Igreja de Santiago e Capela dos Cabrais / Igreja Paroquial de Belmonte / Igreja de São Tiago

IPA.00002522
Portugal, Castelo Branco, Belmonte, União das freguesias de Belmonte e Colmeal da Torre
 
Igreja de fundação românica, de que sobrevive a estrutura e a fresta na empena da nave, com introdução de capela particular no período gótico e tendo adossada capela com elementos manuelinos e maneiristas. A igreja é de planta longitudinal composta, com nave, capela-mor mais estreita e baixa, capela anexa de orientação paralela à nave e sacristia de planta quadrangular, ambas adossadas à fachada lateral esquerda; Torre sineira isolada com acesso por escadas exteriores de vários lanços, adossadas ao muro. Fachadas da igreja e capela em empena, esta última truncada, rasgadas por portais de verga recta, o da capela mais elaborado, encimado por frontão semicircular; sobre o portal, surge nicho e janela na igreja, aparecendo, na capela, apenas uma ampla janela. Fachadas rematadas em cornija, assente em cachorrada nas fachadas laterais, a lateral direita rasgada por porta travessa e janela no volume da sacristia. Interiores com coberturas de madeira em masseira, a igreja com coro-alto, assente em colunas toscanas, e púlpito manuelino, surgindo em ambos os volumes arcossólios com tumulária. Arco triunfal de volta perfeita liga à capela-mor, com altar simples sobre supedâneo e existência de pintura mural na parede testeira. De destacar, no exterior, as pedras de armas, inscrições e silhares siglados, surgindo, no interior, púlpito manuelino, encimado por baldaquino em cantaria lavrada, capela gótica num dos ângulos da nave, com acesso por vãos em arco apontado e cobertura ogival, de carácter funerário. Na capela-mor e topo da capela anexa, vestígios de pintura a fresco revelando duas épocas diferenciadas. As da igreja são semelhantes às da Igreja de Idanha-a-Velha (v. PT020505040010), Igreja de Nossa Senhora da Fresta, em Trancoso (v. PT020913180007) e a de São João Baptista, de Cimo de Vila de Castanheira (v. PT011703090017), revelando, provavelmente, uma mesma oficina. A torre sineira, construída no séc. 19, vem substituir um campanário que surgia no ângulo formado pela igreja e capela, de que ainda sobrevive um maciço; a própria torre indicia ter sido mutilada para a construção dos actuais degraus de acesso. Possui gárgula de canhão num dos ângulos da fachada principal. Um dos muitos escudos que surgem espalhados pelo imóvel e integrado na decoração dos capitéis, parece apresentar 5 besantes, elementos esses que não constam nas armas dos Cabrais antes do casamento de Fernão Cabral com Isabel de Gouveia. Pontualmente, no aparelho murário exterior, surgem integrados silhares talvez pertencentes a cabeceiras de sepultura medievais.
Número IPA Antigo: PT020501010001
 
