Igreja Paroquial de Regueira de Pontes / Igreja de São Sebastião

IPA.00020749
Portugal, Leiria, Leiria, Regueira de Pontes
 
Arquitectura religiosa, barroca, rococó, neoclássica. Igreja paroquial de planta longitudinal composta por nave única com presbitério e capela-mor mais baixa e estreita; fachada principal flanqueado por duas torres sineiras de três registos, o superior aberto por quatro ventanas em arco de volta perfeita e encimado por cornija, contracurvada na zona central, de inspiração borromínica; coberturas com domo bolboso. A fachada remata em cornija e empena recortada acolhendo nicho com a imagem do orago e encimada por frontão triangular com cruz que remata o conjunto; é rasgada por portal em arco abatido, flanqueado por pilastras e rematado em frontão triangular. Fachadas circunscritas por cunhais apilastrados e rematadas em cornija, sendo as laterais rasgadas por portas travessas. Interior com grande unidade decorativa apresentando coberturas em abóbadas, em arco abatido na nave e de berço na capela-mor; nave iluminada uniformemente por janelas em arco abatido que se rasgam nas fachadas laterais; coro alto com guarda de madeira balaustrada e baptistério no lado da Epístola, sob a torre sineira. Os púlpitos são confrontantes, com guarda plena e acesso por muro, através de porta em arco abatido. .
Número IPA Antigo: PT021009210126
 
Registo visualizado 264 vezes desde 27 Julho de 2011
 
   
   

