Igreja Paroquial de Castro Daire / Igreja de São Pedro

IPA.00002448
Portugal, Viseu, Castro Daire, Castro Daire
 
Igreja paroquial com várias reformas, subsistindo a primitiva estrutura setecentista, rasgada por amplas janelas rectilíneas, que conferem enorme clareza ao interior do templo, com nave dividida em vários tramos por pilastras toscanas que se prolongam em arco na cobertura. A fachada principal é fruto da reforma oitocentista, que pretendia ser simétrica e cujo projecto inicial contemplaria a existência de duas torres sineiras, vendo-se o corpo do arranque da do lado direito, que não chegou a ser concluída; apresenta um interessante jogo entre elementos rectilíneos e curvos nas modinaturas e perfis dos vãos, dinamizando-a. Possui enorme arcobotante na fachada lateral direita, que sustenta o arco triunfal e o último arco da nave, permitindo estabilizar a estrutura. No exterior, destaca-se a casa da Irmandade das Almas com os vãos ostentando decoração joanina, com cornijas e aventais. No interior, o coro-alto apoaia-se em tripla arcada, formando um falso endonártex, cortado pelo guarda-vento que protege o portal axial. Possui capela adossada e corredor lateral dentro do muro, que liga a sacristia à sineira, permitindo o acesso ao púlpito. Na nave, surgem quatro retábulos laterais, de talha dourada ou policroma, dos estilos joanino e rococó, todos encimados por sanefas de lambrequins, destancando-se os das Almas, com profusa decoração de anjos, acantos e lambrequins, e o do Senhor dos Passos, por possuir três eixos, os laterais com decoração relevada alusiva ao martírio de Cristo. Os retábulos colaterais são, também, dignos de nota, no que concerne aos remates em fragmentos de frontão invertidos. O arco triunfal apresenta pinturas murais rococó, dando acesso à capela-mor, com cobertura em caixotões ornados por florões, tendo cadeiral de ambos os lados de talha em branco e decoração neoclássica, destacando-se o retábulo-mor do estilo nacional, contendo tribuna de pequenas dimensões, encerrando enorme trono, fazendo evidenciar esta estrutura.
Número IPA Antigo: PT021803040012
 
