Núcleo urbano da cidade de Santarém / Centro histórico de Santarém

IPA.00024725
Portugal, Santarém, Santarém, União de Freguesias da cidade de Santarém
 
Núcleo urbano sede distrital. Cidade situada em colina, planalto, encosta e margem fluvial. Cidade medieval de fundação régia. Núcleo urbano com origem em pólos com funções diferenciadas. Núcleo fundacional implantado em colina isolada, crescendo para planalto e colina vizinha, e expandindo-se pela encosta e margem fluvial, dando origem a dois arrabaldes ribeirinhos. Estrutura urbana de origem medieval, que revela a tipologia da cidade amuralhada herdada da urbe muçulmana que lhe deu origem. Caracterizado por um conjunto monumental notável, o núcleo urbano apresenta um tecido edificado heterogéneo, com exemplares de arquitectura corrente de diferentes épocas, com especial incidência na arquitectura religiosa gótica. O quadro tipológico do edificado corrente é genericamente composto por: casas abastadas sob a forma de casas com pátio e casas apalaçadas características de épocas distintas, edifícios plurifamiliares de lote estreito, casas plurifamiliares sobradadas, de dois e três pisos e de frente larga, e por último as casas em banda com pátio. Dos edifícios notáveis de tipologia residencial destacam-se o na rua com o mesmo nome o Palácio Braamcamp Freire (v. PT031416120086) actualmente a funcionar como casa museu e biblioteca municipal, na rua Direita da Porta de Leiria (actual rua Serpa Pinto) os antigos, Palácio Landal e o Palacete da Família Caldas (v. PT031416210088), o antigo Palacete da Travessa dos Surradores (v. PT031416210028), com janela quinhentista e o Palacete na Rua Passos Manuel (v. PT031416210040). A par destes são inúmeras as casas abastadas, com especial destaque para as casas brasonadas das ruas do Arco de São Mansos e Dr. Joaquim Luís Martins, ambas adossadas a troços da muralha. Na frente oposta à Igreja do Seminário encontra-se um edifício de lote estreito com uma janela geminada, um dos mais importantes vestígios da arquitectura manuelina da cidade. Na Rua Direita da porta de são Mansos (actual João Afonso) subsiste um exemplar de uma varanda renascença. Da análise da arquitectura residencial corrente destacam-se os imóveis a partir do séc. 18, já de épocas anteriores ficaram apenas algumas referências de qualidade pontuais, como as guarnições de vão com cantarias manuelinas, cantarias chanfradas do séc. 16 e cantarias boleadas do séc. 17, presentes na antiga mouraria, na antiga judiaria, na rua Direita da Porta de São Mansos (actual João Afonso) e na rua da Lameira. Na mesma rua (troço da actual rua 1º de Dezembro) encontra-se um imóvel datado de 1600, com uma tipologia representativa das casas abastadas da época, com pátio e escadarias exterior alpendrada de acesso ao 1º andar. Outros exemplares destas tipologia encontram-se na rua Direita da Porta de São Mansos (actual João Afonso) e nas travessas das Esteiras e do Outeirinho. O edificado do séc. 18, maioritariamente com 2 ou 3 pisos, identifica-se pela presença de pilastras e cunhais em pedra, cantarias de vãos mais largas e com verga trabalhada e varandas com guardas de ferro forjado com motivo decorativo modelado, beirado duplo e telhados de tesouro. Os palácios e casas abastadas desta época têm geralmente uma porta larga para cesso ao logradouro, jardim, pátio ou cavalariça. Surge um bom exemplo deste tipo o prédio no Largo da Graça nº5 (actual Largo Álvares Cabral) (v. PT031416120122). Após 1755 o novo surto de construção introduziu características que se difundiram durante todo o séc. 19 e mantêm uma presença muito significativa. Introdução do 3º piso com janelas de peitoril, vãos mais largos e mais altos do que no período anterior, com a introdução das bandeiras em portas e janelas. Marcantes na imagem da cidade são as intervenções do séc. 19, alterando fachadas ou construindo de raiz. Caracterizam-se por aumento do volume com acrescento de um piso, construção de mansardas e águas furtadas, revestimento das fachadas com azulejos de padrão geométricos e poli cromados, remate das fachadas com platibanda ou balaustrada e elementos decorativos de cerâmica ou metal. As coberturas de duas águas paralelas à fachada generalizaram-se, com pendentes mais acentuadas para tornar o sótão habitável. No final do século surgem os pátios operários e de habitação de renda económica, ocupando grandes logradouros e casas de serviço de antigas casas apalaçadas ou aproveitando áreas degradadas. Encontramos estes pátios em eixos complementares como o Beco das Cortezes ou o Beco da Travessa da Lameira. Os telhados de tesoura, os mirantes e as fachadas com azulejos de padrão são algumas das característica da imagem da cidade. O edificado é maioritariamente dos sécs. 18 e 19. Existem naturalmente muitas situações de edifícios anteriores que sofreram ao longo dos anos alterações e adaptações que mudaram a tipologia, sendo a origem da ocupação revelada pela estrutura fundiária. A imagem da cidade foi-se alterando ao longo dos séculos muito devido ás múltiplas vicissitudes por que passou, desde diversos terramotos muito nefastos ás políticas de modernização a qualquer preço do séc. 19, não esquecendo a longa invasão francesa, particularmente mutiladora na cidade de Santarém. De todas as épocas ficaram marcas, apesar da época mais representativa ser a época do gótico, quer ao nível da estrutura urbana quer ao nível do edificado monumental. Esta época corresponde á época de mudança civilizacional e de afirmação e consolidação da cidade como uma das mais importantes do reino.
Número IPA Antigo: PT031416120166
 
