Igreja Paroquial de Avelar / Igreja do Espírito Santo

IPA.00020835
Portugal, Leiria, Ansião, Avelar
 
Arquitetura religiosa, neoclássica. Igreja paroquial de planta retangular composta por uma só nave, com coro alto, capela-mor mais baixa e estreita, sacristia e torre sineira à esquerda; fachadas delimitadas por cunhais apilastrados e remates em empena, cornija e beirada simples. Fachada principal rematada em empena recortada, com vários fragmentos de cornija com eixo central marcado pelo portal encimado por janela de sacada. Interiores com coberturas em falsa abóbada de berço de madeira pintada; nave com coro alto, púlpito com varanda de cálice, e tribunas do lado do Evangelho. Altares mor e colaterais de talha do estilo neoclássico pintados a beje e dourado
Número IPA Antigo: PT021003030029
 
Registo visualizado 388 vezes desde 27 Julho de 2011
 
   
   

Registo

 
Edifício e estrutura  Edifício  Religioso  Templo  Igreja paroquial  

Descrição

Planta retangular composta por nave, capela-mor ligeiramente mais estreita, com sacristia e torre sineira adossadas ao lado esquerdo, de volumes articulados e escalonados, possuindo coberturas diferenciadas, com telhado de duas águas na nave e capela-mor, de uma na sacristia, e piramidal na torre sineira. Fachadas rebocadas e pintadas de branco, percorridas por embasamento, delimitadas por cunhais apilastrados, firmados por pináculos encimados por fogaréus e rematadas em friso e cornija e beirada simples nas fachadas laterais. Fachada principal voltada. a O., rematada em empena recortada, com vários fragmentos de cornija com vértice truncado onde assenta cruz latina com as hastes florenciadas; sob o vértice um brasão real e abaixo deste um painel azulejar rectilíneo, policromo, com a representação da virgem; é rasgada por portal em arco abatido, com moldura de cantaria com friso saliente, sobreposto por outro decorado (*1) que se une ao janelão do coro, com sacada de perfil recto e guarda em ferro forjado, criando elementos vazados geométricos. O vão do janelão apresenta perfil semelhante ao do portal. A torre sineira, à esquerda, de três registos delimitados por cunhais firmados por pináculos em urna, de diferentes tamanhos e separados por cornija e friso; os dois primeiros registos são cegos e o terceiro rasgado por sineiras em arco pleno; remate em friso e cornija saliente, que do lado da fachada principal é alteada encaixando um relógio; cobertura em coruchéu piramidal cintado por dois frisos de cantaria. Fachada lateral direita virada a S., rasgada por porta travessa de verga curva, encimada por fragmentos de frontão com tímpano em cantaria decorada e rematado por mísula com falso pináculo; dois janelões de verga curva ladeiam o portal, surgindo, no corpo da capela-mor, um janelão semelhante; à esquerda da porta, a nível do embasamento, um pequeno nicho (*2). Fachada posterior em empena, alteada relativamente à cornija e rematada por cruz no vértice, sendo visível a empena do arco triunfal, também com cruz semelhante; é rasgada por óculo de moldura em cantaria e duas frestas horizontais rectilíneas no corpo da capela-mor e por janelão curvo no corpo da sacristia. Fachada lateral esquerda apresenta a torre sineira rasgada por fresta vertical no primeiro registo; corpo do templo de dois registos demarcados no primeiro por 2 portas e duas janelas, três de verga curva e uma recta e no segundo sete janelas todas de verga curva. INTERIOR: paredes rebocadas e caiadas de branco; pavimento em madeira com corredor central em pedra; coberturas em falsas abóbadas de berço abatido, de madeira pintada de castanho assente em cornija do mesmo material e cor; Coro-alto assente em pilastras toscanas, com guarda de madeira balaustrada, tendo acesso através da sineira. O portal axial encontra-se protegido por guarda vento de vidro ladeado por dois elementos em talha e do lado da Epístola uma pia de água benta. No lado do Evangelho, no sub-coro, pequeno baptistério, com acesso por arco de volta perfeita e com cobertura em abóbada de berço, tem pia baptismal em cantaria assente em coluna simples; segue-se um púlpito em talha, pintado a creme e dourado, com base em cálice e entrada encimada por sanefa de perfil curvo e com decoração; no corpo da nave rasga-se porta de moldura rectangular, em cantaria, através da qual se acede à sineira, coro alto, púlpito e tribuna, esta que se abre junto do arco triunfal, de moldura rectangular com intradorso ornado por apainelados e com guarda em madeira assente sobre mísulas, decorada e rematada por sanefa em talha pintada a dourado e creme. Do lado do Evangelho abrem-se os vãos de iluminação e acesso, todos encimados por sanefas de talha. Duas mísulas confrontantes suportam imaginária. Arco triunfal de volta perfeita é flanqueado por dois retábulos colaterais, dedicados ao Imaculado Coração de Maria (Evangelho) e ao Sagrado Coração de Jesus (Epístola). Junto a estes, a marcação do presbitério feita por degrau em cantaria. Capela-mor com cobertura em falsa abóbada, abre no lado do Evangelho por tribuna igual à da nave e porta de acesso à sacristia; do lado da Epístola um janelão semelhantes aos do corpo da nave, Parede testeira totalmente revestida pelo retábulo-mor, de talha pintada de bege e dourado, de planta recta e três eixos, definidos por quatro colunas de fuste estriado, assentes em plintos paralelepipédicos, que sustentam entablamento sobre o qual se eleva o ático decorado por fragmentos de frontão e ao centro resplendor; o eixo central da tribuna em arco pleno, contendo trono de quatro degraus, encimado por espaldar recortado com cornija angular; o acesso à tribuna do altar é feito pelas portas integradas na estrutura do retábulo.

