Liceu Padre António Vieira / Escola Secundária Padre António Vieira

IPA.00025591
Portugal, Lisboa, Lisboa, Alvalade
 
Arquitectura educativa, do Movimento Moderno. Liceu masculino, projectado para 700 alunos. Um dos edifícios mais qualificados e singulares da arquitectura escolar nacional, projectado na sequência de outras experiências no campo das instalações para o ensino, embora para o grau primário, como são as escolas primárias do Bairro de São Miguel (1949-1953) e Teixeira de Pascoaes (1956-1960), ambas gizadas por Athouguia dentro da linguagem do Movimento Moderno.
Número IPA Antigo: PT031106421242
 
Registo visualizado 2375 vezes desde 27 Julho de 2011
 
   
   

Registo

 
Edifício e estrutura  Edifício  Educativo  Escola  Liceu  ipo Plano 1938

Descrição

"O edifício distribui-se por três blocos autónomos que comunicam entre si: o corpo das salas de aula, o corpo da Entrada principal e o corpo da Educação Física. O problema da iluminação e da proteção solar das aulas é resolvida com a existência de estores metálicos como elemento difusor e uma laje protetora da maior parte do envidraçado. As circulações interiores estão resolvidas com base num único núcleo de comunicação constituído por uma galeria na zona de serviços comuns, desenvolvidos num só piso e por uma rampa no corpo de aulas, que tem 4 pisos. Os vários serviços estão de acordo com o programa, distribuídos com a maior independência e localizados relativamente uns aos outros de maneira a que o conjunto resulte funcionalmente o mais correto possível. Cada uma das células [do projeto de Alvalade] era organizada em torno de um equipamento escolar. Foram construídas 5 escolas primárias: a Escola Técnica Elementar Eugénio dos Santos (projeto do Arquiteto José Costa Silva), o Liceu Feminino da Rainha Dona Leonor (projeto do Arquiteto Augusto Brandão) e o Liceu Masculino Padre António Vieira (projeto do Arquiteto Ruy Jervis d'Athouguia). O Arquiteto Ruy d'Athouguia é também autor do projeto das escolas primárias das células 7 (Bairro de São Miguel) e célula 8 (Rua Teixeira de Pascoais). Para a construção deste liceu foi destinado um terreno que se verificou não ser propício ao fim em vista, pois apresentava na diagonal, um desnível brusco da ordem dos 14 metros. Como confinava com uma zona verde, permitiu ao arquiteto deslocar o edifício do local previsto, de maneira a evitar o aludido desnível. Estudou-se depois o arranjo urbanístico da zona de maneira a obter um enquadramento adequado. O terreno fica situado num ponto dominante o que permitirá, com o enquadramento vegetal proposto, que o grande corpo de aulas, com o seu volume simples e ritmado se destaque como perspetiva de verdadeiro interesse urbano". (Atlas)

Acessos

Rua Marquês do Soveral; Rua Alferes Malheiro. WGS84 (graus decimais) lat.: 38,757927, long.: -9,135647

Protecção

Em estudo

Enquadramento

Urbano, localizado na periferia do Bairro de Alvalade, no lado S. da Av. do Brasil. Está inserido numa zona predominantemente residencial, implantando-se no topo de uma avenida, com plataforma central arborizada, para onde volta a fachada principal. Nos terrenos a tardoz (E.) desenvolve-se o Parque José Gomes Ferreira, também conhecido por Mata de Alvalade.

Descrição Complementar

Utilização Inicial

Educativa: liceu

Utilização Actual

Educativa: escola secundária

Propriedade

Pública: estatal

Afectação

Sem afectação

Época Construção

Séc. 20

Arquitecto / Construtor / Autor

ARQUITETO: Ruy Jervis d'Athouguia (1959).

Cronologia

1959 - o arquitecto Ruy Jervis d'Athouguia (1917-2006) elabora o projecto para o Liceu masculino de Alvalade, estabelecimento a construir em terrenos localizados na periferia N. do Bairro de Alvalade, junto à Avenida do Brasil, dotando-se este bairro com um equipamento capaz de responder ao crescimento da população escolar, então em expansão; 1963 - conclusão da obra; 1965 - o novo liceu, que recebe por patrono o Padre António Oliveira, é inaugurado; 1975 - após a alteração ocorrida no sistema político português em 25 de Abril de 1974, o antigo Liceu passa a Escola Secundária, sendo de frequência mista; 1980, década de - a população escolar que frequenta escola chega a atingir os 2000 alunos, ao mesmo tempo que ao estabelecimento, tal como em décadas anteriores, se continua a associar uma imagem de ensino qualificado; 1990, década de - o decréscimo da população em idade escolar afecta, a par de outros problemas, o antigo liceu, que vê descer a frequência para níveis aproximados ao número de alunos do tempo da inauguração; 2003 - neste ano lectivo a Escola Secundária da Cidade Universitária e a Escola Secundária Padre António Oliveira são fundidas, iniciando-se um movimento de recuperação tanto da imagem da escola como das suas instalações.

Dados Técnicos

Materiais

Bibliografia

CATRICA, Paulo - Liceus. Lisboa: Assírio e Alvim, 2005; CORREIA, Graça - Ruy D'Athouguia. Aveleda: Verso da História, 2013; TOSTÕES, Ana - Os verdes anos na arquitectura portuguesa dos anos 50. Porto: Faculdade de Arquitetura da Universidade do Porto, 1997; TOSTÕES, Ana (coord. científica) - Arquitectura Moderna Portuguesa: 1920-1970. Lisboa: Instituto Português do Património Arquitetónica, 2004; Arquitetura Moderna Portuguesa 1920-1970, IPPAR, 2004, 260-261; AAVV, Guia Urbanístico e Arquitetónico de Lisboa, Associação dos Arquitetos Portugueses, 1987, p.252; Atlas da Arquitectura Escolar em Portugal - Educação, Património e Desafios. ASAP_EHC [acedido em fevereiro 2026].

Documentação Gráfica

Documentação Fotográfica

IHRU: DGEMN/DSID; CML: Arquivo Fotográfico

Documentação Administrativa

Intervenção Realizada

Observações

EM ESTUDO

Autor e Data

Filomena Bandeira 2007

Actualização

Josina Almeida fevereiro 2026
 
 
 
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