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Registo

 
Conjunto urbano  Aglomerado urbano  Cidade  Cidade medieval  Cidade fortificada  Régia (D. Afonso Henriques)

Descrição

Conjunto urbano composto por três núcleos: o Planalto, a Ribeira e Alfange, que apresentam características morfológicas e geográficas distintas. Historicamente o núcleo do Planalto, chamado Vila Alta, era constituído por dois pólos, implantados em duas colinas, separadas entre si pelo Vale de Alporão. A primeira ocupação urbana deu-se na primeira colina e rapidamente se estendeu ao planalto mais próximo. O primeiro núcleo centralizou os poderes militar e religioso. O segundo núcleo, denominado por Marvila ou Planalto, assumiu-se como pólo civil, onde se desenvolveu o núcleo residencial. O núcleo da Ribeira cresceu no sopé a NE. da colina, na margem direita do Tejo. Foi neste arrabalde que se desenvolveram nas actividades mercantis e ligadas à manufactura. Na sua origem estiveram dois núcleos amuralhados distintos: Sesirigo e Mont'iraz, mais tarde (séc. 14) Palhaes e Santa Iria respectivamente. Entre estes dois núcleos corria a ribeira de Runes. É conhecida a sua ocupação humana simultânea à do morro. O núcleo da Ribeira era um arrabalde vital para a existência da Vila Alta, dada a sua posição estratégica. O núcleo de Alfange era o porto da Vila, bairro piscatório ancestral na ocupação deste território. Implantado na margem do rio Tejo num vale muito fechado entre o esporão da Alcáçova e o esporão do Pereiro, tinha acesso à Vila por um caminho íngreme pelas encostas do planalto, a Calçada de Alfange. Defendido a partir da época muçulmana por uma couraça que descia a encosta a partir do chamado Castelo de Valada, este arrabalde portuário era, tal como o da Ribeira, vital para a sobrevivência da Vila Alta. A malha urbana no núcleo da Oppidum, da Scallabis, da Alcáçova e da cidadela que consecutivamente ocuparam a área do morro, só recentemente, resultado de campanhas de arqueologia, se começa a reconhecer. O Jardim das Portas do Sol ocupa grande parte da área. A zona nobre da cidade, centro de poder e de decisão tornou-se a partir do séc. 19 no maior espaço público de Santarém, sem muitas evidências da memória urbana da sua génese, para além dos topónimos do Largo de Santiago e do Largo da Alcáçova. Destacam-se do edificado as Muralhas da cidadela (v. PT031416120011) incluindo a Porta do Sol, a Porta da Alcáçova ou de Santiago (v. PT031416120012) a igreja de Santa Maria da Alcáçova (v. PT031416120035) e o Podium de um Templo Romano (v. PT031416120054). O edificado corrente é do séc.19 e 20, posterior à construção da Av, 5 de Outubro, implantado segundo uma formação reticulada em função desta avenida e do largo da igreja. No Planalto a ocupação do território moldou-se ás características topográficas, expandindo-se para S, ao longo do esporão do Pereiro até ao limite que as suas encostas íngremes permitiam. A expansão para N. foi posterior e só ultrapassou os limites definidos pela muralha durante o séc. 19. Encontramos duas áreas de configuração urbana distinta, consequente das suas origens distintas. A área que corresponde ao intramuros, a medina da cidade islâmica / medieval e a área de cintura religiosa onde se instalaram numerosos conventos mendicantes a partir do séc. 12. No intramuros a estrutura urbana é irregular apesar de tendencialmente geométrica, sem alterações estruturantes com excepção de algumas rupturas pontuais. Fundada no Praesidium Lullium, centro civil da cidade romana, que cresceu a partir da zona central desta área tem como elementos estruturantes, como na generalidade dos traçados de génese romana, dois eixos principais, o Cardo e o Decumanos que correspondiam a ligações estratégicas a outras cidade e a elementos vitais para a sobrevivência da cidade. Assim encontramos respectivamente o eixo definido pela ruas Direita de São Nicolau e Direita de Santo Estevam ( actuais Capelo Ivens e Miguel Bombarda), na rota de ligação entre Olissipo e Bracara Augusta e perpendicularmente, o eixo das ruas Direita da Porta de São Mansos (actual João Afonso e 1º de Dezembro) que ligava o centro civil ao núcleo militar, o Oppidum, actual área do Jardim das Portas do Sol. A expansão deu-se inicialmente para S. ao longo do eixo que liga as ruas Direita de Santo Estevam e Direita da Porta de Valada (actuais Miguel Bombarda, Tenente Valadim e Imaculada Conceição) e posteriormente para N., até atingir o Largo da Porta de Leiria ou Terreiro do Paço(actual praça Sá da Bandeira), junto do Castelo da Alcáçova Nova e Paço Real da Porta de Leiria. O conjunto de eixos estruturantes é complementado com a rua Direita da Porta de Leiria (actual rua Serpa Pinto), traçado já da época de expansão da cidade islâmica para N., que estabelece uma ligação mais directa da entrada N.da vila com a Alcáçova, ligando o Terreiro do Paço (actual praça Sá da Bandeira) ao Pequeno Largo (actual Terreirinho das Flores), onde existiam respectivamente as Portas de Leiria e as Portas de Alpram, e pelo eixo das ruas Vila Belmonte/ Largo da Graça (actual largo Alvares Cabral)/ rua Braancamp Freire, onde se encontra o antigo Convento