e da Lagoa de Óbidos, no centro da unidade (penetrando para o interior) e de valores mais baixos na ordem dos 12,5 a 15ºC a N. e a S. da mesma; a humidade relativa varia entre os registos (bastante elevados) do litoral, sobretudo em Peniche (superiores a 85%), diminuindo gradualmente para o interior em faixas longitudinais para valores de 80 a 85% nas áreas mais baixas do vale tifónico até ao rebordo, onde a humidade começa a diminuir para os 75 a 80%; A precipitação aumenta com a altitude e de O. para E., com 500 a 600mm junto ao litoral (a sul da concha de São Martinho do Porto) e os valores máximos na proximidade com as serras de Aire e Candeeiros a NE. (cerca de 1200mm no Juncal e 1600mm no topo da serra) e com a serra de Montejunto a SE. (cerca de 1000mm); a geada varia também com a altitude sendo menor em Peniche (inferior a 1 dia) e maior no Juncal (envolvente próxima da serras de Aire e Candeeiros, com 30 a 40 dias), no entanto não se verifica a mesma quantidade de dias com geada junto à serra de Montejunto, sendo semelhante à situação de São Marinho do Porto e Caldas da Rainha (entre 10 e 20 dias); a insolação é praticamente idêntica em toda a unidade, com uma pequena variação entre o litoral (2400 a 2500h de sol) e o interior (2300 a 2400h de sol) encosta exposta a NO. (rebordo do vale tifónico). HIDROGRAFIA: A hidrografia assume um papel preponderante na erosão e modelação desta área. O escoamento realiza-se de uma forma geral a partir da linha divisória de águas (com uma orientação sobretudo N./S. e que une as serras de Aire e Candeeiros, as colinas de Rio Maior e a serra de Montejunto), para o litoral e portanto com uma orientação E./O., destacando-se os Rios (de N. para S.): Areia, Meio, Alcoa (que desaguam na Nazaré); Alfeizerão e Tornada (que desaguam com outras ribeiras e valas em São Martinho do Porto); Cal, Arnóia, Arregaça e Real (que desaguam na lagoa de Óbidos); Ferrel, São Domingos e Barrada (que desaguam junto ao Baleal em Peniche); Toxofal e Rio Grande (que desaguam na Areia Branca na Lourinhã); Alcabrichel (que desagua em Porto Novo - Vimeiro); e o rio Pedrulhos e Sizandro (que desaguam junto ao lugar com a designação Foz); Rio Safarujo ( que desagua na praia de São Lourenço em Ribamar na Ericeira no limite S. da unidade). Destacam-se ainda a Lagoa de Óbidos de baixa profundidade (2m) que se caracteriza como um sistema lagunar de elevada importância ecológica (mais extenso da costa portuguesa), separada do mar através de cordões dunares, que por vezes, a encerram; a albufeira da barragem de São Domingos (unida do Oeste) e a zona húmida do Paul da Tornada (reserva ecológica de grande valor para a educação ambiental (locais para a nidificação e de alimento). Outra peculiaridade da unidade reside nos processos de erosão cársica e nas formas rochosas resultantes deste fenómeno. A erosão cársica resulta da infiltração das águas das chuvas nas fendas do calcário, provocando a sua dissolução, dando assim origem a uma circulação hídrica subterrânea. CARACTERIZAÇÃO DOS FACTORES BIÓTICOS: A lagoa de Óbidos e o Paul da Tornada são duas zonas húmidas, que pelo seu valor ecológico, são muito importantes na Fauna e Flora da região. Estas áreas são constituídas na sua maior parte por sapais, caniçais, lodos e areias, constituem um excelente habitat para a avifauna aquática do estuário, que aí encontra refúgio, alimentação e local para reprodução e nidificação. FLORA: Em locais temporariamente alagados (sobretudo a Lagoa de Óbidos e Paúl da Tornada), a flora marinha é muito diversificada e onde a vegetação de Sapal tem uma importante função, enquanto produtor primário. São frequentes os lírios-dos-pântanos (Iris pseudacorus) e tabúas (Typha latifolia eTypha angustifolia). Os terrenos baixos e planos, estão cobertos por caniço (Phragmites australis), excepto em algumas áreas interiores onde a água é mais profunda. As espécies vegetais mais abundantes são o Polygonum amphibium e Ceratophyllum demersum. Carvalho-cerquinho, Eucalipto, Salgueiro, Sargaço, Trovisco, Silva, Tojo, Urze, Pilriteiro, Loureiro, Zambujeira, Sobreiro, Pinheiro Bravo e Manso. Outros valores florísticos: Herniaria marítima; Jonopsidium acaule; Limonium dodartii ssp. Lusitanicum; Limonium multiflorum; Silene longicilia; Verbascum litigiosum; Narcissus bulbocodium; Ruscus aculeatus; Ulex densus (Dec. Lei n.