Igreja Paroquial de Mogadouro / Igreja de São Mamede

IPA.00023867
Portugal, Bragança, Mogadouro, União das freguesias de Mogadouro, Valverde, Vale de Porco e Vilar de Rei
 
Igreja paroquial.
Número IPA Antigo: PT010408100164
 
Registo visualizado 293 vezes desde 27 Julho de 2011
 
   
   

Registo

 
Edifício e estrutura  Edifício  Religioso  Templo  Igreja paroquial  

Descrição

Acessos

Mogadouro

Protecção

Inexistente

Enquadramento

Descrição Complementar

Utilização Inicial

Religiosa: igreja paroquial

Utilização Actual

Religiosa: igreja paroquial

Propriedade

Privada: Igreja Católica (Diocese de Bragança - Miranda)

Afectação

Sem afectação

Época Construção

Arquitecto / Construtor / Autor

Cronologia

1199, 05 julho - D. Sancho I doa a herdade de Açafa com seu amplo termo, junto à margem norte do Tejo, correspondendo hoje a Vila Velha de Rodão, em troca das Igrejas de Mogadouro e Penas Róias; 1260 - documentos mencionam o Comendador de Mogadouro e de Penas Róias em contendas entre a população local e com o Arcebispo de Braga, revelando que a Ordem não perdera todos os seus bens e interesses na zona transmontana; 1297 - constituição da Comenda de São Mamede de Mogadouro que é doada à Ordem do Templo e elevada à categoria de priorado da Ordem; 1312, 22 março - extinção da Ordem do Templo, decidida no Concílio de Viena, convocado pelo Papa Clemente V; 1319 - criação da Ordem de Cristo, que passa a assumir a posse de todos os bens anteriormente detidos pela Ordem do Templo; 1321 - a Comenda de São Mamede de Mogadouro e Santa Maria de Castelo Branco, bem como o padroado das Igrejas de São Mamede e Santa Maria de Penas Róias passam para a Ordem de Cristo; 1357, 26 novembro - carta régia manda entregar a D. Gil Martins, o primeiro Mestre da Ordem de Cristo, todos os bens, rendas e direitos que foram dos Templários; 1503 - é requerido um Tombo à Comenda de Mogadouro; 1507, 15 novembro - na visitação à Comenda de Mogadouro, por Fr. D. João Pereira e Fr. Diogo do Rego, da Ordem de Cristo, constata-se que a igreja tem orago de São Mamede e é prior Frei Martim Afonso, apresentado pelo rei, confirmado pelo arcebispo de Braga; ordenoa-se a feitura de um retábulo-mor, pelo menos de 10 mil reais; ordena-se a ampliação em altura da nave e terminar a sacristia, com forro de madeira e fazer nela um armário, a pintura das paredes dos altares da nave, sob pena de 50 cruzados para as obras do Convento de Tomar; na visitação, consta uma descrição da igreja *1; 1509 - 1510 - Duarte de Armas, escudeiro da Casa Real, visita e desenha o castelo de Mogadouro, representnado numa das vistas a Igreja Paroquial com campanário de dupla sineira e a capela-mor mais alta que a nave; séc. 17 - substituição do campanário da igreja por torre sineira; 1702 - data do primeiro registo de casamento documentado; 1704 - data do primeiro registo de batismo documentado; 1708 - data do primeiro registo de óbito documentado; 1758, 08 abril - segundo o pároco Luis Rodrigues de Carvalho nas Memórias Paroquiais, a freguesia é da comarca de Torre de Moncorvo, arcebispado de Braga e, no secular, da comarca de Miranda do Douro, com colegiada dos freires da Ordem de Cristo, sendo donatário os marqueses de Távora, D. Francisco de Assis; tem 102 vizinhos e 507 pessoas; a igreja, com orago de São Mamede, tem uma nave com quatro arcos e sete altares: o altar-mor do orago, onde estão colocados as imagens de São Pedro e São Paulo, o altar de São João Baptista, cuja capela é do morgado Francisco Ferreira de Magalhães, o altar de Nossa Senhora do Rosário com sua irmandade, o altar de Santo António com confraria, o dos Almas, o de Nossa Senhora da Conceição, cuja capela é do morgado Luís Pacheco Morais, e o altar de São Pedro, cuja capela é do morgado Paulo Manuel Porto Carreiro; o pároco é vigário dos freires da Ordem de Cristo, cuja apresentação pertence à Mesa de Consciência; tem de côngrua 30$000, dois moios de trigo, um de centeio e cinquenta almudes de vinho; tem dois beneficiados que são da mesma Ordem de Cristo, cada um com a renda de 24$000 e quarenta alqueires de trigo; 1759 - conclusão do sequestro dos bens da Casa dos Távora; 13 janeiro - após o processo dos Távoras, os seus senhorios regressam à Coroa, que destina o edifício do castelo de Mogadouro para residência dos juízes de fora; 1834 - extinção da comenda de Mogadouro.

