Convento e Igreja de São Francisco

IPA.00002074
Portugal, Santarém, Tomar, União das freguesias de Tomar (São João Baptista) e Santa Maria dos Olivais
 
Convento franciscano construído ao longo do séc. 17, com interessante igreja maneirista, de fachada erudita, com pórtico clássico e estrutura tripartida, evidenciando a compartimentação interna, de uma nave ladeada por capelas intercomunicantes, a primeira com espaço unificado e luminoso, seguindo o modelo da igreja jesuítica do Espírito Santo de Évora (v. IPA.00003839). Foi desativado no início do séc. 19, sendo ocupado por um contingente militar, no âmbito das Invasões Francesas, pelo que já está depauperado em 1834. Os militares abandonam o edifício em 1979, tendo passado a funcionar serviços camarários no local, mantendo-se a igreja aberta ao culto, pertença da Ordem Terceira de São Francisco. As fachadas são sóbrias, as laterais marcadas pelos contrafortes que sustentam a abóbada da nave. Interior com vários exemplares de azulejo de padrão seiscentista nas capelas laterais, onde surgem painéis pintados com molduras de talha, provenientes da Igreja das Trinas do Mocambo, em Lisboa, de excelente qualidade, atribuíveis a André Gonçalves e à oficina de António Oliveira Bernardes. Do mesmo cenóbio feminino, é proveniente a estrutura do retábulo-mor, sem os elementos internos que o compunham, dando lugar à introdução de um conjunto de figuras de madeira, quase em tamanho natural, que compõem os Passos da Paixão de Cristo, proveniente do Convento de São Francisco de Xabregas, em Lisboa. O claustro principal é amplo, regular e erudito, com dois pisos, o inferior marcado por arcadas, entaipadas durante o séc. 18, a que correspondem, no segundo piso e a cada uma delas, dois vãos retilíneos seccionados por pilares toscanos, criando uma ambiência mais intimista nas alas superiores da quadra. Um segundo claustro, amplo adossa-se a este, de dois pisos, rasgado regularmente por vãos retilíneos. Adossada à igreja, foi construída a Messe dos Oficiais, um edifício moderno, construído em meados do séc. 20, posteriormente demolido. A única estrutura de talha que subsistirá no convento é o retábulo de São Francisco, exemplar da segunda metade do séc. 18, com corpo convexo e interessante decoração de acantos. Parte da cerca ainda se conserva a ocidente.
Número IPA Antigo: PT031418120023
 
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Registo

 
Edifício e estrutura  Edifício  Religioso  Convento / Mosteiro  Convento masculino  Ordem de São Francisco - Franciscanos (Província de Portugal)