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Registo

 
Edifício e estrutura  Edifício  Religioso  Templo  Igreja paroquial  

Descrição

Planta longitudinal composta por nave, capela-mor mais estreita, com sacristia e torre sineira adossadas ao lado esquerdo, de volumes articulados, disposição horizontalista das massas e coberturas diferenciadas, com capela-mor mais baixa, em telhados de duas águas na igreja e de três na sacristia. Fachadas em alvenaria e cantaria de granito aparente, percorridas por embasamento em cantaria de granito, flanqueadas por cunhais apilastrados, firmados por cunhais, e rematadas em friso e cornija. Fachada principal virada a O., em cantaria de granito, com corpo central, encimado por frontão triangular rasgado por óculo oval, tendo cruz latina no acrotério e urnas nos vértices laterais; o corpo central divide-se em dois registos, através de friso, e apresenta-se tripartido, delimitado por duas ordens de pilastras; é rasgado por portal em arco de volta perfeita, encimado por friso e cornija muito saliente, flanqueado por duas janelas, também de volta perfeita, enquadradas por moldura de cantaria rectilínea, rematada em cornija e prolongando-se, inferiormente, formando dois falsos brincos; no registo superior, surgem três janelas rectangulares, com molduras semelhantes às anteriores, a central sobrepujada por frontão semicircular. Lateralmente e mais recuados, desenvolvem-se dois corpos semelhantes, com dois registos definidos por friso e por filete em cantaria que cria uma moldura rectilínea a enquadrar os dois vãos rectilíneos sobrepostos, correspondentes a janela rectangular, com moldura semelhante às anteriormente referidas e largo friso e cornija, e por janela de sacada, assente em duas mísulas de cantaria, com guarda metálica vazada, sendo o vão rematado por friso, cornija e falso fecho. O corpo do lado esquerdo é encimado por dois registos, correspondentes à sineira, em alvenaria de granito, divididos por cornija, o inferior cego, apresentando relógio circular, e o superior rasgado por quatro ventanas de volta perfeita, assentes em impostas salientes e pedra de fecho saliente; é encimada por friso, cornija, com fogaréus nos ângulos e cobertura em coruchéu bulboso, encimado por urna. Fachada lateral esquerda virada a N., rasgada por três janelões rectangulares, em capialço e com moldura saliente, por uma quarta janela jacente e por porta travessa de verga recta e moldura simples. É marcada pelo corpo adossado da sacristia e outras dependências (Casa da Fábrica e Casa do Despacho), de dois panos definidos por pilastra, o da esquerda com janela em arco abatido e moldura simples, e o da direita, com dois pisos de vãos, o inferior com frestas em capialço e o superior com duas janelas em arco abatido, rematadas por cornija contracurvada, de inspiração borromínica, uma delas de peitoril e com avental e outra de sacada, assente em ampla mísula de cantaria e guarda metálica; a face E. do corpo possui porta de verga recta e dois registos de vãos rectilíneos e molduras simples, os superiores na forma de janelas de guilhotina. A capela-mor é rasgada por duas janelas longilíneas em capialço. Fachada lateral direita virada a S., com arcobotante que sustenta o arco triunfal, tendo, na nave, porta travessa de verga recta, três janelas rectilíneas, em capialço, e pequena janela jacente; na capela-mor, três janelas longilíneas, em capialço. Fachada posterior em empena cega, sendo visível a empena da nave, encimada por cruz papal, rasgada por janela rectangular. INTERIOR rebocado e pintado de branco, com a nave dividida em seis tramos, marcados por pilastras toscanas, que se prolongam em arcos de volta perfeita, que seccionam a cobertura em abóbada de berço, com pavimento em lajeado de granito. O primeiro tramo é composto por três arcos de volta perfeita, assentes em pilastras e pilares, que sustentam o coro-alto com guarda vazada e acesso por portas laterais de verga recta. No coro, grande órgão com caixa em talha pintada de branco. No sub-coro, surgem duas portas de acesso à torre e ao corpo anexo, dois confessionário de madeira e, ao centro, o guarda-vento do mesmo material que portege o portal axial. Confrontantes, surgem dois vãos de volta perfeita, o do Evangelho de acesso ao baptistério, protegido por grade metálica e, no lado oposto, à pequena capela de arco abatido policroma, dedicada a Nossa Senhora das Dores; também confrontantes, as portas travessas, a do Evangelho protegida por guarda-vento de vidro, e a oposta entaipada, mostrando a pia de água benta embutida. Estes vãos são ladeados pelos púlpitos, quadrangulares e assentes em bacias de cantaria, com guarda plena de talha dourada e acesso por porta de verga recta, sobrepujada por sanefa, também de talha, ornada por lambrequins. Confrontantes, surgem quatro capelas retabulares laterais, de talha policroma e dourada, as do Evangelho dedicadas a Santo António e às Almas, sendo as opostas dedicadas a Nossa Senhora de Fátima e ao Senhor dos Passos. Arco triunfal de volta perfeita, policromo, apresentando cartelas assimétricas e concheados, encimado por janelão rectangular e flanqueado por retábulos colaterais de talha dourada, dedicados ao Sagrado Coração de Jesus e a Nossa Senhora do Rosário; em frente ao arco, a mesa de altar, elevada por três degraus. Capela-mor com pavimento em soalho, cobertura em falsa abóbada de berço, decorada com 49 caixotões de madeira dourada, com as paredes apresentando azulejo de padrão policromo, formando silhar, surgindo, entre as fenestrações, telas pintadas com molduras de talha dourada. Possui cadeiral de duas filas de nove cadeiras, dispostas simetricamente, com espaldares de talha em branco, divididos por quarteirões, encimado por cornija e elementos fitomórficos vazados. Sobre supedâneo de três degraus em cantaria de granito, o retábulo-mor em talha dourada e policroma, de planta recta e três eixos definidos por quatro colunas torsas, ornadas por pâmpanos e assentes em consolas, e por quatro pilastras com os fustes decorados por acantos, assentes em plintos paralelepipédicos com as faces ostentando elemento fitomórfico, que se prolongam em quatro arquivoltas unidas no sentido do raio, formando o ático; ao centro, tribuna em arco de volta perfeita contendo trono expositivo de seis degraus, na base da qual surge sacrário embutido; os eixos laterais possuem apainelado rectilíneos com molduras de acantos e mísulas, na base dos quais surgem as portas de acesso à tribuna; altar paralelepipédico com o frontal pintado a formar pano quadripartido e sanefa. Na nave, no lado do Evangelho, porta de acesso à sacristia, com tecto de madeira polícroma em perspectiva a partir de tarja central, decorada com as chaves de São Pedro, retábulo de talha dourada e policroma e lavabo de granito, com moldura concheada e dois mascarões; acede a corredor de reduzidas dimensões, fenestrado para o exterior, com correspondência para o interior da igreja, que percorre paralelamente toda a nave até ao coro-alto.

