Santuário de Nossa Senhora do Alívio

IPA.00021743
Portugal, Braga, Vila Verde, Soutelo
 
Santuário mariano composto por igreja, capela, Casa do Reitor, antigos quartéis, actualmente Casa dos Peregrinos e zonas ajardinadas com mesas e bancos para apoio aos peregrinos. Igreja neogótica de planta em cruz latina, de nave única bastante longa, ladeada por torres sineiras, e cabeceira poligonal envolvida pelos da casa das estampas, casa das sessões da confraria e sacristia. Os volumes das torres sineiras e torre lanterna acentuam a verticalidade do edifício. Fachadas com cunhais apilastrados, cornijas e platibandas vazadas no remate e vãos em arco quebrado, possuindo o portal principal arquivoltas. Fachada principal e topos dos braços do transepto com rosáceas. Fachadas laterais e torre lanterna ritmadas por contrafortes. Interior com nave com cobertura em abóbada de berço, coro-alto sobre arco abatido com balaustrada de pedra, pias de água benta de mármore, cruzeiro com cobertura em cúpula, com tambor rasgado por rosáceas e janelas com vitrais e capela-mor com cobertura em abóbada nervurada.
Número IPA Antigo: PT010313520058
 
Registo visualizado 268 vezes desde 27 Julho de 2011
 
   
   

