Convento de Nossa Senhora do Carmo / Igreja Paroquial de Nossa Senhora do Carmo

IPA.00024268
Angola, Luanda, Luanda, Luanda
 
Convento de Carmelitas Descalços com igreja de planta composta por nave e capela-mor quadrangular, mais baixa e estreita, interiormente com iluminação axial e bilateral e coberturas de madeira, e zona regral desenvolvida à direita. A igreja possui a fachada principal definida por pilastras e terminada por frontão triangular interrompido com o brasão da Ordem no tímpano, sendo rasgada por portal de verga reta, com frontão triangular interrompido, encimado por nicho, rematado em aletas, entre duas janelas. As molduras dos vãos em eixo são decoradas por elementos geométricos, maneiristas. No interior possui coro-alto de cantaria, azulejos de albarradas formando silhar e a parede testeira da nave, revestida a painéis do séc. 17 / 18, alusivos à Ordem do Carmo e ao profeta Elias. Lateralmente possui confessionários embutidos, dois púlpitos maneiristas confrontantes, com guarda em balaustrada de pau-santo, acedidos por porta, capela lateral profunda no lado do Evangelho e capelas colaterais com retábulos em barroco nacional, de provável feitura local, de planta reta e um eixo, encimados por janelas. O teto da nave surge pintado com elementos vegetalistas e representações alusivas à Ordem, possivelmente da segunda metade do séc. 17. A capela-mor está também revestida a painéis de azulejos alusivos à Ordem, e o retábulo-mor tem estrutura semelhante aos colaterais, ainda que tenha a tribuna sobre dois nichos e sacrário. A zona regral é constituída por corpos volumetricamente distintos e alguns mais recentes, dispostos à volta do claustro, cada ala com arcadas em arco de volta perfeita sobre pilares, a disposta a S. de dois pisos. Constitui o monumento de arquitetura religiosa mais importante de Angola, devido à qualidade da estrutura e ao recheio que ainda conserva.
Número IPA Antigo: AO911103000003
 
Registo visualizado 1717 vezes desde 27 Julho de 2011
 
   
   

Registo

 
Edifício e estrutura  Edifício  Religioso  Convento / Mosteiro  Convento masculino  Ordem dos Irmãos Descalços de Nossa Senhora do Monte do Carmo - Carmelitas Descalços