Descrição

Conjunto conventual, composto pela igreja e a zona regral a desenvolver-se no lado esquerdo, havendo, a ocidente, várias dependências de apoio, arruinadas e vestígios da primitiva cerca. Forma uma planta poligonal regular. IGREJA de planta retangular composta por nave, flanqueada por capelas intercomunicantes, capela-mor e sacristia, ante-sacristia, ambas adossadas ao lado esquerdo, e torre sineira no lado direito, de volumes articulados e coberturas diferenciadas em telhados de duas águas, rematadas em beiradas simples, sendo em domo na torre sineira. Fachadas rebocadas e pintadas de branco, flanqueadas por cunhais apilastrados, firmados por pináculos piramidais sobre altos plintos paralelepipédicos, e rematadas em frisos e cornijas. Fachada principal virada a nordeste, rematada em friso e cornija, sobre a qual evolui frontão recortado, interrompido no topo por cruz latina e com o tímpano rasgado por óculo circular, em capialço. Encontra-se dividida em três panos, definidos por pilastras firmadas por pináculos, o central de maiores dimensões, e em dois registos seccionados por friso de cantaria, interrompido ao centro pelo remate do portal. No pano central, no registo inferior, portal de verga reta e moldura simples em cantaria, flanqueado por pilastras toscanas, de fustes almofadados sobre altos plintos paralelepipédicos, de faces almofadadas, encimadas por entablamento e pináculos piramidais, que centram frontão semicircular decorado por reserva ovalada, envolvido por elementos recortados e volutados, interrompidos por cruz latina. Está ladeado por janela retilínea, com moldura recortada, protegida por grades de ferro e tendo na base, cruzes latinas embutidas na estrutura murária, sobre plintos galbados. No segundo registo, surgem três janelas retilíneas, em capialço, aparecendo, no topo, óculo circular. Cada um dos panos laterais é mais baixo, tendo como remate, encimado por um registo que cria uma aleta de perfil contracurvo; em cada um deles, rasgam-se duas janelas retilíneas em eixo, com molduras recortadas. Atrás da aleta do lado direito, ergue-se a torre sineira, com três registos definidos por frisos e cornijas, os inferiores cegos, surgindo apenas pequeno óculo na face virada a nordeste, tendo, no topo, quatro ventanas de volta perfeita. A estrutura remata em frisos e cornijas, com pináculos e gárgulas de canhão nos ângulos. As fachadas laterais evidenciam a estrutura interna da nave, com as capelas mais baixas, sobre as quais descarregam os cinco contrafortes da nave, permitindo rasgar quatro janelas retilíneas em capialço, as da fachada esquerda inviabilizadas pelo adossamento da zona regral. No corpo da capela-mor, surgem quatro janelas em capialço, duas de cada lado, as da lateral esquerda, entaipadas pelo adossamento da sacristia. A lateral direita evidencia vestígios de vãos entaipados, um deles com moldura de cantaria e remate em friso, cornija e pequeno espaldar volutado, ladeado por pináculos e encimado por cruz latina; no topo das capelas laterais, rasga-se janela em capialço. Fachada posterior rematada em empena, sobre a qual é visível a empena do arco triunfal, rasgada por óculo circular; no corpo da sacristia, surge janela retilínea. INTERIOR com as paredes rebocadas e pintadas de branco, as da nave definindo quatro panos pelas pilastras que seccionam o espaço, evoluindo em dois registos definidos por frisos e cornijas, tendo cobertura em abóbada de berço, de alvenaria rebocada e pintada de branco, e pavimento em tijoleira. Coro-alto sobre três arcos abatidos assentes em pilares de cantaria, com guarda balaustrada e acesso por portas laterais de verga reta. Sobre duas das janelas do coro, sanefas de talha dourada. Portal axial protegido por guarda-vento de madeira e vidro simples. O sub-coro tem as paredes revestidas a azulejo de padrão policromo, formando massarocas, com cobertura em abóbadas de aresta, pintadas com brutesco dourados sobre fundo branco, e pavimento em lajeado. Nos pilares do sub-coro, duas pias de água benta embutidas, em cantaria de calcário, de corpo bojudo e bordo saliente. Ainda no sub-coro e confrontantes, surgem, dois espaços com acesso por arcos de volta perfeita, sobre pilastras toscanas, o do lado do Evangelho, parcialmente entaipado, integrando porta de verga reta, encimada por quadro pintado. Constitui uma dependência de apoio, com escadas de madeira de acesso ao coro-alto, surgindo, no