Acessos

Praça das Forças Armadas

Protecção

Categoria: IIP - Imóvel de Interesse Público, Decreto n.º 45/93, DR, 1.ª série-B, n.º 280 de 30 novembro 1993

Enquadramento

Urbano, isolado, implantado no cimo de monte, reodeado por adro, via pública e algumas casas de habitação. O adro encontra-se ajardinado, com árvores de grande porte, tendo, no lado esquerdo, muro em cantaria de granito a separá-lo da via pública. À fachada lateral esquerda adossa-se um passo da Via Sacra, composto por nicho rectangular, possuindo registo de azulejo monocromo, azul sobre fundo branco, flanqueado por pilastras e encimado por friso e frontão interrompido por cruz latina. Junto à fachada principal, cruzeiro.

Descrição Complementar

Sobre a porta travessa, surge a seguinte inscrição: "ACABARÃO AS OBRAS DESTA IGREIA NO ANNO DE 1735". Na oposta, a inscrição: "Esta igreja mandou fazer a sua custa o Revº Abade della João de Moura de Andrade: custou sincoenta mil cruzados. Pela sua alma P.N.A.M.". Retábulo de Santo António de talha dourada e pintada de branco, de planta côncava e um eixo definido por duas colunas salomónicas assentes em conolas e pequenos plintos paralelepipédicos e duas pilastras com os fustes ornados por acantos, assentes nos plintos referidos anteriormente; ao centro, nicho em arco de volta perfeita com o fundo pintado de azul e contendo plinto, assente em estrutura de talha decorada com concheados e acantos; remate em frontão interrompido, onde surgem dois anjos de vulto, que ladeiram duas pilastras a centrar resplendor e folhas de palma; é sobrepujado por sanefa decorada por elementos fitomórficos, fragmentos de cornija, e lambrequins, tendo altar paralelepipédico decorado com três cartelas simétricas. O altar das Almas é de talha dourada, de planta côncava e um eixo definido por quatro colunas salomónicas, assentes em grupos de consolas que se apoiam em pequeno plinto paralelepipédico; ao centro, tribuna de perfil curvo, com a boca rendilhada, encontrando-se preenchida por painel com São Miguel a salvar as Almas do Purgatório, com a ajuda de Anjos e Santos, como São Bernardo e São Francisco; é ladeada, no espaço entre a boca da tribuna e as colunas e no intercolúnio, por mísulas com imaginária, protegidas por baldaquinos, as exteriores com pequenos anjos de vulto; remate em fragmentos de frontão, anjos de vulto e espaldar rectilíneo, profusamente ornado por "putti", acantos e cartela central, sobrepujado por sanefa com lambrequins e anjos ostentando os atributos da paixão de Cristo; o banco está decorado por encanastrados, querubins e cartela central com caveira e duas tíbias cruzadas, possuindo altar paralelepipédico, decorado com elementos relevados. Retábulo de Nossa Senhora de Fátima é de talha pintada de branco e dourada, de planta recta e um eixo definido por duas colunas de fuste liso e anel a marcar o terço inferior, capitéis coríntios, assentes em consolas, tendo plinto no centro; remate em espaldar projectado para o exterior, flanqueado por quarteirões; altar em forma de urna. Retábulo do Senhor dos Passos de talha dourada, planta recta e três eixos definidos por quatro colunas salomónicas assentes em consolas com anjos atlantes encarnados, sustentadas por plintos paralelepipédicos almofadados e ornados por elementos fitomórficos, esquema que se repete em todo o sotobanco; no eixo central, nicho trilobado, ladeado por duas pilastras com decoração fitomórfica, comportando amplo plinto ostentando acantos, encimado por baldaquino com lambrequins; nos eixos laterais, painéis relevados ostentando, no Evangelho, uma cana, e na Epístola um cálice, envolvidos por moldura contracurvada; remate em friso de querubins e cornija nos eixos laterais, que sustentam fragmentos de frontão, encimados por anjos encarnados e estofados, criando falso frontão com acantos e cartela, ostentando as cinco chagas de Cristo; surge sobrepujado por sanefa de lambrequins e possui altar paralelepipédico com frontal tripartido e decorado com relevos pouco salientes, e sanefa. Os retábulos colaterais são semelhantes, de talha dourada, planta recta e três eixos definidos por quatro colunas torsas, sustentadas por consolas com anjos, surgindo, ao centro, nicho com plinto e dossel de lambrequins; nos eixos laterais, mísulas e baldaquinos com cortinas fingidas a abrir em boca de cena; remate em fragmentos de frontão invertidos, flanqueados por quarteirões com anjos e encimados por frontão interrompido, anjos e enormes resplendores; altares paralelepipédicos. Órgão com caixa de talha pintada de branco e elementos dourados, de planta trapezoidal, com três castelos, o central mais alto e muito largo, formando os laterais as ilhargas, estas com gelosias rendilhadas de elementos vegetalistas; consola em janela, ladeada pelos botões dos registos; remate em cornija e pequenos anjos que ladeiam um escudo na zona central.

