Pelourinho de Colares

IPA.00002430
Portugal, Lisboa, Sintra, Colares
 
Arquitectura político-administrativa e judicial, manuelina. Pelourinho de pinha cónica, com soco octogonal de dois degraus, de fuste torso com faixas vegetalistas, decorado com rosetas, e anel central, encimado por capitel simples e remate em pináculo cónico. É do mesmo tipo dos pelourinhos de Silves, Elvas, Alverca do Ribatejo (v. PT031114020003), Azambuja (v. PT031103040001) e Vila Franca de Xira (v. PT031114090001), e remate cónico sobre cogulhos de acanto. Pelourinho bastante elaborado e decorado, com o fuste ostentando rosetas, destacando-se o remate em pirâmide cónica, igualmente torsa.
Número IPA Antigo: PT031111050010
 
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Registo

 
Edifício e estrutura  Estrutura  Judicial  Pelourinho  Jurisdição régia  Tipo pinha

Descrição

Estrutura em cantaria de granito, composta por soco de três degraus octogonais, escalonados, de focinho boleado saliente, onde assenta base prismática, estrelar, com anéis, encimada por escócia côncava. Fuste cilíndrico helicoidal com estrias espiraladas intercaladas por séries de rosetas, seccionado a meia-altura por nó de anéis salientes. Capitel octogonal sem decoração, com moldura inferior encordoada, encimado por quatro cogulhos de folhas de acanto terminando em pirâmide cónica espiralada.

Acessos

Largo da Escola Primária. WGS84 (graus decimais) lat.: 38,799233, long.: -9,448634

Protecção

Categoria: MN - Monumento Nacional, Decreto de 16-06-1910, DG, 1.ª série, n.º 136 de 23 junho 1910 / Incluído na Área Protegida de Sintra - Cascais (v. PT031111050264)

Enquadramento

Urbano. Implanta-se, isolado, num largo empedrado, ligeiramente inclinado e envolvido por casario antigo e algumas árvores de grande porte.

Descrição Complementar

Utilização Inicial

Judicial: pelourinho

Utilização Actual

Cultural e recreativa: marco histórico-cultural

Propriedade

Pública: estatal

Afectação

Autarquia local, Artº 3º, Dec. 23 122, 11 Outubro 1933

Época Construção

Séc. 16

Arquitecto / Construtor / Autor

Desconhecido.

Cronologia

1255 - concessão de foral à vila por D. Afonso III; 1385 - D. João I doou a vila a D. Nuno Álvares Pereira e seus descendentes, passando à posse da Coroa no séc. 16; 1516, 10 Novembro - doação de foral por D. Manuel à vila de Colares, o qual, possivelmente, esteve na origem da construção do Pelourinho; 1712 - integra a Comarca de Torres Vedras; tem 356 vizinhos, 2 juízes ordinários, 3 vereadores, procurador do concelho, escrivão da câmara, juiz dos órfãos com o seu respectivo escrivão, 2 tabeliães; 1758, 05 Abril - nas Memórias Paroquiais, assinadas pelo pároco Roberto António de Sousa, é referido que a povoação, com 400 vizinhos, é do rei e pertence à Comarca de Torres Vedras; tem juiz ordinário e Câmara; 1951 - o pelourinho ameaçava ruir devido ao seu mau estado, em virtude da oxidação dos chumbadores de ferro causarem fendas nas peças de cantaria.

Dados Técnicos

Sistema estrutural autónomo.

Materiais

Estrutura em cantaria de granito; gatos em chumbo e latão.

Bibliografia

CHAVES, Luis, Os Pelourinhos Portugueses, Lisboa, 1930; COSTA, António Carvalho da (Padre), Corografia Portugueza…, vol. III, Lisboa, Officina Real Deslandesiana, 1712; DGEMN, Pelourinhos do Distrito de Lisboa, Boletim nº 123, Lisboa, 1966; Escola Profissional de Recuperação do Património de Sintra, Relatório de intervenção no pelourinho (por Cristina M. Oliveira Coelho), Cacém, 1997; MALAFAIA, E.B. de Ataíde, Pelourinhos Portugueses - tentâmen de inventário geral, Lisboa, Imprensa Nacional - Casa da Moeda, 1997.

Documentação Gráfica

IHRU: DGEMN/DSID; Escola Profissional de Recuperação do Património de Sintra

Documentação Fotográfica

IHRU: DGEMN/DSID; Escola Profissional de Recuperação do Património de Sintra

Documentação Administrativa

IHRU: DGEMN/DSID; Escola Profissional de Recuperação do Património de Sintra; DGARQ/TT: Memórias Paroquiais (vol. 11, n.º 352, fl. 2419-2428)

Intervenção Realizada

DGEMN: 1952 - reparações e conserto geral, apeando todas as peças de cantaria para substituir os chumbadores de ferro por outros de latão atacados com chumbo, e conserto das peças de cantaria da base; EPRP (Escola Profissional de Recuperação do Património de Sintra): 1997 - intervenção no Pelourinho, com limpeza a seco, conservação do espigão e recolocação, abertura das juntas, remoção da gaiola, remoção de argamassas e cimentos, limpeza dos degraus, preenchimento das juntas e colocação dos elementos retirados para tratamento.

Observações

Autor e Data

Paula Noé 1990 / Lina Marques 2001

Actualização

 
 
 
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