Colégio de São Sebastião / Real Fábrica de Lanifícios de Portalegre / Fábrica Grande de Portalegre / Câmara Municipal de Portalegre

IPA.00002041
Portugal, Portalegre, Portalegre, União das freguesias da Sé e São Lourenço
 
Arquitectura educativa, estilo chão, maneirista, barroca, eclética. Colégio da Companhia de Jesus, com igreja do lado direito e com as dependências colegiais organizadas em torno de um pátio rectângular, que não se encontra definido pela inconclusão de duas alas do colégio (a ala N. e a ala O.). Igreja de planta longitudinal com nave única para onde abrem quatro capelas à face, não comunicantes, com transepto inscrito e capela-mor mais estreita e mais baixa, pouco profunda, ladeada por capelas pouco profundas; tribunas sobre as capelas laterais e colaterais; sacristia situada no corpo do colégio; cobertura em abóbada de canhão; amplamente iluminada por janelões; fachada principal harmónica, tripartida, rasgada por três portais, e duas ordens de janelas. Interior com coro-alto, capelas laterais com acesso por arco de volta-perfeita. Sacristia de planta longitudinal, integrada na ala colegial com acesso indirecto. Dependências colegiais com acesso principal pelo alpendre situado na fachada principal, comunicando directamente com a portaria; colégio que segue de muito perto o desenho do Colégio jesuíta de Elvas (v.1207010024). A adaptação a fábrica de lanifícios implicou a edificação de volume adossado à direita da igreja respeitando a volumetria do antigo espaço colegial. No Séc. 21 o edifício ganha uma nova funcionalidade que visa essencialmente a criação de gabinetes e de um centro de congressos no corpo da igreja, passando assim por um projecto de recuperação da estética colegial, num esforço interpretativo da linguagem construtiva original, tendo sempre como referência o antigo colégio jesuíta de Elvas (v.1207010024). Não foram encontrados acessos para púlpitos podendo-se presumir que estes seriam externos à estrutura da igreja. O edifício ainda conserva interessantes vestígios de pintura mural na sala do antigo refeitório, na antiga Sala do Capítulo e em outra sala voltada a S. A adaptação a fábrica de lanifícios durante a segunda metade do século 18 e no século 19, espaço que assumiu, até muito recentemente, um papel central na convivência social e profissional em Portalegre, respeitou rigorosamente a volumetria do espaço colegial, remetendo o corpo da igreja para o centro do conjunto.
Número IPA Antigo: PT041214080036
 
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Registo

 
Edifício e estrutura  Edifício  Educativo  Colégio religioso  Colégio religioso  Companhia de Jesus - Jesuítas