Acessos

Rua do Correio; Praça Costa Rego; Rua da Vila

Protecção

Inexistente

Enquadramento

Urbano, isolado, destacado no centro da vila. Do lado da fachada lateral direita um amplo largo ajardinado no topo do qual, atravessado por rua de circulação automóvel, se ergue o Forno de Nossa Senhora da Guia (v. PT021003030035). Implantado num largo com ligeira pendente, vencida por lanços de escadas, e rodeado por casario na fachada lateral esquerda, tendo a fachada principal voltada para espaço ajardinado pontuado por algum mobiliário urbano; um muro em alvenaria, frente ao portal principal, demarca a zona do adro, pequeno espaço vencido pelos três lados por abertura e lanços de escadas com quatro degraus. Pavimentos em calçada à portuguesa e paralelepípedos.

Descrição Complementar

TALHA: Altar-mor planta recta e três eixos definidos por quatro colunas estriadas, assentes em plintos paralelepipédicos; eixo central ocupado pela tribuna e eixos laterais de menores dimensões com imaginária, sob os quais se abrem portas de acesso ao tardoz do retábulo. Retábulos colaterais de planta recta, de um só eixo, definido por duas colunas de fuste estriado, firmadas por urnas; frontão interrompido e espaldar com resplendor ao centro e rematado por cornija ondulada encimada por folhas de acanto; nichos centrais em arco de volta perfeita com plinto suportando imaginária. Altares em forma de urnas.

Utilização Inicial

Religiosa: igreja paroquial

Utilização Actual

Religiosa: igreja paroquial

Propriedade

Privada: Igreja Católica (Diocese de Coimbra)

Afectação

Sem afetação

Época Construção

Séc. 18 / 19

Arquitecto / Construtor / Autor

Desconhecido.

Cronologia

1514 - D. Manuel concede foral a Avelar, sendo elevada a Vila; 1651, Agosto - com a restauração da independência, todos os bens dos Marqueses e Duques de Vila Real, proprietários de Avelar, passam para a casa do Infantado, na pessoa do Infante D. Pedro; 1656, 23 julho - Alvará de D. João IV a rectificar a prerrogativa de serem os seus ouvidores a efectuar administração do Concelho, passando os moradores de Avelar a gozar dos privilégios concedidos à Casa do Infantado; 1680 - com a criação da paróquia de Avelar de imediato se procedeu à estruturação da igreja paroquial, que iniciou o culto na antiga capela de Senhora da Guia, situada no local da actual igreja; 1757 - início da construção da actual igreja com o rendimento de esmolas dos devotos; 1767 - data provável da conclusão das obras; 1836, 31 dezembro - Avelar perde o título de vila, integrando o concelho de Figueiró dos Vinhos; 1895 - transita para o concelho de Ansião; 1994, maio - foi apresentada na AR um projecto-lei que previa a elevação de Avelar à categoria de vila; 1995, 21 junho - a Lei foi aprovada e Avelar volta a ter o estatuto de Vila.

Dados Técnicos

Sistema estrutural de paredes portantes.

Materiais

Estrutura de alvenaria; cantaria nos embasamentos, molduras; paredes rebocadas e pintadas; vidro nas janelas e guarda vento; telha nas coberturas; madeira nas portas, coberturas interiores e pavimento; talha dourada nos retábulos, púlpito, tribunas e sanefas; ferro na guarda do janelão do coro alto.

Bibliografia

SEQUEIRA, Gustavo de Matos, Inventário Artístico de Portugal, Distrito de Leiria, Lisboa, 1955; SILVA, Isabel, (coord. Geral), Dicionário Enciclopédico das Freguesias, Vol, 2, Matosinhos, 1997; http://www.ansiao.net/hist-avelar.html , consulta em 13 de Novembro 2008; , consulta em 13 de Novembro 2008.

Documentação Gráfica

Documentação Fotográfica

IHRU: DGEMN/DSID

Documentação Administrativa

Intervenção Realizada

PROPRIETÁRIO: 1955, antes de - obras gerais de manutenção e restauro.

Observações

*1 - O friso do portal principal é um reaproveitamento de um outro existente, talvez do séc. 17, e utilizado quando da construção da igreja no séc. 18. *2 - Este pequeno nicho poderia ter sido uma caixa de esmolas existente na capela de Nossa Senhora da Guia. Todos os anos, no primeiro fim-de-semana de Setembro, realiza-se a festa e romaria de Nossa senhora da Guia.

Autor e Data

Cecília Matias 2008

Actualização

 
 
 
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