Necrópole Medieval
| IPA.00024355 |
| Portugal, Viseu, Penalva do Castelo, Esmolfe |
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| Necrópole medieval, com as sepulturas espalhadas por três núcleos, escavadas em xisto ou granito, seguindo duas tipologias, ovais ou antropomórficas. Algumas são de talhe tosco e outras de talhe mais perfeito. Estão associadas a um provável lagar de vinho. Alminhas desactivadas, que reaproveitam uma antiga ara romana, anepígrafa, com a base e zona superior salientes, seccionadas por cordão, criando um elemento decorativo, construídas no séc. 17, assentes em plinto paralelepipédico, sobre a qual surge a estrutura do nicho, em arco de volta perfeita, rematado por elemento de cantaria saliente e cruz latina. |
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| Número IPA Antigo: PT021811030105 |
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| Registo visualizado 905 vezes desde 27 Julho de 2011 |
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Conjunto arquitetónico Estrutura Funerário Necrópole
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Descrição
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| ALMINHAS reaproveitam uma ara romana anepígrafa, assentes sobre plataforma de um degrau, onde repousa um plinto paralelepipédico com base saliente e a ara. Esta é constituída por base seccionada por cordão e garganta reversa, que sustenta o cipó paralelepipédico, rasgado por um nicho em arco de volta perfeita, apresentando vestígios de policromia, rematado por elemento ornado por cordão, filete e meia cana; a estrutura é rematada por uma cruz. A NECRÓPOLE é constituída por três núcleos: o de Eirinhas, Capela e São Martinho. O primeiro compõe-se por uma sepultura isolada, escavada num afloramento granítico, de forma ovalada e talhe regular, surgindo, sob um carvalho duas sepulturas antropomórficas, escavadas na rocha e associadas a uma terceira estrutura, rectangular e circular, a primeira resultante de uma escavação pouco cuidada no local, cortando uma sepultura antropomórfica a pico. O segundo núcleo, de Capela, apresenta três sepulturas isoladas, de forma antropomórfica, escavadas na rocha, com talhe perfeito. O terceiro núcleo, de São Martinho, tem três sepulturas isoladas, escavadas em afloramento de xisto, duas de forma antropomórfica e outra ovalada, dispostas à volta de uma estrutura quadrada interpretada como estando relacionada com um lagar de produção de vinho. |
Acessos
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| Ao Km 2,5 da EM 570, toma-se o caminho de acesso ao Campo de Santo Ildefonso, onde se vira à esquerda; passado o Cruzeiro (v. PT021811030065), as Alminhas encontram-se a 250m, sendo o acesso à necrópole a partir do caminho que se inicia na face posterior das Alminhas |
Protecção
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Enquadramento
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| Rural, isolado, implantado num outeiro, rodeado de uma mancha florestal, maioritariamente de carvalhos e pinheiros, em zona de vários afloramentos de granito e xisto. |
Descrição Complementar
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Utilização Inicial
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| Funerária: necrópole |
Utilização Actual
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| Cultural e recreativa: marco histórico-cultural |
Propriedade
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| Privada: Igreja Católica / Pública: municipal |
Afectação
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| Sem afetação |
Época Construção
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| Época medieval / Séc. 17 / 18 (conjectural) |
Arquitecto / Construtor / Autor
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| Desconhecido. |
Cronologia
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| Época Romana - aparecimento da ara; Época medieval - utilização do espaço como necrópole; séc. 17 - 18 - provável feitura das Alminhas, integrando a ara; 1911 - intervenção arqueológica na necrópole de Eirinhas, realizada por José António Domingos dos Santos, do Museu Antropológico de Coimbra, em que foram cortadas duas sepulturas, uma de granito e outra de xisto, transportadas para o Museu *1; 1997, 17 junho - inventariado e com proposta de regualmentação municipal de proteção no PDM de Penalva do Castelo, DR n.º 137; 1999 - feitura de proposta de classificação da necrópole. |
Dados Técnicos
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| Estrutura autónoma |
Materiais
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| Estruturas em cantaria de granito ou xisto; cruz das alminhas em ferro. |
Bibliografia
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| VAZ, João Luís da Inês, A Civitas de Viseu: Espaço e Sociedade, Coimbra, 1997, pp. 74-75; MONTEIRO, Paulo Celso Fernandes, Recuperação e Reabilitação das sepulturas antropomórficas de Esmolfe, in Boletim Penalva Hoje, N.º 3, Penalva do Castelo, 2000; CD Portugal Séc. XXI - Distrito de Viseu, CD 1, Matosinhos, 2001 |
Documentação Gráfica
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Documentação Fotográfica
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| IHRU: DGEMN/DSID |
Documentação Administrativa
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| Museu Nacional de Arqueologia: Arq. JLV (CoR 664/4335) |
Intervenção Realizada
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| CMPC: 2000 - limpeza e valorização dos núcleos, da responsabilidade da empresa ARQUEOHOJE, Lda, ao abrigo do programa LEADER II. |
Observações
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| *1 - uma ainda se conserva no pátio do Museu. |
Autor e Data
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| Pedro Nóbrega 2006 |
Actualização
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