Pelourinho de Passô

IPA.00002372
Portugal, Viseu, Moimenta da Beira, Passô
 
Pelourinho quatrocentista, de roca prismática. com soco circular de um degrau e fuste quadrangular, de arestas chanfradas, com remate cúbico, ostentando elementos heráldicos. Semelhante aos pelourinhos de Alhais (v. PT021822010002), Pendilhe (v. PT021822030004), Casal do Meio e Couto de Baixo (v. PT021823110007). Colocado sobre um penedo, com talhe e aspecto rústico, possuindo no remate as armas de Portugal.
Número IPA Antigo: PT011807130004
 
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Registo

 
Edifício e estrutura  Estrutura  Judicial  Pelourinho  Jurisdição senhorial  Tipo roca

Descrição

Estrutura em cantaria de granito, composta por soco quadrangular, liso e directamente assente num penedo. Fuste monolítico, liso sem base, de secção quadrada com chanfros nos ângulos a partir de c. 20 cm de altura, esbatendo-se novamente na zona superior. Remate em mesa, com moldura quadrangular saliente, de cujos vértices se elevam quatro colunelos cilíndricos, ligeiramente convergentes, que terminam em pequenas esferas achatadas, adossados à pedra interior, de forma tronco-cónica. Na face SE.. do remate um emblema em relevo, quase ilegível, constituído por cinco quinas envolvidas por moldura curva superiormente. A quina central tem forma quadrada e as laterais parecem estar deitadas *1.

Acessos

Rua do Eirô. WGS84 (graus decimais) lat.: 41.019704; long.: -7.709460

Protecção

Categoria: IIP - Imóvel de Interesse Público, Decreto n.º 23 122, DG, 1.ª série, n.º 231 de 11 outubro 1933

Enquadramento

Urbano, num arruamento irregular com inclinação para O.. Em destaque, isolado, assente em penedo granítico. Circundado por casas de dois pisos e quintais com cercas de arame.

Descrição Complementar

Utilização Inicial

Judicial: pelourinho

Utilização Actual

Cultural e recreativa: marco histórico-cultural

Propriedade

Pública: estatal

Afectação

Autarquia local, Artº 3º, Dec. nº 23 122, 11 Outubro 1933

Época Construção

Séc. 15 (conjectural)

Arquitecto / Construtor / Autor

Desconhecido.

Cronologia

Séc. 12 - concessão do couto a Egas Moniz e ao irmão D. Mem Moniz; 1465 - D. Afonso V faz mercê do lugar de Paçô, que pertençe à coroa, a Gonçalo Pinto, com todas as suas rendas, direitos e jurisdição; provável construção do pelourinho; 1527 - embora não se conheça o Foral, o Cadastro da população do reino refere o Concelho de Paçô de Sob Sever; 1834 - extinção do Concelho de Passô, integrando-se no de Leomil; 1855 - suprimido o Concelho de Leomil, passa para Moimenta da Beira.

Dados Técnicos

Sistema estrutural autónomo.

Materiais

Estrutura em cantaria de granito.

Bibliografia

GUIA, A. Bento da, Os Oito Concelhos de Moimenta da Beira, Viseu, 1984; MALAFAIA, E.B. de Ataíde, Pelourinhos Portugueses - tentâmen de inventário geral, Lisboa, Imprensa Nacional - Casa da Moeda, 1997; REAL, Mário Guedes, Pelourinhos da Beira Alta, Passô, Rev. Beira Alta, vol. XXIII, Viseu, 1964, pp. 9-25; SOUSA, Júlio Rocha e, Pelourinhos do Distrito de Viseu, Viseu, 1998.

Documentação Gráfica

Documentação Fotográfica

IHRU: DGEMN/DSID

Documentação Administrativa

Intervenção Realizada

Nada a assinalar.

Observações

*1 - a posição das quinas laterais aponta para época anterior à reforma monetária de D. João II.

Autor e Data

Lina Marques 1996

Actualização

 
 
 
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