Registo

 
Edifício e estrutura  Edifício  Religioso  Templo  Santuário  

Descrição

Complexo composto por igreja, capela primitiva a N. e um pouco mais afastados, dois edifícios que se desenvolvem na horizontal, a Casa do Reitor e os antigos quartéis, hoje Casa dos Peregrinos. Lateralmente existe área ajardinada, no lado E., integrando um chafariz, no lado O., com mesas e bancos para apoio aos peregrinos. Frontalmente desenvolve-se um imenso logradouro, que serve de parque automóvel, estreitando na parte inicial onde se situa um cruzeiro. IGREJA de planta em cruz latina, de nave única bastante longa, de sete tramos, ladeada por torres sineiras quadrangulares, e cabeceira poligonal envolvida pelos corpos rectangulares da casa das estampas e casa das sessões da confraria respectivamente a E. e O e em eixo a sacristia. Volumes escalonados de dominante horizontal quebrada pelo verticalismo das torres sineiras e da torre lanterna que se ergue sobre o cruzeiro. Coberturas diferenciadas em telhados de duas águas na nave e braços do transepto, três na casa das estampas e na das sessões da confraria, quatro na sacristia, cinco na capela-mor, coruchéu na torre lanterna e coruchéu de agulha rasgado por vãos em arco quebrado nas torres sineiras. Fachadas rebocadas e pintadas de branco, marcadas por elementos em granito, nomeadamente embasamento, molduras dos vãos, frisos, cunhais, contrafortes, pináculos e cornijas e platibandas de remate. Fachada principal voltada a S., com panos da nave e torres definidos por pilastras. Pano central rematado por frontão triangular, com friso denteado na base e superiormente platibanda vazada por quadrilobulos, ritmada por gárgulas de canhão e no vértice imagem da Virgem. Tímpano com cartela radiante com o monograma mariano AM com palmas na base e superiormente coroa. Portal principal em arco quebrado, com quatro arquivoltas sobre colunelos toscanos, enquadrado por pilastras coroadas por altos pináculos. É encimado por rosácea oitavada que interrompe estreita cornija que percorre a fachada. Torres sineiras com três registos, o primeiro rasgado por janelão em arco quebrado na fachada principal e porta em arco quebrado na posterior, o segundo com relógio de pedra na principal e janela semelhante na lateral e o terceiro com quatro ventanas, em arco quebrado sobre colunelos toscanos. Remate em platibanda vazada por quadrilobulos, sobre friso denteado, com pináculos. Fachadas laterais semelhantes, sendo visíveis os distintos corpos. O da nave é ritmado por seis contrafortes e rematado por cornija com gárgulas de canhão e platibanda. É rasgado por porta travessa, em arco quebrado com uma arquivolta sobre coluna compósita e cinco janelões em arco semelhante. Os braços do transepto são rematados por platibanda vazada por quadrolobulos, que se prolonga para a abside. Nos topos rasgam-se rosáceas e ergue-se frontão triangular, com brasão e cartela no tímpano e cruz latina no vértice. Fachada posterior marcada pelo escalonamento dos corpos, sendo visível num primeiro registo os vãos em arco quebrado da sacristia e num segundo registo a abside. Esta última é ritmada por contrafortes coroados por pináculos piramidais com bola, oculta no primeiro registo pela casa das estampas, da confraria e sacristia e rasgada por dois janelões em arco quebrado, avivado superiormente por friso. A casa das estampas e da confraria possuem vãos em arco quebrado tendo as portas tímpanos com óculos quadrolobulados. Torre lanterna oitavada, ritmada por contrafortes coroados gárgulas de canhão e pináculos piramidais com bola e rasgada por rosáceas e janelas. Remate em platibanda vazada por arcos quebrados. INTERIOR rebocado e pintado de branco, com alto rodapé de pedra e silhar de azulejos industriais, de padrão, policromos a verde, castanho e azul. Coro-alto sobre arco abatido de granito, assente em quatro colunas embebidas, com balaustrada de pedra. Sub-coro com guarda-vento de madeira ladeado por pias de água benta, em forma de concha, em mármore, com duas portas confrontantes de acesso ao coro-alto. A nave apresenta pavimento em lajes de granito e cobertura em abóbada de berço, marcada por arcos torais, rebocada e pintada de azul. É iluminada por dez grandes janelões em arco quebrado. Cruzeiro estruturado por quatro arcos plenos sobre pilastras toscanas, emolduradas e com almofadas, com brasão na pedra de fecho, sustentando dupla cornija com cachorros lisos e friso vegetalista, onde assenta o tambor da torre lanterna, estruturada por colunas embebidas com capitéis vegetalistas, vazado por quatro rosáceas e quatro janelas com vitrais alusivos à vida da Virgem. Transepto com comunicação por portas em arco quebrado, iluminado por rosáceas, oitavadas, com vitrais, estruturando arcos quebrados onde se integram dois pequenos retábulos de talha de planta recta e um só eixo, enquadrado por duas colunas de fuste liso e capitel vegetalista sobre plintos prismáticos, definindo nicho em arco quebrado, rematado por pináculos e cruz ao centro. Capela-mor em cantaria de granito, de aparelho em fiadas regulares, sobrelevada, com quatro degraus centrais e supedâneo de granito, com frontal relevado e grade de ferro forjado. A capela estrutura cinco panos em arco quebrado, definidos por colunelos embebidos, com base sobre plintos prismáticos e capitéis vegetalistas que sustentam abóbada nervurada, com duas pedras de fecho, uma com o monograma AM e outra com motivo vegetalista. O pano central, cego, apresenta uma mísula sustentando imaginária, com fundo em mosaico policromo, em forma de resplendor. Os laterais apresentam vãos em arco quebrado sobre os pés direitos, emoldurados e chanfrados, sendo dois cegos e dois de comunicação com a sacristia, são igualmente rasgados por janela com vitral. Na parede testeira, espaldar enquadrado por dois coruchéus, forrado a azulejos iguais aos da nave, sustentando sacrário de bronze, em forma de templete, com dois degraus para acesso. Mesa de altar de granito, sustentada por dois pares de colunas compósitas, com a base e os capitéis pintados de dourado, preenchida inferiormente por três arcos quebrados, decorados com boleados. Sacristia e casa das estampas com pavimentos em tijoleira cerâmica e tectos rebocados e pintados de branco.