Descrição

Planta composta por igreja adossada a E. do corpo colegial e acrescento rectângular a E. correspondente à extensão do espaço fabril, resultando na centralidade do corpo da antiga igreja em relação ao conjunto actual, sendo todo este alinhado na fachada principal. Antiga igreja de planta longitudinal, nave única; teria coro-alto, transepto inscrito, com capela-mor ladeada por colaterais, com quatro capelas laterais à face, sacristia situada no corpo colegial e outras dependências na parte posterior das capelas da cabeceira, entre estas a Sala do Capítulo; a planta do antigo colégio descreve um L, denunciando a inconclusão do mesmo, que visaria antes a organização em torno de um pátio central de planta rectângular; no piso 0 deste corpo percorrem dois corredores, acedidos pela antiga portaria do colégio, compartimento denunciado pela existência de um alpendre à entrada, dispondo-se um destes ao longo de toda a extensão da igreja, dando acesso a várias dependências, entre estas a antiga sacristia e as escadas de acesso ao piso superior, e um segundo que percorre paralelamente à fachada principal, dando por sua vez acesso a várias salas adossadas à fachada principal; esta composição repete-se em parte no piso superior mas não no piso -1, criado para vencer o desnível do terreno a poente; o corpo criado a nascente como extensão dos espaços fabris resume-se a uma planta rectângular multiplicada por quatro pisos suportados por pilares dispostos em duas linhas longitudinais de 10 pilares cada em relação ao corpo em questão, sofrendo actualmente uma compartimentação interna dispondo várias salas em torno de um corredor central que atravessa em altura todos os pisos até à cobertura; o último piso corresponde à zona do telhado. Volumes escalonados e articulados, massas dispostas na horizontal, com cobertura diferenciada em telhados de três águas na igreja, com a terceira água sobre a cabeceira, de três águas no corpo S. do colégio e de duas águas no corpo E. do mesmo, e de três águas na fábrica. FACHADAS: Fachadas rebocadas e pintadas de branco. Fachada principal voltada a S. composta de um corpo central correspondente à antiga igreja, ladeado à esquerda pelo corpo do colégio e à direita pelo corpo da fábrica; IGREJA: fachada principal da igreja com três registos definidos por um friso sobre o primeiro e uma cornija sobre o segundo, estando esta última à altura dos beirados dos corpos adossados; composta pelos panos das antigas torres sineiras que prolongam de forma alinhada o corpo da igreja, emolduradas por pilastras lisas, em pedra, assentes sobre pedestais, e com frestas emolduradas em cantaria nos vários registos, não possuíndo os campanários originais; no primeiro registo do pano central abrem-se três vãos correspondentes ao acesso ao Centro de Congressos, que corresponderiam à localização dos antigos portais, e com janelas axiais aos portais no segundo e terceiro registo; a encimar o corpo da igreja, assente sobre uma cornija, corre uma balaustrada em pedra. CORPO COLEGIAL: fachada principal na continuidade da igreja, acompanhando o desnível do terreno. De pano único com cunhal de cantaria assente sobre plinto a O.; embasamento em pedra e remate recto com beirado; duas linhas de rasgamento de vãos acima do embasamento, a inferior, correspondente ao piso térreo, com 11 vãos, sendo o segundo, da esquerda para a direita, uma janela de varandim, e o nono o portal de entrada para a antiga portaria, sendo este antecedido por um alpendre, de planta quadrada sobre patamar acedido por três degraus: quatro colunas toscanas, duas delas embebidas na fachada, suportam entablamento coroado nos ângulos por pináculos e por frontões curvos recortados formados por cartela central amparada por aletas volutadas com decoração vegetalista; cobertura em cupulim de 4 panos, revestidos a azulejos branco e azuis de figura avulsa representado vários animais e flores, com pináculo em pedra no cimo rematada por cruz de metal. Os dois vãos que ladeiam este último correspondem a duas janelas que fogem do ritmo das restantes situando-se mais próximas do portal. No registo superior, correspondendo ao piso 1, 10 vãos de janelas sendo a segunda e a décima de varandim correspondendo interiormente ao ponto de intersecção entre os corredores perpendiculares à fachada principal e a