º 49/2005 de 24/02). FAUNA: Na lagoa de Óbidos estão referenciadas 100 espécies de macrofauna bêntica (de relevância económica na exploração de bancos de bivalves); 52 espécies de peixes (30 com importância económica) que aqui se reproduzem e alimentam (funcionando como um viveiro); Integra 5 espécies com estatuto de conservação delicado, de acordo com o Livro Vermelho dos Vertebrados de Portugal, e várias outras espécies não ameaçadas, mas em regressão noutras áreas da Europa. No Paul da Tornada foram recenciadas 122 espécies de vertebrados (das quais 98 são aves), sendo que 66 estão protegidas pela convenção de Berna e 15 estão ameaçadas, constando do livro vermelho dos vertebrados em Portugal. Para a avifauna a relevância ecológica destas zonas húmidas reside no facto de se constituir como um importante ponto de apoio às rotas de migração de algumas espécies, algumas das quais encontram as condições adequadas para a nidificação e também por sem duvida constituir um local importante para a conservação das aves de caniçal do nosso país. Na avifauna são frequentes: Rola do Mar, Galinha d'Água, Tambarola cinzenta, Mar-requino, Maçarico das rochas, Maçarico Galego, Pato Real, Juíz dos Rios, Frisada, Fuselo, Várias espécies de Gaivotas, Várias espécies de Garças; Peixes: Anchova ou Biqueirão, Tainha, Rodovalho, Serrão, Enguia, Peixe-Rei, Linguado, Dourada, Robalo e a Solha; Moluscos: Amêjoa, Polvo, Berbigão, Choco, Mexilhão, Cadelinha, Ostra; Mamíferos: Coelho Bravo, Raposa e a Lontra; Repteis: Cobra de Escada, Cobra Rasteira, Cobra de Água Viperina, Lagartixa do Mato; anfíbios: Salamandra-Comum, Sapo Comum e a Rã Verde. CARACTERIZAÇÃO DOS FACTORES ANTRÓPICOS - USO E OCUPAÇÃO DO SOLO: Unidade predominantemente agrícola, especialmente no fundo do vale tifónico e envolvente da Lourinhã. Destaca-se a área ocupada por pomares e vinhas, sobretudo na envolvente do Bombarral, envolvente S de Torres Vedras e envolvente E de Caldas da Rainha até Alcobaça. Na proximidade do limite E da unidade subsistem as áreas florestais (no sopé da serra de Montejunto a SE e na proximidade de Rio Maior). São ainda marcantes na paisagem os lugares de Peniche, Caldas da Rainha, Bombarral, Alcobaça, Torres Vedras e Óbidos pela sua posição mais elevada em relação à envolvente. TIPO DE POVOAMENTO: Disperso / polinucleado / linear. Aglomerados de dimensões razoáveis, junto aos principais acessos (Proximidade dos nós: de auto-estrada), sedes de concelho e junto a algumas áreas balneares (como é o caso de Peniche e São Martinho do Porto). DADOS DEMOGRÁFICOS: Em 2001 residiam por concelho (população residente em milhares): Alcobaça-55; Bombarral-13; Cadaval-14; Caldas da Rainha-49; Lourinhã-23; Nazaré-15; Óbidos-11; Peniche-27; Torres Vedras-72, com uma variação fortemente positiva (1991-2001) em praticamente todos os concelhos (sobretudo Caldas da Rainha com 13%, Lourinhã e Torres Vedras com com 8%), exceptuado Óbidos e Nazaré com saldos negativos (-3 e -2%, respectivamente). Quanto à estrutura etária da população, assinala-se o progressivo envelhecimento da população (diminuindo a população com menos de 14 anos e aumentando a população com 65 e mais anos), especialmente nos municípios mais rurais (Cadaval, Óbidos e Bombarral). Existe ainda uma baixa percentagem de população com ensino secundário (21,6%), sobretudo nos municípios da Lourinhã, Óbidos, Alcobaça e Nazaré. Por outro lado, a população activa com ensino superior é maior nos municípios de Torres Vedras, Bombarral, Caldas da Rainha e Nazaré. PATRIMÓNIO