lado oposto, capela dedicada a Santa Iria. As capelas laterais abrem para a nave por arcos de volta perfeita, três delas profundas, sendo duas delas à face, permitindo rasgar escadas no seu interior, estas com as cantarias pintadas a imitar embutidos de mármore. São dedicadas à Anunciação, Nossa Senhora de Fátima, Santa Clara e Cristo Crucificado (Evangelho); no lado oposto a São Sebastião, Nossa Senhora da Conceição, Santíssimo e São Francisco. A partir desta, acede-se à Capela dos Terceiros, um espaço retangular com cobertura em falsa abóbada de berço, de alvenaria pintada a imitar caixotões pintados com brutescos em tons de verde e amarelo sobre fundo branco. Possui dois nichos em pedra com remate em verga de ressalto no alto das paredes e, sobre a porta de entrada, pedra armoriada com inscrição. No topo, altar em cantaria, adaptado a armário. Confrontantes, dois púlpitos quadrangulares, com bacia de cantaria, assente em mísula, e guarda de madeira pintada, o do lado da Epístola ativo e com acesso por porta de verga reta, a partir de escadas rasgadas na espessura do muro. Arco triunfal de volta perfeita, assente em pilastras, enquadrado por alfiz em cantaria. Capela-mor com as paredes rebocadas e pintadas de branco, com cobertura em abóbada de berço com caixotões de cantaria e pavimento em lajeado. Sobre supedâneo de um degrau, a mesa de altar, em cantaria de calcário, composta por dois pilares e tampo simples. Sobre supedâneo de degraus centrais, com os maciços protegidos por guarda metálica, o retábulo-mor de que apenas subsiste a estrutura frontal, de talha pintada de marmoreados fingidos e apontamentos dourados, de corpo reto e colunas torsas assentes em plintos paralelepipédicos a que se adossam consolas, que se prolongam em duas arquivoltas torsas, unidas por aduelas no sentido do raio, estas ligadas por cadeia vegetalista, tendo fecho saliente, recortado e contendo festão de flores. A sacristia é retangular, com cobertura em abóbada de berço abatido, com motivos de albarradas a fresco por cima da sanca, também ela pintada imitando dentículos, possuindo um pequeno lavabo em forma de concha. A ZONA REGRAL desenvolve-se em torno de dois claustros dispostos paralelamente, o principal quadrangular e um amplo pário retangular, com várias árvores na quadra, de volumes articulados e coberturas diferenciadas em telhados de duas e uma água. Fachadas rebocadas e pintadas de branco, percorridas por faixas pintadas de amarelo e rematadas em frisos e cornijas. Fachada principal virada a oriente, com dois pisos de vãos, definidos por friso de cantaria. O inferior tem três portas, as exteriores retilíneas e a central em arco de volta perfeita, intercalado por treze janelas de peitoril retilíneas e três óculos. O superior possui dezasseis janelas de peitoril retilíneas. Fachada lateral esquerda com dez vãos em cada piso, o superior correspondente a janelas de peitoril e, no inferior, janelas de peitoril e janelas jacentes de arejamento. Fachada lateral direita adossada à igreja. INTERIOR do CLAUSTRO PRINCIPAL com dois registos separados por friso de cantaria e rematados em entablamento. O inferior forma arcos de volta perfeita assentes em pilares, os arcos atualmente entaipados e com janelas de peitoril, exceto os centrais, por onde se faz o acesso à quadra; no superior, vãos catorze vãos retilíneos, marcados por pilares toscanos e com guarda balaustrada, parcialmente entaipada. As galerias do piso inferior têm coberturas em abóbadas de aresta e as do piso superior em abóbadas de berço abatido, em alvenaria caiada. A portaria é quadrada com cobertura em abóbada de aresta apoiada em coluna central toscana e silhares de azulejo de massaroca nas paredes, ligando em frente com o pequeno vestíbulo da escadaria. A porta de ligação, desse lado, possui lintel com invulgar decoração de volutas e enrolamentos vegetalistas. Nos topos, duas portas dão acesso ao Claustro e ao Pátio Grande, respetivamente. A escadaria de cantaria de dois lanços, termina em patamar, para onde abre uma comprida sala com teto de madeira. O CLAUSTRO GRANDE tem dois registos de vãos retilíneos, de moldura simples. No piso inferior, portas e algumas janelas de peitoril, surgindo, no superior, janelas de peitoril. A quadra tem serventia direta para a rua, a meio da ala virada a ocidente, através de um vestíbulo com cobertura em abóbada de berço, com silhares de azulejo de padrão azul e branco.