mesma. Entre o décimo vão e o vão axial a este no piso inferior, abre-se um óculo para o piso térreo; ainda nesta fachada, mais precisamente à esquerda, abre-se um vão emoldurado em cantaria à altura do embasamento e que dá acesso ao piso -1; fachada lateral O., com remate recto com beirado, de três registos, no inferior duas janelas, nos superiores janelas axiais sendo a primeira, da esquerda para a direita, de varandim; fachada posterior correspondente ao que seria para ser um dos alçados do pátio interno, o alçado S., composto por dois registos, sendo o primeiro formado por quatro arcos assentes em pilastras unidas pelas impostas e o segundo registo por 6 janelas de varandim rematadas por entablamento, assentes sobre um friso contínuo, sendo as 4 primeiras, da esquerda para a direita, axiais com os arcos do primeiro registo, enquanto as restantes situam-se sobranceiras ao edifício adossado ao primeiro registo. Fachada voltada a O. da ala E. do colégio, articulada com a fachada posterior do corpo S. do colégio (o referido alçado S.), com remate recto com beirado e com cunhal a N.; com três linhas de rasgamento de janelas, a inferior correspondente a três janelas do piso -1, a segunda, com 3 janelas e uma porta, da esquerda para a direita, e a terceira com 3 janelas, não axiais com as inferiores, sendo a primeira ligeiramente integrada no cunhal; entre as suas linhas de vãos superiores, duas janela correspondentes internamente aos patamares das escadas de acesso ao piso superior. Fachada posterior do corpo E. do colégio alinhada com a fachada posterior do corpo da igreja; a primeira sem continuidade do remate recto com beirado e com janelas dispostas desordenadamente; fachada posterior do corpo da igreja com um registo superior definido por um friso, com janelas de varandim com guardas de ferro, correspondendo internamente à Sala do Capítulo; a extremidade E. do friso assenta sobre uma aleta volutada que parte do cunhal E. da fachada; fachada pontuada abaixo do registo superior por várias janelas dispostas desordenadamente, uma destas de varandim, correspondendo internamente às galerias que percorrem por detrás da cabeceira da igreja; ainda nesta fachada, abre-se inferiormente um portal. Fachada do corpo da igreja voltada a E., parcialmente adossada à esquerda pelo corpo da antiga fábrica, com duas janelas de varandim axiais uma à outra. ANTIGA FÁBRICA: fachadas rebocadas e pintadas de branco. Fachada principal alinhada com a fachada da igreja, num plano mais recuado a esta, com cunhal a E., embasamento de pedra e com remate recto com beirado; com 3 linhas de rasgamento com 11 vãos, o inferior com janelas e um portal no sexto vão, sendo este ligado à janela superior através de um painel pétreo adornado com volutas e folhagens, encimado por um fino entablamento que corresponde igualmente ao peitoril da janela do registo superior, janela que por sua vez apresenta um entablamento onde assenta a janela da terceira linha de vãos. Segunda e terceira linha de vãos correspondentes a janelas axiais com os vãos do registo inferior, sendo o espaçamento entre estas duas linhas mais estreito do que o espaçamento que distancia o segundo registo do primeiro. Fachada lateral E. com a continuidade do embasamento e beirado da fachada principal, com duas linhas de rasgamento, a inferior situada muito acima do nível do terreno, com duas janelas e uma porta que se acede por meio de um lanço recto de escadas dispostas paralelamente à fachada, resguardadas por um murete; registo superior com 3 janelas axiais aos vãos inferiores. Fachada posterior parcialmente adossada a E. por um edifício, com embasamento de pedra e remate recto com beirado; com três linhas de rasgamento com espaçamentos entre linhas idêntico à da fachada principal, sendo a inferior de 9 vãos, com portal com arco de volta-perfeita no quarto vão a contar da esquerda, e com janelas com gradeamento em ferro nos restantes vãos; registos superiores com janelas axiais aos vãos inferiores, somando à linha superior um vão situado sobranceiro ao edifício adossado. INTERIOR: ANTIGA IGREJA: nave e coro-alto (reconstruído) com cobertura de abóbada de berço sobre sanca envolvente; alçados de alvenaria rebocada; alçado S. com três registos, o inferior com os vãos dos portais da fachada principal, e os superiores, situados por