Registo

 
Edifício e estrutura  Edifício  Religioso  Templo  Igreja paroquial  

Descrição

Planta longitudinal composta por nave única, capela-mor mais baixa e estreita, sacristias e duas torres sineiras, de disposição horizontal, à excepção das torres sineiras que se elevam verticalmente; cobertura diferenciada em telhados de duas águas sobre a nave e capela-mor, uma água nas sacristias e em dolmo bolboso sobre as torres sineiras. Fachadas rebocadas e pintadas de branco percorridas por faixa cinzenta demarcando o embasamento. Fachada principal voltada a E. de 3 corpos e três panos delimitados por pilastras, sendo os corpos laterais das torres sineiras. Corpo central rasgado por portal antecedido por degrau, de moldura recta recortada nos cantos do topo e verga curva; decorado por pilastras almofadadas encimadas por consolas lavradas em cantaria ladeadas por volutas, onde assenta o frontão triangular; ao centro um friso com cartela decorada com acantos estilizados e os atributos do padroeiro. Quatro grandes janelões gradeados abrem-se em simetria, dois no corpo central e um em cada torre, sobrepondo-se aqui a outras duas pequenas janelas igualmente gradeadas. Todos os corpos são envolvidos por friso e cornija elevando-se no corpo central uma empena recortada truncada superiormente por frontão triangular rematado por cruz pétrea sobre pequeno plinto e tendo aberto no centro da empena um nicho em cantaria, assente sobre mísula, com a imagem do padroeiro, rematado por cornija donde arrancam duas volutas sobre as quais se eleva uma cartela lavrada com moldura concheada guardando os atributos do santo e encimada por coroa. As torres desenvolvem-se em três níveis, correspondendo o primeiro ao corpo da igreja e aberto pelas janelas; o segundo, mais pequeno, acima do entablamento, ostenta os mostradores de relógios, sendo o da esquerda uma pintura e o terceiro mais estreito, delimitado por cunhais apilastrados rematados por pináculos, é rasgado por quatro ventanas sineiras em arco de volta perfeita e encimado por cornija, contracurvada na zona central, de inspiração borromínica. Fachada lateral esquerda apresenta dois corpos referentes à sacristia e uma sala de arrumos e o corpo da torre; três portas de moldura recta, em cantaria, abrem-se nesta fachada, uma de acesso à nave, outra à sacristia e outra à torre; três janelões abrem-se no corpo da nave e dois na capela-mor, apresentando moldura em cantaria e arco rebaixdo contornado por pequena cornija; um pequeno janelo quadrangular com moldura em cantaria ilumina o espaço que dá acesso à tribuna; no corpo da sacristia duas janelas com moldura em cantaria e arco rebaixado e na sala dos arrumos duas frestas de moldura rectangular. Fachada lateral direita idêntica à anterior. As fachadas laterais são rematadas em beiral. Todas as fenetrações são gradeadas. Fachada posterior cega com duas mísulas salientes na parede correspondente à capela-mor; remate em empena triangular fechada no vértice por cruz pétrea trifólia. INTERIOR de nave única com acesso através de guarda-vento com vidros coloridos, sobre o qual se eleva coro alto com balaustrada em madeira pintada imitando marmoreado. A nave com abóbada de berço estucada em ornamentos simples nos frisos laterais e pavimento com passadeiras de mosaicos formando desenhos geométricos; paredes percorridas por silhar de azulejo tipo padrão, 2x2 azulejos, com policromia: verde, rosa, azul violeta, formando padrão concêntrico com elementos vegetalistas, rematado por friso imitando fita com decoração vegetalista e policromia igual ao padrão; sob o coro alto e nos corpos das torres sineiras localiza-se do lado da Epístola o capela baptismal, de portal em arco de volta perfeita fechado por porta de madeira com almofadas decoradas, balaústres na parte superior