Pelourinho de Lordelo

IPA.00002471
Portugal, Vila Real, Vila Real, Lordelo
 
Arquitectura político-administrativa e judicial, quinhentista. Pelourinho de pinha piramidal, com soco circular de três degraus, onde assenta fuste octogonal, rematado por duas pirâmides sobrepostas. Caracteriza-se pelo seu carácter simples e rústico. Pelourinho com coluna de secção quadrada com os ângulos chanfrados, encaixada na base, e com remate formado por duas pirâmides escalonadas.
Número IPA Antigo: PT011714140008
 
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Registo

 
Edifício e estrutura  Estrutura  Judicial  Pelourinho  Jurisdição senhorial  Tipo pinha

Descrição

Estrutura em cantaria de granito, composto por soco circular de três degraus, apoiando uma base circular monolítica com encaixe quadrado para o fuste. Este é monolítico e apresenta base quadrada e secção octogonal chanfrada. É encimado por um remate constituído por um tronco de pirâmide e uma pirâmide sobrepostos.

Acessos

Lordelo, Largo de São Roque. WGS84 (graus decimais) lat.: 41.317478; long.: -7.766303

Protecção

Categoria: IIP - Imóvel de Interesse Público, Decreto nº 23 122, DG, 1.ª série, n.º 231, de 11 outubro 1933

Enquadramento

Urbano. Isolado, no centro de um pequeno largo ao lado da capela de São Roque e da estrada que atravessa a povoação em direcção a Cales.

Descrição Complementar

Utilização Inicial

Judicial: pelourinho

Utilização Actual

Cultural e recreativa: marco histórico-cultural

Propriedade

Pública: estatal

Afectação

Autarquia local, Artº 3º, Dec. nº 23 122, 11 Outubro 1933

Época Construção

Séc. 16 (conjectural)

Arquitecto / Construtor / Autor

Desconhecido.

Cronologia

1519, 12 Novembro - foral de D. Manuel *1, na sequência do qual se deve ter construído o pelourinho; 1706 - povoação com 200 vizinhos, integrada na Comarca de Lamego; pertence ao Marquês de Távora que apresenta as justiças; 1758 - segundo o vigário Pascoal Gomes nas Memórias Paroquiais, a freguesia era couto donatário dos Marqueses de Távora, então na pessoa de D. Francisco de Távora, pertencia à comarca de Vila Real, no espiritual, e à Provedoria de Lamego no temporal; tinha 160 vizinhos e 607 pessoas; tinha juiz ordinário, que costumava tomar o juramento perante o ouvidor da Casa dos Távora e na data assistia na vila de Alfândega da Fé; havia um "briador", dois homens bons, um procurador do concelho, um escrivão da Câmara e um escrivão "público pudicial e notas"; 1836 - extinção do concelho.

Dados Técnicos

Sistema estrutural autónomo.

Materiais

Estrutura de cantaria de granito.

Bibliografia

ALVELLOS, Pedro, Os Pelourinhos da Região de Turismo da Serra do Marão, Vila Real, 1967; CAPELA, José Viriato, BORRALHEIRO, Rogério, MATOS, Henrique, As Freguesias do Distrito de Vila Real nas Memórias Paroquiais de 1758. Memórias, História e Património, Braga, 2006; COSTA, António Carvalho da (Padre), Corografia Portugueza…, vol. I, Lisboa, Valentim da Costa Deslandes, 1706; MALAFAIA, E.B. de Ataíde, Pelourinhos Portugueses - tentâmen de inventário geral, Lisboa, Imprensa Nacional - Casa da Moeda, 1997.

Documentação Gráfica

IHRU: DGEMN/DSID

Documentação Fotográfica

IHRU: DGEMN/DSID

Documentação Administrativa

IHRU: DGEMN/DSID

Intervenção Realizada

1974 - trabalhos de consolidação; CMVILA REAL: 1977 - Reparação do pelourinho derrubado por uma viatura.

Observações

*1 - Consta, por tradição e dos documentos arquivados na Câmara Municipal de Vila Real, que esta povoação teve categoria de "vila", mas não consta em que data lhe foi feita esta mercê, porque nos citados documentos apenas se refere que o foral que lhe foi dado, era o mesmo da vila de Alijó.

Autor e Data

Isabel Sereno e Ricardo Teixeira 1993

Actualização

Paula Noé 1999
 
 
 
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