Hotel das Termas de Caldelas / Grande Hotel da Bela Vista

IPA.00021747
Portugal, Braga, Amares, União das freguesias de Caldelas, Sequeiros e Paranhos
 
Arquitectura comercial e turística, oitocentista. Hotel de planta rectangular, com pátio interior, cobertura ritmada por trapeiras e fachadas rasgadas amplamente por vãos de verga recta. Interior com acesso pela recepção que comunica com amplo vestíbulo que distribui para salas de estar, jogos, bar e de jantar, no primeiro piso e para quartos nos pisos superiores. Capela de planta rectangular, massa simples, com fachadas rasgadas por vãos em arco pleno, essencialmente compostos por janelas geminadas. Jardim bastante remodelado ao longo do séc. 20, conservando ainda características românticas do jardim informal inglês no zona que conduz ao elevador que liga ao parque das termas, situado inferiomente. O hotel apresenta na fachada lateral, voltada à paisagem, galeria de pilares toscanos que suportam duas monumentais varandas corridas sobrepostas, com colunata, também toscana. A solução para a construção do jardim recorreu a sequência de pequenos socalcos ligados entre eles por escadas organizando um percurso ascendente, onde o elemento água está sempre presente.
Número IPA Antigo: PT010301060033
 
Registo visualizado 397 vezes desde 27 Julho de 2011
 
   
   

Registo

 
Edifício e estrutura  Edifício  Comercial e turístico  Unidade hoteleira  Hotel  

Descrição

Complexo composto por hotel, e fronteiramente, uma capela, anexos e garagem, este último em quota mais baixa. Todo o complexo é rodeado por jardim que se desenvolve em socalcos no sentido ascendente. Acesso principal feito por portal com colunas em pedra fendida, de aparelho rusticado, que suportam entablamento com barra de azulejos monocromos a azul com o nome do hotel. O portal é ladeado pela direita por colunata toscana. HOTEL de planta rectangular com pátio interior ajardinado, de volumetria horizontalizante. Cobertura em telhado de quatro águas ritmada por trapeiras. Fachadas rebocadas e pintadas de branco, de dois registos separados por friso de granito, excepto na fachada lateral O. com três, rasgadas por vãos de verga recta emoldurados, correspondendo a portas e essencialmente janelas de peitoril, as do segundo registo com estores. Embasamento e cunhais em granito. Remates em cornija, também de granito, sob beiral. Fachada principal voltada a S. com acesso principal por porta envidraçada, no eixo do portal exterior. Fachada lateral O. percorrida por galeria com pilares toscanos que suportam a varanda corrida do segundo piso, com colunata toscana que por sua vez suporta a varanda do último piso, também ela coberta e com colunata com a mesma morfologia. A varanda do segundo piso apresenta guarda em balaustrada de granito e a do último, grade de ferro pintada de branco. Tectos das galerias das varandas em madeira e pavimento em granito. Fachada posterior a N. com portas do primeiro piso dando acesso a longo terraço, servindo de esplanada, protegido por balaustrada de granito, que comunica com a Alameda Manuel Ortigão de Oliveira que conduz ao elevador do parque das termas, localizado a NE.. INTERIOR com acesso principal feito pela recepção, com paredes revestidas com painéis de madeira, que por sua vês comunica com amplo vestíbulo com zonas de estar, que dá acesso, no primeiro piso, a várias salas, nomeadamente à sala de leitura, bar, sala de jantar e a sala de jogos. A sala de jantar, com capacidade para 350 pessoas apresenta silhar de azulejos industriais, policromos a castanho, roxo, amarelo, roxo e verde, com padrão floral e fitomórfico, formando volutas, recortado superiormente. A sala de jogos apresenta tecto de estuque decorativo, com medalhão central fitomórfico. Através do vestíbulo acede-se ainda, por elevador ao Helth Club, revestido com painéis de madeira. A zona do jacuzzi é aberta para a galeria envidraçada que percorre a fachada lateral O.. No vestíbulo existe ainda uma escadaria que conduz aos dois pisos superiores, o último em sótão, onde se situam os 68 quartos. CAPELA de planta rectangular, massa simples, com volumetria horizontalizante. Fachadas de um registo rebocadas e pintadas de branco, parcialmente revestidas com trepadeiras, rasgadas por vãos em arco pleno, correspondendo a janelas geminadas e porta, na fachada N.. Remate em beiral com sineira de granito na fachada O.. No cunhal NO. encontra-se nicho com imagem pétrea da virgem. INTERIOR com paredes rebocadas e pintadas de branco, tecto em madeira e pavimento em tijoleira. Altar sobre supedâneo de granito de dois degraus. JARDIM desenvolvido em terraços com relvados, canteiros com herbáceas e árvores, alguns deles com latadas de vinha. No nível inferior, a S. situa-se um court de ténis, num nível mais elevado junto ao hotel, a N. uma zona de esplanada, e zona de jardim romântico a percorrer a alameda que conduz ao elevador de acesso ao parque das termas. Através de escadas, cujo percurso se inicia junto à capela, acede-se sucessivamente a pequenos socalcos, em sentido ascendente, sempre pontuados por zonas de água, com circuito de manutenção, culminando num de maiores dimensões com piscina e bar, rodeados por extenso relvado, e acima deste num outro socalco, com zona de mini golfe e grande tanque de granito com lavadouros.