Acessos

Soutelo, Lugar do Alívio

Protecção

Inexistente

Enquadramento

Periurbano, no vale do rio Homem, isolado, junto à estrada que conduz à sede do concelho, rodeado de casas e quintais. Possui um amplo adro com duas entradas para automóveis, pela parte frontal e pelas traseiras. Para corrigir a pendente do terreno, a igreja assenta sobre um patamar, estando sobrelevada relativamente ao logradouro fronteiro. O patamar está protegido por guarda vazada de granito, constituída por pequenos arcos quebrados, sendo o desnível vencido por imponente escadaria, de dois lanços, enquadrada superiormente por pilares de pedra coroados por pináculos.

Descrição Complementar

CAPELA PRIMITIVA: Planta longitudinal composta por nave rectangular e torre sineira quadrangular, em eixo. Volumes escalonados com coberturas diferenciadas em telhados de duas águas, na nave e quatro na torre sineira. Fachadas rebocadas e pintadas de branco percorridas por embasamento, cunhais apilastrados coroados por pináculos e remate em cornija, sob beiral nas fachadas laterais. Fachada principal voltada a S., rematada por frontão triangular com cruz sobre acrotério no vértice da empena, rasgada por janelão rectangular. Fachadas laterais rasgadas por porta travessa de verga recta e janelão rectangular, tendo a E., porta de verga recta com fresta de arejamento, encimada por janela jacente. Fachada posterior marcada pela torre sineira, com acesso interior e três registos, sendo a separação do primeiro para o segundo feita pelo prolongamento da cornija de remate da nave. O primeiro com pilastras toscanas nos cunhais é rasgado por pequena janela rectangular, o segundo, separado do último por friso, é rasgado por janela semelhante à do primeiro, e o último é aberto por ventanas em arco pleno. INTERIOR de espaço único, rebocado e pintado de branco, com pavimento em tijoleira e tecto em abobada de berço, estucada e pintada de azul, sobre cornija de pedra. Parede com duas pias de água benta, possuindo na testeira retábulo de talha policroma a dourado, com marmoreados a rosa, azul e creme. Apresenta planta recta, de um só eixo com espaldar recortado decorado por concheados, querubins e elementos fitomórficos. No centro abre-se nicho em arco quebrado. Altar em forma de urna; CRUZEIRO: Soco constituído por dois degraus quadrangulares, onde assenta pedestal monolítico, prismático, de faces emolduradas sustentando coluna monolítica, de fuste circular e capitel compósito, coroada por cruz latina, com hastes de secção quadrangular e remates trilobados. CHAFARIZ: Tanque circular com elemento central vertical decorado por bicas carrancas, separadas por escalonamento, seccionando o tanque e encimado pela imagem da Virgem. No plinto onde assenta a imagem encontram-se gravadas inscrições; INSCRIÇÕES: Inscrição gravada no tímpano do frontão dos braços do transepto; leitura: AVE GRATIA PLENA; inscrição gravada no pedestal do chafariz situado no espaço ajardinado; leitura: 30-5-71 (lado S.), IMAGEM OF MARIO M S BRAGA (lado E.), FONTE OF CMVV (lado N.); HERÁLDICA: O tímpano do frontão dos braços do transepto tem brasão com coroa aberta de cinco pontas e o monograma AM; os brasões que ornamentam as pedras de fecho dos arcos do cruzeiro são - no arco para a capela-mor, coroa real aberta de cinco pontas e monograma AM; no arco do Evangelho, coroa papal com as chaves de São Pedro; no arco da Epístola, cruz arquiepiscopal, chapéu eclesiástico e borlas; no arco para a nave, coroa aberta e quatro castelos entre motivos vegetalistas; VITRAIS: na capela-mor estão representadas cenas da Anunciação, Ascensão da Virgem, a Virgem e a Santíssima Trindade e a Paixão.