e bandeira cazada por decoração; planta rectangular, com paredes totalmente revestidas com azulejo tipo padrão, 2x2 azulejos, com monocromia a azul e branco contornados por faixa; pavimento em mosaico cerâmico de formas geométricas; ao centro pia baptismal com taça circular, gomada, decorada com elementos vegetalistas e assente em coluna de balaústre sobre base quadrangular; na parede fundeira abre-se um pequeno nicho quadrangular, com porta, onde se guardam os Santos Óleos para o sacramento; paredes laterais abertas por 2 janelões de moldura rectangular; do lado do Evangelho abre-se porta rectangular de acesso à escadaria que conduz ao coro alto e torres; a meio da nave, e colocados frontalmente, sobressaem dois púlpitos assentes em mísulas decoradas, com guarda em pedra trabalhada apresentando a face central uma rosácea quadrilobada e as laterais um florão; em ambas as paredes laterais destacam-se quatro pilastras, ladeando as entradas e os altares laterais, rematadas por capitéis coríntios. Dois altares laterais e dois colaterais destacados do corpo da nave por um supedâneo, formando presbitério protegido por teia vazada com decoração vegetalista estelizada, pintada de azul e branco. Nos dois altares laterais de arco pleno, com pilastras almofadadas, dedicados a Santa Teresa do Menino Jesus e a São Francisco, sobre mesas tipo urna elevam-se retábulos em talha dourada de planta recta de um eixo com nicho central com trono, ladeado por colunas jónicas e remate em aletas volutadas com resplendor ao centro; altares colaterais dedicados a Nossa Senhora da Conceição e ao Sagrado Coração de Jesus, de planta recta e estrutura vertical tripartida, dividida por colunas jónicas; eixos laterais com mísulas contendo imaginária sob uma concha sugerindo um baldaquino; ático com resplendor ladeado por aletas volutadas. Arco triunfal de volta perfeita abre-se para a capela-mor de tecto em falsa abóbada de berço, com decoração em estuque salientado por algumas linhas em azul, contornando toda a abóbada, com três medalhões perfilados ao centro; em pavimento desnivelado vencido por 4 degraus o altar-mor em talha dourada e polícroma com marmoreados fingidos, de planta mista de eixo vertical, com dois pares de colunas jónicas num movimento convexo e centrado por tribuna côncava com trono em talha e fundo branco em caixotões contornados a dourado e azul, interrompido por cornija dourada encimada por resplendor; lateralmente duas mísulas suportam estatuária; remate em frontão interrompido com decoração vegetalista e rematada por resplendor. Sobre a mesa do altar assenta o sacrário. O altar-mor é destacado pela presença de uma teia de madeira idêntica à do presbitério, decorada com grandes florões pintada em branco, dourado e azul. Dois grandes janelões iluminam este espaço. Duas portas de madeira abrem-se para as sacristias, funcionando a da direita como sala de arrumações de paredes caiadas e tecto plano em madeira; pavimento com lages de cantaria; à direita abre-se uma porta para um espaço de arrumos tendo embutida na parede uma pia de água benta; do lado do Evangelho entra-se na sacristia contendo arcaz em madeira de linhas sóbrias com espaldar igual ao arcaz forrando totalmente a parede E.; na parede S. a parede é totalmemnte forrada de azulejos de padrão, 2x2 monocromia a azul e branco, encontrando-se um lavabo de mármore embutido na parede sobre pequena mísula um tanque quadrangular e espaldar recortado e decorado com concheados coroado por cruz, tendo ao centro uma carranca com bica. Do lado O. com parede apresentando silhar de azulejo de padrão, abre-se uma porta com acesso às escadas do púlpito e que tem ao lado uma pia de água benta, concheada, incrustada na parede; pavimento em mosaico cerâmico iguais aos da nave e da capela baptismal.

