Jardim Botânico da Universidade de Coimbra

IPA.00002597
Portugal, Coimbra, Coimbra, União das freguesias de Coimbra (Sé Nova, Santa Cruz, Almedina e São Bartolomeu)
 
Espaço verde científico / Espaço verde de recreio. Jardim botânico de estilo barroco, com eixos e jardins formais de traçado geométrico, apresentando o terreno modelado em parterres.
Número IPA Antigo: PT020603250037
 
Registo visualizado 564 vezes desde 27 Julho de 2011
 
   
   

Registo

 
Espaço verde  Jardim  Jardim  Barroco    

Descrição

Ocupa o vale intermédio entre o morro do antigo Colégio de S. José e o morro a seguir ao Colégio de S. Bento. Divide-se em 2 partes: a mais alta com 6 terraços ajardinados em anfiteatro, dos quais cinco de forma rectangular envolvem por três lados o sexto, de planta quadrada, situado cota inferior e a mata que se lhes segue, estendendo-se pelo vale, separada por um muro que fecha a vista por este lado, sendo esta apenas usufruída através de duas janelas rasgadas nos dois extremos e por um portão aproximadamente em posição central, que liga através de escadas, o terraço quadrangular à mata. O terraço central apresenta ao centro um tanque circular com fonte e, em seu redor, canteiros de plantação delimitados por buxo, desenhando figuras concêntricas. Os cinco terraços que o contornam pelos referidos três lados e lhe ficam a nível superior, apresentam parapeitos em que sectores vasados alternam com outros em pleno, rasgados superiormente com alegretes e com assentos em pedra. Ao centro do terraço inferior 3 portões que dão acesso ao terraço central através de escadas duplas e no superior mais 2 portões. A vedação superior do jardim (para a Av. Dr. Júlio Henriques), é monumental com pilares e pilastras dóricas coroadas por urnas e pirâmides. O portão principal é constítuido por pilares compostos com fortes colunas dóricas dispostas em diagonal, sobrepujadas de frontão interrompido e remate piramidal. Os muros laterais apresentam grandes janelas rectangulares. A seguir a entrada uma estátua de Brotero da autoria de Soares dos Reis. Jardim com uma organização geométrica regular, apresenta importantes espécies botânicas.

Acessos

Avenida de Júlio Henriques, Rua de Vandelli, confinando com o Aqueduto de São Sebastião e, a cerca, com o edifício dos Serviços Municipalizados da Rua da Alegria

Protecção

Categoria: IIP - Imóvel de Interesse Público, Decreto n.º 2/96, DR, 1.ª série-B, n.º 56 de 6 março 1996

Enquadramento

Urbano.

Descrição Complementar

Utilização Inicial

Científica: jardim botânico

Utilização Actual

Científica: jardim botânico / Recreativa: jardim

Propriedade

Pública: estatal

Afectação

Época Construção

Séc. 18

Arquitecto / Construtor / Autor

Arquiteto: José do Couto.