e Igreja de Santo Agostinho da Graça (v. PT031416120001) e o Palácio Braancamp Freire (v. PT031416120086), ligando a Porta de Alpram á rua Direita da Porta de Valada. Em frente ao Palácio, já na encosta que desce para Alfange, encontra-se um dos vários Chafarizes da cidade, o Chafariz D'El Rei (v. PT031416120047). Um quarto eixo fundamental, mais recente que os restantes, é constituído pels ruas Dr. Teixeira Guedes e Guilherme Azevedo, resultado das intervenções de modernização da cidade no séc, 19, com o objectivo de abrir a cidade à nova área de expansão a O. Ao longo destes percursos encontram-se, naturalmente, os principais imóveis estruturantes do tecido edificado da antiga área intra-muros. Na rua de São Nicolau (actual Capelo e Ivens) encontra-se a cabeceira da Igreja de São Nicolau (v. PT031416200033), que é fronteira ao Largo com o mesmo nome, que se abre no interior do quarteirão. Para S., no extremo da rua Direita de Santo Estevam (actual Miguel Bombarda), abre-se o largo do Milagre, fronteiro á Igreja de Santo Estevão/ Santo Milagre (v. PT031416120008). Ambas foram sede de paróquia desde o séc. 12. Para S. instalou-se o Convento das Capuchas da Senhora dos Inocente (v. PT031416120036). No extremo S. da rua Direita da Porta de Valada (actual rua da Imaculada Conceição), no mesmo eixo, perto do local onde se erguia o Castelo de Valada/ Paço dos Duques de Bragança, encontra-se a Igreja dos Capuchos, parte integrante do antigo Convento dos Capuchos (v. PT031416120080) e que funciona hoje como capela mortuária do cemitério dos Capuchos. Na Rua Direita da Porta de São Mansos (actual João Afonso) destaca-se o Teatro Sá da Bandeira (v. PT031416120046) e alguns exemplares de casas abastadas. Na mesma rua (troço da actual rua 1º de Dezembro) encontra-se a Igreja da Misericórdia (v. PT031416200018) e um imóvel com um exemplar de uma janela quinhentista. Destaca-se um imóvel de fachada estreita com decoração mourisca, herança do ecletismo do início do séc. 20. Em direcção a E., encontra-se a Igreja de Marvila (v. PT031416120016), paralela à rua e fronteira ao largo do mesmo nome. Junto à Torre das Cabaças, antiga Porta de Alpram, ergueram-se durante o séc. 20 um conjunto importante de edifícios públicos dos quais se destacam o Teatro Rosa Damasceno (v. PT031416120049), o Edifício do Banco de Portugal (v. PT031416120049), o Arquivo Distrital e o Governo Civil. A construção do Edifício dos Correios (v. PT031416 0142), do arquitecto Amílcar Pinto foi um marco importante na modernização da imagem da cidade em meados do séc. 20, com a sua implantação estratégica na "entrada" do centro histórico, no local da antiga Porta de São Manços (v. PT031416120011), na mesma rua e do mesmo arquitecto encontram-se dois elementos fundamentais na vida social da cidade na época, o Café Central e o Hotel Abidis. Os eixos secundários são muito estreitos e recorrem muitas vezes a escadinhas para vencer declives acentuados, com os casos das Escadinhas das Figueiras, a Escadinha da Calçada das Figueiras que ligava a Porta das Figueiras ao Chafariz das Figueiras (v. PT031416210004), as Escadinhas do Milagre, junto à igreja do mesmo nome, as Escadinhas do Carmo, que ligam o Largo do Carmo ao Largo de Mem Ramires na antiga mouraria, onde existiu a Porta de Atamarma. Destaca-se igualmente as Escadinhas de Santo António que ligam a Praça da Vila ou Praça Nova (actual Praça Visconde Serra do Pilar) e à rua principal da antiga mouraria, actual rua 15 de Março. Com uma ocupação densa, o tecido urbano é composta por quarteirões de formas e dimensões muito irregulares, de dimensões generosas quando comparado com outros da mesma origem. Associada aos quarteirões de grandes dimensões surge outra característica notável deste núcleo, a presença recorrente de grandes logradouros e pátios no seu interior. O tecido urbano é muito heterogéneo, composto por lotes estreitos que subsistem sobretudo na Pequena Praça (actual Terreirinho das Flores), na rua Direita das Portas de Leiria (actual rua Serpa Pinto), na rua Direita da Porta de São Mansos (actuais ruas João Afonso e 1º de Dezembro) e na zona correspondente à antiga Mouraria, a N. da rua Direita da Porta de Leiria (actual rua Serpa Pinto). Os lotes de frente larga, resultado de emparcelamentos ou de uma ocupação mais recente do terreno livre intra-muros, que ocupam grande parte da área. Os espaços públicos no antigo intra-muros são escassos e de formas irregulares, característica comum ás cidades portuguesas de estruturação medieval. Têm origem nos largos medievais que surgiram no encontro de duas ou três vias importantes ou da exitência de um edifício marcante que gerava um espaço fronteiro. O Terreiro do Paço (actual Praça Sá da Bandeira) corresponde ao antigo largo gerado pela antiga Porta de Leiria. De forma triangular é naturalmente um dos largos mais representativos do núcleo. Aqui se construiu no final do séc. 13 a Alcáçova Nova e os Paços Reais, em resposta à necessidade de construção de uma estrutura fortificada a N., acompanhando a expansão da cidade nesta direcção, impulsionada pela instalação dos conventos mendicantes. No séc. 17 instalou-se