Fábrica de Papel do Boque

IPA.00002586
Portugal, Coimbra, Lousã, Serpins
 
Instalação industrial oitocentista, destinada ao fabrico do papel constituída por um conjunto de edifícios de planta longitudinal, com orientação 0., seguindo o curso do rio. Área de implantação do monumento muito vasta com edifícios dissonantes, de épocas diferentes, mas necessários à laboração industrial e ao crescimento sequencial da unidade.
Número IPA Antigo: PT020607040015
 
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Registo

 
Edifício e estrutura  Edifício  Extração, produção e transformação  Fábrica    

Descrição

Planta composta pela casa de báscula, portaria, armazéns, carpintaria, serralharia, fundição, casa das caldeiras, açude, canal, tanque de decantação e o edifício fabril com maquinaria. Os edifícios são de planta longitudinal, composta e irregular, com orientação 0. seguindo o curso do rio. Massas simples e volumes articulados. Coberturas diferenciadas de 2 e 3 águas. A face principal do complexo é formada pelo conjunto de 3 edifícios. Edifício maior, onde se processava a escolha do papel, com planta simples longitudinal, de cobertura homogénea em telhado de 2 águas e fachada principal virada a S., com dois pisos; no 1º piso dez janelas de verga redonda.

Acessos

Rua Viscondessa do Espinhal; EM 552, Lugar do Boque, sítio do Casal de Santo António

Protecção

Categoria: IM - Interesse Municipal, Decreto nº 26-A/92, DR, 1ª série-B, n.º 126 de 01 junho 1992

Enquadramento

Rural, implantado no vale junto ao rio Ceira, em destaque, isolado do casario por um muro circundante.

Descrição Complementar

Utilização Inicial

Extração, produção e transformação: fábrica

Utilização Actual

Devoluto

Propriedade

Privada: pessoa singular

Afectação

Sem afetação

Época Construção

Séc. 19

Arquitecto / Construtor / Autor

Cronologia

1861 - construção da primeira fase; 1868 - instalação das primeiras máquinas; 1869 - plena laboração; 1879 - construção da segunda fase; séc. 20, princípio - montada máquina a vapor com 2 caldeiras que permitia a laboração contínua; constituíu a primeira máquina de papel contínua instalada em Portugal, aí se produzindo papel de cartolina, máquina e duplicador; 1986 - unidade industrial encerrada; 2017, 15 outubro - a unidade ficou destruída pelos incêndios florestais que assolaram a região; 2018, 30 abril - publicação do Edital de abertura de procedimento de desclassificação do edifício, em Edital n.º 430/2018, DR, 2.ª série, n.º 83/2018.

Dados Técnicos

Sistema estrutural de paredes portantes, estrutura autónoma.

Materiais

Alvenaria, pedra, madeira, ferro (cobertura, suportes), vidro, telha

Bibliografia

http://www.patrimoniocultural.pt/pt/patrimonio/patrimonio-imovel/pesquisa-do-patrimonio/classificado-ou-em-vias-de-classificacao/geral/view/71006 [consultado em 14 outubro 2016].

Documentação Gráfica

IHRU: DGEMN/DSID

Documentação Fotográfica

IHRU: DGEMN/DSID

Documentação Administrativa

IHRU: DGEMN/DSID

Intervenção Realizada

Observações

No final do séc. 19 esta unidade fabril operava com o recurso a uma máquina redonda com duas turbinas hidraúlicas, que só funcionavam no Inverno, época em que o Rio Ceira apresentava caudal suficiente. Maquinaria e um gerador de turbina destinado à iluminação.

Autor e Data

João Cravo 1994 / Maria Bonina / Fernando Grilo 1996

Actualização

 
 
 
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