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Registo

 
Edifício e estrutura  Edifício  Religioso  Templo  Igreja paroquial  

Descrição

Planta retangular composta, de nave única e capela-mor rectangulares, tendo adossada, ao lado N., a Capela dos Cabrais, rectangular e, a S., junto à capela-mor, sacristia quadrangular. Torre sineira isolada, de planta quadrada, com acesso por escada exterior de dois lanços de degraus. Volumes escalonados e massas dispostas horizontalmente, com coberturas diferenciadas a duas águas. IGREJA com fachadas em cantaria de granito aparente, em aparelho isódomo, percorridas por embasamento saliente e remates em cornija decorada com esferas, assente, nas fachadas laterais, em cachorrada ornada com motivos geométricos, zoomórficos e antropomórficos. A fachada principal, virada a O., é rasgada por portal de verga recta, encimado por duplo friso e cornija, surgindo, entre os frisos, pequena fresta de arejamento, e inscrição ilegível; sobre o portal e pequena cornija, surge um nicho em arco de volta perfeita e concheado, sobrepujado por cornija e janela rectilínea, rematada por friso e cornija. A fachada remata em empena, surgindo, no ângulo esquerdo, gárgula de canhão. Fachada lateral esquerda, parcialmente adossada à capela, sendo visível pequeno pano de muro na nave, a que se adossa o maciço do primitivo campanário, no ângulo formado pelos dois imóveis. A fachada lateral direita, virada a S., é rasgado por porta de verga recta, com tímpano liso, sendo marcada pelo volume da sacristia, rasgado por janela quadrangular, gradeada, encimada por inscrição gótica ilegível. Remate em cornija decorada com esferas e cachorrada ornada com motivos geométricos, zoomórficos e antropomórficos. Fachada posterior em empena, rasgada por pequena fresta na capela-mor, sendo visível a empena mais alta da nave, igualmente rasgada por janela de volta perfeita, decorada por esferas e com cruz de Malta no vértice. CAPELA dos CABRAIS com fachadas em cantaria aparente de aparelho isódomo, com remates em cornija, assente em cachorrada na fachada lateral esquerda, decorada com elementos geométricos. Fachada principal virada a O., rasgada por portal de verga recta com moldura dupla almofadada, rematado por frontão semicircular, encimado por pedra de armas e dois silhares com decoração, por seu turno, encimados por janela rectangular moldurada; o portal é flanqueado por dois pequenos postigos; remate em empena truncada, onde surge mísula com decoração antropomórfica. A fachada lateral esquerda, rasgada por pequena fresta, ostenta várias pedras sigladas, estando a oposta totalmente adossada à igreja. Fachada posterior em empena cega, tendo pequenos orifícios a meia altura, vestígio de ter possuído corpo adossado. A torre é de dois registos, definidos por friso e cornija, com alguns ângulos marcados por pilastras e remate em balaustrada com pináculos nos ângulos e cobertura em coruchéu hexagonal. INTERIOR da IGREJA em cantaria aparente, tendo as juntas preenchidas a cimento, com pavimento em lajeado de granito e cobertura de madeira em masseira, assente em friso decorado por elementos vegetalistas. Coro-alto em madeira sustentado por duas colunas toscanas em cantaria e guarda de madeira torneada. O lado do Evangelho é marcado pelo baptistério, de planta quadrada, formando volume saliente, mas absorvido na intersecção com a Capela dos Cabrais, com acesso por arco pleno, integrando pia baptismal em forma de cálice. Segue-se porta em arco quebrado e com tímpano liso, de acesso à Capela dos Cabrais, e púlpito em cantaria de planta poligonal, base moldurada e escalonada, com as faces molduradas e decoradas por quadrifólios e vieiras, símbolos do orago, e prensa, emblema de Fernão Cabral, sendo encimado por baldaquino piramidal, com acesso por pequena porta de verga recta *1. É ladeada por arco quebrado cego com impostas salientes, arquivolta exterior moldurada e arquivolta interior cairelada, sendo encimado pelas armas dos Cabrais e de Belmonte (prensa), enquadradas por moldura rectilínea. Baptistério de planta quadrada, formando volume saliente, mas absorvido na intersecção com a Capela dos Cabrais, com acesso por arco pleno, integrando pia baptismal em forma de cálice. No ângulo da nave, surge a capela de Nossa Senhora da Piedade com altura inferior a esta, de planta quadrangular com acesso através de dois arcos quebrados com duas arquivoltas assentes em colunas com capitéis decorados por motivos heráldicos, vegetalistas, zoomórficos e antropomórficos; cobertura em abóbada de cruzaria de ogivas com quadrifólio no bocete; integra arca tumular com as armas dos Cabrais pintadas. Arco triunfal de volta perfeita formado por duas arquivoltas assentes em coluna com capitel decorado por motivos antropomórficos no lado S. e descarregando directamente no sistema estrutural da Capela de Nossa Senhora da Piedade no oposto. Capela-mor surge alteada por dois degraus, com pavimento em lajeado de granito e cobertura semelhante à da nave. Sobre supedâneo de três degraus, o altar-mor *2 e, na parede testeira, pinturas murais, formando tríptico central, a representar Nossa Senhora da Esperança, Santiago e São Pedro. Existem pinturas sobrepostas, descortinando-se as imagens de Santa Luzia, frade dominicano e São João Baptista. Lateralmente, observam-se motivos vegetalistas estilizados que se prolongam nos muros laterais, sobre falso lambril geométrico no lado do Evangelho. CAPELA com interior em cantaria aparente, de aparelho isódomo, pavimento em lajeado de granito e cobertura de madeira em masseura. Nos lados, possui, confrontantes, arcossólios enquadrado por moldura rectilínea, com arca tumular encimada por dois arcos trilobados e por escudo com 6 besantes e dois escudos com a prensa de Belmonte; possui, ainda confrontantes, arcossólios em arco pleno delimitado por pilastras toscanas, ladeadas por volutas estilizadas e com almofadados nas cantoneiras, rematado por frontão angular interrompido, que integra arca tumular com coroamento piramidal e inscrição. No lado do Evangelho, porta em arco abatido de acesso ao coro-alto e pia de água benta em forma de mísula anelada. Sobre supedâneo com degraus laterais, altar em cantaria de granito *3, surgindo, na base do supedâneo, arca tumular. SACRISTIA com pavimento em tijoleira e tecto plano de madeira, possuindo lavabo em cantaria

