Forte de São João Baptista de Ajudá

IPA.00024603
Benim, Atlantique, Ouidah, Ouidah
 
Arquitectura militar.
Número IPA Antigo: BJ910304000001
 
Registo visualizado 84 vezes desde 27 Julho de 2011
 
   
   

Registo

 
Edifício e estrutura  Edifício  Militar  Forte    

Descrição

Planta rectangular, com coberturas em telhados de uma, duas ou quatro águas, rematadas em beirais simples. Fachadas de dois pisos rebocadas e caiadas de branco, rasgadas por vãos rectilíneos, possuindo na fachada principal escadaria de acesso com patamar fechado.

Acessos

Uidá

Protecção

Inexistente

Enquadramento

Isolado na costa ocidental africana.

Descrição Complementar

Utilização Inicial

Militar: forte

Utilização Actual

Cultural e recreativa: museu

Propriedade

Pública: Estatal

Afectação

Época Construção

Séc. 17

Arquitecto / Construtor / Autor

ENGENHEIRO: Francisco Sousa Lobo (1987).

Cronologia

Séc. 15 - fundada inicialmente uma feitoria, que depois se transformou em forte; 1680 - data provável da construção do forte; Jacinto de Figueiredo Abreu Governador de São Tomé e Príncipe, instruído a erguer um forte na povoação africana de Oiudá; 1722 - Abandonado em data incerta, foi sucedido por nova estrutura, sob a invocação de São João Baptista. Esboços e plantas deste forte, publicadas por Luís Silveira. Projectos executados por ordem de Vasco César de Meneses, dirigindo as obras José de Torres; 1680 - data provável da construção do forte; 1722 - planta e esboços do forte da autoria de Luís Silveira; 1759 - planta de José António Caldas mostra que nos ângulos foram acrescentados quatro baluartes de planta poligonal; 1876 - Carlos Eugénio Correia da Silva desenhou o forte, revelando que não tivera grandes alterações até essa data, exceptuando na forma redonda com que então aparecem três dos baluartes; nessa época, a altura da muralha era de 2,30 m, sendo a altura até ao parapeito dos baluartes de 3,50 m; 1911 - com a implantação da República em Portugal, o novo governo mandou retirar permanentemente a guarnição militar destacada para o forte de São João Baptista, substituindo-a pela presença de dois funcionários coloniais; 1961 - os residentes portugueses responsáveis pelo forte são intimados pelas autoridades do Daomé a abandoná-lo até 31 de Julho desse ano; 31 Julho - os funcionários que ainda se encontravam no forte, perante a obrigação de o entregar ao governo do Daomé, incendeiam-no, destruindo todo o recheio e outro património que ai se encontrava; 1965 - encerramento simbólico do forte pelas autoridades do Daomé; 1967 - adaptação do forte em Museu de História de Ouidah, sob administração da República do Daomé (futuro Benim.

Dados Técnicos

Materiais

Estrutura em alvenaria de pedra rebocada e caiada; coberturas dos edifícios em chapa ondulada pintada.

Bibliografia

4 Exemplos de recuperação e revitalização de um património construído pelos Portugueses no Mundo, Lisboa, FCG, 1987; LAW, Robin, A carreira de Francisco Félix de Souza na África Ocidental (1800-1849), pág. 15-16 (visitado em 30 de agosto de 2008); TAVARES, António José Chrystêllo, São João Baptista de Ajudá face ao conflito Franco-Daomeano de 1892, Ancara, s.e., 1998; http://pt.wikipedia.org/wiki/Fortaleza_de_São_João_Baptista_de_Ajudá, 2010; http://www.infopedia.pt/forte-de-sao-joao-baptista-de-ajuda, 2010; http://amateriadotempo.blogspot.com/o-forte-de-sao-joao-baptista-de-ajuda, 2010.

Documentação Gráfica

Documentação Fotográfica

Documentação Administrativa

Intervenção Realizada

Fundação Calouste Gulbenkian: 1987 - trabalhos de restauro e conservação dirigidos pelo Eng.º Francisco Sousa Lobo.

Observações

EM ESTUDO. *1 - O forte possuía planta quadrada com baluartes poligonais nos ângulos, com porta protegida por revelim e possuindo no interior a casa da pólvora e uma pequena capela, dedicada a São João Baptista, de planta rectangular composta por nave e sacristia, atrás do altar-mor, possuindo no interior duas capelas laterais em arco.

Autor e Data

Sofia Diniz 2006

Actualização

Manuel Freitas (Contribuinte externo) 2011
 
 
 
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