Estação Ferroviária de Monção

IPA.00024218
Portugal, Viana do Castelo, Monção, União das freguesias de Monção e Troviscoso
 
Estação ferroviária terminal, construída no início do séc. 20, integrada na linha do Minho.
Número IPA Antigo: PT011604170148
 
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Registo

 
Edifício e estrutura  Edifício  Transportes  Apeadeiro / Estação  Estação ferroviária  

Descrição

Acessos

Monção, Largo da Estação. VWGS84 (graus decimais) lat.: 42,076999; long.: -8,482600

Protecção

Enquadramento

Descrição Complementar

Utilização Inicial

Transportes: estação ferroviária

Utilização Actual

Comercial: estabelecimento de restauração

Propriedade

Pública: estatal

Afectação

Sem afectação

Época Construção

Séc. 20

Arquitecto / Construtor / Autor

Cronologia

1895 - início da construção da linha férrea de Valença a Monção; 1909, 30 Setembro - Câmara de Valença pede para se ultimar e abrir à exploração a parte da linha de ferro de Valença a Monção, compreendida entre a vila de Valença e São Mamede de Friestas; Outubro - aprovação do contrato da última empreitada do caminho de ferro de Valença a Monção; 1913, 15 Junho - inauguração da primeira fase da linha do Minho, de Valença a Monção, ligando Valença à freguesia de Lapela, com um total de 10km; 1915 - inauguração da segunda fase da linha do Minho, entre Lapela e Monção, com o total de 6km; 1926 - tinha um movimento importante de passageiros e mercadorias devido à estância de banhos termais da vila e as águas minerais do Pêso de Melgaço, bem como o tráfego para a Galiza que muito se abastecia de géneros portugueses; expedia anualmente cerca de 94 toneladas em g.v. e 4.450 em p.v. de toros, madeira em bruto e serrada, vinhos e águas minerais, especialmente para o Porto, Viana, São Pedro e Valença, e recebia 460 toneladas em g.v. e 4.150 em p.v. de sal, louça, peixe, materiais de construção e géneros de praça provindas de Lisboa, Porto, Guimarães, Braga, etc.; regulava cerca de 34.000 o número de passageiros em geral para Lisboa, Porto, Âncora, Viana, etc; 1928 - Relatório sobre as Linhas do Minho & Douro e Sul & Sueste; estimava-se que, num prazo de um ano se deveriam proceder aos seguintes trabalhos no valor global de 120 contos: renovação das duas linhas, empregando-se no troço de Valença a Monção (de 16,4 Km) material de 36 Kg; a renovação das vias e aparelhos de via (orçadas em 60 contos); ampliação do cais (22 contos) e do armazém (16); colocação de vedação (10), bem como trabalhos diversos (12); sugeria-se também a instalação de tratamento de águas na estação; 1945, 10 Março - o MOPC autoriza a redução do horário dos comboios durante dois meses nas Linhas do Minho, Douro e Sul a partir de 17 de Março, devido à escassez de combustível; 1977 - na estação de Monção venderam-se 69.780 bilhetes; 1977 / 1979, entre - o valor global de mercadorias expedidas e recebidas acresceu cerca de 50%; eram as mercadorias recebidas representavam mais de 90% do tráfego do Vale do Minho; o cimento detinha mais de 50% do tráfego ferroviário de mercadorias em vagão completo, no Vale do Minho, com os adubos, representavam em 1779 41% do volume total de mercadorias, são os principais utilizadores da CP no tocante às mercadorias descarregadas em Monção; 1978 - venda de 75.120 bilhetes; 1979 - venda de 79.080 bilhetes; 1990, 1 Janeiro - supressão da circulação ferroviária do troço que partia para Monção; encerramento da linha de caminho de ferro entre Valença e Monção; 2004, 14 Novembro - inauguração da Ecopista "Rio Minho", de Valença a Monção, estabelecida junto ao rio e aproveitando a antiga linha de caminho de ferro, com extensão de 13 Km., empreendimento que custou 448 mil euros no troço de Valença (de 9 Km) e 367 mil euros no de Monção (de 4 Km); 2006, Setembro - apresentação pública do projecto de requalificação do imóvel, da empresa Acanto, que prevê a sua ampliação e uma vocação turística, com construção de parque de estacionamento subterrâneo e zonas comerciais, com um restaurante no antigo Armazém da CP; 2016, finais - data prevista para a conclusão das obras de requalificação do edifício da estação e respetiva adaptação a Casa da Música e sede da Banda Musical de Monção; no piso térreo localizar-se-ão as áreas mais públicas, com bar, instalações sanitárias, arrecadação e sala de ensaio geral e, no segundo piso, com acesso por escada exterior, localizar-se-ão as salas de ensaio individualizado e a sala de ensamble.

Dados Técnicos

Sistema estrutural de paredes portante.

Materiais

Bibliografia

Estudo prévio de requalificação da antiga estação da CP de Monção preserva memória e rentabiliza espaços, in Caminhense, 29 Setembro 2006; NEVES, Manuel, Augusto Pinto, Valença. Das origens aos nossos dias, Valença, 1997; NEVES, Augusto Pinto, Valença entre a História e o Sonho, Valença, 2003; Monografia das Estações e esboço Corográfico da Zona atravessada pelos caminhos de Ferro do Minho e Douro, Lisboa, 1926; ROCHA, J. Marques, Monção. Uma monografia, Monção, 1988; IDEM, Valença, Porto, 1991.

Documentação Gráfica

Documentação Fotográfica

DGPC: DGEMN:DSID

Documentação Administrativa

Intervenção Realizada

Observações

EM ESTUDO. *1 - Em Novembro de 1907, na linha de Valença a Monção estavam concluídas as estações de Verdoejo e as dependências anexas; na estação de São Mamede de Friestas faltava apenas rebocar o exterior e o apeadeiro de Ganfei acabara de receber cobertura e o cais de mercadorias já tinha os alicerces prontos, prevendo-se a sua conclusão no prazo de poucos meses. A estação de Monção é idêntica às outras estações do Minho e Douro, com 13 compartimentos para serviço de passageiros e empregados; as locomotivas eram do sistema Mallet-Compound; as obras, incluindo o material circulante, estavam orçadas em 150.200$000.

Autor e Data

Paula Noé 2006

Actualização

 
 
 
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