Acessos

Tomar, Avenida General Bernardo Faria. WGS84 (graus decimai): lat.: 39,599857; long.: -8,414361

Protecção

Categoria: IIP - Imóvel de Interesse Público, Decreto n.º 42 255, DG, 1.ª série n.º 105 de 08 maio 1959 (igreja e claustro) *1

Enquadramento

Urbano, isolado, implantado na base da Mata Nacional dos Sete Montes (v. IPA-00002067), em zona plana, a sudoeste do Núcleo Urbano de Tomar (v. IPA.00006271). É um dos edifícios que circunscreve o Rossio da Várzea Grande, situando-se a ocidente do mesmo, orlando grande parte do largo. Este tem amplo espaço em terra batida, no centro do qual se ergue o Padrão Filipino / Padrão da Várzea Grande (v. IPA.00025458), tendo, a noroeste, o edifício do Tribunal Judicial de Tomar (v. IPA.00016478), surgindo, a oriente, um dos edifícios do Centro de Assistência Social de Tomar (C.A.S.T.) (v. IPA. IPA.00036121). Junto à parede norte da igreja, existe uma zona em terra batida, onde se erguia a Messe dos Oficiais, demolida e utilizada como parque de estacionamento.

Descrição Complementar

Na TORRE, a inscrição: ESTA TORRE FRONTARIA E ABÓBADA MANDOU FAZER O MUITO REVERENDO P(adr)E FREI MANUEL DA ESPERANÇA MINISTRO PROVIDENCIAL - 1660" (ROSA, IV, 301). NO EXTREMO SUL DA FACHADA PRINCIPAL, lápide em forma de cartela com a inscrição incisa em capitais: "A 7 DE SETEMBRO D(e) 1628 / SE BOTOV A P(rimei)RA PEDRA N(es)TE / C(onvent)O DE SÃO FR(ancis)CO DE TOMAR". CAPELA DE SANTA IRIA com as paredes parcialmente revestidas a azulejo de padrão massaroca e pintadas de branco, com cobertura em falsa abóbada de berço abatido pintada de branco, e pavimento em tijoleira. Na parede de topo, nicho de volta perfeita com o fundo pintado de azul, tendo moldura de talha assente em duas estípites; altar paralelepipédico. A CAPELA DA ANUNCIAÇÃO rem as paredes e cobertura rebocadas e pintadas de branco, com pavimento em tijoleira. No topo, quadro pintado com moldura e sobre friso de talha dourada e mesa de altar em forma de urna. A CAPELA DE NOSSA SENHORA DE FÁTIMA tem o arco e a cobertura revestidos a talha pintada e com apontamentos dourados vegetalistas, encimado por espaldar recortado, com dois anjos atlantes a ladear escudo, sobrepujado por sanefa de talha, com cornija contracurva e elementos recortados e volutados, tendo lambrequins. O interior está revestido a madeira pintada de azul, com o topo rasgado por nicho de volta perfeita e moldura composta por vários filetes, o interior com decoração vegetalista, ladeado por mísulas enquadradas por pilastras e arcos de volta perfeita. Altar paralelepipédico, do tipo expositivo. CAPELA DE SANTA CLARA com as paredes laterais revestidas a azulejos de padrão policromo e cobertura em abóbada de berço de caixotões pintados com grutescos dourados sobre fundo branco. No topo, painel pintado, com moldura, base e remate em talha dourada. CAPELA DO CRUCIFICADO com cobertura em falsa abóbada de berço, rebocada e pintada de branco, com as paredes laterais, a fundeira e os nichos retilíneos laterais revestidas a azulejo de padrão policromo, onde predomina o tipo ponta de diamante. Ao centro, nicho abatido com o interior forrado a azulejo de padrão, contendo a imagem do orago, ladeado por apainelas pintados de azul, decorados com elementos de talha com querubins e concheados. CAPELA DE SÃO SEBASTIÃO com as paredes e cobertura rebocadas e pintadas de branco e pavimento em tijoleira, tendo painel pintado envolvido por moldura de talha; mesa de altar em forma de urna. A CAPELA DE NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO tem cobertura, sanefa e interior revestido a madeira e talhada, semelhante ao de Nossa Senhora de Fátima. CAPELA DO SANTÍSSIMO rebocada e pintada de branco, com cobertura em abóbada pintada do mesmo tom, contendo painel pintado, com moldura, base e remate em talha dourada e altar com dois elementos laterais em cantaria, sobre o qual o sacrário em forma de caixa. CAPELA DE SÃO FRANCISCO com as paredes e a cobertura pintadas de branco, tendo, no topo, retábulo de talha pintada de branco e dourada, de corpo convexo e três eixos definidos por quatro estípites com elementos vegetalistas dourados, firmadas por fogaréus, sendo a estrutura flanqueada por orelhas volutadas. Ao centro, nicho de volta perfeita e moldura saliente, com o fundo decorado com apainelados de acantos, que se repetem nos eixos laterais, criando ilhargas. A estrutura remata em espaldar recortado e remate em cornija, que enquadra fecho saliente, com acantos e contendo símbolo mariano. Junto ao ARCO TRIUNFAL, várias sepulturas, com inscrições: "AQUI (...) / S(epultura) PERPETVA DE AGOS / TINHO DE MVRES / (...) / SUA MAI ISABEL / DE MVRES E DE SVA MO(lhe)R / ANGELA GOMES / E DE SEVS HERDEIROS"; "S(epultur)A DE VERISSI / MO DE ALM(ei)DA / E DE SVA M(olh)ER FR(ancis)CA / P(erei)RA E ERDE(i)RO(s) / 1684"; "S(epultur)A DE TEREZA CO / RDEIRA DA FONS / EQVA E DE SEV MARIFO MANOEL D / A FONSEQVA DE / VASC(once)LOS E P(ar)A HE / RD(ei)ROS DE CADA / COAL"; LÁPIDE NA CAPELA-MOR (encontrada em 1938) - "ESTA CAPELA É DE NUNO COELHO E DE D. LUISA DE SANDE SUA MULHER TEM N2 ANAIS E MISSAS EM CADA ANO UM POOR SUA ALMA E OUTRO A METADE PELOS QUE ESTÃO NO FOGO DO PURGATORIO E A OUTRA METADE PELOS QUE ESTÃO EM PECADO MORTAL / 1636" (ROSA, IV, 186).

Utilização Inicial

Religiosa: convento masculino

Utilização Actual

Religiosa: igreja / Cultural e recreativa: museu / Política e administrativa: serviços municipais

Propriedade

Privada: Igreja Católica (igreja e parte do convento) / Pública: municipal (cerca e parte do convento)

Afectação

Sem afetação

Época Construção

Séc. 17 / 19 / 20

Arquitecto / Construtor / Autor

ENGENHEIRO: José Correia Peres Pamplona (1868).