CULTURAL: Vasto património arqueológico, constituído por legados de diversas ocupações testemunhadas através de sítios e estações arqueológicas (aquedutos, pontes, castros, entre outros). Evidenciam-se na arquitectura militar, os castelos e fortalezas, parte destas pertencente às denominadas Linhas de Torres (a sul da unidade). Esta unidade regista um elevado número de elementos de arquitectura religiosa (presente um pouco por toda a unidade) entre ermidas, capelas e igrejas. Destacam-se: o Conjunto Urbano da Vila de Óbidos (e o seu castelo), o Mosteiro de Alcobaça (com 225 mil visitantes em 2001), o Aqueduto de Torres Vedras, o Mosteiro do Varatojo, a Igreja Matriz das Caldas da Rainha, a Fortaleza de Peniche, o Forte da Praia da Consolação, a Igreja Matriz da Lourinhã, os sítios arqueológicos de Peniche (27 do só do período do Paleolítico) e Torres Vedras (com 15 sítios da idade do paleolítico, 8 do mesolítico, 8 do neolítico, 17 do calcolítico, 8 do bronze, 6 do ferro, 16 do romano e 8 da idade média), entre outros. ORGANIZAÇÃO SOCIAL E MODOS DE VIDA: A Unidade do Oeste é caracterizada por uma grande diversidade ao nível dos recursos e da oferta cultural, assente numa matriz de base rural, historicamente marcada pela Ordem de Cister, mantendo um quadro económico dominado, ao longo de séculos, pelas actividades agrárias. O caminho-de-ferro proporcionou a partir do final do século 19 o aparecimento de uma nova estrutura social (dos sectores da indústria e dos serviços), tendo reflexos na riqueza regional (predominam as pequenas e médias explorações agrícolas, muitas delas ligadas à produção do vinho e aos horto-frutícolas e ainda grandes instalações de pecuária intensiva). No litoral instalaram-se e desenvolveram-se comunidades piscatórias e industriais com modos de vida, contextos e práticas culturais muito próprios. Na extracção de inertes, as potencialidades em recursos minerais são relevantes, em particular: os calcários ornamentais de Alcobaça (sobretudo para o mercado de exportação), as argilas comuns ou cauliníticas de Torres Vedras e Peniche e os depósitos minerais de gesso e sal-gema (Explorados sobretudo no passado e nas imediações de Óbidos). As funções administrativas e terciárias são particularmente visíveis em todas as sedes de concelho. O sector do turismo evidencia diversos produtos, sobretudo assentes no sol e praia, assim como no termalismo (Saúde e bem estar e engarrafamento de água - Vimeiro), no entanto, mais recentemente com surge também o golfe e turismo de natureza/científico. A oferta turística é sobretudo elevada em: Peniche, Nazaré,Torres Vedras, Caldas da Rainha e Alcobaça, (com mais de 2000 camas turísticas), mas também em Óbidos e Lourinhã (com mais de 500). PERCEPÇÃO DA PAISAGEM: Destaca-se o vale tifónico das Caldas da Rainha. O fundo do vale de solo fértil (ocupado por áreas agrícolas) contrasta com os rebordos calcários do vale (mais elevados). Nos topos do rebordo do vale (a Oeste) vislumbra-se o oceano atlântico e diversas praias, formadas sobretudo na foz dos principais rios. O clima ameno e a proximidade às praias do Oeste atribuem-lhe um carácter de veraneio. No topo do monte de São Bartolomeu obtém-se uma vista privilegiada sobre a Nazaré. A concha de São Martinho do Porto destaca-se com a sua forma peculiar e a lagoa de Óbidos pela sua beleza natural. O conjunto urbano de Óbidos atribui um carácter histórico de valor amplamente reconhecido, assim como o Mosteiro de Alcobaça (classificado como Património Mundial), impondo-se nesta localidade como um elemento simbólico e impar. A A8 ou auto-estrada do Oeste é uma das principais vias de comunicação da região e que está presente um pouco por toda a paisagem da unidade, junto da qual se têm expandido alguns aglomerados urbanos (nos principais nós). A vivência urbana está inserida num meio algo tradicional (muitas vezes descaracterizado). |
Acessos