Acessos

Rua de São Sebastião; Rua do Pereiro. WGS84 (graus decimais) lat.: 39.800004; long.: -8.831767

Protecção

Inexistente

Enquadramento

Urbano, destacado, isolado. Situado no centro da povoação, rodeado por desafogado adro calcetado delimitado, na fachada principal, da via pública por baixo muro aberto por três entradas com portão em ferro entre pilastras encimadas por bolas de cantaria, sendo a central mais larga e alta; a fachada lateral direita é separada de campos de cultivo por muro corrido e a esquerda é voltada para casas particulares e separada destas por muro idêntico. A fachada posterior tem um amplo terreiro ajardinado, tendo situado num dos cantos a construção recente da capela mortuária. Frente à fachada principal, do lado oposto da estrada, na rua do Pereiro, situa-se a casa Paroquial, actualmente casa notarial, e o centro Paroquial com salão e recinto para as festas da paróquia.

Descrição Complementar

Inscrição: Cartela existente na fachada principal com a seguinte inscrição - JULIAE . A . DOLORIBUS SILVIAE. CRESPO / QVOD . TEMPL . HOC . IAM . VETVST . PROLABENS . SVO / SVMPTV . MVMFICE . REPARATVM . EXORNAVIT / TRIBVS . SANCTOR . IMAGIN . ET . VARIA . SVPEL. / DITAVIT . TVRRIVM. ALTERAM A . FVND . STRVXIT / ALTERAM AVXIT ADDITIS . HOROLOGIO . AC / DVOBVS . CYBALIS HVIVS. PAROCH . POPVLVS / MONS. QVINCTILIBVS . A. S. MDCCCLXXX . GRATO . A . / HOO MONVMENTVM . POSVIT. Os sinos datados do século 19 têm a seguinte inscrição: "IN HOC SIGNO VINCES ANO 1888"; "IN HOC SIGNO VINCES ANO 1887"(Com este sinal vencerás).

Utilização Inicial

Religiosa: igreja paroquial

Utilização Actual

Religiosa: igreja paroquial

Propriedade

Privada: Igreja Católica (Diocese de Leiria - Fátima)

Afectação

Sem afetação

Época Construção

Séc. 18 / 19

Arquitecto / Construtor / Autor

CANTEIRO: Manuel Francisco (1766). CARPINTEIROS: António Fernandes (1937); Joaquim da Costa (1936-1937). ESCULTOR: José Ferreira Conrado (1927). FERREIRO: António Veiga (1939). FORNECEDORES: Firma Elisio dos Santos & Cª. Ldª (1943). FUNDIDORES: Oficina de Serafim da Silva Jerónimo (1967). MESTRE-DE-OBRAS: Domingos da Conceição Gonçalves (1874-1880). PEDREIROS: Joaquim Cordeiro (1936); José Gonçalves (1936-1937, 1941); José Rodrigues. PINTOR: José Rodrigues (1944). PINTOR DE AZULEJOS: Fábrica de San Pio V (1874-1880). PINTORES DOURADORES: Família Lopo (séc. 19).