Cronologia

1622 - Frei António de São Luís obtém licença de D. Filipe III para edificar cenóbio em Tomar, substituindo o de Santa Cita, tendo a Câmara doado um terreno para esse fim (SOUSA, 172); 1624, 15 maio - após várias dificuldades ultrapassadas, nomeadamente a impossibilidade da Câmara ceder terrenos na Várzea Grande sem licença do rei, Frei Francisco de Évora Varejo, síndico do Convento de Santa Cita, toma posse do terreno para o futuro convento (ROSA, IV, 154); 04 julho - lavrada a escritura de doação do terreno (ROSA, IV, 154); 1625, 20 julho - D. Filipe III dá licença para a construção do convento, apesar dos protestos dos freires do Convento de Cristo (ROSA, IV, 177); 1628, 07 setembro - lançamento da primeira pedra para a fundação da igreja segundo consta na lápide que se encontra no lado esquerdo da fachada da igreja, junto à antiga portaria; 1629, 25 junho - o monarca cede, pelo período de dois anos, as verbas das condenações do corregedor para aplicar nas obras do convento (VITERBO: III, 463); 1636 - D. Francisco de Sande, na qualidade de padroeiro, faz a capela-mor, fazendo-se o convento com o auxílio financeiro de Nuno Coelho, comendador da Ordem de Cristo, sendo dotado pelo Padre António de São Luís, com contributos financeiros de Frei Bernardo da Serra, bispo de Viseu; Padre Manuel da Esperança auxiliou também financeiramente (ROSA, IV, 171); 1638 - chegam mais frades a Tomar (ROSA, IV, 194); 1660 - conclusão das obras da igreja, com a feitura da torre, fachada principal e abóbada mandada executar por frei Manuel da Esperança, ministro Provincial (ROSA, IV, 301); 1684 - data na sepultura de Veríssimo de Almeida e esposa, Francisca Pereira; 1700 - inicia-se a construção do primeiro dos dois claustros (ROSA, IV, 386); 1807, 27 novembro - as tropas espanholas estacionam em Tomar e criam um hospital no Convento (ROSA, II, 64); 1808 - instala-se o Regimento de Infantaria 11, proveniente de Penamacor (ROSA, II; 92); 1822 - o convento é entregue ao Ministério da Guerra, que nele instala o batalhão de caçadores n.º 2; a igreja é entregue à Ordem Terceira de São Francisco; 1834 uma explosão danifica uma zona do edifício (ROSA, I, 167); 30 maio - assinatura do decreto que determina a extinção das obras religiosas - artº 2º : "Os bens dos conventos, Mosteiros, Colégios, Hospícios e quaisquer casas religiosas ds ordens regulares ficam incorporads nos Próprios da Fazenda Nacional; 1847, 03 dezembro - é concedida à Câmara uma parte do Convento para se manter no local um destacamento militar, procedendo a algumas obras, como uma fornalha e uma instalação sanitária (ROSA, I, 103); 1848, 22 janeiro - chegou um contingente ao quartel, pedidndo-se mais uns quartos para sargentos e o claustro para parada (ROSA, I, 104); 16 junho - a Câmara pede o resto do edifício para os quartéis e verifica a necessidade de urgente reparo dos telhados (ROSA, I, 107); 04 setembro - é dada à Câmara o resto do edfiício e cerca (ROSA, I, 108); 15 setembro - Câmara resolve arrendar a cerca para com as verbas fazer face às obras no edifício (ROSA, I, 109); 08 novembro - a Câmara decide mandar reparar os telhados (ROSA, I, 111); 30 novembro - por portaria da Junta de Crédito Público, o convento foi entregue ao Batalhão de Caçadores n.º 7 que aí estabelece um Hospital Militar; 1849, 18 janeiro - a Câmara insiste com o Governo para exarar no auto de posse do Quartel a administração da cerca (ROSA, I, 113); 1855, 07 julho - uma ala do edifício está em mau estado e a Câmara não tem meios financeiros para o arranjar (ROSA, I, 167-168); setembro - a Câmara abandona a admninistração do mesmo (ROSA, I, 177); 1856, 24 maio -a Câmara pede que lhe seja restituída a admninistração do edifício (ROSA, I, 177); 24 julho - carta de lei de D. Pedro decretando que "o edifício e Cerca do extinto Convento de S. Francisco, situado no Largo da Várzea Grande (...), excluída a igreja, e respectivas oficinas" seja concedido à Câmara "para o fim exclusivo de se estabelecer aquartelamento para tropa, hospital e cemitério, e feita com a cláusula expressa da Câmara Municipal, se encarregar da reparação e conservação do edifício" que "devolverá para o estado nos casos de se lhe dar outra aplicação ou se, dentro de dois anos, se não principiarem os reparos de que precisa"; 29 de Julho - o Convento serve de destacamento militar de Infantaria desta cidade; 1858 - reparações no edifício, para estabelecimento de um hospital de coléricos, com a feitura de novo telhado, tratamento de rebocos e caixilharias das janelas, por 127$660 (ROSA, I, 196-197); 1863 - o telégrafo está instalado no local (ROSA, I, 223); 1862, 16 maio - a Câmara pede ao Estado, para as obras, madeira de castanho da Mata do Cerquito, em Ferreira do Zêzere, e 100 de pinho do pinhal de ElRei, em Ourém (ROSA, I, 227); 1865, 01 novembro - a cerca está arrendada a António Pereira Asseado, que se sente lesado pela tomada de parte dela pelos militares, conseguindo um abatimento no valor a pagar (ROSA, III, 58-59); 1866, 24 julho - a Câmara recebe 810 paus de madeira de castanho da Mata do Cerquito para obras (ROSA, I, 265); 13 dezembro - a Câmara manda demolir o pórtico exterior para se aplicarem um ou dois arcos na obra que vai ser feita (ROSA, I, 268); 1867, 15 fevereiro - a Câmara acha que o lado poente do claustro deveria ser regularizado com janelas, à maneira do que se fez no outro claustro (ROSA, I, 269); 1868, 25 maio - José Correia Teles Pamplona notifica a Câmara a fazer-se representar no auto de marcação dos alicerces do paiol, a abrir na cerca (ROSA, I, 282); 08 junho - reboco e pintura do exterior (ROSA, I, 283); 1869 - Auto do estado do edifício no extinto convento de São Francisco em Tomar, que foi apropriado para quartel militar pelas obras ultimamente ali executadas *2; 1870, 11 novembro - a Câmara responde à Direção Geral de Energia que a cerca do Convento se encontra na sua posse (ROSA, III, 20); 1871, 29 janeiro - o Ministério do Exército pede à Câmara a cedência da cerca para logradouro do destacamento que aí permanecia; esta informa que o destacamento já usufruiu de uma larga área, onde a Câmara despendeu várias verbas acima de 4:000$000, pelo que não via necessidade em ceder uma pequena faixa de terreno que mantinha (ROSA, III, 23); 1873, 22 abril - o Visconde de Vila Nova da Rainha informa que estão reunidas as condições para a construção do muro do quartel (ROSA, III, 40); 1899, 24 agosto - aprovação do orçamento para as novas canalizações (ROSA, III, 387); 1900, 29 maio - o Regimento de Infantaria 11 de Tomar é extinto, vindo para o local o 9.