naqueles edifícios o Colégio de Jesuítas e foi construída a Igreja de Nossa Senhora da Conceição do Colégio dos Jesuítas (v. PT031416210009), onde no séc. 18, após a expulsão dos Jesuítas, se instalou o Seminário de Santarém. No local da Porta de Leiria foi construída a Igreja da Piedade (v. PT031416210022). A Praça Nova (actual Praça Visconde Serra do Pilar), de configuração aproximadamente pentagonal é contígua ao Largo de Marvila fronteiro á Igreja de Marvila (v. PT031416120016). Esta praça é resultado da campanha de intervenções Manuelinas, que no séc. 16, um pouco por todo o país introduziram nas estruturas urbanas medievais espaços tendencialmente mais regulares e de enobrecimento dos espaços públicos principais. A Praça Nova (actual Conde Serra do Pilar), abre-se adjacente ao eixo da rua Direita da Porta de Leiria (actual rua Serpa Pinto) e albergava o Pelourinho (v. PT031416120021) e o antigo edifício dos Paços do Concelho (v. PT031416120076), actual edifício dos serviços municipalizados. Aqui se realizou o mercado ao ar livre até ao séc. 20. Actualmente é uma praça arborizada, composta maioritariamente por bons exemplares de edifícios séc. 19. No lado E. da praça abre-se um arco sob um edifício por onde se acede pelas escadinhas de Santo António à zona correspondente à antiga Mouraria. A Pequena Praça (actual Terreirinho das Flores), no limite E, da rua Direita da porta de Leiria (actual rua Serpa Pinto), tal como o Largo da Porta de Leiria/ Terreiro do Paço (actual Praça Sá da Bandeira), resulta do encontro de dois eixos fundamentais e da existência de uma porta da vila, a Porta de Alporão. Esta era a porta que estabelecia a ligação com o morro da Alcáçova. Aqui se encontram a Torre das Cabaças ou do Relógio (v. PT031416120020), vestígio da cerca islâmica e a Igreja de São João de Alporão (v. PT031416120002). Foi junto a esta porta que se desenvolveu o Alpram, arrabalde onde veio a estabelecer-se a judiaria e onde existia a Albergaria de São Martinho (v. PT031416120037), que era um dos hospitais da cidade do qual ainda existem vestígios. Do bairro da judiaria, que consistia numa única rua, herdou-se o topónimo da Travessa da Judiaria, onde prevalecem alguns exemplos de arquitectura residencial corrente (v. PT031416120128), de origem nos sécs. 17 e 18. Também o Largo do Milagre, adjacente à rua de Santo Estevam (actual Miguel Bombarda) e o Largo da Graça (actual Alvares Cabral), ambos de forma triangular, surgem associados à existência de edifícios marcantes, respectivamente a Igreja do Milagre (v. PT031416120008) e a Igreja de Santo Agostinho da Graça (v. PT031416120001). Das Muralhas de Santarém (v. PT031416120011) subsistem alguns troços, portas e torres. A estrutura amuralhada atingiu o seu máximo nos sécs. 13 e 14 e manteve uma função delimitadora até meados do séc. 19, quando as necessidades de modernização da cidade e de expansão urbana se impuseram. A área de cintura religiosa, corresponde a uma zona extra-muros a N, e O, da vila muralhada. Tem características morfológicas opostas à primeira, onde os espaços não edificados e os espaços edificados são de grandes dimensões e resulta de uma implantação de elementos estruturantes independentes, que actualmente ainda se revela. Os grandes espaço livres extra-muros característicos dos traçados medievais, reservados para acontecimentos públicos e para os mercados sazonais junto das portas da cidade surgiram em santarém junto das Portas de Leiria a N. e de São Mansos a O., respectivamente o Chão da Feira e o Rossio. Entre eles ficava o espaço da Carreira ou Corredoura. A partir do séc. 13, surgem na envolvente destes espaços os grandes complexos edificados dos conventos mendicantes de Santa Clara (v. PT031416210007), São Francisco (v. PT 031416210007), Convento de Nossa Senhora da Trindade, do qual subsiste a torre sineira (v. PT031416210077), Convento das Donas de São Domingos (no local da actual quartel da PSP), a Igreja e Convento de Nossa Senhora de Jesus do Sítio, onde se instalou o Hospital de Jesus Cristo (v. PT031416120019) e (v. PT031416120108). A implantação destes edifícios era geralmente estratégica e geradora de expansão urbana a médio/ longo prazo, determinando novas áreas de arrabalde. Santarém não foi excepção. O alargamento da cidade para N, e O, significativo a partir dos séc. 19 e 20, não apagou a memória da génese desta área. Mantiveram-se os grandes espaços públicos, agora ajardinados, e instalaram-se alguns dos principais equipamentos da cidade, em muitos casos com ocupação dos edifícios conventuais pré-existentes como é o caso do Lar da Misericórdia no antigo Hospital de Jesus e do quartel do Exército no antigo convento da Trindade. Paralelamente foram construídos novos equipamentos como o Mercado Municipal (v. PT031416210041) do arquitecto Cassiano Branco, o Palácio da Justiça (v. PT031416210138) do arquitecto Raul Rodrigues de Lima e a Esquadra da PSP. A Câmara Municipal instalou-se nesta área, no antigo Palácio Eugénio Silva (v. PT031416210026). Também a expansão para S. se deu a partir da instalação, no séc. 19, do Matadouro Municipal (v. PT031416120050), ao longo da rua Pedro de Santarém.