Dados Técnicos

Materiais

Bibliografia

BARROCA, Mário Jorge - «A Ordem do Templo e a Arquitectura Militar Portuguesa do século XII». In Portvgália. Porto: 1997, nova série, vol. XVII-XVIII, pp. 171-209; BARROCA, Mário Jorge - «De Miranda do Douro ao Sabugal - Arquitectura Militar e Testemunhos Arqueológicos Medievais num Espaço de Fronteira». In Portvgália. Nova Série. Porto: Universidade do Porto; Faculdade de Letras; Departamento de Ciências e Técnicas do Património, 2008 - 2009, vol. XXIX - XXX, pp. 193-252; BARROCA, Mário Jorge - «Os Castelos dos Templários em Portugal e a organização da defesa do Reino no sec XII». (, pp. 213-227; CAPELA, José Viriato, BORRALHEIRO, Rogério, MATOS, Henrique, As Freguesias do Distrito de Bragança nas Memórias Paroquiais de 1758. Memórias, História e Património, Braga, 2007; DIAS, Pedro - Visitações da Ordem de Cristo de 1507 a 1510 - aspectos artísticos. Coimbra: 1979; CONDE, Manuel Sílvio Alves, VIEIRA, Mariana Afonso - «A Comenda da Ordem de Cristo do Mogadouro, nos alvores de Quinhentos. Subsídios para o estudo da paisagem e do povoamento do Leste de Trás-os-Montes, entre a Idade Média e os Tempos Modernos». In As Ordens Militares e as Ordens de Cavalaria na Construção do Mundo Ocidental. Lisboa: Edições Colibri; Câmara Municipal de Palmela, 2005, pp. 555-588; GONÇALVES, Iria (organização) - Tombos da Ordem de Cristo. Comendas de Trás-os-Montes e Alto Douro. Lisboa: Centro de Estudos Históricos; Universidade Nova de Lisboa, 2004.

Documentação Gráfica

Documentação Fotográfica

Documentação Administrativa

Intervenção Realizada

Observações

EM ESTUDO. *1 - refere que a capela-mor é de alvenaria com cunhais de cantaria, de feitura recente, e cornijas de pedra, com cobertura de madeira de castanho sobre vigamento a quatro águas, tendo altar sobre quatro degraus de pedra; no lado direito, porta pequena para a sacristia; arco triunfal de pedra, ladeado por dois altares; as naves são de pedra e barro, rebocadas por dentro; possui dois portais de cantaria e alpendres; num canto da nave, a pia baptismal; ao lado da capela-mor, sobre afloramento granítico, o campanário de pedra e barro com dois sinos; refere a paramentaria e a existência de uma cruz de prata e outra de metal, muito velha, além de um cálice de prata e outro de estanho (DIAS, pp. 33-35).

Autor e Data

Paula Noé 2005

Actualização

 
 
 
Termos e Condições de Utilização dos Conteúdos SIPA
 
 
Registo| Login