Utilização Inicial

Religiosa: santuário

Utilização Actual

Religiosa: santuário

Propriedade

Privada: Igreja Católica (Diocese de Braga)

Afectação

Sem afectação

Época Construção

Séc. 18 / 20

Arquitecto / Construtor / Autor

ARQUITECTO: José Vilaça (1944); ENGENHEIRO: Joaquim Pereira da Cruz (1871). EMPRESAS: Sá Machado & Filhos, Lda. (execução das obras incluindo a cúpula); FÁBRICA: Viúva Lamego (azulejos); PEDREIRO: Alexandre Vilela (1882, 9 Abril).

Cronologia

1794 - o abade Francisco Xavier Leite Fragoas, pede licença ao Arcebispo D. Frei Caetano Brandão para edificar uma capela, à sua custa, no lugar da Gândara, "por devoção e voto que fez a Maria Santíssima para maior culto e veneração"; 18 agosto - D. Frei Caetano Brandão defere o requerimento do abade Francisco Fragoas, podendo ele edificar "uma capela com título de Nossa Senhora Maria Santíssima, visto se ter satisfeito e constituído Património para a conservação e fábrica dela"; 1798 - conclusão do santuário; 07 setembro - é benzida a capela; 1800, 24 abril - é concedida licença para erigir uma confraria para administrar a capela; 1804, 28 Novembro - os estatutos elaborados pelos padres Manuel António Rodrigues, Francisco António de Araújo Perestrelo e Feliciano José Arantes foram aprovados pelo Arcebispo D. Frei Caetano Brandão; 1806, 24 Dezembro - atendendo ao número de romeiros que procuram o local, foi comprada a Mateus Cardoso Soares e sua mulher Maria Araújo, moradores em Soutelo, por 4 mil réis, uma extensa parcela de terreno destinada a ampliar o adro da capela; 1807 - iniciou-se a arborização e abriram-se arruamentos nas imediações do templo; 1813 - devido ao aumento constante de devotos, especialmente em dias de romaria, a confraria deliberou ampliar a capela-mor e solicitar autorização para construir, ao lado esquerdo do templo, um altar onde, em dias de romaria, seriam rezadas três missas campais; 1816, 15 Maio - o Arcebispo D. Frei Miguel da Madre de Deus concede licença para instalar dois confessionários na capela; 1818 - em cumprimento de um voto feito à Senhora do Alívio um indivíduo residente no Brasil ofereceu uma jibóia empalhada, que tinha conseguido matar com uma faca de mato na Amazónia; 1837, 26 Agosto - é concluída a cobertura da nova capela-mor; 1840 - é desfeito o frontispício da capela velha; 1862, 4 Setembro - o Governador Civil do distrito dissolveu a Mesa da confraria presidida pelo comendador António Feio de Magalhães Coutinho nomeando para a substituir uma comissão administrativa presidida pelo pároco de Soutelo, Padre Lúcio António da Costa e que incluía os párocos das freguesias de Loureira, Turiz, Lage e Dossãos, todas do concelho de Vila Verde; 1871, 30 Janeiro - em virtude das obras de ampliação da igreja se arrastarem há várias décadas e constatado que quando ficasse concluída seria demasiado pequena para acolher o número crescente de devotos que cada ano compareciam na Senhora do Alívio, com a presença de Joaquim Pereira da Cruz, engenheiro das Obras Públicas, a Mesa reconheceu a necessidade de construir um templo novo, aproveitando no entanto a parte já construída que constituiria a sacristia e capela-mor; aprovado o plano*1, o próprio engenheiro Joaquim Pereira da Cruz ficou responsável de elaborar o respectivo projecto por cento e oitenta mil réis; 1872, 25 Julho - lançamento da primeira pedra com a presença do Arcebispo Primaz de Braga, D. José Joaquim de Azevedo e Moura; 1881, 27 Novembro - por falta de meios foi interrompido o trabalho de pedreiro; 1882, 9 Abril - Alexandre Vilela, de Soutelo, arremata por seis mil e seiscentos réis a abertura de parte dos alicerces, com a extensão de doze metros; 1884, 25 Julho - para as obras do novo templo a Mesa inscreveu a verba de setecentos e setenta mil réis; 1930, década de - após meio século de obras apenas estavam concluídas a frontaria com as respectivas torres e a nave principal; 1944 - sendo reitor do santuário o Padre José Dias Gomes, natural da vila de Prado, a confraria encarregou o arquitecto bracarense José Vilaça de elaborar um plano geral de conclusão do santuário, o qual incluiu o lanternim, capelas laterais do transepto, capela-mor, sacristia e deambulatório, casa das estampas e das sessões da confraria; 1944, 11 Novembro - o Arcebispo de Braga, D. António Bento Martins Júnior, aprovou o projecto de obras de conclusão da igreja do santuário; 1969 - sob a vigilância do reitor do santuário Padre José de Jesus Ferreira Peixoto, foi impedida a demolição do primitivo tempo, mandado construir pelo Padre Francisco Xavier Leite Frágoas e as obras do novo entraram num ritmo mais continuado; 1971, 30 Maio - colocação de fontanário, a nascente do templo, cujo tanque provém da demolição do mercado Municipal de Vila Verde; 1982 - por impulso do cónego Eduardo de Melo Peixoto, Delegado Episcopal junto da confraria, as obras ganham novo impulso, lançando-se a obra de conclusão da cúpula do templo, orçada em cerca de seis mil contos; 1993, 24 Março - toma posse a nova mesa da confraria presidida pelo Padre João F. Peixoto Pereira, sendo durante o seu mandato concluídas as obras do templo.