Acessos

A1, IC10, EN114

Protecção

Em vias de classificação / PP - Plano de Pormenor (Salvaguarda e valorização da Mouraria de Santarém), Portaria n.º 313/94, DR, 1.ª série-B, n.º 118 de 21 maio 1994

Enquadramento

Situado em colina, planalto, encosta e margem fluvial, na unidade de paisagem do Vale do Tejo - Lezíria (v. IPA.00030190). A cidade de Santarém implanta-se junto à margem direita Tejo, entre as cotas altimétricas 25 e 100 m, atingindo um ponto máximo de 108 m. O núcleo urbano estende-se às zonas baixas de Alfange e da Ribeira de Santarém, freguesias ribeirinhas que se desenvolveram como pólos de ligação da cidade ao rio e à linha de caminho-de-ferro. Devido à proximidade do Tejo, a envolvente é marcada por terrenos muito férteis de planície de aluvião com elevadas potencialidades para a agrícultura e pecuária, bases da economia da região durante séculos. As culturas dominantes são o vinho, o azeite, as frutas e cereais, a par da criação de gado bovino e de cavalos. O núcleo fundacional teve origem no ponto mais elevado, numa posição estratégica em relação ao rio, garantindo simultâneamente a sua defesa e acessibilidade. A expansão urbana deu-se para E., ocupando uma zona alta "interior". As encostas a O., voltadas para o rio e extremamente íngremes, ditaram o sentido de crescimento do tecido urbano, num processo gradual de afastamento da relação com o rio. Recentemente foram sendo ocupadas áreas para N. e para S.. As áreas ribeirinhas têm tido uma expansão urbana pouco significativa, naturalmente condicionada pela sua implantação entre o rio e as encostas de declive acentuado.

