Observatório Astronómico da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto / Observatório Astronómico do Professor Manuel de Barros

IPA.00020499
Portugal, Porto, Vila Nova de Gaia, Oliveira do Douro
 
Observatório Astronómico construído pelo Estado em meados do séc. 20, com planta semi-oval, composto por estrutura metálica revestida com persianas de madeira, rasgada ao centro por duas portadas rolantes que deslizam sobre carris metálicos, permitindo a observação dos astros. Apresenta características semelhantes ao observatório de Berlim.
Número IPA Antigo: PT011317120130
 
Registo visualizado 292 vezes desde 27 Julho de 2011
 
   
   

Registo

 
Edifício e estrutura  Edifício  Científico  Estação / Observatório  Estação / Observatório astronómico  

Descrição

Edifício de planta retangular, composto por fundações em alvenaria e paredes, com cerda de cinquenta centímetros de elevação acima do solo, também em alvenaria, onde assenta estrutura metálica semi-oval, coberta exteriormente por persianas de madeira. Apresenta duas portadas rolantes na direção E/O, sobre carris, que permitem a abertura de uma fenda com cerca de três metros de largura, para observação dos astros no meridiano. INTERIOR com soalho e rodapé de madeira e estrutura metálica, com portas e e janelas exteriormente também revestidas com persiana de madeira.

Acessos

Oliveira do Douro, Alameda do Monte da Virgem

Protecção

Categoria: MIP - Monumento de Interesse Público, Portaria n.º 719/2012, DR, 2.ª série, n.º 237 de 07 dezembro 2012

Enquadramento

Periurbano, isolado, na parte alta do designado Monte da Virgem, envolvido por vegetação variada e nalguns pontos densa, e por algumas construções de diferente volumetria, dispersas.

Descrição Complementar

Utilização Inicial

Científica: observatório astronómico

Utilização Actual

Científica: observatório astronómico

Propriedade

Pública: Estatal

Afectação

Sem afetação

Época Construção

Séc. 20

Arquitecto / Construtor / Autor

FORNECEDOR DE MOBILIÁRIO: Bernardo Gomes da Fonseca (1950).

Cronologia

1948 - Construção do Observatório pela Direcção Regional de Edifícios e Monumentos do Norte, tendo como impulsionador o Professor Manuel de Barros; 1950 - 1952 - concurso público para aquisição de mobiliário; 1950, setembro - abertura de concurso público para aquisição de mobiliário; 25 setembro - auto de abertura das propostas e adjudicação da aquisição de mobiliário a Bernardo Gomes da Fonseca (Lugar do Espinhaço, Avintes); 2008, 02 abril - proposta de abertura do processo de classificação pela DRCNorte; 03 abril - Despacho de abertura do processo de classificação pela vice-pdiretor do IGESPAR; 03 dezembro - proposta de classificação como Imóvel de Interesse Público; 2009, 07 janeiro - parecer favorável à classificação do edifício pelo Conselho Consultivo do IGESPAR; 2010, 01 junho - Despacho de homologação da classificação como Imóvel de Interesse Público do Secretário de Estado da Cultura; 2011, 24 novembro - publicação do Anúncio n.º 17384/2011, DR nº 225, 2ª Série, sobre o projecto de decisão relativo à classificação como Monumento de Interesse Público e fixação da respetiva Zona Especial de Proteção.

Dados Técnicos

Sistema estrutural de paredes portantes.

Materiais

Fundações e paredes de elevação até 0,50 m em alvenaria; estrutura metálica em perfis normais de ferro zincado, com parede dupla de chapa de ferro zincada; revestimento com persianas de madeira de castanho; pavimento e rodapé em soalho de pinho; estrutura dos carris em ferro.

Bibliografia

Ministério das Obras Públicas - Relatório da Actividade do Ministério no ano de 1950, Lisboa, 1951.

Documentação Gráfica

IHRU: DGEMN/DREMN - 0990/09, 0990/24, 1773/20

Documentação Fotográfica

IHRU: DGEMN/DREMN

Documentação Administrativa

IHRU: DGEMN/DREMN - 0014/04, 0990/03, 0990/07-18, 0990/21-24, 1164/03, 1194/04-07, 1397/08, 1494/04, 1542/07, 1635/02, 1670/33, 1685/10, 1710/09, 1785/16, 1815/05, DGEMN/REE - 0029/06, 0149/02, DGEMN/CAM - 0281/25, 0325/10, DGEMN/DSC - 0247/017, DGEMN/DSARH - 007/234-0005/34, 013/288-0239/01

Intervenção Realizada

DGEMN: 1953 - obras de reparação e revestimento com chapa de ferro galvanizada, na cobertura; 1961 - diversas obras de reparação, para melhorar as condições de arejamento e diminuição do teor de humidade da cave do edifício, de modo o evitar o apodrecimento do soalho e vigamento do rés-do-chão: impermeabilização das paredes, colocação de seis "vent-axias", beneficiação e ampliação das tomadas de ar, reparação do soalho e vigamento; 1967 - beneficiação de paredes e tetos no interior da cave do edifício principal, incluindo caiação e pinturas, pintura das carpintarias da mesma zona, substituição de loiças anitárias; 1968 - substituição de persianas, reparação de pavimentos interiores, impermeabilização de paredes interiores, abertura de um vão de porta, abertura de um vão de janela; 1969 - continuação do arranjo dos pavimentos exteriores com calçada de cubos graníticos, execução de plintos de cantaria, para suporte de aparelhagem nas diversas barracas de instrumentos, assentamento de gradeamentos de ferro, arranjos exteriores.

Observações

Os edifícios projetados compreendiam: edifício principal, casa do guarda com pórtico de entrada, barraca observatório para o instrumento de passagens no meridiano, abrigo da mira N., abrigo da mira S. e aparelho da equação pessoal, pequena cúpula para o teodolito.

Autor e Data

Ana Filipe 2013

Actualização

Margarida Elias (Centro de Investigação em Arquitectura, Urbanismo e Design (CIAUD-FA/UTL)) 2014
 
 
 
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