Igreja Paroquial de Entradas / Igreja de São Tiago

IPA.00000274
Portugal, Beja, Castro Verde, Entradas
 
Arquitectura religiosa, maneirista, popular. Igreja paroquial, nave e capela-mor abobadadas. Arquitectura popular utilizando elementos clássicos. A torre sineira implanta-se no topo da cabeceira, adossada à ábside. Junto à parede da capela-mor, na nave, existem 2 meios arcos, cuja função não é clara: arcos de reforço ou programa de construção de altares laterais interrompido; idêntica solução se encontra na igreja do convento de São Francisco em Almodôvar, aí com arcos falsos.
Número IPA Antigo: PT040206030007
 
Registo visualizado 221 vezes desde 27 Julho de 2011
 
   
   

Registo

 
Edifício e estrutura  Edifício  Religioso  Templo  Igreja paroquial  

Descrição

Planta longitudinal, composta; aos rectângulos justapostos da nave e da capela-mor adossam-se anexos de planta quadrangular; no topo da capela-mor a torre sineira. Volumes escalonados com coberturas diferenciadas em telhado sobre a igreja e anexos, em coruchéu prismático sobre a torre sineira. Fachada principal de empena angular, virada a NE., rematada por volutas e cruz no vértice, rasgada por portal e janela adintelados, de vão rectangular, ladeada por cunhais apilastrados com remates em urna sobre acrotérios, que se repetem na fachada posterior; esta é marcada pelo volume da torre sineira, com idênticos remates, adossada à empena angular e rasgada por ventanas de verga redonda. INTERIOR de uma nave coberta por abóbada de berço redondo sobre cimalha envolvente; baptistério aberto por arco rebaixado sobre pilastras, junto à entrada; 2 meios arcos sobre pilastras rasgam-se nos alçados laterais junto à parede da capela-mor. Arco triunfal em arco redondo sobre pilastras rasgando a capela-mor, coberta por abóbada de berço redondo; altar-mor*1 assente em plataforma elevada em mármore. Púlpito em mármore adossado ao alçado lateral esquerdo, guarda vento em madeira, retábulos barrocos (altar-mor e altares colaterais) de mármores coloridos, enquadrando telas (São Jorge e o Dragão, Sagrada Família, Nossa Senhora e o Menino socorrendo as almas); sacrário também em mármore.

Acessos

Praça da Liberdade (antigo Largo da Igreja)

Protecção

Categoria: IIP - Imóvel de Interesse Público, Decreto n.º 45/93, DR, 1.ª série-B, n.º 280 de novembro 1993

Enquadramento

Urbano, isolado, destacado num amplo largo calcetado, no centro da povoação.

Descrição Complementar

Utilização Inicial

Religiosa: igreja paroquial

Utilização Actual

Religiosa: igreja paroquial / Cultural e recreativa: auditório

Propriedade

Privada: Igreja Católica (Diocese de Beja)

Afectação

Sem afectação

Época Construção

Séc. 18

Arquitecto / Construtor / Autor

Cronologia

1500 - feitura de uma imagem de Santa Bárbara, em Malines; 1745 - início da construção da igreja; 1750 - faltavam as janelas, a abóbada e o madeiramento, o telhado, o portal, o retábulo e a torre sineira (Visitação de D. Frei Miguel de Távora); 1858 - abalada pelo sismo; 1969, 2 Fevereiro - danos causados pelo sismo.

Dados Técnicos

Materiais

Alvenaria rebocada e caiada em estruturas e abóbadas, madeira na estrutura de apoio do telhado, portas e janelas, telha cerâmica nas coberturas, tijoleira em pavimento, cantaria em molduras.

Bibliografia

LOBATO, João Rodrigues, NOBRE, Joaquim de Brito, Vila de Entradas - Breves Notas de História e Antologia, Castro Verde, 1987; Flandres e Portugal, Lisboa, 1991; ROQUE, João Carlos Almendra, Reabilitação estrutural de paredes antigas de alvenaria (texto policopiado, dissertação de Mestrado em Engenharia Civil), Universidade do Minho, 2002.

Documentação Gráfica

IHRU: DGEMN/DSID, DGEMN/DREMSul

Documentação Fotográfica

IHRU: DGEMN/DSID, DGEMN/DREMSul

Documentação Administrativa

IHRU: DGEMN/DSID, DGEMN/DREMSul

Intervenção Realizada

DGEMN: 1993 - intervenção de limpeza da cobertura e caiação; CMCastro Verde: 2005, Novembro - requalificação urbana e intervenção antropológica Dirigida pela Drª Teresa Fernandes.

Observações

O orago da igreja é Santiago Maior, que terá sido o primeiro apóstolo a trazer a fé cristã à Península Ibérica. Segundo a tradição, o imponente retábulo em mármore de Estremoz da capela-mor teria sido encomendado para um templo de Faro, aqui permanecendo por dificuldades de transporte; a existência de um retábulo em mármore num templo periférico não é de modo algum anómala, existindo outros em pequenos templos da região, por exemplo na capela de São Miguel, do mesmo concelho.

Autor e Data

Isabel Mendonça 1994

Actualização

Maria Fernandes 1998
 
 
 
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