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| Rodoviário: Auto-estada do Oeste (A8), A15, IP6, IC11, EN 8, EN 9, EN 114, EN 115, EN 361, EN 366, EN 248, EN 247, ER 247; Ferroviário: Linha do Oeste. |
Protecção
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| Inclui parcialmente o Parque Natural das Serras de Aires e Candeeiros (Decreto-Lei nº 118/79), Paisagem Protegida da Serra de Montejunto (Decreto Regulamentar n.º 11/99) / Rede Natura 2000: inclui o SIC - Sítio classificado do Monte de S. Bartolomeu (criado pelo Decreto-Lei nº 108/79 de 2 de Maio de 1979), SIC - Sítio de Importância Comunitária de Peniche-Santa Cruz (Resolução do Conselho de Ministros n.º 76/00 de 5 de Julho); inclui parcialmente o Sítio de Importância Comunitária de Sintra-Cascais (Resolução do Conselho de Ministros n.º 142/97 de 28 de Agosto), Sítio de Importância Comunitária da serra de Montejunto (Resolução do Conselho de Ministros 76/00) |
Enquadramento
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| Situada a N. da Área Metropolitana de Lisboa, confina a SO. com a unidade de paisagem Oeste Sul a SE. com a Serra de Montejunto e o Oeste Interior; a E. com as colinas de Rio Maior e as Serras de Aire e Candeeiros; a NO. com o Pinhal Litoral e a NE. com Beira Litoral Sul e a Oeste com o Oceano Atlântico e as ilhas Berlengas. |
Descrição Complementar
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| SISTEMA DE VISTAS: O Oceano atlântico a Oeste, o Vale tifónico que se estende no centro da unidade e as serras de Aire e Candeeiros a Este são os elementos preponderantes na paisagem, assim como a relativa proximidade à cidade de Lisboa. A geologia e os agentes erosivos, assumem um papel fundamental no tipo de solo e modelação do terreno nesta unidade de paisagem, que condiciona o coberto vegetal, os habitats para as espécies e o homem. |
Utilização Inicial
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| Não aplicável |
Utilização Actual
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| Não aplicável |
Propriedade
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| Não aplicável |
Afectação
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| Não aplicável |
Época Construção
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| Não aplicável |
Arquitecto / Construtor / Autor
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| Não aplicável |
Cronologia
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| Paleolítico - Vestígios de Castanheira e Montes; ocupações dos primeiros agricultores/pastores nas grutas do Carvalhal de Aljubarrota; Caçadores-colectores que se fixaram perante a diversidade de recursos; Calcolítico (3000 a.C.) - achados de machados e pontas de lança de cobre no Carvalhal de Turquel, em Évora de Alcobaça, Fonte Santa e Casais de Santa Teresa; Vestígios osteológicos de vários hominídeos, nomeadamente do Homo Sapiens (Homem de Neandertal) e de Homo Sapiens Sapiens (Homem actual) na gruta da Furninha; vestígios de fauna do período quaternário (peixes e mamíferos); utensílios líticos (bifaces, pontas de seta, ou machados de pedra polida); utensílios em osso e várias peças de cerâmica neolítica; Idade do Bronze - (utilização de antigas necrópoles), em Carvalhal de Aljubarrota; séc. 8 (meados) ao séc. 5 a. C. - desenvolve-se, no extremo ocidental um ambiente cultural de influência mediterrânica que conta com o contributo de fenícios, gregos e cartagineses; 308 a.C. - Fundação da vila de Óbidos pelos Celtas; Séc. 1 - Óbidos conquistada pelos romanos; Formação do topónimo "Óbidos" a partir do vocábulo romano "oppidum"; actual castelo de Óbidos, provavelmente assente num castro de origem romana; provável cidade romana com a designação de Eburobrittium que existia entre Leiria (Collipo) e Lisboa (Olisipo); consolidação de uma economia assente na agricultura praticada nas férteis terras aluviais contíguas aos rios e na exploração de recursos marinhos; produção de ânforas destinadas ao envase de preparados de