Dados Técnicos

Estrutura autoportante.

Materiais

Estrutura, elementos decorativos, coberturas interiores, pavimentos, coro-alto, chafariz e cruzeiro, em granito; pias de água benta, em mármore; pavimento da sacristia e da casa das estampas, em tijoleira; silhar da nave e espaldar da capela-mor com azulejos industriais; portas, janelas e guarda-vento, de madeira; retábulos de talha; rosáceas e janelas com vitrais; cobertura exterior de telha cerâmica.

Bibliografia

ABREU, Leonídio de - O Santuário do Alívio. Braga: s.n., 1958; BARARDO, Maria do Rosário - Santuários de Portugal. Caminhos de Fé. Lisboa: Paulinas Editora, 2015; MIGUEL, Pe. José - «Santuário do Alívio». Diário do Minho. Braga: 14 agosto 1999, pp. 16 - 17.

Documentação Gráfica

IHRU: DGEMN/DSID

Documentação Fotográfica

IHRU: DGEMN/DSID

Documentação Administrativa

Intervenção Realizada

C.N.S.A.: 1982 - Vedação do recinto envolvente ao santuário, com marcos de granito ligados por cadeias de ferro; arborização e colocação de mesas, assentos, bocas de água e contentores de lixo; 1993 - restauro da residência do Reitor e dos antigos quartéis, transformados em Casa do Peregrinos; 1994 - restauro da primitiva capela.

Observações

*1 - Ficou decidido que a nova igreja teria planta em cruz latina, o cruzeiro remataria com um zimbório, a fachada principal ficaria enquadrada entre duas torres, o corpo da igreja comportaria quatro altares de cada lado e oito confessionários, encostados ou embutidos nas paredes laterais, ao fundo de cada um dos braços do cruzeiro seriam colocadas capelas, a do Sacramento à esquerda e a de Nossa Senhora à direita, lateralmente e junto às paredes erguer-se-ia um altar em casa braço cruzeiro, os púlpitos localizar-se-iam por forma a que o acesso a cada um fosse encoberto e a comunicação para a escadaria das torres e do coro far-se-ia exteriormente com entradas pelas fachadas laterais.

Autor e Data

António Dinis 2005

Actualização

 
 
 
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