Descrição

Convento formado por igreja e zona regral implantada no lado direito, com volumes escalonados e coberturas diferenciadas em telhados de duas águas na igreja, de quatro nos vários corpos do convento e de uma na ala E. do claustro, rematadas em beirada simples. Fachadas rebocadas e pintadas de rosa, a frontaria, virada a S., com soco de cantaria. A IGREJA é de planta retangular composta de uma nave e capela-mor quadrangular, mais baixa e estreita, tendo à esquerda capela profunda. Fachada principal com pilastras nos cunhais, coroadas por pináculos piramidais com bola, sobre plintos, e terminada em frontão triangular interrompido por cruz latina, sobre acrotério, possuindo no tímpano as armas da Ordem. É rasgada por portal de verga reta, com moldura decorada por motivos geométricos relevados, encimado por friso e frontão triangular interrompido por bola e lápide com cruz; lateralmente possui pináculos relevados. Sobre o portal surge nicho, em arco de volta perfeita sobre pilastras, igualmente decorado com motivos geométricos relevados, com chave saliente e rematada por cornija reta sobreposta por volutas ladeando cruz latina, de interior concheado e albergando a imagem de Nossa Senhora sobre plinto, assente em cornija reta. Ladeiam o nicho dois vãos retilíneos. As pilastras dos cunhais são sobrepostas por brasão. INTERIOR com as paredes rebocadas e pintadas de branco, a nave com painéis de azulejos azuis e brancos de albarradas formando silhar. Coro-alto de cantaria com guarda em balaustrada. No sub-coro possui teto pintado com Transito de Santa Teresa de Jesus em cartela, envolvida por motivos vegetalistas, anjos e querubins. Lateralmente possui dois púlpitos confrontantes, com bacia retangular de cantaria, assentes em consolas, com guarda em balaustrada de pau-santo, acedidos por portas de verga reta, com molduras percorridas por frisos, e encimados por baldaquinos de madeira. No lado do Evangelho existe no topo da nave capela lateral profunda, com arco de volta perfeita sobre pilastras, encimada por cartela. No lado da Epístola abrem-se vários vãos de verga reta, alguns correspondendo a confessionários embutidos. Arco triunfal de volta perfeita, com coroa aberta no fecho, sobre pilastras, ladeado por duas capelas colaterais, igualmente com arcos, de volta perfeita e chave relevada, sobre pilastras, albergando retábulos de talha pintada, de planta reta e um eixo, dedicados ao Sagrado Coração de Jesus e a Santo António. Superiormente, abrem-se dois vãos quadrangulares moldurados. A parede testeira da nave é revestida a azulejos azuis e branco de representação figurativa. Cobertura de madeira, em masseira, pintada com motivos vegetalistas, volutados, concheados, festões e anjos enquadrando amplas cartelas com representações alusivas ao orago, assente em cornija pintada com flores. Capela-mor com as paredes revestidas a painéis de azulejos, azuis e brancos, com representações figurativas alusivas ao orago, abrindo-se lateralmente porta de verga reta de acesso às dependências e janela. A cobertura é em falsa abóbada de berço, pintada com motivos fitomórficos e ampla cartela central. Retábulo-mor de talha dourada, de planta reta e um eixo, definido por quatro colunas torsas, assentes em mísulas e de capitéis coríntios, que se prolongam no remate em duas arquivoltas, unidas por aduelas no sentido do raio e possuindo no fecho escudo da Ordem. Ao centro possui dois registos, tendo no primeiro dois nichos em arco de volta perfeita sobre pilastras, interiormente pintado com flores e albergando imaginária, e ao centro sacrário dourado; no segundo registo tem tribuna, com boca ornada por drapeados a abrir em boca de cena, interiormente albergando imagem do orago. Altar-mor tipo urna, com frontal decorado por motivos fitomórficos. CONVENTO: edifício retangular composto por vários corpos de diferentes volumetrias, desenvolvidos à volta do claustro, com a ala S., paralela à igreja, de dois pisos e as restantes de um só piso. Fachada principal com corpo de dois pisos, cada um deles rasgado por duas janelas de peitoril retilíneas e de molduras simples. Segue-se portal em arco e remate recortado, integrando brasão com as armas de Portugal, coroado por cruz latina e dois pináculos piramidais laterais. A partir deste desenvolve-se corredor de acesso ao claustro, com alas de arcos de volta perfeita, sobre pilares, interiormente com pavimentos cerâmicos e tetos de madeira, em masseira, com travejamento aparente, assente em mísulas, à exceção do primeiro piso da ala S., que é em falsa abóbada de berço. A ligação entre as alas é feita por arco abatido. A ala S. possui os dois pisos com arcos de volta perfeita, sobre pilares, os do segundo piso com guarda em balaustrada plana de madeira. Sobre a cobertura da capela-mor, surge campanário, definido por pilares coroados por pináculos piramidais assente em plintos paralelepipédicos, e rematado em espaldar volutado coroado por cruz; possui três vãos em arco de volta perfeita, albergando sinos.

Acessos

Luanda; Largo Irene Cohen (Rua da Tipografia Mamã Titã); Avenida de Portugal

Protecção

Classificado como Monumento Nacional, Estado Português, Portaria n.º 2517, Boletim Oficial n.º 29 de 18 julho 1945

Enquadramento

Urbano, adossado, inserido num quarteirão com outras construções, pontuados de árvores, e formando frente de rua. Posteriormente tem adossado outros edifícios. Nas imediações, a NE., ergue-se o antigo Edifício dos Paços de Concelho de Luanda / Edifício do Governo Provincial de Luanda (v. IPA.00034668).