º Batalhão do Regimento de Caçadores n.º 3 (ROSA, III, 391); 1901, 20 junho - pedido de autorização da Ordem Terceira de São Francisco para levar a cabo obras no Cemitério da Irmandade (ROSA, IX, 22); 1902, 16 - instalação do Regimento de Infantaria n.º 15 (ROSA, IX, 33); 1920 - pedido de cedência ao RI15 de uns barracões que possui no lado sul da cerca do quartel e que ligam com o muro de vedação da via pública, para ali ser construido um forno e respectivos pertencentes para padaria, afim de abastecer a guarnição e cooperativa de oficiaisdesta cidade em caso de greve e outros em que o pão não possa se fornecido pela Manutenção Militar (...); 10 março - sentença da reivindicação de mera posse do prédio militar n.º 1 de Tomar e o certificado do registo na conservatória *3; 1921, 12 maio - o Quartel General da 7.ª Divisão pede uma área para construção de uma Messe de Oficiais, sendo cedido o terreno ao lado da igreja de São Francisco (ROSA, IX, 522); 1922, 11 setembro - enviado um arrolamento e inventário da igreja (ROSA, IX, 548); 1937 - são transferidas para esta igreja as telas pertencentes à capela-mor da igreja do Mosteiro das Trinas do Mocambo, em Lisboa (v. IPA.00003151), atribuíveis, segundo Vítor Serrão, a André Gonçalves e à oficina de António Oliveira Bernardes; 1938 - durante as obras, foi descoberta a lápide do padroeiro da capela-mor (ROSA, IV, 186); 1939, 10 março - posto a concurso a construção da cozinha do Rancho Geral do Batalhão de Caçadores n.º 2, com a base de 51200$00 (Cidade de Tomar, 19-02-1939); 1941, 19 janeiro - abertura da igreja ao culto, após obras de remodelação, sendo integrado, na capela-mor, a Casa da Paixão, vinda do Convento de Xabregas (v. IPA.00005068); o retábulo-mor vem das Trinas*4, tendo sido recentemente dourado (Cidade de Tomar, 12-01-1941); 1951 - as obras da messe ainda decorrem (Cidade de Tomar, 04-03-1951); 1957 - pedido pela União dos amigos dos Monumentos da Ordem de Cristo para anexar o claustro à igreja, considerando que este não dava passagem para nenhuma outra dependência do quartel, podendo isolar-se do resto, fechando as portas que comunicam com a escada principal; também se torna necessário a cedência da antiga portaria, junto à igreja, para comunicação do claustro com a rua; 1958 - foi feita a proposta de classificação do conjunto da Igreja e claustro sul, chamado de São Francisco; pedido de entrega do claustro pela União dos Amigos dos Monumentos da Ordem de Cristo (...) "Claustro enquanto belo exemplar da arquitectura do séc. 17, tendo sido entaipadas as suas arcarias tanto no 1º como no 2º piso" (...); 1961 - o pedido foi recusado, informando que quando sair o RI15 o edifício irá, provavelmente, ser ocupado pelo Quartel General; 1964 - o regimento de infantaria nº 15 é transferido para novas instalações; a Ordem Terceira ocupa o claustro; 1965 - instalação no edifício do Laboratório Militar de Produtos Químicos e Farmacêuticos; cedidas à Câmara, a título provisório, algumas dependências do RI15, para servirem de arrecadação, durante a construção da nova ponte sobre o rio Nabão; 1972 - estudo das obras necessárias para instalar no Convento de São Francisco o Quartel General (PT DGEMN:DSARH-006/264-0266/08/4); 1973, 28 dezembro - o Ministério do Exército sujeita a servidão militar uma área de terreno confinante com as propriedades militares do Convento de São Francisco, da messe de oficiais e da delegação da Manutenção Militar na cidade de Tomar (Decreto nº 705/73 - DG, I Série - nº 300); 1975 - ocupação do espaço pelo Batalhão de Serviço de Saúde; utilização do parque auto e bombas de gasolina pelo Hospital Militar 3; instalação provisória do Tribunal Militar Territorial de Tomar; 1978 - o edifício encontrava-se em avançado estado de degradação a nível das coberturas; infiltrações originando danos nos tectos e abóbadas; derrocada da parte central da abóada e telhado, sobre a escadaria principal do convento de São Francisco; solicitado pela Ordem Terceira de São Francisco de Tomar a concessão dos claustros contíguos à igreja e dependências anexas; cedência do edifício à Câmara, excepto o claustro da Ordem que fica em sua posse (ROSA, 1991, 130); 1979, 06 setembro - toda a área ocupada por serviços militares foi desafeta ao Ministério da Defesa Nacional e devolvida ao Ministério das Finanças; 1982, 05 julho - publicação da Portaria a autorizar a cessão, a título definitivo, e mediante a compensação de 90.000$00, à CMTomar, da parte não classificada do antigo convento de São Francisco, "devendo vedar os vãos que existam nas paredes que separam a parte cedida, e de demolir os anexos adossados à fachada posterior do edifício, DR, 2.ª série, n.º 165/1982 *5; 1980 - aquisição de metade sul do convento pela Câmara de Tomar para instalação dos serviços culturais, por 90.000$00 (Actividade Municipal, 1982, 197); 1982 - instalação dos serviços culturais da Câmara no local (Actividade Municipal, 1982, 219); 1986 - o quartel de São Francisco foi entregue à Escola Prática do Serviço de Material a título precário passando as instalações a ser ocupadas pelo Tribunal Militar Territorial de Tomar; Delegação de Tomar do Instituto de Ação Social das Forças Armadas e pela Cruz Vermelha Portuguesa; terminam as obras de remodelação do edifício pela Câmara (ROSA, 1991, 131); 1987 - inauguração do Museu dos Fósforos (ROSA, 1991, 132); 1996 - o edifício da ex-messe de oficiais foi cedido ao Instituto de Ação Social das Forças Armadas; 1999 - a queda de um raio provoca o arranque da cruz do coroamento da fachada, danificando parcialmente a cobertura e a rede eléctrica; 2000 - parte do edifício encontrava-se ocupado pelo Tribunal Militar; 2007 - escavações no local, sendo detetadas onze estruturas arqueológicas, três das quais correspondentes a caneiros de pedra, possivelmente da época de construção do convento e posteriormente restaurados com cimento; as demais correspondem a muros dos séculos 18 e 19; três destas estruturas, situadas junto ao Museu do Fósforo, formam um pequeno compartimento paralelo ao convento, talvez um anexo; foi detetado um pequeno troço da calçada do antigo pavimento do claustro (Portal Arqueólogo).