Cronologia

1701 - a capela de São Sebastião tem sacristia e alpendre, este ladrilhado por 4$450; construção de um retábulo cuja mão de obra custou 29$000; 1705 - douramento do retábulo por 28$400; 1711 - construção de mais um altar; 1712, 12 de janeiro - nesta data, Regueira de Pontes lugar da freguesia de Santiago do Arrabalde de Leiria, foi elevada a sede de freguesia por D. Álvaro de Abranches, Bispo de Leiria; 1713 - foi reformada, tendo-se-lhe acrescentado outra sacristia, o corredor do púlpito e a capela baptismal; nesta data já o visitador lhe dava o título de igreja paroquial; 1714 - transporte para a igreja da pia baptismal oriunda da igreja de Nossa Senhora dos Anjos de Leiria, doada pelo Bispo, tendo-se gasto a importância de 4$160; 1758 - as Memórias Paroquiais referem que a Freguesia de Regueira de Pontes se integra no bispado de Leiria, (...) termo da vila de Leiria; tem templo com o orago São Sebastião com um altar ao meio de São Sebastião, que é o altar mor, dois colaterais, um de Nossa Senhora do Rosário e outro do Senhor Jesus (...); tem uma Irmandade das Almas (*1); 1760 - data da fundição do sino maior, feito em Regueira de Pontes pelo preço de 123$463; 1761 - fundição do mais pequeno por 76$327; séc. 18, década de 60 - início da construção da atual igreja; 1762 - compra de telhas; 1764 - cozeu-se a cal por conta da igreja; 1765 - compra de pedras brancas por 14$000; 1766 - pagamento de uma provisão real quando se comprou o chão para a nova igreja por 11$480; pagamento de 11$000 ao canteiro Manuel Francisco dos Pinheiros; 1767 - 1782 - as obras na igreja decorreram regularmente: aquisições de diversos materiais; capela baptismal ladrilhada, tendo custado 2$500 a obra do pedreiro; compra de uma fechadura; caiação interior e exterior; 1783 - obras de carpintaria e limpeza do adro; "neste ano se fez o pulpito"; 1787 - construção do muro do adro, por 2$940; aquisição de vidros e vidraças para as janelas e sua colocação por 17$510; 1790 - caiação do frontespicio, forrada a casa da pia e colocação das portas das sacristias e travessas; 1791 - data da pintura mural da capela-mor; 1795 - conclusão das obras; 1853 - a igreja é sujeita a uma grande intervenção; 1874, 10 janeiro - é publicado um artigo no Jornal O Bem Público dando conta da pobreza da decoração da igreja; 1874 - 1880 - remodulação profunda, por ação de D. Júlia Dores da Silva, conforme lápide existente na frontaria da igreja, dando-lhe o seu aspecto atual, sendo possível datar-se desta época os elementos decorativos do seu interior, nomeadamente os azulejos da nave provenientes da Fábrica de San Pio V., de Valência; Domingos da Conceição Gonçalves foi nomeado para Mestre de Obras, sendo de profissão oficial de carpinteiro e talha; sediaram-se em Regueira de Pontes os douradores, conhecidos pela família Lopo, e ainda hoje existe a "Casa dos Douradores"; 1887 - data de um dos sinos; 1888 - data incisa num dos sinos; 1921, 26 junho - compra de um órgão pelo Padre Crespo, pelo valor de 964$95; D. José, Arcebispo de Mitilene na visitação à Igreja de Regueira de Pontes, deixou um registo da festa e do guarda-vento da igreja; existem na igreja registos das visitações de 1923 a 1927; 1927, 7 agosto - a imagem de Santa Teresa do Menino Jesus é adquirida por iniciativa do reverendo Prior da freguesia José Maria de Almeida e oferecida pelo benemérito cidadão do lugar e freguesia de Regueira de Pontes, o Sr. José Ribeiro, tendo sido feita na oficina de escultura de José Ferreira Conrado, Santo Tirso; 1930, 31 dezembro - aquisição de um quadro a óleo com a pintura de São Sebastião, para fechar o Trono, pelo valor de 600$00; 1941 - subsidios dados para as obras da igreja, no valor de 878$20; 1942 - fornecimento das madeiras para as obras na igreja por Gastão Aires Neves; 1944 - aquisição de um frontal para o altar-mor em damasco brocado branco por 1.315$00; adquirida uma bola em cantaria para a torre da igreja, pelo pároco Luís Gaspar Portela; substituição do galo e da cruz de coroamente da torre sineira; 1951 - aquisição do terreno por detrás da igreja, pertencente a Luiz Jorge; 1967 - data incisa num dos sinos proveniente da Fundição de Sinos de Braga de Serafim da Silva Jerónimo; 1995, 4 setembro - proposto com Valor Concelhio pelo PDM de Leiria; 2001 - a obra de restauro da Igreja Paroquial de Regueira de Pontes foi financiada pelo PIDDAC - programa: "Equipamentos Religiosos - TNS".