Acessos

Caldelas, EN 308

Protecção

Inexistente

Enquadramento

Urbano, isolado, em encosta, destacado, desfrutando de vistas panorâmicas, a uma altitude de 179 m., em plena serra do Gerês, possuindo ligação através de elevador centenário, com o Parque das Termas (v. PT010301060015), desenvolvido em quota mais baixa. Nesse mesmo local encontra-se o recinto termal (v. PT010301060034), atravessado pela ribeira do Alvito, afluente do rio Homem. Na proximidade, também em quota mais baixa, junto à estrada de curvas sinuosas, que conduz ao hotel encontra-se o Cruzeiro dos Centenários de Caldelas (v. PT010303060035).

Descrição Complementar

Utilização Inicial

Comercial e turística: hotel

Utilização Actual

Comercial e turística: hotel

Propriedade

Privada: pessoa colectiva

Afectação

Sem afectação

Época Construção

Séc. 19 / 20

Arquitecto / Construtor / Autor

Desconhecido.

Cronologia

Período Romano - Existência no local de uma necrópole romana; 1803 - por ocasião de obras feitas junto das nascentes de caldelas encontraram-se duas aras votivas romanas dedicadas às Ninfas; 1892 - construção do hotel por D. Bernardo José Barbosa, 1º visconde de Semelhe para dar apoio às Termas de Caldelas, a ele arrendadas; séc. 20, início - o padre João Martins de Freitas identifica no local onde se situa o hotel uma necrópole romana; foram aqui encontrados três vasos de cerâmica inteiros com pastas claras.

Dados Técnicos

Paredes autoportantes.

Materiais

Estrutura de alvenaria, embasamento, cunhais, molduras dos vãos, balaustradas, colunas, muros de suporte de terras e tanque do jardim, em granito; portas, janelas, tectos, revestimentos de paredes e pavimentos, em madeira; tectos de estuque; guarda da varanda corrida do último piso, em ferro; cobertura do hotel em telha de aba e canudo; cobertura da capela em telha marselha.

Bibliografia

Termas de Portugal, separata do jornal Expresso, nº 1747, 22 de Abril de 2006; www.termasdecaldelas.com, 29 Agosto 2006; www.hotelbelavista.com, 29 Agosto 2006.

Documentação Gráfica

Documentação Fotográfica

DGEMN: DSID

Documentação Administrativa

Intervenção Realizada

Observações

Autor e Data

Joaquim Gonçalves 2006

Actualização

 
 
 
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