Descrição Complementar

A organização em diferentes núcleos manteve-se praticamente inalterada e estruturou as linhas fundamentais do desenvolvimento das áreas de expansão, assistindo-se ao longo da história a adaptações sucessivas do existente. A conquista de mais território para a cidade através de diversos aterros teve a sua expressão mais significativa na construção do aterro que ligou os dois morros da Vila Alta no séc, 19, numa época em que o núcleo de Marvila detinha já todas as funções vitais da cidade. A actual av. 5 de Outobro foi delineada sobre um caminho pré-existente na linha de festo, a rua de Alpram, que ligava o morro ao planalto.. O núcleo da Ribeira reflecte na estrutura urbana a origem bipolar. A expansão deu-se ao longo de dois eixos paralelos ao rio unindo os dois núcleos pré-existentes e de um outro eixo, perpendicular ao primeiro, definido pela Calçada de Atamarma, caminho de acesso à Vila Alta em direcção à Porta de Atamarma. Ao longo deste eixo erguem-se as antigas Igrejas paroquiais de São Mateus (v. PT031416120075) e Santa Cruz (v. PT031416190024). O traçado fundamental de orientação N./ S., paralelos ao rio, corresponde actualmente ao eixo Estrada de Alcôrce / Praça Oliveira Marreca ao longo da margem, e ao eixo definido pelas ruas Direita de Palhaes e pela Rua de Santa Iria, ligando o Largo de Palhaes ao Largo de Santa Iria. Perpendicularmente definiu-se o eixo E./ O., que estabelece a ligação entre a Calçada de Atamarma e o rio, a partir do Largo de Santa Clara, pelas ruas de Santa Cruz e do Runes (actual Alfageme de Santarém), terminando na Praça José Vitorino de Carvalho que foi resultado de um alargamento da antiga Rua do Mel. Paralelo a este existe o alinhamento da Rua do Mel (actuais ruas do Pocinho e Henrique Dias Vigário) que ligam os mesmos dois largos. Na área correspondente ao antigo núcleo de Palhaes, denominação presente ainda nos topónimos desta zona, situada a N. da Rua do Runes (actual Alfageme de Santarém), encontra-se um traçado regular, com os eixos secundários perpendiculares e paralelos à Rua Direita de Palhaes, constituindo quarteirões de dimensões irregulares. Destaca-se a Rua das Estalagens pela memória que o seu topónimo nos revela de uma das funções importantes deste antigo arrabalde. Dos dois espaços públicos existentes um interior outro ribeirinho destaca-se o Largo de Palhais, o mais antigo, onde se destacam o chafariz de Palhais (v. PT031416190029), os vestígios do antigo Hospital de Palhais e na sua proximidade, a Ponte de Alcource (v. PT031416190027). A S., na área correspondente ao primitivo núcleo de Santa Iria, o traçado urbano é bastante mais irregular, formando quarteirões de forma e dimensão muito heterogéneas. Os lotes são de frente média e de profundidade reduzida, dividindo o quarteirão ao meio ou a totalidade da profundidade do quarteirão. O principal espaço público é a Praça Oliveira Marreca, de forma sensivelmente rectangular e de grandes dimensões. A toponímia reflecte ainda as actividades ligadas ao rio à actividade comercial da sua origem com por exemplo Rua doa Barcos, Ribeira dos Barcos, Rua do Sal e Rua dos Mercadores ou Rua da Portagem. O edificado é maioritariamente de 2 pisos destacando-se os telhados de tesoura que são uma característica dominante na imagem do núcleo. A igreja de Santa Iria da Ribeira (v. PT031416190030) e o Antigo Hospital de Santa Iria (v. PT031416190032) no largo do mesmo nome e na Rua da Ribeira das Barcas (actual Av. Júlio Malfeito) a Ermida de Santa Iria / Antiga Capela de Nossa Senhora das Neves (v. PT031416190092) constituem o conjunto monumental da Ribeira. A passagem da linha de caminho de ferro no início do séc. 20, pelo centro do bairro e a construção da Estação Ferroviária (v. PT031416190042) na proximidade do bairro, marcaram irreversivelmente a imagem e vivência do antigo arrabalde. O núcleo de Alfange não conheceu uma expansão urbana significativa. A função do seu porto perde total significado com a passagem do caminho-de-ferro, remetendo este antigo para um processo de estagnação. Contido pela topografia acentuada a N, a S e a O. e pelo rio a E., o seu traçado urbano deu-se ao longo do eixo perpendicular ao rio, de acesso à Calçada de Alfange. Este eixo é fundamentalmente de circulação, entre a Vila Alta e o antigo cais. A rua da Igreja de São João Evangelista, paralela à Calçada de Alfange , assume o papel estruturante do núcleo antigo, em conjunto com a rua dos meninos de Alfange, perpendicular á anterior. A Igreja de São João Evangelista (v. PT031416120039) destaca-se numa estrutura de quarteirões irregulares, com lotes de profundidade muito reduzida. No séc. 20 foi construído um bairro residencial, a O. do núcleo original, com características tipológicas de ruptura com as pré-existentes, ao nível de estrutura urbana e do edificado. A Praceta do Padre Chiquito consiste no único espaço urbano alargado, que comporta as funções sociais de espaço público.