Descrição Complementar

Os retábulos colaterais, em talha pintada, possuem estrutura semelhante, de planta reta e um eixo, definido por quatro colunas torsas, assentes em mísulas e de capitéis coríntios, que se prolongam no remate da estrutura, em duas arquivoltas semelhantes, unidas por aduelas no sentido do raio. Ao centro abre-se nicho em arco de volta perfeita sobre pilastras, albergando imaginária. No tímpano do remate existe Coração inflamado (Evangelho) e elemento fitomórfico (Epístola) relevado. Altar tipo urna decorado com cartela e motivo vegetalista. Os painéis de azulejos da parede testeira da nave representam a Proteção da Virgem à Ordem do Carmo, ladeado por anjos e festões, o Sonho do Profeta Elias, quando fugia e o Anjo lhe dá pão (Evangelho) e Elias sendo arrebatado para o céu num carro de fogo (Epístola). Junto do arco triunfal, existe a lápide sepulcral brasonada, em mármore, do bispo da diocese D. Frei António do Espírito Santo, carmelita descalço; o brasão é partido, tendo no I o escudo carmelita e no II a representação de uma capela com duas estrelas ao alto. Nesta sepultura encontra-se ainda sepultado o bispo Frei Francisco de Santo Tomás. Na capela-mor os painéis de azulejos figuram a glorificação dos Carmelitas Santa Teresa e São João da Cruz, o Socorro da Santa às almas do purgatório, a entrega da casula por Nossa Senhora a Santo Ildefonso, a do escapulário a São Simão Stock, geral dos Carmelitas. Na parede do arco triunfal virada à capela-mor figuram os Santos da Ordem Carmelita: Avertano, Brocardo, Angelo e André Tezulano. Na cobertura da nave são representados o êxtase místico de São João, a Transverberação de Santa Teresa de Jesus e o Triunfo de Elias sobre os imimigos da Virgem; na capela-mor é pintada Nossa Senhora do Carmo, sobre uma glória, envolvida por anjos e tendo inferiormente, inseridas em brasão, São Brocardo, fundador da Ordem, e Santa Teresa de Jesus, sua reformadora. Sobre uma porta lateral, existe uma tela a óleo, figurando a entrega das regras da Ordem Terceira por Francisco de Assis, tendo inferiormente, junto à moldura, a inscrição: "Carlos Antº. Leoni em Lisboa an. 1756 Pintr. da Camara do Sere.º Sr. Infante D. Manoel". No quadro surgem representados São Francisco, ao centro; de um lado, o papa Nicolau IV, que aprovou a regra dos Terceiros, Ugulino, Bispo de Óstia, mais tarde papa Gregório IX, revisor das Regras das suas três Ordens, São Carlos Borromeu, Cardeal protetor da Ordem de São Francisco, Santo Elizário, São Luís de França e São Fernando, rei de Castela; do outro lado, surge Santa Isabel, rainha de Portugal, Santa Margarida de Cortona, Santa Ângela Merícia e Santa Rosa de Viterbo. Na zona claustral, junto à porta de comunicação com a igreja, existe uma outra lápide inscrita e brasonada, mas muito delida, tendo por timbre, sobre o elmo, uma figura semelhante a um dragão. Sobre a porta da sacristia existe lápide com a inscrição: "ESTA SACRISTIA MANDOU FAZER À SUA CUSTA O SR. D. JOÃO DE LENCASTRE G.OR E CAPITÃO G.AL DESTE REINO - 1691". Na verga da antiga porta do convento, à entrada da sacristia, existe a inscrição "INTROIBO IN DOMUM TUAM". Numa das alas do claustro encontra-se exposto o brasão de madeira da Ordem Terceira de São Francisco, o qual é circundado pelo cordão franciscano e tem a inscrição: "supra montem catholicae fundatur tertius oro, exultet universae terrae"; na medalha pendente do centro, que se divide em dois, tem inscrito "Fides". O sino do lado esquerdo tem a inscrição "FACTVM AB ALEXANDRO FERREIRA A ROCHA BAHIAE". O sino central tem as seguintes inscrições: "JOSEPH. VIRUM. MARIAE. DE. QUA. NATVS. EST. IHS.", na zona superior, e "ESTE SINO.MANDOV. FVNDIR O. P. MINISTRO. FREI. VERÍSSIMO. DA ENCARCAÇAM. NO. ANO. DE 1732", na zona inferior; a meio tem, em baixo relevo, a imagem de São José. O sino da direita tem as inscrições: "VIDIGAL ME FEZ NA BAHIA NA ERA 1771", no lado direito, e "LUIZ RODRIGUES BELLAS LISBOA 1882", no lado esquerdo. Todos estes três sinos, bem como mais um que se encontra isolado, ao funo da galeria que se sobrepõe ao claustro, têm a inscrição relevada "VELHO. SINO. DO. CARMO. DE LUANDA. REFUNDIDO. EM 1945" e, numa cartela oval, "FUNDIÇÃO DE SINOS NOVA LUSITANIA - H. S. JERÓNIMO - ERMESINDE".

Utilização Inicial

Religiosa: convento masculino

Utilização Actual

Religiosa: igreja paroquial

Propriedade

Privada: Igreja Católica

Afectação

Época Construção

Séc. 17 / 18 / 20

Arquitecto / Construtor / Autor

FÁBRICA DE FUNDIÇÃO: Fundição de Sinos Nova Lusitânia (1945). PINTOR: António Leoni (1756).

