Pelourinho de Ançã

IPA.00002670
Portugal, Coimbra, Cantanhede, Ançã
 
Pelourinho setecentista, de bloco com cogulho, composto por soco de dois degraus quadrangulares, onde assenta a base e coluna de fuste liso e remate em bloco ornado por folhagem. É muito simples, destacando-se a alta base, composta por silharia fendida, bem como o remate, com folhas de acanto, encimadas por pequena pirâmide.
Número IPA Antigo: PT020602010002
 
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Registo

 
Edifício e estrutura  Estrutura  Judicial  Pelourinho  Jurisdição senhorial  Tipo bloco

Descrição

Estrutura em cantaria de calcário, composta por soco de dois degraus de planta quadrangular, onde assenta um alto pedestal em silharia fendida, de onde parte uma coluna cilíndrica, marcada inferiormente por anel. A estrutura remata em pinha envertida, ornada por acantos estilizados, encimado por pequeno elemento piramidal.

Acessos

Largo do Pelourinho. WGS84 (graus decimais) lat.: 40,273021, long.: -8,522461

Protecção

Categoria: IIP - Imóvel de Interesse Público, Decreto nº 23 122, DG, 1ª série, n.º 231 de 11 de outubro 1933

Enquadramento

Urbano, isolado, destacado, num largo rodeado por edifícios de volumetria de dois pisos, frente ao paço dos marqueses de Cascais, e edifício do Correio.

Descrição Complementar

Utilização Inicial

Judicial: pelourinho

Utilização Actual

Cultural e recreativa: marco histórico-cultural

Propriedade

Pública: municipal

Afectação

Sem afectação

Época Construção

Séc. 18 / 19

Arquitecto / Construtor / Autor

Desconhecido.

Cronologia

1371, 12 Dezembro (Tentúgal) - Ançã é elevada à categoria de vila, segundo documento assinado por D. Fernando que lhe confere autonomia, privilégios, enumera regalias e demarca a extensão dos territórios do novo concelho; 1371, 13 Dezembro (Tentúgal) - Ançã é doada por D. Fernando a D. João Afonso Tello, Conde de Barcelos, que será assim o primeiro senhor da vila recém criada e seu primeiro magistrado; 1514, 28 Junho - D. Manuel I concede-lhe foral novo; séc. 18, início - ergue-se o pelourinho da vila, que tinha ferros, frente ao paço do Marquês de Cascais, donatário da vila (CHAVES, 1930); 1708 - a povoação, com 500 vizinhos, pertence ao Senhor de Cascais; tem 2 juízes ordinários, vereadores, um procurador do concelho, escrivão da Câmara, juiz dos órfãos com o seu escrivão, 2 tabeliães, um alcaide e um ouvidor; 1758, 01 Maio - nas Memórias Paroquiais, assinadas pelo pároco, José Pereira Pacheco, a povoação, com 260 fogos, era do Marquês do Louriçal, que exercia a administração em nome da sua filha; 1853 - o concelho de Ançã, que desde os primeiros tempos liberais vinha gradualmente a perder freguesias, é extinto; Ançã e Portunhos, únicas freguesias subsistentes, passam para o concelho de Cantanhede, onde hoje se mantêm; 1875-1876 - o pelourinho foi reconstruído e custeado pelo prior resignatário da vila, Reverendo José Carlos de Paulo (CHAVES, 1930); séc.20 - o pelourinho encontra-se com dois ou três degraus enterrados por força dos arranjos envolventes executados ao longo do tempo.

Dados Técnicos

Sistema estrutural autónomo.

Materiais

Estrutura em cantaria de calcário.

Bibliografia

BORGES, Nelson Correia, Coimbra e Região, Lisboa, 1987; CHAVES, Luís, Pelourinhos Portugueses, Gaia, 1930; CORREIA, Vergílio e GONÇALVES, A. Nogueira, Inventário Artístico de Portugal. Distrito de Coimbra, Lisboa, 1952; COSTA, António Carvalho da (Padre), Corografia Portugueza…, vol. II, Lisboa, Valentim da Costa Deslandes, 1708; DIAS, Pedro e PEREIRA, João Victor G. da Silva, Cantanhede. A Terra e as Suas Gentes, Cantanhede, 1983; MALAFAIA, E.B. de Ataíde, Pelourinhos Portugueses - tentâmen de inventário geral, Lisboa, Imprensa Nacional - Casa da Moeda, 1997; SILVA, Maria Irene Gomes da, Subsídios Para a História de Ançã. Vila e Antigo Concelho, Coimbra, FLUC, 1959.

Documentação Gráfica

IHRU: DGEMN/DSID

Documentação Fotográfica

IHRU: DGEMN/DREMC, DGEMN/DSID

Documentação Administrativa

IHRU: DGEMN/DREMC; DGARQ/TT: Memórias Paroquiais (vol. 4, n.º 1, fl. 1-6)

Intervenção Realizada

1983 - devolução do pelourinho à traça original, autorizada pela DGEMN, com remoção dos elementos que então não faziam parte do conjunto, nomeadamente a esfera armilar colocada no cimo alguns anos antes, a libertação do ajardinado e gradeamento envolventes (DIAS, 1983, imagem do pelourinho, com a esfera armilar em cima e o gradeamento em redor).

Observações

Autor e Data

Margarida Alçada 1984 / João Cravo 1993 / Francisco Jesus 1998

Actualização

 
 
 
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