cima do coro-alto, com janelas; portas de acesso à antiga fábrica no alçado lateral E., debaixo e sobre o coro-alto; portas de acesso ao piso 0 e ao piso 1 do antigo colégio no alçado oposto. Na nave alçados idênticos, cada uma com duas capelas laterais à face, com arco de volta-perfeita, encimadas axialmente por vãos correspondentes a tribunas. Dois arcos de volta-perfeita abrem para os topos do transepto, sendo estes mais altos do que os arcos das capelas laterais. Alçado N. com arco triunfal de volta perfeita em pedra, ladeado pelos arcos de volta-perfeita, mais baixos, das capelas colaterais. Estas últimas são encimadas por molduras em pedra correspondentes a tribunas, idênticas às dos alçados laterais da nave. No tímpano duas pinturas murais representando a Nossa Senhora numa cartela central emoldurada por ornamentação vegetalista. CORPO COLEGIAL: edifício inacabado, não tendo sido executadas as alas N. e O. que fechariam com as existentes em torno de um pátio rectângular. Paredes rebocadas e pintadas de branco, pavimento em pedra granítica, tal como os cunhais dos cruzamentos dos corredores. Alas existentes com dois pisos e mais um piso que vence o desnível do terreno a O.. Piso térreo com acesso principal pelo alpendre, situado na fachada principal, comunicando directamente com a portaria do antigo colégio, que por sua vez dispõe de dois portais com entablamento em cada alçado lateral; os do alçado O. dão acesso, da esquerda para a direita, às salas adjacentes, onde é possível descer através de uma rampa até ao piso -1, e ao corredor para onde se abrem as 4 arcadas para o exterior, sendo este corredor dotado de uma cobertura de abóbadas de aresta; neste corredor, é ainda possível ver um quinto arco da sequência das arcadas; os portais do alçado E. da portaria dão acesso ao corredor que percorre a ala E., este com cobertura de abóbada de berço, e que por sua vez comunica com a igreja, com as escadas de acesso ao piso superior, à sacristia, às escadas que descem para compartimentos do piso -1, e às galerias que percorrem por trás da cabeceira da igreja; a sacristia é ampla e dispõe de abóbada de berço; o alçado S. desta apresenta um pequeno nicho. Escada de acesso ao piso superior aberta para o corredor E. através de uma arco de volta-perfeita em pedra, sendo constituída por três lanços rectos com dois patamares dotados de janelas. Piso superior com organização idêntica ao do piso inferior. Corredor S. com acesso a várias salas comunicantes entre si com janelas com uma conversadeira, com pavimento em madeira; destaca-se alguns vestígios de pintura no tecto de uma das salas. Corredor E. com abóbada de berço, compartimentada transversalmente por divisórias em vidro com portas; dá acesso ao coro-alto, tribunas, Sala do Capítulo, e ao antigo refeitório. O antigo refeitório, situado sobre a sacristia, tem pavimento em madeira; destaca-se neste a pintura mural no alçado S., representando uma cruz. No extremo N. do corredor acede-se a uns compartimentos que conduzem a uma escada estreita que comunica directamente com a Sala do Capítulo. Esta situa-se por detrás da cabeceira da igreja e sobre um complexo sistema de galerias; é dotada de abóbada de berço que arranca de uma sanca envolvente; no alçado S. abre-se um vão dividido pela sanca, sendo precedido por degraus e com volutas no tímpano formado através de uma penetração da abóbada; destaca-se a pintura do tecto com uma cartela central adornada com motivos vegetalistas. ANTIGA FÁBRICA: organiza-se em quatro pisos, sendo o último ao nível da cobertura; edifício adaptado à nova função; paredes rebocadas e pintadas de branco, com pavimento em pedra mármore e em madeira nos gabinetes; o piso térreo tem acesso principal pelo portal situado na fachada principal; as salas encontram-se adossadas às fachadas e são acedidas através de um sistema de escadas, varandas e pontes de perfis metálicos que preenche um corredor com um pé direito que vai do piso térreo à cobertura. Este corredor é iluminado pelo cume avidraçado da cobertura, assente em asnas de madeira. Os pisos 2 e 3 são idênticos, dispondo de várias salas e gabinetes. O piso 4 é um espaço ganho dentro do telhado, sendo o tecto formado pelas águas do telhado. Neste piso, para além das salas e gabinetes, apresenta uma cozinha, um refeitório e um arquivo.