Cronologia

1772 - criação do Jardim Botânico da Universidade de Coimbra no âmbito do Museu de História Natural instituído pelo Marquês de Pombal na Universidade de Coimbra *1; 1773 - O Tenente Coronel Elsden, e os professores italianos Vandelli e Dalla-Bella escolhem este terreno, que pertencia ao Colégio de S. Bento, para a implantação do jardim, apresentando mais tarde ao Marquês o seu projecto, rejeitado por ser demasiado grandioso e dispendioso; 1774 - início das obras com a compra de uma parte da cerca dos Marianos que foi acrescentada a outras terras oferecidas pelo colégio de S. Bento, iniciando-se o aterro do vale destinado à criação de um terraço quadrado de grandes dimensões; Domingos Vandelli assume a orientação botânica do jardim; 1776 - Construção da primeira estufa; 1779 - fim da construção dos lanços das escadarias; 1791 - Félix Avelar Brotero assume a orientação botânica; 1794 - o vasto terraço quadrado ficou concluído; 1801 - termina a construção das escadas do 2º plano; 1809 - aquisição de mais terreno da quinta dos Padres Marianos; 1814/1821 - fizeram-se terraplanagens entre a rua central e a superior e construção do muro e respectivo gradeamento, feito com ferro proveniente de Estocolmo; 1818 - projecto do portal de acesso ao jardim pelo arquitecto José do Couto; 1832 - construção do portão do lado Sul "Entrada das Ursulinas"; 1834 - construção do portão principal; 1854/1867 - construção dos lanços da escada Sul e as pilastras e grades de todos os terraços do jardim, instalação da estufa grande, com a extinção das ordens religiosas, foi anexada ao Jardim Botânico a vasta mata que ocupa a parte inferior do vale, até à Estrada da Beira; 1867 - final do processo de ampliação do jardim com outros terraços superiores ao terraço quadrado;1873 - Júlio Henriques é nomeado Lente e, sob a sua orientação , intensificaram-se as permutas de plantas e sementes com os principais Jardins de Portugal, Açores, Europa e Austrália; 1904 - escultor João Machado esculpe para o jardim, fonte de características neo-renascentistas (ANACLETO 1983); 1918 - Luís Carrisso sucede a Júlio Henriques e, durante a sua administração o Jardim foi melhorado com plantas das ex-colónias africanas, particularmente de Angola; 1942/1974 - Prof. Abílio Fernandes assume o cargo de Director do Jardim; 2017, 02 agosto - reabertura da Mata do Jardim ao público.

Dados Técnicos

Materiais

Bibliografia

ANACLETO, Regina, João Machado - O Homem e a Obra, U. C. Faculdade de Letras, Coimbra, 1983; CARITA, Helder, CARDOSO, António Homem, Tratado da Grandeza dos Jardins em Portugal ou da originalidade e desires desta arte, s.l., 1990; ANACLETO, Regina, O Arquitecto José do Couto e as Igrejas Paroquiais de Midões e de Nogueira do Cravo, in Beira Alta, vols. LXI, fasc. 1 e 2, Viseu, 2002, pp. 185-219; ARAÚJO, Ílidio: Arte Paisagista e Arte dos Jardins em Portugal, Lisboa, 1962; A Universidade de Coimbra, Coimbra; 1988; HENRIQUES, Júlio, O Jardim Botânico de Coimbra, in O Instituto, vol. XXIII, 1876; Ministério das Obras Públicas, Relatório da Actividade do Ministério no ano de 1950, Lisboa, 1951; http://www.patrimoniocultural.pt/pt/patrimonio/patrimonio-imovel/pesquisa-do-patrimonio/classificado-ou-em-vias-de-classificacao/geral/view/73924 [consultado em 12 agosto 2016].

Documentação Gráfica

IHRU: DGEMN / Arquivo Pessoal de Ilídio de Araújo

Documentação Fotográfica

IHRU: DGEMN / DSID

Documentação Administrativa

Intervenção Realizada

DGEMN: 1950 - O instituto e o respectivo jardim forma largamente beneficiados: concluiu-se e mobilou-se o segundo laboratório, igual ao já construído por esta Comissão Administrativas das Obras da Cidade Universitária de Coimbra, já em pleno funcionamento; aquisição de uma instalação completa de projecção fixa e de cinema sonoro; acabamentos andar do edifício de São Bento e do Herbário; implantação junto da fachada nascente do Instituto uma estátua do Dr. Júlio Henriques, tendo-se também erguido uma memória ao Dr. Luís Carriço, situada num recesso da Av. central do jardim; melhoramento das plantações do jardim e decoração da estufa fria , com uma escultura alusiva à botânica.

Observações

EM ESTUDO. *1 - O Jardim Botânico de Coimbra surgiu como consequência da reforma dos estudos universitários efectuada no tempo do Marquês de Pombal, tendo-se escolhido para a sua instalação o vale situado entre o morro da Universidade e o Colégio dos Marianos.

Autor e Data

Horácio Bonifácio 1991

Actualização

Marta Calçada 2001
 
 
 
Termos e Condições de Utilização dos Conteúdos SIPA
 
 
Registo| Login