peixe (complexo oleiro do Morraçal da Ajuda - Peniche); presença romana no povoado de Parreitas (castro e estação arqueológica), na vila de Póvoa de Cós; construção de diversas pontes sobre o Rio Arnóia. (permanecendo até hoje a ponte junto a A-dos-Negros); Visigodos - Presença em São Gião da Nazaré; Fundação da igreja de Santa Maria em Óbidos; séc. 7 - Invasão de Óbidos pelos Mouros; numerosas edificações das quais são exemplos os Castelos de Óbidos e Torres Vedras, entre outros vestígios em Alfeizerão e na Torre de D. Framondo; transformação de algumas igrejas em mesquitas (ex: igreja matriz de Santa Maria em Óbidos); 1148 - Reconquista cristã por D. Afonso Henriques; Ordens religiosas, especialmente marcadas pela presença da Ordem de Cister (exemplo disso é a constituição, com sede em Alcobaça, de um extenso senhorio atribuído em 1178 aos monges de Cister); Séc. 13 - As caldas de Óbidos (mais tarde Caldas da Rainha) eram procuradas por doentes (doenças de pele, eventualmente leprosos) que se deslocavam de um raio relativamente extenso. Séc. 15 - Formação do actual cordão dunar que liga Peniche ao continente e com o consequente assoreamento do porto desta vila; 1438 - D. Duarte manda alargar a foz do rio (São Domingos), dado as embarcações que procuram o porto (um dos principais da idade média, localizado nas antigas povoações de Tauria, depois Touguia e actualmente Atouguia), devido ao progressivo assoreamento; 1482 - Decisão de fundar um Hospital em território sob jurisdição municipal de Óbidos (Caldas de Óbidos, mais tarde Caldas da Rainha) pela rainha D. Leonor, mulher de D. João II (graças a um afloramento de águas termais de excepcional qualidade); 1488 - criação de banhos e das casas de aposentos dos doentes principiam as verdadeiras obras de um Hospital; 1500 - conclusão da igreja (Caldas); 1508 - conclusão do hospital nas Caldas (Balneário e clínica); 1589 - desembarca na baía meridional do istmo de Peniche, o exército inglês liderado por D. António Prior do Crato, tendo como objectivo a tomada de Lisboa e a restauração da independência; 1755 - Terramoto e Tsunami que provocaram elevados danos (destruindo muralhas, alguns edifícios, embarcações e provocando a morte a diversas pessoas); 1807 - Ocupações napoleónicas (regimento comandado pelo general Thomières que ocupa a praça de Peniche); 1810 / 1812 - Resistência do general ingles Arthur Wellesley (Duque de Wellington) às tropas napoleónicas e construção das linhas de torres (Sistema fortificado e complexo, composto por 152 fortes e 628 bocas de fogo, entre os quais o Forte de São Vicente de Torres Vedras, um dos principais pontos defensivos) e que se estendiam do Tejo ao oceano; séc. 19 - Desenvolveram-se as granjas, quintas e ocupa-se as pedregosas encostas da serra, com a introdução sistemática da oliveira; desenvolveram-se os sectores industriais com recurso à energia hidráulica; 1886 - Chegada do caminho de ferro a Torres Vedras; séc. 19 / 20 - A presença de cursos de água, possibilitaram o desenvolvimento neste período de uma importante actividade agrícola, que polvilhou a paisagem rural com férteis hortas e pomares; No litoral, particularmente na península de Peniche, prevaleceram a faina piscatória e indústrias adjacentes como principais actividades de subsistência. 1836 - Extinção do concelho de Atouguia da Baleia, e à anexação do seu território pelo concelho de Peniche; séc. 20 - Rápida e profunda transformação da actividade piscatória (traineira motorizada), prevalecendo a produtiva pesca de cerco (desenvolvimento de várias indústrias ligadas à pesca, como a congelação, a salicultura, a indústria conserveira ou a construção naval); séc. 20, primeira metade - bairros operários e de pescadores; implanta-se uma rede pública de abastecimento de água; 1910 - Restauro da muralha de Óbidos; 1912 - A energia eléctrica chega a Torres Vedras; 1914 - Inicio da Primeira Grande Guerra Mundial; 1917 - Partem para França e África, vários naturais da região; 1994 - Escavações arqueológicas de uma cidade romana identificada como sendo Eburobrittium. |
