Pelourinho de Monsaraz

IPA.00002728
Portugal, Évora, Reguengos de Monsaraz, Monsaraz
 
Arquitectura político-administrativa e judicial, quinhentista e setecentista. Pelourinho de bola, com soco quadrangular de três degraus, coluna clássica, sobre plinto paralelepipédico e capitel coríntio, encimado por esfera estriada e cogulho. Apresenta uma estrutura tipica da região alentejana, aparentado aos pelourinhos de Veiros e Vila Viçosa. Pelourinho bastante elaborada, construído no séc. 18, reaproveitando peças de uma estrutura primitiva quinhentista. Possui coluna toscana e capitel coríntio, encimado por bola estruada e remate em cogulho de acantos.
Número IPA Antigo: PT040711030001
 
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Registo

 
Edifício e estrutura  Estrutura  Judicial  Pelourinho  Jurisdição senhorial  Tipo bola

Descrição

Estrutura em cantaria de calcário, composta por soco quadrangular de três degraus, com base em plinto paralelepipédico, rematado por molduras reentrantes, tendo os quatro espelhos lavrados de tabelas molduradas. Coluna de base toscana, fuste monolítico liso com êntase, capitel coríntio rematado por taça esferóide, com aberturas recortadas, coroadas de coruchéu vegetalista.

Acessos

EN. 256 e 319, Praça D. Nuno Álvares Pereira

Protecção

Categoria: IIP - Imóvel de Interesse Público, Decreto n.º 23 122, DG, 1.ª série, n.º 231 de 11 outubro 1933

Enquadramento

Urbano. Implementação harmónica, no largo frente à Igreja Matriz de Santa Maria (v. PT040711030046) e rodeado de casario típico; o largo está aberto ao trânsito rodoviário.

Descrição Complementar

Utilização Inicial

Judicial: pelourinho

Utilização Actual

Cultural e recreativa: marco histórico-cultural

Propriedade

Pública: estatal

Afectação

Autarquia local, Artº 3º, Dec. nº 23 122, 11 Outubro 1933

Época Construção

Séc. 16 / 18

Arquitecto / Construtor / Autor

Desconhecido.

Cronologia

1157 - conquista aos mouros por Geraldo Sem Pavor; 1173 - volta a cair em poder dos almoâdas na sequência da derrota de D. Afonso Henriques em Badajoz; 1232 - conquista definitiva por D. Sancho II e sua doação à Ordem do Templo; 1263 - é já importante povoação fortificada e sede de Concelho; 1276, 15 Janeiro - concessão de foral por D. Afonso III; 1319 - erigida a Comenda da Ordem de Cristo fica na dependência de Castro Marim; 1412 - integrada na Casa de Bragança; 1512, 01 Junho - concessão de foral novo por D. Manuel I; provável construção do pelourinho; 1752 - criação de uma nova freguesia Aldeia de Reguengos; 1755, 01 Novembro - um terramoto abala a estrutura do pelourinho, obrigando à sua reconstrução: 1840 - carta de lei criando a nova Vila de Reguengos que passa a sede de Concelho; 1851 - a sede de concelho é estabelecida definitivamente em Reguengos.

Dados Técnicos

Sistema estrutural autónomo.

Materiais

Estrutura em cantaria de calcário.

Bibliografia

AZEVEDO, António Luciano de, Desapção de Reguengos Monsaraz, Mourão, Évora, 1908; CHAVES, Luís, Arqueologia Artistica, Lisboa, 1918; CHAVES, Luis, Os Pelourinhos. Elementos para o seu catálogo geral, Lisboa, 1938; DIONISIO, Sant'Ana, Guia de Portugal, Vol. II, Lisboa, 1927; ESPANCA, Túlio, Inventário Artístico de Portugal. Distrito de Évora, Lisboa, 1978; MALAFAIA, E.B. de Ataíde, Pelourinhos Portugueses - tentâmen de inventário geral, Lisboa, Imprensa Nacional - Casa da Moeda, 1997.

Documentação Gráfica

Documentação Fotográfica

IHRU: DGEMN/DSID

Documentação Administrativa

IHRU: DGEMN/DSARH

Intervenção Realizada

Nada a assinalar.

Observações

Autor e Data

Rosário Gordalina 1998

Actualização

 
 
 
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