Casa da Orca / Casa Grande

IPA.00002743
Portugal, Castelo Branco, Fundão, Orca
 
Casa abastada oitocentista, correspondente ao arquétipo de casa de sobrado de planta rectangular, com dois andares. Vãos de perfil rectilíneo, com molduras de cantaria. Alçados circunscritos por pilastras de granito e remate em cornija.
Número IPA Antigo: PT020504200021
 
Registo visualizado 99 vezes desde 27 Julho de 2011
 
   
   

Registo

 
Edifício e estrutura  Edifício  Residencial unifamiliar  Casa  Casa abastada  

Descrição

Planta rectangular, simples e regular existindo coincidência entre o interior e o exterior. Volume simples de disposição horizontal e cobertura homogénea em telhado de quatro águas. Fachada principal orientada com dois pisos definidos por friso em granito, rebocados e pintados a branco, limitados por pilastras em granito. No piso inferior, seis janelas de guilhotina gradeadas, uma porta de duas folhas com inscrição da data por cima do lintel. No superior, seis janelas de guilhotina, uma de sacada com bandeira. Esta é em granito com guarda em ferro forjado. Comum aos vãos o perfil rectoe moldura de granito. Fachada com embasamento de granito e remate em cornija do mesmo material. Fachada N. com dois pisos definidos por friso em granito, rebocados e pintados a branco, limitados por pilastras em granito. No piso inferior, uma porta de duas folhas e postigo gradeado, surgindo, no superior, quatro janelas de guilhotina, todas com moldura de cantaria. Remate em cornija e embasamento de granito. Fachada O. com dois pisos sem elementos definidores, rebocados e pintados a branco, limitados por pilastra e cunhal. No andat inferior, rasga-se apenas um postigo, existindo, no superior, quatro janelas de guilhotina, uma gradeada. Porta de duas folhas com bandeira, de acesso a balcão de granito com guarda em ferro forjado. Vãos com moldura de granito. Remate em beiral. INTERIOR com espaços diferenciados, iluminados por vãos praticados nas fachadas. Tectos planos em gesso e madeira, pisos em madeira, excepto no "hall" de entrada que é em lajeado de granito. Estrutura interna desenvolve-se a partir da caixa de escada com pinturas em marmoreado na zona do "hall", com tecto plano em estuque trabalhado e escadaria de granito.

Acessos

Rua da Igreja, n.º 1

Protecção

Categoria: IM - Interesse Municipal, Decreto n.º 67/97, DR, 1.ª Série-B, n.º 301 de 31 Dezembro 1997

Enquadramento

Urbano, flanqueado, na planície. Próximo localiza-se a Igreja Matriz (v. PT020504200091).

Descrição Complementar

Utilização Inicial

Residencial: casa

Utilização Actual

Residencial: casa

Propriedade

Privada: pessoa singular

Afectação

Sem afectação

Época Construção

Séc. 19

Arquitecto / Construtor / Autor

Desconhecido.

Cronologia

1866 - data da sua edificação; séc. 20, década de 50 - incêndio no imóvel; 1996 - despacho Ministro da Cultura, de 9 Julho para eventual classificação; 1997 - aprovado projecto para instalação de habitação para turismo rural.

Dados Técnicos

Estrutura mista e paredes autoportantes.

Materiais

Pedra granítica, madeira, reboco, argamassa, ferro forjado, telha de meia cana.

Bibliografia

LEAL, Augusto Soares d'Azevedo Barbosa Pinho, Portugal Antigo e Moderno, Lisboa, 1874; FRAZÃO, A.C. Amaral, Novo Dicionário Corográfico de Portugal, Porto, 1981; DUARTE, Carlos e Lamas, José, DGPU, Plano geral de urbanização da área territorial da cova da beira - Concelho do Fundão - Estudo do Património Urbanístico, Arquitectónico e Arqueológico, Fundão, 1985; AZEVEDO, Carlos de, Solares Portugueses, Lisboa, 1988; Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira, Lisboa, Rio de Janeiro; OLIVEIRA, Ernesto Veiga de, Arquitectura tradicional Portuguesa, Lisboa, 1992; http://www.patrimoniocultural.pt/pt/patrimonio/patrimonio-imovel/pesquisa-do-patrimonio/classificado-ou-em-vias-de-classificacao/geral/view/71019 [consultado em 14 outubro 2016].

Documentação Gráfica

IHRU: DGEMN/DSID; DGT; CMF

Documentação Fotográfica

IHRU: DGEMN/DSID; DGT; IGESPAR: IPPAR

Documentação Administrativa

IHRU: DGEMN/DSID; DGT; IGESPAR: IPPAR

Intervenção Realizada

Proprietários: séc. 20, final da década de 50 - remodelação das águas furtadas devido a incêndio.

Observações

Autor e Data

Cecília Matias 1997 / Luís Castro 1998

Actualização

 
 
 
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