Estação Ferroviária de Alcântara Terra

IPA.00026911
Portugal, Lisboa, Lisboa, Estrela
 
Arquitectura de transportes, oitocentista. Estação ferroviária, constituindo um ponto terminal da linha de ligação do Norte com a Oeste e a de Cascais, composta por duas plataformas de embarque, amplo edifício de passageiros, de planta rectangular e um piso, encimado na zona central pela zona de residência do guarda, com amplo armazém e instalações sanitárias. As linhas efectuam uma ligeira curvatura, dando acesso a um túnel, que passa sob a colina do Casal Ventoso.
Número IPA Antigo: PT031106021388
 
Registo visualizado 409 vezes desde 27 Julho de 2011
 
   
   

Registo

 
Edifício e estrutura  Edifício  Transportes  Apeadeiro / Estação  Estação ferroviária  

Descrição

Estação terminal composta pelo edifício de passageiros, um amplo armazém de víveres, as plataformas de embarque, cobertas por enorme pala, as instalações sanitárias e alguns anexos, de execução mais recente. EDIFÍCIO de PASSAGEIROS de planta rectangular simples, com cobertura homogénea em telhado de duas águas, evoluindo em um e dois pisos, na zona central, o inferior correspondente à zona dos passageiros e chefe da estação e, no segundo piso, uma zona administrativa, antiga habitação do chefe da estação. Fachadas rebocadas e pintadas de branco, percorridas por embasamento de cantaria, sobre o qual evolui azulejo monocromo, azul e branco, criando um enxaquetado, com cunhais apilastrados e remates em friso, cornija e platibanda plena, capeada e com acrotérios de cantaria. Fachada principal virada a O., tendo, no piso inferior 21 portas em arco de volta perfeita com fecho saliente e molduras de cantaria, protegidas por duas folhas de metal pintado de cinzento, envidraçadas e encimadas por bandeira. As onze centrais, de acesso à zona pública, possuem cobertura em pala, assente em duas consolas metálicas. No piso superior, surgem onze janelas rectilíneas, com moldura recortada, mais larga na zona superior, e falsa pedra de fecho, protegida por caixilharias metálicas, pintadas de cinzento; ao centro, o remate em cornija alteia-se e encurva-se, dando lugar a elemento de cantaria, com almofadados geométricos, onde se inscreve um relógio circular. As faces laterais do segundo piso possuem duas janelas rectilíneas, semelhantes às anteriores. A fachada oposta, com os paramentos semelhantes à anterior, possui 19 portas em arco de volta perfeita, com fechos salientes e molduras de cantaria, protegidas por portas metálicas pintadas de cinza, com almofadados, vidraças e bandeira; abrem para uma plataforma, que dá acesso, no extremo esquerdo, a uma segunda plataforma de embarque, e à zona do armazém de víveres, todas com acesso por rampas. No lado direito, as plataformas formam uma ampla nave com cobertura metálica a duas águas, assente em pilares de ferro, com os fustes e as bases pintados de amarelo, com bases decoradas e fustes longilíneos, com capitel papiriforme; nos extremos possui elemento de travamento, vazado por arcos de volta perfeita. O extremo esquerdo possui uma pequena cobertura, mais baixa e em metal pintado de vermelho, a qual liga ao passadiço que permite a deslocação para o Apeadeiro de Alcântara Mar. O ARMAZÉM é de planta rectangular simples, assente sobre ampla plataforma de cantaria de calcário, em aparelho isódomo, com acesso por rampas, com cobertura metálica a duas águas, que se prolonga em aba, protegendo os paramento murários. A face virada às plataformas, a O., encontra-se parcialmente aberta, sendo as demais rasgadas por portais de verga recta. O INTERIOR possui cobertura em vigamento de madeira, assente em pilares de ferro, cravados em bases de betão, com o pavimento em alcatrão. As antigas INSTALAÇÕES SANITÁRIAS de planta rectangular simples e cobertura a duas águas, com as fachadas percorridas por embasamento de cantaria de calcários, rebocadas e pintadas de branco e revestidas a azulejo monocromo, azul sobre fundo branco, formando um padrão de falso enxaquetado. São rasgadas uniformemente por portas em arco abatido, com molduras de cantaria, salientes na zona superior. Sobre o friso de remate, as frestas de arejamento, tapadas com rede.

Acessos

Avenida de Ceuta. WGS84 (graus decimais) lat.: 38,707425; long.: -9,173427

Protecção

Inexistente

Enquadramento

Urbano, isolado, situado no vale de Alcântara, na confluência de duas colinas, uma que sobe até ao Monsanto e Ponte sobre o Tejo (v. PT031106020606) e outra que sobe pela Rua Maria Pia, na zona do Casal Ventoso, tendo sobranceiro o Cemitério dos Prazeres (v. PT031106261110). Surge na confluência de duas vias públicas, tendo uma das vias férreas a prolongar-se com ligação à linha de Cascais, possuindo um viaduto de ligação entre esta estação terminal e a Estação ferroviária de Alcântara Mar. Encontra-se rodeado de terrenos incultos, com alguma vegetação expontânea.

Descrição Complementar

Utilização Inicial

Transportes: estação ferroviária

Utilização Actual

Transportes: estação ferroviária

Propriedade

Pública: estatal

Afectação

Sem afectação

Época Construção

Séc. 19

Arquitecto / Construtor / Autor

RELOJOEIRO: Paul Cartier (1887).

Cronologia

1887 - construção da estação, para ligar ao Cacém e Torres Vedras, escoando alguns produtos aqui produzidos na zona industrial, originando, posteriormente, a construção de um enorme armazém; execução do relógio pela oficina de Paul Cartier, em Paris.

Dados Técnicos

Sistema estrutural

Materiais

Estruturas em metal, em alvenaria de tijolo e betão, rebocadas e pintadas; modinaturas, embasamentos, estrutura do relógio em cantaria de granito; revestimento a azulejo industrial; janelas e portas metálicas e com vidro simples; cobertura em telha ou chapa metálica.

Bibliografia

Pelas Freguesias de Lisboa, vol. IV, Lisboa, Câmara Municipal de Lisboa, 1996.

Documentação Gráfica

Documentação Fotográfica

IHRU: SIPA

Documentação Administrativa

Intervenção Realizada

PROPRIETÁRIO: séc. 20, final - arranjo do edifício de passageiros, com tratamento de rebocos e pinturas; tratamento das coberturas e das caixilharias e portas; séc. 21 - arranjo do armazém, para se tornar em edifício de despacho de mercadorias.

Observações

Autor e Data

Paula Figueiredo 2008

Actualização

 
 
 
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