Acessos

Largo do Castelo

Protecção

Categoria: MN - Monumento Nacional, Decreto n.º 14 425 DG n.º 228 de 15 outubro 1927 (igreja) / Decreto n.º 129/77, DG, 1.ª série, n.º 226 de 29 setembro 1977 (alarga a classificação à capela anexa / ZEP, Portaria, DG, 1.ª série, n.º 167 de 19 julho 1960

Enquadramento

Urbano, destaca-se a meia encosta entre o tecido consolidado e a zona do Castelo (v. PT020501010003). Adro delimitado por murete e com acesso através de escadaria. Apresenta lateralmente e isolada a torre sineira. Na zona posterior, surgem duas capelas, as de Santo António (v. PT020501010018) e do Calvário (v. PT020501010021).

Descrição Complementar

Sobre a porta principal, a inscrição "O PRIOR LUIS JOSÉ ESTE / DE BRITO MANDOU FAZER ESTA OBR / A NO ANNO DE 175." Debaixo do supedâneo, inscrição: "PORTA DESTE CARNEIRO 1630". Sobre o túmulo, uma placa com inscrição: "ENCERRA ESTE TÚMULO DUPLA URNA DE CHUMBO E MADEIRA / CONTENDO TERRAS E RESÍDUOS MORTUÁRIOS DE PEDRO / ÁLVARES CABRAL RETIRADOS DO TÚMULO DA IGREJA DA GRAÇA / EM SANTARÉM, EM 14-03-1903, NA SEGUNDA ABERTURA DO MESMO / TÚMULO E TRAZIDOS PARA BELMONTE EM 1961, POR DEFERÊNCIA / DA SOCIEDADE DE GEOGRAFIA DE LISBOA E O INTERESSE DA CÂMARA MUNICIPAL DE BELMONTE. BELMONTE, 24 DE SETEMBRO DE 1966". Inscrição muito danificada na fachada da capela: "ESTA CAPELA MANDOV FAZER / FERNÃO CABRAL O P DESTE NOME E S / DA CASA DE BEL NO ANNP DE 148. E FR CABRAL S. DA MESMA CASA MANDOV RE / FORÇAR NO ANNO DE 1630". Arca tumular possui a inscrição "A ESTE TVMOLO, FORÃO TRES / LADADOS, FERNÃO CABRAL / O 3º E NVNO FR CABRAL / O 2º SENHORES DA CASA / DE BEL POR FR CABRAL / ANO DE 1630"

Utilização Inicial

Religiosa: igreja paroquial

Utilização Actual

Religiosa: igreja / Funerária: capela mortuária

Propriedade

Pública: estatal

Afectação

Sem afectação

Época Construção

Séc. 13 / 14 / 15 / 17 / 19 / 20

Arquitecto / Construtor / Autor

PINTOR: João Martins de Trancoso (atr., séc. 16).