Dados Técnicos

Sistema estrutural de paredes portantes.

Materiais

Estrutura em alvenaria, rebocada e pintada; socos, pilastras, pilares, cornijas, pináculos, modinaturas, cruzes, pavimentos, bacias dos púlpitos em cantaria de calcário; retábulos de talha pintada e dourada; revestimentos e painéis de azulejo tradicional; mobiliário, guarda-vento, portas, pavimentos e tetos de madeira; pavimento da igreja e capelas em ladrilho cerâmico; janelas com caixilharias de madeira e vidro simples; cobertura em telha cerâmica.

Bibliografia

«Actividade Municipal» in Boletim Cultural e Informativo da Câmara Municipal de Tomar. Tomar: Câmara Municipal de Tomar, 20 outubro 1982, n.º 4, pp. 197-221; «Actividade Municipal» in Boletim Cultural e Informativo da Câmara Municipal de Tomar. Tomar: Câmara Municipal de Tomar, 1 março 1985, n.º 8 e 9, pp. 193-203; FRANÇA, José-Augusto - Tomar. Lisboa: Editorial Presença, 1994; Garcez, F.A. - A construção do convento de S. Francisco de Tomar in Anais da União dos amigos dos Monumentos da Ordem de Cristo. Tomar: União dos amigos dos Monumentos da Ordem de Cristo, s.d., vol. III; ROSA, Alberto de Sousa Amorim - Anais do Município de Tomar. Tomar: Câmara Municipal, 1940, 1966, 1967, 1974, vols. I, II, III, IV e IX; ROSA, José Inácio da Costa - «Evolução da fisionomia urbana, arquitetónica e construtiva de Tomar». In Tomar - Perspectivas. Tomar: Festa dos Tabuleiros, 1991, pp. 57-135; SIMÕES, João Miguel - O Convento das Trinas do Mocambo: Estudo Histórico-Artístico. Lisboa: 2004; SOUSA, João Maria de - Noticia descriptiva e historica da cidade de Thomar. Rio Maior: Litografia Antunes, 1991, 2.ª ed. [1.ª ed. de 1903]; «Vária» in Monumentos. Lisboa: DGEMN, 2000, n.º 12 e n.º 13.