Cronologia

1659, 28 setembro - por desejo de D. Luísa de Gusmão, regente e governadora do Reino (1656-1662), os membros da Ordem das Carmelitas chegam a Luanda, e hospedam-se durante três meses em algumas casas próximo do Convento Franciscano da Ordem Terceira de São José; dezembro - mudança dos religiosos para os arredores da cidade (hoje Ingombota), onde adquirem duas casas destinadas a servir de convento; 1660, janeiro - início da construção do convento e igreja nos arrabaldes das Ingombotas; 03 julho - provisão do Governador, mediante recomendação de D. Luísa de Gusmão, doando o material para construção do chão do convento; para a construção da cerca e a execução das obras conta-se ainda com as esmolas dos moradores e ajuda da Fazenda Real; acréscimo de um hospício à construção; 1661 - vinda de mais alguns religiosos; pouco depois iniciam o processo de missionação pelas terras de Cassanje, Matamba, Ambaca, Ilamba e Dembos; 1681 - faz-se grande festa para solenizar a canonização de São João da Cruz, carmelita reformador da Ordem, com Santa Teresa, "com muitos gastos dos mordomos e fiéis devotos"; 1689 - data inscrita no portal; conclusão da torre sineira; 1691 - construção da sacristia, com o apoio do governador D. João de Lancastre, conforme inscrição da lápide sobre a porta; aqui começa a funcionar a Irmandade de Nossa Senhora do Monte do Carmo, mesmo antes do término da obra; 1694 - o edifício está muito arruinado; séc. 17, 2ª metade - data provável da feitura dos tetos da igreja; séc. 17 / séc. 18 - colocação do revestimento azulejar no interior da igreja; 1732 - fundição de um dos sinos pelo padre frei Veríssimo da Encarnação; 1742 - data que existia inscrita junto ao painel pintado com o Transito de Santa Teresa de Jesus no teto do sub-coro; 1756 - pintura do painel com representação da entrega das regras da Ordem Terceira por São Francisco de Assis, pelo pintor António Leoni, em Lisboa; 1771 - fundição de sino, na Baía; 1795, 08 fevereiro - após a expulsão dos jesuítas, portaria do governador Manuel Almeida e Vasconcelos nomeia o carmelita Frei João de Monte Carmelo professor da aula régia primária da cidade, a funcionar no convento; séc. 19 - a capela lateral profunda do lado do Evangelho é dedicada ao Bom Jesus e posteriormente ao Santíssimo; 1828 - encontrando-se em ruínas, foi restaurada; 1832 - D. Miguel manda confiar o ensino público de Angola à Ordem dos Carmelitas Descalços de Luanda e que preparassem religiosos "capazes em virtude e literatura" para esta missão, o que não teve repercussão; 1834, 13 outubro - extinção das Ordens Religiosas leva ao abandono do Convento do Carmo; novembro - a igreja passa a filial da antiga Sé Catedral, a Igreja dos Remédios, tendo-se feito antes o inventário do convento; 1835, 17 maio - decreto, confirmado por lei de 5 de julho de 1836, concede a igreja à Ordem Terceira em troca da capela e consistório; 1837 - instalação da Ordem Terceira de São Francisco, que manda colocar no frontão da fachada principal um brasão da Ordem, em madeira, que trouxera do Convento de São José; o capelão privativo passa também a capelão da igreja do Carmo; dentro da cerca estabelece-se o Quartel da Companhia de Segurança Pública, reorganizada neste ano, e que fazia o policiamento da cidade; 1839 - as pratas do convento são transferidas para a Sé por ordem do bispo; o capelão é obrigado a celebrar aos domingos e dias santos, às 7:00 no verão e às 8:00 no inverno; 1842 - 1843 - durante o governo do oficial da marinha José Xavier Bressane Leite, a maior parte do convento é destruído, quando este governador tentar mudar a capital de Benguela para o porto de Lobito, considerando o edifício arruinado a fim de aproveitar a cantaria e madeiras para aquele empreendimento; 1856, 27 julho - Irmandade comemora com grande festividade e procissão a mercê régia; 1871, 17 janeiro - decreto concede a cerca do convento à Ordem Terceira; 14 dezembro - pela ata da sessão da Ordem Terceira, os dois altares laterais têm invocação de Santa Ana e São José; 1887 - 1897, entre - a igreja serve como Sé Catedral da Diocese de Angola / Congo, enquanto decorrem trabalhos de restauro na Catedral de Nossa Senhora dos Remédios; 1892, 01 junho - bispo Dias Ferreira ordena a suspensão do culto na igreja do Carmo devido ao perigo de desabar o teto e enquanto não se realizassem obras de reparação; assim, transfere-se a sede da paróquia dos Remédios para a Igreja do Corpo Santo; 1893, 22 março - licença para reabertura ao culto da igreja do Carmo, após a Ordem Terceira ter feito as obras necessárias, fazendo-se nessa data a mudança da sede da paróquia dos Remédios para a igreja do Carmo; 1894 - 1897 - a igreja serve de paroquial da freguesia dos Remédios, enquanto se procedia à reparação dessa igreja; 1901 - 1904 - reforma da divisão paroquial de Luanda promovida por D. António José Gomes Cardoso e executada pelo seu sucessor D. António Barbosa Leão; 1906, 20 dezembro - provisão canónica cria a paróquia de Nossa Senhora do Carmo, que se instala na igreja conventual, com a mesma invocação; a jurisdição paroquial abrange a área dos bairros onde principalmente se aglomera a população africana, desmembrada da paróquia dos Remédios e uma parte da Conceição; 1907, 01 janeiro - inauguração solene da paróquia na igreja; a Irmandade faculta a igreja, instalação para escola e residência paroquial e compromete-se a tomar os encargos de fabriqueira; a Irmandade contrai empréstimo para proceder a obras; abril - começa a funcionar a escola primária, regida pelo sacerdote coadjutor da paróquia; 1909 - anexa-se à escola masculina uma secção de ensina prático oficial, por iniciativa do vigário capitular e dos missionários do Carmo; Governador Paiva Couceiro manda fazer pequeno pavilhão adjunto, pelas Obras do Estado; 1929 - substituição da escola oficial pela escola missionária; 1931, 19 julho - durante a festa da padroeira, dá-se o desabamento do coro-alto, que tinha pintado painel com Transito de Santa Teresa e, voltada para a porta; posteriormente, procede-se à substituição do coro por um em cimento armado, executado pelas Obras Públicas; 1945 - refundição dos sinos da sineira, conservando-se as primitivas inscrições; 1946 - Comissão dos Monumentos Nacionais manda remover o brasão, em madeira, do frontão da fachada principal, e recolhê-lo no Museu de Angola; 1947 - o Gabinete de Urbanização Ultramarino, projeta e delineia um novo plano de urbanização da cidade de Luanda, que incluía o Convento de Santa Teresa, e o pequeno cemitério fronteiro, mudado para o Alto das Cruzes; 1951 - Comissão dos Monumentos Nacionais manda executar em pedra uma réplica do brasão removido da frontaria e colocá-lo no frontão; pesquisas então efetuadas descobrem emparedados os arcos de uma capela-mor e dois altares ou capelas laterais com vestígios de pinturas murais; posteriormente, o Museu de Angola restitui à Igreja do Carmo o brasão de madeira.

