Estação Ferroviária de Tomar

IPA.00023134
Portugal, Santarém, Tomar, União das freguesias de Tomar (São João Baptista) e Santa Maria dos Olivais
 
Estação ferroviária de topo e término do Ramal de Tomar, construida no séc. 20. Tantém o edifício de passageiros implantado perpendicularmente às plataformas e às linhas férreas, com acesso por amplo vestíbulo de acesso, um edificio de instalações sanitárias, um depósito de água e um guindaste. O interior e exterior do edifício de passageiros possui silhares de azulejos de padrão a azul e branco ou policromos, imitando a padronagem azulejar seiscentista. O edifício das instalações sanitárias possui azulejos enxaquetados em azul e branco.
Número IPA Antigo: PT031418120072
 
Registo visualizado 1045 vezes desde 27 Julho de 2011
 
   
   

Registo

 
Edifício e estrutura  Edifício  Transportes  Apeadeiro / Estação  Estação ferroviária  

Descrição

Conjunto composto por edifício de passageiros com alpendre, as plataformas de embarque e as linhas férreas, um edifício devoluto, correspondente à antiga cafetaria, edifício das instalações sanitárias com armazém, um guindaste, uma placa giratória e outros elementos característicos da paisagem ferroviária. EDIFÍCIO DE PASSAGEIROS (EP), implantado no topo e final das linhas férreas, de planta retangular e volume simples, de massa disposta na horizontal, com cobertura homogénea em telhados de quatro águas, com telha cerâmica vermelha e rematada em beiradas simples; interrompida pelas chaminés nas águas viradas a nordeste e a sudoeste. Fachadas rebocadas e pintadas de branco, percorridas por socos em cantaria e por silhares de azulejos de padrões policromos, estando flanqueadas por cunhais e rematadas em cornijas. São rasgadas de forma regular por vãos, maioritariamente retilíneos, com molduras em cantaria de calcário de perfis convexos, protegidos por caixilharias fixas e móveis, de madeira pintada de branco. Fachada principal virada a noroeste, de composição simétrica, de dois pisos, o inferior percorrido por friso de cantaria, e dividida em cinco registos, os exteriores ligeiramente salientes, divididos por pilastras, o central extravasando o remate, com empena encimada por pináculos, contendo o relógio com mostrador circular. No piso inferior, surgem sete portas, três delas, de volta perfeita, acedendo à sala principal da estação, surgindo, nos ângulos, duas portas; no piso superior, surgem sete janelas com peitoril saliente. As fachadas laterais são semelhantes, rasgadas por uma janela no topo. Fachada posterior virada às linhas, de composição simétrica, com dois pisos definidos por cornija e três panos definidos por falsas pilastras, tendo sete portas no registo inferior, três delas, as centrais, de maiores dimensões, sobre as quais se rasgam janelas de peitoril. A plataforma está protegida por cobertura de duas águas e estrutura metálica pintada de azul e branco, a que se adossa uma outra, perpendicularmente, que protege parcialmente uma das duas plataformas perpendiculares à principal. As plataformas são formadas por lajetas de betão antiderrapantes e estão providas de bordaduras em betão liso. INTERIOR com as paredes rebocadas e pintadas de branco, percorridas por silhares de azulejo de padrão policromo, com tetos planos e pavimento em mosaico. Mobiliário de estação: relógio, bancos e candeeiros de iluminação pública, existindo sinalética específica para passageiros.

Acessos

Tomar, Avenida Combatentes da Grande Guerra. PK 14,731 do Ramal de Tomar. WGS84 (graus decimais): lat: 39,898941; long: -8,413168

Protecção

Inexistente

Enquadramento

Urbano, destacado, isolado, implantado na entrada sul da cidade, em zona plana. Abre para a via pública, pavimentada a alcatrão, de que se separa por duas rampas pavimentadas a calçada de paralelepípedos, sustentadas por muros de suporte de terrenos, que centram escadaria de acesso, flanqueada por canteiros com arbustos. No no lado esquerdo, situa-se a Central de Camionagem de Tomar, surgindo, fronteiro, um amplo largo, no topo do qual se situa o Tribunal Judicial de Tomar (v. IPA.00016478).