Utilização Inicial

Não aplicável

Utilização Actual

Não aplicável

Propriedade

Não aplicável

Afectação

Não aplicável

Época Construção

Séc. 08 / 12 / 16 / 18

Arquitecto / Construtor / Autor

Desconhecido

Cronologia

Séc. 2 a.C. a séc. 5 - construção de importantes equipamentos na cidade romana Scalabis, dos quais existem vestígios arqueológicos do Teatro, termas de Cássio e tanques de salga de peixe; séc. 1 a.C. - data provável de construção do templo; séc. 8 / 12 - construção (ou reconstrução sobre estruturas romanas anteriores) do castelo e da cerca moura, delimitando a Medina; com a conquista muçulmana, Scalabis passa a denominar-se Xantarim; séc. 12 / 13 - construção de uma cisterna no interior do antigo templo romano; provável edificação da igreja de São João de Alporão; 1147, 25 outubro - conquista por D. Afonso Henriques, após quatro meses de cerco; reforma do primitivo castelo, erguido no local de antigo castro lusitano; fundação do primitivo templo, doado à Ordem dos Templários por D. Afonso Henriques, no local da actual igreja de Marvila; séc. 13 - construção da ermida de Santa Maria Madalena e da Igreja de São Nicolau, no local de uma igreja anterior; séc. 13, 2ª metade - construção dos novos paços reais, junto à porta de Leiria, numa zona que passa a chamar-se alcáçova nova, no local do actual seminário; 1242 - fundação do convento de São Francisco por D. Sancho II; 1264 - fundação do convento das Clarissas por D. Afonso III; séc. 13 / 14 - remodelação da Alcáçova por D. Dinis; séc. 14 - construção das muralhas em redor do Alfange e da Ribeira, construção do edifício dos primeiros paços do concelho, onde estavam integrados os açougues e a cadeia; as estruturas da torre das Cabaças podem remontar a este século, uma vez que a mesma já era referida na Chancelaria de D. Dinis sob o nome de Torre de Alpram; construção da fonte da Figueira (v. PT031416120011), inserida na reformulação do perímetro muralhado, no reinado de D. Fernando, reconstrução e ampliação do convento de São Francisco por D. Fernando e do convento de Santa Clara; 1379 - construção de uma barbacã entre a Porta de Leiria e a Porta de Manços; 1382 - ampliação da muralha por D. Fernando, extravasando o primeiro perímetro muralhado, que assentava na curva de nível mais elevada do planalto; reparação da Alcáçova;1; séc. 15 - adaptação da torre de Alpram a torre do relógio, actual Torre das Cabaças (v. PT031416120020), construção do Chafariz de El-Rei rasgado no muro N.; 1426 - construção do antigo Hospital de Jesus Cristo por decisão testamentária de João Afonso de Santarém; séc.16 - construção do bebedouro e adossamento das armas de D. Manuel ao pano de muralha do lado oposto ao Chafariz de El-Rei; o chafariz servia as populações dos bairros de Marvila, Alporão e Pereiro; reconstrução sobre pré-existências do período muçulmano, da casa e residência de Pedro Álvares Cabral hoje conhecida por Casa do Brasil, reforma dos paços medievais, durante o reinado de D. Manuel I;1506 - data provável de construção do pelourinho, comemorando a concessão do 7º foral à vila de Santarém, por D. Manuel, que veio confirmar e aumentar os seus privilégios municipais, permitindo o crescimento económico e urbano; 1537 - Santarém era o 4º centro urbano do país, a seguir de Lisboa, Porto e Évora; séc. 17 - reforço das muralhas do castelo durante as guerras da Restauração; data provável de construção do Palácio do Visconde da Fonte Boa, junto à Porta de Manços, patrocinada pela família Saldanha;1647, 14 julho - D. João IV doa à Companhia de Jesus os antigos Paços Reais, então em ruína, obrigando-se esta em troca a construir a igreja e instalações para aposentadoria da corte;1648 / 1676 - construção da aposentadoria real; 1676 - data inscrita na fachada da igreja da Companhia de Jesus, actual igreja do seminário (data provável de início das obras); o antigo Colégio Jesuíta localizado junto às primitivas muralhas da vila, de que se preservou uma torre, transformada em sineira, à semelhança do que a Companhia fez no Colégio de Braga (v. PT010303070056), ocupa parte dos antigos paços; séc. 18, início - construção da igreja e convento de Nossa Senhora de Jesus do Sítio, da ordem terceira de São Francisco, no espaço até então ocupado pela ermida de Santa Maria Madalena; 1785 - durante a visita de D. Maria I, foi demolida a torre românica da igreja de São João de Alporão, para permitir a passagem do coche que transportava a rainha; 1833 - acrescentos nas muralhas durante as lutas liberais; 1834 - demolição do pelourinho, que até então se erguia na Praça Nova ou Praça do Município, hoje Praça Visconde da Serra do Pilar; encerramento do convento de Nossa Senhora de Jesus do Sítio, da ordem terceira de São Francisco, após a extinção das ordens religiosas; 1835 - o hospital de Jesus Cristo é transferido para o edifício do convento de Nossa Senhora de Jesus do Sítio, o convento e igreja são doados à Santa Casa da Misericórdia; 1837 - início da demolição de grandes áreas da muralha, portas (Porta de Valada e da Porta de Palhais) e torres de reforço, pela Câmara Municipal, para permitir o rasgamento de vias de circulação; 1858 / 1861 - a construção da linha férrea entre Asseca e a Ribeira leva ao derrube de troços de muralha e portas nos bairros do Alfange e da Ribeira; 1865 - derrube da Porta de Atamarma; 1875 / 1876 - destruição da Porta de Mansos; 1876 - demolição da torre sineira da igreja de Marvila, para ampliação do largo homónimo; 1876 / 1890 - demolição do antigo hospital de Jesus Cristo; 1877 / 1884 - construção do teatro de Santarém (actual Rosa Damasceno), projectado pelo arquitecto José Luís Monteiro, tendo como modelo o Teatro Ginásio de Lisboa; 1889 - inauguração do matadouro municipal, integrado no plano de expansão urbana do cerco de São Lázaro; 1896 - a cidadela do castelo é em parte transformada em jardim público; 1906 - demolição de todos os edifícios conventuais anexos ao antigo convento de Santa Clara, do qual só resta a igreja; 1924, final - inauguração do teatro Sá da Bandeira, preparado também para sessões cinematográficas; 1926 - abre ao público a Biblioteca-Museu Braamcamp Freire, com as funções de biblioteca pública e municipal, pinacoteca e casa-museu; 1956 - os paços do concelho são transferidos para o palácio Eugénio Silva, onde funcionam actualmente; 1964 - destruição de troços da muralha e postigo, incluídos em prédios particulares, para a construção do museu distrital de Santarém; 1994 - instalação do primeiro núcleo museológico do museu do municipal de Santarém e de um centro de investigação e desenvolvimento na igreja de São João de Alporão; 1997, 26 março - proposta de classificação do centro histórico de Santarém pela da Câmara Municipal; 2001, 18 abril - despacho de abertura do processo de classificação do centro histórico de Santarém pelo vice-presidente do IPPAR; 2001, 19 junho - declaração da área crítica de recuperação e reconversão urbanística (ACCRU) da zona da ribeira de Santarém e Alfange, pelo Decreto n.º 22/2001, DR n.º 140, 1.ª série-B; 2011, até 31 dezembro - prorrogação do procedimento de classificação, por Despacho n.º 19338/2010, DR n.º 252 de 30 Dezembro; 2012, 7 agosto - aprovação, pela câmara municipal de Santarém, do projeto de delimitação da Área de Reabilitação Urbana (ARU) da Ribeira de Santarém e Alfange (Aviso n.º 10612, DR n.º 152, 2.ª série); 2012, 1 outubro - arquivamento do procedimento de classificação do Centro Histórico de Santarém, no anúncio n.º 13706/2012, DR, 2.ª série , n.º 223, de 19 de novembro de 2012; 2012, 22 novembro - abertura de um novo procedimento de classificação e respetiva Zona Especial de Proteção provisória do Centro Histórico de Santarém, publicado no anúncio n.º 13747/2012, DR, 2.ª série , n.º 231, a 29 de Novembro de 2012; 2013, 28 janeiro - criação da União das Freguesias de Santarém (Marvila, São Nicolau e São Salvador) e Santa Iria da Ribeira de Santarém por agregação das mesmas, pela Lei n.º 11-A/2013, DR, 1.ª série, n.º 19.