Utilização Inicial

Religiosa: igreja paroquial

Utilização Actual

Religiosa: igreja paroquial

Propriedade

Privada: Igreja Católica (Diocese de Lamego)

Afectação

Sem afectação

Época Construção

Séc. 18 / 19

Arquitecto / Construtor / Autor

DESENHADOR: Calheiros (1805). ENTALHADOR: João Correia Monteiro (1705-60), Timóteo Correia Monteiro (1776). ORGANEIRO: António Joaquim Cardoso (1864-65). PEDREIROS: José Gonçalves Pegas (1759-60), José da Silva e Manuel Domingos (1866) *1.

Cronologia

Época medieval - fundação da Igreja, dedicada a São Pedro *2; 1574 - a igreja pertence ao padroado real e integra o território da Diocese de Lamego; 1659, 2 Março - instituição da Irmandade das Almas, no altar de São Nicolau Tolentino, por instigação do reverendo Sebastião Rodrigues de Amaral, com despacho favorável do deão de Lamego; 1685 / 1735 - reconstrução da capela-mor, da nave, da sacristia, da talha em estilo nacional (retábulo da capela-mor, com exclusão do sacrário e do trono), por acção do reverendo João de Moura de Andrade, por 50 mil cruzados, conforme inscrição; 1705 - construção dos retábulos colaterais por João Correia Monteiro; 1735 - a Irmandade das Almas tinha um rendimento de 8.400$000, 12 capelães ao coro e 6 para a missa; 1759 - construção Casa da Fábrica e do Despacho (na sacristia), por José Gonçalves Pegas; 9 Setembro - contrato entre José Gnçalves Pegas e a Irmandada do Santíssimo Sacramento, para a execução de uma abóbada em estuque, com os arcos de tijolo sobre os arcos de pedraria, cal para a Casa do Despacho; 1760 - apontamentos para a abóbada da igreja por João Correia Monteiro e José Gonçalves Pegas; 1776, 19 Março - contrato com Timóteo Correia Monteiro, morador em Vila Meã, para a feitura das cadeiras do coro, grades e estante da igreja, por 330$000; 1793 - feitura do cadeiral da capela-mor pela Irmandade das Almas, pela quantia de 200$000; séc. 19 - execução do altar de Jesus, actual Nossa Senhora de Fátima, por D. Francisco Teixeira Rebelo Brave de Aguilar, em substituição de um outro mais pequeno, existente no local; 1805 - desenho do alçado do frontespício, torres e corte do coro-alto, assinado por Calheiros (?); 1807 / 1823 - obras da igreja e torre, por 2.093$337; 1824 - compra do relógio da torre; 1851 - encomenda do órgão pela Comissão Administrativa da Irmandade das Almas, que custou 1.933$085, entrando a Fábrica da Igreja com 100$000; foi executado por António Joaquim Cardoso 1857 - montagem do órgão; 1859 - instituição da Santa Casa da Misericórdia de Castro Daire; 1861, 30 Novembro - a Irmandade das Almas converte-se na Irmandade da Misericórdia, que herda os bens da anterior, por ordem do rei D. Luís, o qual autoriza o respectivo compromisso; 1864 - data em que terminaram as obras na igreja; 1864 / 1865 - conserto e limpeza do órgão por António Joaquim Cardoso, pela quantia de $200; 1866 - movimentação pública para se concluirem as obras da fachada, dirigidas por José da Silva e Manuel Domingos; 1866 / 1867 - conserto e limpeza do órgão; 1867 - reínicio dos trabalhos, que brevemente foram interrompidos.