Descrição Complementar

Utilização Inicial

Transportes: estação ferroviária

Utilização Actual

Transportes: estação ferroviária

Propriedade

Pública: estatal

Afectação

Infraestruturas de Portugal (conforme do artigo 6º, nº 2 e 5, e artigo 11º, n.º 1, ambos do DL 91/2015, e com a regras definidas pelo regime jurídico do Domínio Público Ferroviário que constam do DL 276/2003)

Época Construção

Séc. 20

Arquitecto / Construtor / Autor

ARQUITETO: José Ângelo Cottinelli Telmo (1928-1929).

Cronologia

1928, 24 setembro - Inauguração do Ramal de Tomar; 1928 - 1929 - projeto para o edifício de passageiros, elaborado na Divisão de Via e Obras da C.P. (Caminhos de Ferro Portugueses) pelo arquiteto José Ângelo Cottinelli Telmo (1897-1948); 1931 - construção e conclusão do edifício de passageiros; 1997, 29 abril - criação da REFER gestora da infraestrutura ferroviária nacional incluindo as estações; 2015, 01 junho - criação da IP-Infraestruturas de Portugal gestora da infraestrutura rodo-ferroviária nacional incluindo as estações; 2017 - colocação de placa dissuasora de furto e vandalismo do património azulejar; séc. 21, final da década de 10 - projeto de construção de uma nova estação, com um interface rodo-ferroviário e reequalificação da zona envolvente, com construção de área habitacional, área de lazer e um parque de estacionamento, conforme projeto do Atelier Junqueira, Arquitetura Lda.

Dados Técnicos

Materiais

Estrutura em alvenaria, rebocada e pintada; modinaturas, socos, pilastras, pináculos, cunhais e degraus em cantaria de calcário; plataformas em lajetas de betão antiderrapantes e bordaduras em betão liso; caixilharias de madeira pintada e vidro; silhares de azulejo; pavimento em mosaico; coberturas exteriores em telha cerâmica.

Bibliografia

CALADO, Rafael Salinas, ALMEIDA, Pedro Vieira de - Aspectos Azulejares na Arquitectura Ferroviária Portuguesa. Lisboa: Caminhos de Ferro Portugueses, EP, 2001; Estações com Vida - Tomar. Requalificação e dinamização do modo ferroviário. S.l., Infraestruturas de Portugal, s.d.; FINO, Gaspar Correia - Legislação e disposições regulamentares sobre caminhos de ferro. Lisboa: Imprensa Nacional, 1903; FRAILE, Eduardo Gonzalez - Las primeras estaciones de ferrocarril: su tipologia; HUMBERT, Georges-Charles - Traité Complet des Chemins de Fer. PARIS: Georges Charles Humbert, 1908; LOPEZ GARCIA, Mercedes Lopez - MZA, Historia de sus estaciones. Madrid: Ediciones Turner, S.A., 1986 (Coleccion de ciências, humanis y enginieria, nº 2); MARTINS, João Paulo - Cottinelli Telmo / 1897-1948. A Obra do Arquitecto. Lisboa: s.n., 1995, 2 vols. Texto policopiado. Dissertação de mestrado apresentada à Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa; PEVSNER, Nicolaus - Historia de las tipologias arquitectónicas. Barcelona: Gustavo Gili S.A. Ediciones, 1980.

Documentação Gráfica

Arquivo Técnico da IP-Infraestruturas de Portugal (solicitação através do site www.infraestruturasdeportugal.pt)

Documentação Fotográfica

DGPC: DGEMN/DSID; Arquivo Técnico da IP-Infraestruturas de Portugal (solicitação através do site www.infraestruturasdeportugal.pt)

Documentação Administrativa

Arquivo Técnico da IP-Infraestruturas de Portugal (solicitação através do site www.infraestruturasdeportugal.pt)

Intervenção Realizada

Observações

EM ESTUDO.

Autor e Data

Paula Azevedo 2016 (no âmbito do Protocolo de colaboração DGPC / Infraestruturas de Portugal)

Actualização

 
 
 
Termos e Condições de Utilização dos Conteúdos SIPA
 
 
Registo| Login