Cronologia

1186, 06 maio - confirmação da doação da paróquia aos bispos de Coimbra, por D. Sancho I; 1203 - os bispos de Coimbra reclamam a usurpação por parte dos bispos da Guarda; 1240 - hipotética construção da igreja, talvez devido à acção de Maria Gil Cabral, mulher de Gil Álvares Cabral; 1320, 23 maio - bula do Papa João XXII concedendo a D. Dinis, por três anos, para subsídio de guerra contra os mouros, a décima de todas as rendas eclesiásticas do reino, sendo a igreja taxada em 60 libras; integra o termo de Belmonte e o bispado da Guarda; 1362, 30 maio - D. Gil Cabral, bispo da Guarda, faz testamento, deixando os seus bens a D. Maria Gil, com a condição de instituir uma capela dedicada a Nossa Senhora da Piedade e constituir um morgado vinculado à mesma; 1397 - criação do morgadio a favor de Luís Álvares Cabral, sobrinho da provável fundadora e alcaide de Belmonte; 1401, 10 Setembro - testamento de D. Maria Gil que confirma o sobrinho, Luís Álvares Cabral, como administrador da capela, com obrigação de missa pela sua alma e do marido; manda que a enterrem na igreja; 1390 - 1402 - data provável da construção da Capela de Nossa Senhora da Piedade; séc. 15, meados - hipotética intervenção na Capela de Nossa Senhora da Piedade atendendo aos elementos heráldicos *4; 1433 - edificação da Capela dos Cabrais, pelos pais de Pedro Álvares Cabral; 1492, Outubro - testamento de Fernão Cabral e Isabel Gouveia, que instituem outro vínculo, com propriedades em Belmonte, Covilhã, Valhelhas, Penamacor, Meimoa, Pedrógão e a Quinta da Outã, em Castelo Novo; 1480, década - na sequência do testamento, constrói-se uma capela funerária, junto ao muro N.; 1494 - o morgadio foi acrescentado com propriedades em Viseu, Mangulade, Alcafache e Moimenta da Serra, com obrigação de missa diária; séc. 16 - execução das pinturas murais, atribuíveis a João Martins de Trancoso; 1629 - primeiro registo de óbito; 1630 - remodelação da Capela dos Cabrais por iniciativa de Francisco Cabral (documentada por inscrição); provável remodelação da fachada principal, construção do coro-alto e hipotético repinte dos frescos; 1633 - primeiro registo de casamento; 1635 - primeiro registo de baptismos 1712 - a freguesia de Santiago tinha 450 vizinhos; 1758 - nas Memórias Paroquiais, assinadas pelo prior Luís José Esteves Brito, sendo referidos os altares mor e dois colaterais, dedicados a Nossa Senhora da Piedade, administrado por Caetano Francisco Cabral e, no oposto, ao Menino Deus, do povo; a igreja era da apresentação do bispo da Guarda e tinha de rendimento 500$000; tinha como anexos, os lugares de Gaia, Malpique e Carvalhal Formoso; 1771 - construção do adro; 1780 - arranjo do adro; 1834 - a paróquia de Santa Maria de Belmonte foi extinta, sendo integrada na de Santiago, um priorado da apresentação do ordinário; 1860 - construção da torre sineira, com o subsídio da Bula da Cruzada; 1872 - fundição do sino, que pesava 466 Kg.; 1897 - data no catavento da sineira; 1939, 29 Março - último toque do sino, sendo fundido para feitura dos sinos da nova igreja; 1940 - transferência da sede paroquial de Santa Maria para a Igreja da Sagrada Família; 1960 - imagem de Nossa Senhora da Esperança, existente no arco que ligava à Capela de Fernão Cabral, transita para a igreja matriz; 1961 - depósito de alguns restos mortais de Pedro Álvares Cabral num túmulo no interior da igreja.

Dados Técnicos

Estrutura mista.

Materiais

Granito na estrutura, pavimento, púlpito, pias de água benta, arcossólios, cornija, modinaturas, torre, capela no interior e túmulos; madeira nas coberturas e portas; telha de capa e caleiro com canal recto.

Bibliografia

ALMEIDA, José António Ferreira de, ( dir. ), Tesouros Artísticos de Portugal, Lisboa, 1980; BIGOTTE, Padre José Quelhas, O Culto de Nossa Senhora na Diocese da Guarda, 1948; COSTA, P. António Carvalho da, Corografia Portugueza..., 2.ª ed., tomo II, Braga, 1868 [1.ª ed. de 1712]; DIONÍSIO, Sant'Ana, Guia de Portugal, Lisboa, 1984; GIL, Júlio e CABRITA, Augusto, As Mais Belas Igrejas de Portugal, Lisboa, 1988; Inventário Colectivo dos Registos Paroquiais, vol. I, Lisboa, 1993; GONÇALVES, Catarina Valença, A Pintura Mural em Portugal: os casos da Igreja de Santiago de Belmonte e da Capela do Espírito Santo de Maçainhas, [dissertação de Mestrado na Faculdade de Letras de Lisboa], 2 vols. Lisboa, Março de 2001; GONÇALVES, Catarina Valença, As Pinturas Murais tardomedievais do concelho de Belmonte, Belmonte, Câmara Municipal, 2003; LEAL, Pinho, Portugal Antigo e Moderno, Lisboa, 1873; MARQUES, Manuel, Concelho de Belmonte - Memória e História, Belmonte, 2001; Monumentos, n.º 16 e n.º 18, Lisboa, 2002-2003; SALVADO, António, Elementos para um Inventário Artístico do Distrito de Castelo Branco, Castelo Branco, 1976; TAVARES, Joaquim Cardoso e MARQUES, Manuel, Subsídios para uma Monografia da Vila de Belmonte, Belmonte, s.d.; http://www.patrimoniocultural.pt/pt/patrimonio/patrimonio-imovel/pesquisa-do-patrimonio/classificado-ou-em-vias-de-classificacao/geral/view/70532 [consultado em 26 setembro 2016].