Documentação Gráfica

DGPC: DGEMN:DRMLisboa

Documentação Fotográfica

DGPC: DGEMN/DSID, DGEMN:DRMLisboa, SIPA, Arquivo " Mural da História"

Documentação Administrativa

DGPC: PT DGEMN:DREL-1799/05, PT DGEMN:DSARH-006/264-0266/08/4; DSE: Tombo Militar

Intervenção Realizada

CMTomar: 1862 / 1863 - obras de remodelação do edifício; DGEMN: 1937 - colocação de altares pertencentes ao Convento das Trinas na Igreja de S. Francisco; DAE: 1951- reconstrução do pára-balas e docel da madeira da carreira de Tiro; reconstrução de um barracão para arrecadação da palha no quartel RI15; 1954 - reparação dos telhados (1ª fase); 1955 - reparação da instalação eléctrica (1ª fase); 1956 - reparação da instalação eléctrica (2ª fase); 1957 - revestimento com azulejos das paredes e mosaico hidráulico do pavimento da mese dos sargentos; adaptação de uma dependência a serviços especiais no RI15; construção de 2 casernas obtidas pela elevação de um andar em edifício existente; 1959 - arranjo da sala de oficiais e gabinete do oficial de dia; 1960 - obras gerais de reparação, consolidação e limpeza; 1964 - obras de adaptação para instalação do Quartel General da 2ª Região Militar e casa de reclusão: 1970 / 1971 - reparação de 2 dos arcos do coro que tinham abatido c. de 15 cm.; reforço da fachada principal que se tinha desligado das paredes longitudinais e da abóbada; 1983 - obras gerais de remodelação; PROPRIETÁRIO: 1984 - obras de recuperação nas dependências pertencentes à Câmara (Actividade Municipal, 1985, 195); DGEMN / DRML - 1999 / 2000 - beneficiação das coberturas situadas sobre a nave central, altar mor e capelas laterais situadas junto á fachada Norte; consolidação dos pináculos e recolocação da cruz do coroamento da fachada principal.

Observações

*1 - DOF: Igreja de São Francisco e respectivo claustro; a classificação respeita apenas à igreja e ao claustro. *2 - Auto do estado do edifício no extinto convento de São Francisco em Tomar, que foi apropriado para quartel militar pelas obras ultimamente ali executadas - aos 15 dias do mês de Junho do ano 1869 nesta cidade de Tomar e edifício do extinto convento de S. Francisco apropriado para quartel militar pelas obras que ultimamente se alli fizeram, se reuniu o conselho composto do Major do Estado Maior Engº Miguel Baptista Maciel, do capitão Engº José Correia P. Pamplona, e que fora director das respectivas obras e do alferes do Batalhão de Caçadores nº 6, Manoel M. Dias, actualmente destacado nesta cidade (...) afim de na conformidade do disposto na ordem do exército nº 92 de 17 de Set. 1852 se proceder ao exame do estado em que ficou o edifício com as referidas obras ultimamente executadas e que terminaram há pouco, as quais tiveram por fim, como já foi dito apropriar o dito edifício para quartel dum corpo de infantaria; cumprindo também a este conselho depois de findo o exame do edifício fazer entrega dela ao último dos oficiais acima mencionados na qualidade de comandante do destacamento aqui da guarnição" (DSE: Tombo Militar, 1869). *3 - *8 - Descrição Predial: "Número 26905, a folhas 129 v. Do livro B 68º. Edifício que foi convento da Ordem de S. Francisco que consta de casa de 2 pavimentos e terreno anexo com outros edifícios para cavalariça, paiol e outros serviços situado no largo 5 de Outubro da cidade de Tomar a confinar com Francisco Pinto e Igreja de S. Francisco, nascente com o lg. 5 Outubro, sul com abegoaria e poente com aterro da estrada de Paialvo (...)" (DSE: Tombo Militar). *4 - o retábulo tinha, ao centro, trono em talha, com pintura amovível, representando a "Coroação da Virgem pela Santíssima Trindade", atualmente no Convento de Cristo, e lateralmente esculturas dos santos patriarcas da ordem dos trinitários. *5 - descrição da zona classificada e não classificada do antigo convento de São Francisco, devolvido ao Ministério das Finanças em 1979: - Prédio urbano, com entrada pela avdª. General Bernardo Faria, situado na freguesia de S. João Baptista, composto por edifício de forma quadrangular, com 2 pisos e claustro interior. Tem área coberta de 767 m2, e descoberta de 529 m2, correspondente ao claustro. Confronta do norte com a igreja de S. Francisco, do sul com CM Tomar (corpo do antigo convento), do nascente com via pública, e do poente com estado. Zona não classificada: Prédio urbano, com entrada pela avdª. General Bernardo Faria, situado na freguesia de São João Baptista, composto por edifício de forma quadrangular, com 2 pisos e pátio interior correspondente ao edifício principal do antigo convento. Tem área coberta de 1.507 m2, e descoberta de 1.306 m2, correspondente ao pátio. Confronta do norte com a parte classificada do antigo convento de S. Francisco, do sul com estado do nascente com via pública, e do poente com estado (DSE: Tombo Militar).

Autor e Data

Paula Figueiredo 2019

Actualização

 
 
 
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