Estação Ferroviária de Viana do Castelo

IPA.00021874
Portugal, Viana do Castelo, Viana do Castelo, União das freguesias de Viana do Castelo (Santa Maria Maior e Monserrate) e Meadela
 
Estação ferroviária construída do final do séc. 19.
Número IPA Antigo: PT011609310241
 
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Registo

 
Edifício e estrutura  Edifício  Transportes  Apeadeiro / Estação  Estação ferroviária  

Descrição

Acessos

WGS84: 41º41'42.04''N., 8º49'52.22''O.

Protecção

Enquadramento

Descrição Complementar

Utilização Inicial

Transportes: estação ferroviária

Utilização Actual

Transportes: estação ferroviária

Propriedade

Pública: estatal

Afectação

Sem afectação

Época Construção

Séc. 19 / 21

Arquitecto / Construtor / Autor

ENGENHEIRO: Alfredo Soares (1878).

Cronologia

1857 - o conde de Réus propõe a construção de uma linha de caminho-de-ferro que ligasse a cidade do Porto a Vigo; 1864 - Governo apresenta à Câmara dos Deputados uma proposta de lei para a sua concretização; 1867, 02 julho - Carta de Lei de D. Luís autorizando a construção e exploração por conta do Estado de duas linhas férreas, a partir da cidade do Porto, uma para Braga e Viana do Castelo até à fronteira da Galiza e outra pelo Vale do Sousa e proximidades de Penafiel até ao Pinhão; estipula-se que as estações deveriam ser de grande simplicidade, construindo-se apenas o que era indispensável para resguardar as pessoas e mercadorias; o Governo é autorizado a despender até 30.000$000 / km na construção das duas linhas, onde ficava incluído as expropriações, material fixo e circulante, oficinas, estações, obras acessórias e dependências; 1872, 14 junho - Decreto manda proceder à construção do caminho de ferro do Porto à Galiza por Braga e Viana do Castelo (Linha do Minho), e os estudos do Vale de Sousa por Penafiel até ao Pinhão (Linha do Douro), por conta do Estado, as quais decorrem demoradamente; 1873, 31 maio - Decreto aprova a emissão de obrigações para construção do caminho de ferro do Minho e Douro na importância de 2.034.000$000; 1872, 02 julho - decreto manda dar início aos trabalhos; 1876 - início das obras de assentamento da via férrea dentro dos limites da cidade de Viana do Castelo; junho - o engenheiro chefe da 4ª seção do caminho de ferro do Minho remete à Câmara a planta do troço da linha entre o cais e a R. da Bandeira e solicita autorização para assentar a via nas ruas e terrenos municipais; 1877 - demolição do antigo convento de São Teotónio dos Cónegos Regrantes de Santo Agostinho ou Crúzios, fundado em 1631, para permitir a construção da estação; 1878 - início da construção da estação, com projeto do engenheiro Alfredo Soares; 14 fevereiro - Portaria do Ministro Lourenço de Carvalho encarrega a inspeção dos caminhos de ferro do Minho e Douro e Sul e Sueste a João Crisóstomo de Abreu e Sousa; 30 junho - ofício do Governador Civil informa que a inauguração da ponte e do caminho de ferro de Darque e de Caminha seria feito no edifício provisório da estação, com a presença do presidente do conselho de ministros, Fontes Pereira de Melo, e do Ministro das Obras Públicas, Lourenço de Carvalho; 1882 - conclusão das obras da estação, incluído a escadaria voltada a sul, a gare e coberturas laterais em ferro fundido; abertura de passagem de nível na nova rua que se construiria da estação até ao cemitério; 1890 - abertura de passagem de nível no enfiamento da R. de Santo António, dando continuidade ao ramal da estrada real nº 4 para Santa Luzia; a construção da estação no topo norte da cidade dificulta a circulação na cidade, visto que a maioria das artérias principais da cidade tinham sido construídas paralelamente ao rio e os arruamentos perpendiculares tornavam difícil a comunicação entre a estação e o cais; séc. 19, 2ª metade - explora o restaurante da estação António José Cerqueira que também possuía o Hotel Central no antigo Palácio dos Monfalim (v. IPA.00004107); 1917 - início da abertura da Av. dos Combatentes da Grande Guerra, fazendo a ligação entre esta e o cais; 1926, cerca - é considerada uma das mais bonitas estações da linha, pela sua estética e implantação desafogada em frente da linha e de uma avenida; expede anualmente em média 500 toneladas em g.v. e 15:000 em p.v., sobretudo mercadorias de praça, sal, farinha, madeiras, toros, fogos de artifício, etc, e recebe 750 toneladas exportadas em parte pela via marítima na estação de Viana Doca, junto ao rio, numa média de 3:000 toneladas; regula em média cerca de 120:000 passageiros, principalmente para as estações do Minho e Porto; 1928 - relatório sobre as Linhas do Minho & Douro e Sul & Sueste propõe proceder à instalação na estação de Viana de uma estação de tratamento de águas, bem como de um reservatório de água, de 80 m3, (orçado em 35 contos), com a respetiva canalização e acessórios; devido ao intenso serviço de passageiros e efetivo do pessoal das estações e oficinas, propõe-se ainda construir um pavilhão destinado ao serviço de inspeções, consultas e pequenos tratamentos médicos; no prazo de um ano deveriam-se proceder aos seguintes trabalhos no valor global de 300 contos: ampliação e construção de linhas (80 contos), ampliação e construção plataformas (60 contos), sinalização e encravamentos (100 contos) e outros trabalhos diversos e imprevistos (60 contos); 1945, 10 março - o MOPC autoriza a redução do horário dos comboios durante dois meses nas Linhas do Minho, Douro e Sul a partir de 17 de março, devido à escassez de combustível; 2002 - Programa Polis de Viana do Castelo; na sua sequência, o arquiteto Fernando Távora elabora "Estudos Urbanísticos" para a cidade, propondo a criação da Praça da Liberdade como remate para a Avenida dos Combatentes.

Dados Técnicos

Materiais

Bibliografia

ALPUIM, Maria Augusta d', VASCONCELOS, Maria Emília de - Casas de Viana Antiga. Viana do Castelo: 1983; FERNANDES, Francisco Gonçalves - Viana do Castelo: obras públicas e evolução do espaço urbano (1855 - 1926). Dissertação de Mestrado em Geografia Humana. Coimbra, 1992; FERNANDES, Francisco José Carneiro - Tesouros de Viana. Roteiro Monumental e Artístico. Viana do Castelo: 1999; Monografia das Estações e esboço Corográfico da Zona atravessada pelos caminhos de Ferro do Minho e Douro. Lisboa: 1926; Relatório e Programa dos Trabalhos a Executar nas linhas do Minho & Douro e Sul & Sueste para as colocar em boas condições de exploração. Lisboa: 1930.

Documentação Gráfica

Documentação Fotográfica

IHRU: DGEMN/DSID

Documentação Administrativa

Intervenção Realizada

Observações

EM ESTUDO. A construção da linha de caminho de ferro torneou o espaço construído da cidade sem qualquer preocupação, o que viria a colocar problemas de circulação na área entre a R. da Bandeira e a R. de Gontim, o Campo de Santo António e as R. de São José e da Portela. Na construção da linha procurou-se minimizar os custos de construção, delineando-se os traçados mais curtos entre os pontos extremos escolhidos e evitando-se as obras de arte (túneis e pontes). A via possui duas curvas existindo entre ambas um segmento de reta onde se implantou a estação, instalações e vias anexas.

Autor e Data

Paula Noé 2004

Actualização

 
 
 
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