Documentação Gráfica

DGPC: DGEMN:DSID

Documentação Fotográfica

DGPC: DGEMN:DSID

Documentação Administrativa

DGPC: DGEMN:DSID

Intervenção Realizada

DGEMN: 1945 / 1961 - obras de conservação; escoramento da armação do telhado; pequenas consolidações e refechamento das juntas nas paredes; 1962 - obras de conservação; início da reconstrução parcial da cobertura da capela-mor e sacristia; demolição do anexo lateral à capela-mor; 1963 - obras de restauro e conservação; reparação da instalação eléctrica; picagem de rebocos; limpeza da cantaria; arranque do tecto, colocando a descoberto cobertura primitiva; reparação ligeira da cobertura; repregamento de alguns altares em madeira e demolição de outros na Capela dos Cabrais; limpeza e restauro do túmulo integrado na Capela dos Cabrais; levantamento da cruz do Panteão dos Cabrais e reassentamento na empena do cruzeiro da Igreja; reparação de degraus na escada da torre; arranque do pavimento em madeira na nave; pavimentação com lajedo da capela-mor; indicações para remoção do altar-mor e altar lateral em talha dourada; descoberta de cabeça em calcário e dois fragmentos de azulejo luso-galaico, talvez pertencentes ao altar-mor; consolidação do cunhal do muro do adro; 1964 - restauro da cobertura da nave; 1967 - continuação do restauro da cobertura da nave; reconstrução do muro do adro; 1968 - execução de pavimento em lajedo com rebaixamento do piso; consolidação de degraus na capela-mor; restauro do altar-mor; limpeza do paramento de parede com frescos, incluindo consolidação dos rebocos; demolição da escada exterior de acesso ao coro e entaipamento da respectiva porta; reparação de portas; colocação de vitrais; reparação do telhado da capela-mor e sacristia; execução do tecto da sacristia; 1971 - substituição do tecto e cobertura na capela-mor e sacristia; restauro da Capela dos Cabrais: reconstrução do tecto e respectiva cobertura; regularização do lajedo; remoção de um altar em talha dourada; colocação de nova porta e vitral em janela; construção de novo altar; execução de cruz em ferro e arca tumular para acolher as cinzas de Pedro Álvares Cabral; restauro das paredes; consolidação de degraus; Instituto José de Figueiredo: 1974 - restauro dos frescos da capela-mor; DGEMN: 1983 - substituição de dois vitrais; Instituto José de Figueiredo: 1993 - trabalhos de conservação da pintura a fresco; Câmara Municipal de Belmonte: 1994 - limpeza de vegetação parasitária no exterior; limpeza das cantarias da Capela de Nossa Senhora da Piedade; 2001, Maio - restauro dos pinturas murais; 2002 / 2003 - reparação de rebocos e pinturas da sacristia; substituição do telhado e reparação da sua estrutura; limpeza dos paramentos dos muros exteriores da igreja e torre, com refechamento de juntas; a obra foi cofinanciada pela Comunidade Europeia.

Observações

*1 - sobre a mísula do púlpito, integrava-se a imagem de São Caetano, padroeiro dos judeus conversos, enterrada no cemitério no séc. 20. *2 - na parede testeira existia um retábulo de talha dourada e policromada rococó, de planta recta e três eixos definidos por colunas de fuste liso com decoração fitomórfica e capitéis coríntios, assentes em plintos altos; no eixo central, tribuna de volta perfeita com trono e, nos laterais, mísulas, sob as quais porta de acesso à tribuna; remate em fragmentos de frontão; altar em forma de urna com decoração de concheados e acantos. *3 - na parede testeira surgia uma estrutura retabular fingida, em pintura mural, de três eixos, formando 3 arcos de volta perfeita assentes em colunas, tudo marmoreada; possuía altar paralelepipédico de madeira, ladeado por dois armários de apoio do mesmo material.

Autor e Data

Margarida Conceição 1994

Actualização

Paula Figueiredo 2004
 
 
 
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