Dados Técnicos

Paredes autoportantes de alvenaria de pedra argamassada travada nos cunhais e friso por alvenaria em silhares; estrutura de coberturas em asnas e barrotes, vigas e ripado de madeira.

Materiais

Estrutura em alvenaria de granito com argamassa e interiormente rebocada; fachada principal, pilastras, pilares, frisos, cornijas, cruzes, modinaturas, pavimento, pia baptismal em cantaria de granito; portas, retábulos, guarda do púlpito, coberturas, caixilhos e guarda-vento em madeira; coberturas exteriores em telha; caixilhos das janelas da igreja em metal, com vidro simples; capela-mor com azulejo; pintura sobre tela na capela-mor e retábulo lateral.

Bibliografia

CARVALHO, Abílio Pereira de, Misericórdia de Castro Daire - subsídio para a sua história, Viseu, 1990; VALENÇA, Manuel, A Arte Organística em Portugal, vol. II, Braga, 1990; COSTA, M. Gonçalves da, História do Bispado e Cidade de Lamego, Lamego, 1992; ALVES, Alexandre, Artistas e Artífices nas Dioceses de Lamego e Viseu, vol. II, Viseu, 2001; CORREIA, Alberto, ALVES, Alexandre, VAZ, João Inês, Castro Daire, Castro Daire, 1995; Monumentos, n.º 18, Lisboa, Março 2003; SERRÃO, Joaquim Veríssimo - Livro das Igrejas e Capelas do Padroado dos Reis de Portugal - 1574. Paris: Fundação Calouste Gulbenkian Centro Cultural Português, 1971.

Documentação Gráfica

IHRU: DGEMN/DREMC

Documentação Fotográfica

IHRU: DGEMN/DSID

Documentação Administrativa

IHRU: DGEMN/DSID

Intervenção Realizada

1995 - restauro do órgão por António Simões; Proprietário: 1986 / 1987 / 1988 / 1989 - alteração do espaço litúrgico, reparação de caixilharias, recuperação interior dos anexos, renovação do mobiliário e tratamento dos altares; DGEMN: 2002 / 2003 - conclusão da substituição das coberturas exteriores, de telha marselha e lusa por telha de canudo, com a substituição do forro; aplicação de algerozes, tubos, caixas e revestimentos de protecção em cobre; CMCD: 2002 / 2003 - ampliação do cemitério; 2003 / 2004 - arranjo do exterior; DGEMN: 2004 - substituição dos dois pára-raios por um único, mais eficaz, na torre sineira; 2005 - correcção e fornecimento de caleiras e tubos de queda nas coberturas.

Observações

*1 - Manuel Domingos foi o arquitecto responsável pela obra do Santuário dos Remédios, em Lamego (v. PT011805210019). *2 - segundo a tradição, D. Dinis terá autorizado, quando passou pelo local, a construção do edifício com pedra proveniente do castelo.

Autor e Data

João Carvalho 1998

Actualização

Maria Fernandes 2006
 
 
 
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