Edifício na Rua Sá da Bandeira, n.º 75 / Café Restaurante a Brasileira

IPA.00027096
Portugal, Porto, Porto, União das freguesias de Cedofeita, Santo Ildefonso, Sé, Miragaia, São Nicolau e Vitória
 
Edifício eclético e modernista, do séc. 20, residencial e comercial.
Número IPA Antigo: PT011312120470
 
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Registo

 
Edifício e estrutura  Edifício  Residencial multifamiliar  Edifício  Edifício residencial e comercial  

Descrição

Acessos

Rua de Sá da Bandeira, Rua do Bonjardim

Protecção

Incluído na Zona Especial de Proteção do Conjunto da Praça da Liberdade, Avenida dos Aliados e Praça do General Humberto Delgado (v. PT011312120287)

Enquadramento

Urbano, localizado no centro histórico da cidade, ocupa a totalidade do gaveto que une a Rua de Sá da Bandeira, com a Rua do Bonjardim. Implantado em terreno de acentuado pendente, apresenta três frentes de dimensão desigual, que formam um "U".

Descrição Complementar

Utilização Inicial

Residencial: edifício

Utilização Actual

Residencial: edifício

Propriedade

Privada: pessoa singular

Afectação

Sem afectação

Época Construção

Séc. 19

Arquitecto / Construtor / Autor

ARQUITECTO: Francisco de Oliveira Ferreira (1884-1957)

Cronologia

Séc. 19, finais - Adriano Teles, antigo farmacêutico da Rua do Bonjardim, emigrou para o Brasil, Minas Gerais, onde se dedicou ao negócio do café; 1903, 4 de Maio - regressou ao porto e fundou "A Brasileira", uma pequena loja onde se vendia café, e servia gratuitamente a todos os clientes uma chávena do aromático líquido, bem como uma pequena brochura que ensinava a preparar a bebida *1; 1916 - o sucesso e os lucros com as vendas foram de tal forma que o proprietário se viu obrigado a ampliar o espaço, criando uma sala de café, uma novidade na época, que rapidamente se transformou em local de passagem obrigatória para a elite portuense; para separar a loja de vendas do café, Adriano Teles, comprou um prédio contíguo à loja; mais tarde comprou os restantes prédios existentes entre a rua de Sá da Bandeira e a Rua do Bonjardim; 1920 (década) - depois de obras de remodelação profundas no conjunto dos edifícios, A Brasileira reabre as portas com uma luxuosa decoração, transformando-se no café dos escritores, artistas, políticos, jornalistas e boémios, que ali se reunião para beber café e discutir assuntos da vida cultural, cívica e política da cidade do Porto; 1990 (década) - A Brasileira fecha as portas ficando a degradar-se durante mais de uma dezena de anos; 2003 - O café é reaberto como café e restaurante, apenas com uma sala, ficando a designada sala pequena explorada pela multinacional Caffé Di Roma.

Dados Técnicos

Paredes autoportantes

Materiais

Cantaria de granito, ferro forjado e fundido, vidro, cristal, mármore, estuque pintado, couro, azulejo.

Bibliografia

TOSTÕES, Ana (Coord.), IAPXX - Inquérito à Arquitectura do Século XX em Portugal, Ordem dos Arquitectos, 2006; http://www.apha.pt/boletim2/pdf/CafesDoPorto.pdf.

Documentação Gráfica

Documentação Fotográfica

Documentação Administrativa

Intervenção Realizada

2000 (década) - Obras de recuperação e remodelação do interior.

Observações

EM ESTUDO. *1 - Com o objectivo de criar e divulgar uma marca própria de café, numa altura em que não havia na cidade o hábito de tomar café em estabelecimentos públicos. A par desta iniciativa, era impresso um pequeno jornal publicitário, distribuído gratuitamente, onde para além de pequenos fait-divers se anunciavam os produtos da Brasileira. Foram distribuídos por toda a cidade slogans "O melhor café é o da Brasileira", que ainda hoje persistem em alguns sítios, e que tiveram um grande impacto publicitário.

Autor e Data

Ana Filipe 2008

Actualização

 
 
 
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