Pelourinho de Estremoz

IPA.00002737
Portugal, Évora, Estremoz, União das freguesias de Estremoz (Santa Maria e Santo André)
 
Arquitectura político-administrativa e judicial, quinhentista. Pelourinho de pinha cónica, com soco octogonal de três degraus, base neomanuelina e fuste torso, cortado por anel, com capitel circular e remate em coruchéu, encimado por esfera armilar. Pelourinho reconstruido no qual a ligação ao anel se faz através de tairugos. Possui capitel manuelino, destacando-se o remate cónico e torso, acompanhando a torsão do fuste. Aparentado com os pelourinhos de Colares e Sintra teve ferros de argolas que cruzavam em calhas abertas entre o capitel e o corochéu.
Número IPA Antigo: PT040704060004
 
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Registo

 
Edifício e estrutura  Estrutura  Judicial  Pelourinho  Jurisdição régia  Tipo pinha

Descrição

Estrutura em cantaria de mármore, composta por soco octogonal e escalonado, de três degraus e pedestal alto composto de três registos, definidos por três molduras salientes sendo a média encordoada, com as faces decoradas de borlas. Base oitavada de molduras minguantes simples ou encordoadas. Fuste torso com faixas, com nó central em taça oitava dividida ao centro por anel de torcidos com as canas alternadamente decoradas de pequenas esferas. Capitel de duas molduras torcidas, a inferior convexa e a superior côncava, entre as quais corre festão de folhas na base e corpo helicoidal terminado em cone truncado rematado por pinha ornada de borlas pendentes coroada de esfera armilar. Medidas (segundo CHAVES: 1916): pedestral 1,95 A x 0,45 L; fuste de base 1,17 A x 0,347 D; fuste no topo 1,14 A x 0,352 D; nó 0,47 A; capitel 0,43 A x 0,511 D; coruchéu 0,99 A x 0,515 D; esfera armilar 0,33 D.

Acessos

Praça Luis de Camões

Protecção

Categoria: MN - Monumento Nacional, Decreto de 11-07-1920, DG, 2.ª série, n.º 167 de 30 julho 1920 / ZEP, Portaria, DG, 2.ª série, n.º 129 de 01 junho 1960

Enquadramento

Urbano. Implementação harmónica, isolado no centro do largo e próximo do edifício dos Paços do Concelho e da Igreja de Santo André.

Descrição Complementar

Utilização Inicial

Judicial: pelourinho

Utilização Actual

Cultural e recreativa: marco histórico-cultural

Propriedade

Pública: estatal

Afectação

Autarquia local, Artº 3º, Dec. nº 23 122, 11 Outubro 1933

Época Construção

Séc. 16 / 20

Arquitecto / Construtor / Autor

CANTEIRO: António Silva (1916).

Cronologia

1258 - concessão de vários privilégios; 22 Dezembro - concessão de foral por D. Afonso III; 1512, 01 Junho - foral novo de D. Manuel e provável data de construção de um pelourinho; c. 1698 - após explosão do paiol instalado nos Paços de D. Dinis, o pelourinho é removido da frente daquele edifício para o terreiro de Santo André, junto dos novos Paços Municipais, e no qual permaneceu pelo menos até à segunda metade do séc. 18; aquando da sua remoção o remate primitivo terá sido substituido por cruz e coroa real ambos em ferro; 1867 - 1871 - arriado por ordem da Câmara Municipal, e disperso conservando-se fragmentos no Museu Municipal (fuste, corochéu e remate); 1916 - reconstrução a partir dos elementos originais, com a obra dirigida por Luis Chaves sob desenho de Saavedra Machado e executada pelo canteiro António Silva, sendo aplicado um novo pedestal manuelino, em falta, condizente com o resto do pelourinho; desbastou-se e embrechou-se (com mármore de Estremoz) consoante as zonas de desgaste, quebras ou falhas e foram retirados a cruz e a côroa de ferro.

Dados Técnicos

Sistema estrutural autónomo.

Materiais

Estrutura em cantaria de mármore branco de Estremoz.

Bibliografia

Câmara Municipal de Estremoz, Estremoz Património, Estremoz, 1996; CHAVES, Luís, Os Pelourinhos e os Cruzeiros, in Arte Portuguesa. As artes Decorativas, Lisboa, pp. 75 - 104; CHAVES, Luís, O Pelourinho de Estremoz, Terra Nossa, (Lisboa), nº. 3, 1916, pp. 51 - 55; CHAVES, Luís, Arqueologia Artistica, Lisboa, 1918; DIONISIO, Sant'Ana, Guia de Portugal, vol. II, Lisboa, 1927; CHAVES, Luis, Os Pelourinhos. Elementos para o seu catálogo geral, Lisboa, 1938; MALAFAIA, E.B. de Ataíde, Pelourinhos Portugueses - tentâmen de inventário geral, Lisboa, Imprensa Nacional - Casa da Moeda, 1997; MURACHA, Pedro, Album Alentejano, Vol. II, Lisboa, 1934.

Documentação Gráfica

IHRU: DGEMN/DSID

Documentação Fotográfica

IHRU: DGEMN/DSID

Documentação Administrativa

Intervenção Realizada

Nada a assinalar.

Observações

Autor e Data

Rosário Gordalina 1991

Actualização

 
 
 
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