Dados Técnicos

Não aplicável

Materiais

Não aplicável

Bibliografia

http://www.patrimoniocultural.pt/pt/patrimonio/patrimonio-imovel/pesquisa-do-patrimonio/classificado-ou-em-vias-de-classificacao/geral/view/72639 [consultado em 21 dezembro 2016].

Documentação Gráfica

IHRU: DGEMN/DRML, DSEP; DGOTDU: Arquivo Histórico (Anteplano Geral de Urbanização de Santarém, Arq. João António de Aguiar, 1947; Anteplano de Urbanização de Santarém - Revisão, Arq. João António de Aguiar, 1961; Plano Geral de Urbanização de Santarém, Tomás Taveira - Projectos, Estudos Urbanos e Sócio-Económicos, s.a.r.l. *2, 1978); planta in MARQUES, A. H. de Oliveira, GONÇALVES, Iria, ANDRADE, Amélia Aguiar, Atlas das Cidades Medievais Portuguesas (Séculos XII-XV), Lisboa, Centros de Estudos Históricos da Universidade Nova de Lisboa, 1990, vol. I, p. 67

Documentação Fotográfica

IHRU: SIPA, DGEMN/DSID, DGEMN/DREMC

Documentação Administrativa

IHRU: DGEMN/DSARH (Anteplano de urbanização de Santarém, DSARH-005-2864/08)

Intervenção Realizada

Observações

* 1 - Desp. 18 Abr. 2001. *2 - Autores: Arq. Tomás Taveira, Arq. Pais. Leonel Fadigas, Arq. Antónia Pimenta, Arq. Carlos Barbosa e Dra Dalila V. Fonseca

Autor e Data

Marta Clemente 2008

Actualização

 
 
 
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