Dados Técnicos

Sistema estrutural de paredes portantes.

Materiais

Alvenaria de pedra e tijolo, cantarias de pedra, vidro, azulejo, madeira, telha cerâmica, telha em grês vidrado, estuque, talha.

Bibliografia

Jornal O Bem Público, 10 de Janeiro 1874; LOURENÇO, Luís, O Cavaleiro do Escorpião, Lousã, 1999; O Couseiro ou Memórias do Bispado de Leiria, Braga, 1868; SEQUEIRA, Gustavo de Matos, Inventário Artístico de Portugal, Distrito de Leiria, Lisboa, 1955; SOUSA, Acácio, Igreja Paroquial de São Sebastião - Regueira de Pontes, in Roteiro das Igrejas da Diocese de Leiria-Fátima, 2004; http://ttonline.dgarq.gov.pt [consulta em 15-04-2010].

Documentação Gráfica

Junta Paroquial de Regueira de Pontes

Documentação Fotográfica

IHRU: DGEMN/DSID

Documentação Administrativa

DGARQ/TT: Memórias Paroquiais (vol. 32, nº 110, p. 653-658, Regueira de Pontes, Leiria); Junta Paroquial de Regueira de Pontes; Actas da Junta de Paróquia (1862 - 1890)

Intervenção Realizada

PROPRIETÁRIO: 1711 - conserto de algumas alfaias litúrgicas; 1789 - consertos na sacristia da parte Norte; 1862 - reparação dos telhados da igreja; 1863 - reparações no interior da igreja; 1864 - reparações na saristia e residência paroquial; 1867 - construção do guarda-vento e da grade de comunhão; 1874 / 1880 - a torre sineira sul foi alteada; construção da torre sineira norte; ampla intervenção no interior da igreja e colocação dos altares em talha; foi levantada a parede do altar-mor para a colocação do retábulo; 1918, Dez. - limpeza do adro e ajardinar o recinto em volta do adro; 1921 - limpeza e afinação do órgão pelo Sr. Padre Dias d'Oliveira; 1922, 17 junho - reparação da torre sineira; 1924, 20 julho - caiação da igreja e suas dependências; 1925, 23 setembro - estuques no baptistério, tendo-se gasto nos materiais 754$40; 18 outubro - reparação dos telhados das sacristias; 1926, 6 a 16 setembro - reparação das janelas da igreja e colocação dos vidros em cores diversas, pelo preço de 178$50; 1927 - reparações e limpezas gerais no interior da igreja; 1928, 16 Jul. - caiação das torres e parte exterior da igreja, 380$00; 28 julho - reparação nos telhados, estuques e coro da igreja, tendo custado a mão de obra de pedreiros e carpinteiros 135$00; 1934, abril - concerto do relógio paroquial; Outubro - caiação da igreja e adro; reparações na igreja; limpeza e afinação do órgão; 1936 - reparação nos telhados da igreja, estuques e caiação, com trabalho executado pelos pedreiros José Gonçalves e Joaquim Cordeiro e pelo carpinteiro Joaquim da Costa; 1937 - reparação nas janelas da igreja, substitução de vidros de cor, trabalho executado pelo pedeiro José Gonçalves e pelos carpinteiros António Fernandes e Joaquim da Costa; 1938 - reparações na residência paroquial; substituição da porta da igreja; 1939 - reparação de um sino pelo ferreiro da Gândara António Veiga pelo valor de 58$25; substituição do estrado da sacristia; reparação do telhado da residência paroquial; 1940 - reparação do telhado, limpeza e caiação da sacristia; 1941 - reparação de janelas e telhados da igreja, trabalho executado pelo pedreiro José Gonçalves e pelo carpinteiro Joaquim Agostinho; obras na residência paroquial;1943 - reparação das sacristias; substituição dos vidros de uma janela a E.; colocação de alcatifa completa no altar-mor, adquirida em Lisboa na firma Elisio dos Santos & Cª. Ldª, pelo valor de 982$40; 1942 - substituição dos forros dos tectos das sacristias; reparação do relógio pelo valor de 100$00; 1944 - obras gerais de beneficiação da igreja: arranjos interiores e exteriores; aranjo da cobertura; substituição das cantarias; reparação do coro e substitução da porta; reparação das torres da igreja; 1945 - obras gerais de beneficiação; 1946 - reparação do relógio da igreja; 1947 - reparação e um dos sinos; 1948 - caiação da igreja; 1950 - instalação eléctrica na igreja e residência paroquial; 1951 - arranjo do muro do adro; 1957 - concerto do relógio; obras na residência paroquial; 1959 - instalação de água; reparação e caiação das sacristias; reparação do arcaz; 1960 - caiação geral da igreja; reparação das coberturas; demolição da alpendrada ao lado do adro; construção de anexos na casa paroquial (garagem e arrecadação); 1964 - obras na residência; 1965 - arranjo do arcaz e pintura; 1966 - caiação exterior; caiação e reparação interior; 1967 - reparação do telhado da sacristia; 1968 - construção do salão paroquial; 1969 - instalação de som na igreja; 1970 - reparações na capela baptismal; melhoramentos da instalação eléctrica; 1971 - obras na residência paroquial; 1972 - arranjo do jardim da igreja; 1973 - melhoramentos da instalação eléctrica; instalação de supedâneo para o altar e colocação de alcatifa; reparação da cobertura; 1974 - arranjo da calçada do adro; reparação do relógio; 1975 / 1982 - obras no salão paroquial; 1983 - caiação da igreja; colocação dos portões no adro; reparações eléctricas e electrificação dos sinos; arranjo do relógio; 1984 - caiação da igreja; melhoramentos da instalação eléctrica; automatização dos sinos; limpeza do adro; 2000 / 2001 - obras gerais de restauro do exterior: paramentos - picagem, reboco areado fino e reprodução dos elementos decorativos; cobertura , beiral vidrado; caleiras em aluminio lacado; pinturas exteriores e pintura de beirados; raspagem dos ferros das grades das janelas, tratamento anti-ferrugem e pintura, retoques e betunagem das janelas de madeira e pinturas das mesmas; 2004 - obras no interior da igreja: recuperação das torres sineiras; janelas; coro alto (em curso).

Observações

Autor e Data

Cecília Matias 2004

Actualização

Cecília Matias 2010
 
 
 
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