Dados Técnicos
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| Não aplicável |
Materiais
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| Inertes: Areias, Arenitos, Argilas, calcários, dunas |
Bibliografia
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| RIBEIRO, Orlando, Portugal. O Mediterrâneo e o Atlântico, Lisboa, 1986; BRITO, Raquel Soeiro (coord)., Lautensach, 1994; RIBEIRO, O., DAVEAU, S. Geografia de Portugal, 4 Vols., Lisboa, 1997; AAVV, Contributos para a Identificação e Caracterização da paisagem em Portugal Continental, vol. 5, DGOTDU, Lisboa, 2004; ICN, Plano Sectorial da Rede Natura 2000, ICNB, s.l., 2006; Câmaras Municipais de Peniche (URL: www.cm-peniche.pt), Caldas da Rainha (URL: www.cm-caldas-rainha.pt), Torres Vedras (URL:cm-tvedras.pt) e Alcobaça (URL: www.cm-alcobaca.pt). INAG (www.inag.pt), Setembro de 2008; IGESPPAR (www.ippar.pt), Dezembro de 2008; Plano Regional de Ordenamento do Território do Oeste e Vale do Tejo, Dezembro de 2008. |
Documentação Gráfica
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| IHRU: SIPA; IA; ICNB; DGOTDU; IGP; IgeoE; EP |
Documentação Fotográfica
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| IHRU: SIPA |
Documentação Administrativa
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| IHRU: SIPA |
Intervenção Realizada
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| Não aplicável |
Observações
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| INSTRUMENTOS LEGAIS DE GESTÃO DO TERRITÓRIO: Plano Nacional da Água (Decreto-Lei n.º 112/2002 de 17 de Abril); Plano de Bacia Hidrográfica do Ribeiras do Oeste (Decreto Regulamentar n.º 26/2002 de 5 de Maio); Plano de Ordenamento da Orla Costeira de Alcobaça-Mafra (Resolução do Conselho de Ministros n.º 11/2002 de 17 de Janeiro); PDM da Lourinhã (ratificação - Resolução do Conselho de Ministros n.º 131/99, de 26 de Outubro); PDM de Óbidos (ratificação - Resolução do Conselho de Ministros n.º 187/96, de 28 de Novembro); PDM de Peniche (ratificação - Resolução do Conselho de Ministros n.º 139/95, de 16 de Novembro); PDM de Torres Vedras (ratificação - Resolução do Conselho de Ministros n.º 159/95, de 30 de Novembro); PDM da Nazaré (ratificação - Resolução do Conselho de Ministros n.º 7/97); PDM de Alcobaça (ratificação - Resolução do Conselho de Ministros n.º 177/97); PDM do Bombarra (ratificação - Resolução do Conselho de Ministros n. 12/97)l; PDM das Caldas da Rainha (ratificação - Resolução do Conselho de Ministros n.º 101/2002); Plano de Desenvolvimento Rural/RURIS (áreas de incidência das diferentes medidas): Regras gerais de aplicação do RURIS (Decreto-Lei n.º 64/2004 de 22 de Março) / Alteração do RURIS e dos regulamentos das intervenções / Regulamento da intervenção "Medidas Agro-ambientais" (Portaria n.º 360/2004 de 7 de Abril) / Regulamento da intervenção "Florestação de Terras Agrícolas" (Portaria n.º 680/2004 de 19 de Junho) / Regulamento da intervenção "Indemnizações Compensatórias" (Portaria n.º 193/2003 de 22 de Fevereiro); Caça - zonas de caça sujeitas a diferentes regimes cinegéticos; Cadastro de Concessões Mineiras 2001 (Decreto-Lei n.º 90/90 de 16 de Março) - Lei Base - Regime Geral; recursos geotérmicos (Decreto-Lei n.º 87/90 de 16 de Março); depósitos minerais (Decreto-Lei n.º 88/90 de 16 de Março); a massas minerais - pedreiras (Decreto-Lei n.º 270/2001 de 6 de Outubro); Sítios de Interesse Comunitário: Arquipélago da Berlenga (Resolução de Conselho de Ministros nº 142/97, de 28 de Agosto; 96 ha); Peniche/Santa Cruz (PTCON0056; Resolução de Conselho de Ministros nº 76/00, de 5 de Julho; 8.438 ha - área terrestre = 2.805 ha + área marinha = 5.633 ha |
Autor e Data
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| Luís Marques 2008 |
Actualização
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