Dados Técnicos

Sistema estrutural de paredes portantes.

Materiais

Estrutura em alvenaria, rebocada e pintada; betão; pilastras, pináculos, cruz, molduras dos vãos em cantaria lavrada; silhar e revestimento de azulejos azuis e brancos; retábulos de talha; coberturas interiores em madeira ou estuque pintado; pavimento cerâmico; cobertura de telha.

Bibliografia

GABRIEL, Manuel Nunes - Padrões da Fé. As Igrejas antigas de Angola. Braga: Arquidiocese de Luanda, 1981; MATTOSO, José (dir.) - Património de Origem Portuguesa no Mundo, arquitetura e urbanismo: África, Mar Vermelho e Golfo Pérsico. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian, 2010; http://pt.wikipedia.org/wiki/Igreja_de_Nossa_Senhora_do_Carmo_(Luanda), Janeiro 2011; http://pt.wikipedia.org/wiki/Convento_do_Carmo_(Luanda), Janeiro 2011.

Documentação Gráfica

Documentação Fotográfica

IHRU: SIPA

Documentação Administrativa

Intervenção Realizada

1828 - restauro do mosteiro; 1893 - obras de restauro; 1908 - início de obras importantes na igreja e anexos, com pavimentação da igreja em mosaico, feitura de novo telhado, restauro das dependências destinadas aos missionários, escolas e sacristia; a Câmara Municipal regulariza os terrenos em frente da igreja, cujo nível é rebaixado, fazendo desaparecer o adro e pequeno cemitério que existia; arranjo da vedação da cerca com pedra retirada da demolida igreja do Corpo Santo; 1931 - obras de restauro depois da queda do coro-alto, reproduzindo-se no teto do sub-coro a representação do Transito de Santa Teresa; 1945, depois - várias obras de reparação e adaptação na igreja e claustro; 1950 - obras de restauro no edifício do convento.

Observações

*1 - No princípio do séc. 19, existia no adro da igreja um cruzeiro idêntico ao que existe em frente da Igreja de Nossa Senhora do Cabo e Ermida dde Nossa Senhora da Nazaré.

Autor e Data

Manuel Freitas (Contribuinte externo) e Paula Noé 2011

Actualização

João Almeida (Contribuinte externo) 2014
 
 
 
Termos e Condições de Utilização dos Conteúdos SIPA
 
 
Registo| Login