Castelo de Vila Flor

IPA.00002125
Portugal, Bragança, Vila Flor, União das freguesias de Vila Flor e Nabo
 
Castelo de construção medieval, de que conserva porta de arco apontado da antiga cintura de muralhas e dava acesso ao perímetro protegido, sendo fanqueada pelos vestígios de uma torre semicircular. O castelo possivelmente tinha torre de menagem e de quatro a cinco portas.
Número IPA Antigo: PT010410170006
 
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Registo

 
Edifício e estrutura  Edifício  Militar  Castelo    

Descrição

Do presumível castelo resta uma porta de arco apontado granítico, onde são visíveis os entalhes para o encaixe das portas, designada por Porta da Vila ou de D. Dinis, defendida por uma torre semicircular, virada a SE., construída em pequenos blocos de granito e xisto. Existe ainda uma pequena parte de pano de muralha, mas encontra-se, na sua maioria, embebida na malha urbana, e, por isso, imperceptível. O ligeiro declive é compensado por grandes degraus, calcetados à portuguesa.

Acessos

Vila Flor, Rua de D. Dinis; Rua da Fonte Romana. VWGS84 (graus decimais) lat.: 41,306121; long.: -7,151752

Protecção

Categoria: IIP - Imóvel de Interesse Público, Decreto nº 40 361, DG, 1.ª série, n.º 228 de 20 outubro 1955

Enquadramento

Urbano. Em plano elevado, envolvido e adossado a habitações de um e dois pisos, algumas de feição incaracterística, não muito longe de uma fonte antiga, provavelmente contemporânea da fortificação.

Descrição Complementar

Utilização Inicial

Militar: castelo

Utilização Actual

Cultural e recreativa: marco histórico-cultural

Propriedade

Pública: municipal

Afectação

Sem afectação

Época Construção

Séc. 13 / 14 (conjectural)

Arquitecto / Construtor / Autor

Desconhecido.

Cronologia

1286 - confirmação do foral da vila por D. Dinis, que, dirigindo-se para a raia mirandesa para receber a sua futura esposa, mudaria o nome de Póvoa de Além-Sabor para o actual de Vila Flor; na ocasião, o rei terá ordenado a construção de uma fortificação ou simplesmente de uma cintura de muralhas, designada por Cerca de D. Dinis, que possuiria quatro ou cinco portas e, provavelmente, uma torre de menagem *1; 1350 / 1450 - Vila Flor integrava a rede dos castelos portugueses ( Monteiro, João Gouveia, pp. 24-25 ); 1381 - doação da vila a João Rodrigues Portocarreiro; 1512 - concessão de novo foral por D. Manuel I; séc. 18 - destruição da torre para construção da nova igreja matriz; 1861 - demolição de uma das portas por iniciativa do município; 1868 - demolição da porta do Rossio, que dava para o largo com o mesmo topónimo, por ordem do município; séc. 19, finais - menção por Pinho Leal da existência, junto à Porta da Vila, de um pequeno lanço das velhas muralhas, tendo contígua uma casa de dois andares, recentemente reformada e denotando grande antiguidade, parecendo ter sido uma torre ou fortim para defesa da dita porta; 1944 - início da elaboração do processo de classificação do Castelo de Vila Flor, na sequência do qual se constatou não existir propriamente um castelo, mas somente um arco, tendo adossado um prédio urbano que se presumia ter constituído defesa da estrutura; 1961 / 1962 - informação de um dos proprietários da casa que se adossa à Porta, sobre o estado de ruína da estrutura, tendo solicitado à DGEMN uma intervenção; 1964, Março - queixa, por parte de um dos proprietários da casa anexa à Porta, da derrocada de uma parte do imóvel, em virtude do mau tempo, declarando-se estar perante situação de perigo; 1964 / 1965 - início do processo de compra do imóvel pelo Estado.

Dados Técnicos

Paredes autoportantes.

Materiais

Granito, xisto, argamassa de cimento, cal hidráulica, areia, massame de formigão de betão.

Bibliografia

ALVES, Francisco Manuel, Memórias Arqueológico - Históricas do Distrito de Bragança, Bragança, 1990; MORAIS, Cristiano, Roteiro de Vila Flor, Vila Flor, 1988; VERDELHO, Pedro, Roteiro dos castelos de Trás-os-Montes, Chaves, 2000.

Documentação Gráfica

DGEMN:DREMN

Documentação Fotográfica

DGEMN:DSID, DGEMN:DREMN

Documentação Administrativa

DGEMN:DREMN; CMVF

Intervenção Realizada

DGEMN: 1965 - desafogo da muralha e consolidação do arco da porta; demolição do prédio em ruína junto do vão da porta, para desafogo da muralha, incluindo a limpeza do terreno libertado e a consolidação do cunhal do prédio contíguo; limpeza e beneficiação, com refechamento de juntas das alvenarias de xisto dos panos da muralha; execução de sondagens no adarve e nas paredes da muralha, em busca de elementos primitivos de interesse para o restauro do monumento; consolidação das cantarias solatas do arco da porta com argamassa de cimento e areia fina, refechamento de juntas em aberto das aduelas componentes; conclusão das sondagens feitas no paramento interior da muralha; pavimentaçã do adarve do tambor exterior da muralha, junto à entrada da porta; CMVF: 1999 - arruamento, a quando do licenciamento pelo IPPAR.

Observações

*1 - segundo Pinho Leal, "no local que hoje occupa a egreja matriz e que é o ponto culminante do bairro murado (...) houve em tempos remotos um castelo ou torre de menagem. Tendo cahido em ruinas e tornando-se inutil depois da invenção da artilheriam não mais restauraram aquellas obras de defesa e com a sua pedra construíram a egreja anterior á egreja actual, no mesmo sitio do castelo ou da torre" ( p. 732 ).

Autor e Data

Ernesto Jana 1994 / Marisa Costa 2001

Actualização

 
 
 
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