Acessos

Rua Guilherme Gomes Fernandes, Rua Primeiro de Janeiro (antiga Rua dos Canastreiros), Rua Diogo da Fonseca (antiga Rua dos Silveiros). WGS84 (graus decimais) lat.: 39,294933; long.: -7,429168

Protecção

Incluído na Área Protegida da Serra de São Mamede (v. PT041214020015)

Enquadramento

Urbano, em declive que pende para O., adossado a N. por edifício que prolonga a fachada O. do antigo colégio, voltada para a R. 1º de Janeiro; adossado também a N. por edifício que prolonga a fachada E. da antiga fábrica. Fachada principal e fachada E. da antiga fábrica abertas para o Jardim da Corredoura; fachada principal da igreja e colégio e fachada O. do colégio abertas para estrada de circulação automóvel com casas de habitação com cafés nos pisos térreos (Rua Guilherme Gomes Fernandes e Rua Primeiro de Janeiro); fachada posterior do conjunto edificado voltada para o interior do quarteirão ocupado por oficinas e acedido através da Rua Diogo da Fonseca.

Descrição Complementar

EPIGRAFIA: inscrição gravada em lápide rectângular situada na fachada principal do colégio, ao lado esquerdo do alpendre; tipo de letra: capital quadrada; leitura: ALPENDRADA DO COLEGIO DE S. SEBASTIAO SEC. XVII.

Utilização Inicial

Educativa: colégio

Utilização Actual

Política e administrativa: câmara municipal

Propriedade

Pública: municipal

Afectação

Sem afectação

Época Construção

Séc. 17 / 18 / 19 / 21

Arquitecto / Construtor / Autor

ARQUITECTOS (2003): Mateus do Couto (sobrinho), Fernando Sequeira Mendes, Jorge Catarino Tavares e ArquiEspaço, empresa de arquitectura; ENGENHEIROS (2003):Tomás Vila Nova de Sequeira; ENGENHEIROS CIVIS (2003): João Appleton (A2P Lda.) (fundações e soluções estruturais), José Cantinho Pereira (instalações de águas); ENGENHEIROS MECÂNICOS (2003): José Galvão Teles (instalações electromecânicas e climatização), Fernando Correia (rede de gás), António Portugal e Ruben Sobral (projecto segurança contra incêndio), Ruben Sobral ( instalações eléctricas, telefone e segurança electrónica.

Cronologia

1605 - iniciam-se as obras do Colégio de São Sebastião de Portalegre no lugar da Corredoura de Baixo, após se fixar um contrato entre o Bispo de Portalegre, D. Diogo de Gouveia, o Pe. Manuel Ceia e a Companhia de Jesus, sendo esta última representada por António de Vasconcelos e pelo Pe. Estevão de Castro; esta iniciativa parte da vontade do Bispo em estimular a formação dos sacerdotes e o serviço da cultura, tendo este cedido provisoriamente aos padres jesuítas a igreja de Santa Maria-a-Grande e respectivos anexos, para que aí formassem um centro de estudos onde poderiam ministrar as aulas de casuística e latim; 1617 - já funcionava como colégio; 1678 - execução de plantas, desenhos de alçados do edifício do colégio por Mateus do Couto (sobrinho), correspondendo a eventuais remodelações do edifício; 1757 - inventário dos bens móveis do colégio; 1759 - com a expulsão dos Jesuítas o Colégio de Portalegre é apropriado pelo Estado; 1771, 15 Julho - o Marquês de Pombal envia a Manuel Bernardo de Melo e Castro, Governador de Armas da Província do Alentejo, uma carta em que o encarrega de "animar o estabelecimento de uma fábrica de panos na Província do Alentejo", destinado à transformação de lã e algodão; esta iniciativa encontra-se inserida num vasto plano de industrialização do país, orientado pelo próprio Marquês, e que passou por um investimento de capital extraído do Tesouro Nacional, sendo aplicado através da Junta do Comércio; a fábrica deveria ser entregue a particulares, sendo como tal necessária a criação de uma sociedade administradora; a escolha de Portalegre para a implantação da dita fábrica passa por 3 critérios: a localização, privilegiada pela proximidade de recursos de energia hidráulica; a abundância de matéria-prima, nomeadamente da lã e algodão; e a tradição manufactureira, que vincula esta região com a produção têxtil; 1772, 08 Abril - inicia-se o processo de fiação; 1772, fins de Abril - início da tecelagem, encontrando-se montado um tear; 1772, 14 Maio - por falta de iniciativas privadas, presas sobretudo ao alto risco financeiro envolvido na administração da fábrica, o Estado resolve assumir o controlo total da fábrica, dando ordens à Junta do Comércio para que assistisse às despesas necessárias para o estabelecimento da fábrica; através de um despacho desta data, é estipulado que o dinheiro necessário saia do cofre dos faróis e do fundo dos 4% da reconstrução de Lisboa de após do terramoto; para as obras de adaptação do edifício são conduzidas pelo Ministro de Estado, Martinho de Melo e Castro, "um dos obreiros da revolução manufactureira" de Portugal; o edifício é então visitado pelo mestre tintureiro Manuel Ferreira da Silva que verifica que o espaço disponível tem pouca capacidade para se introduzirem mais teares e que o sistema de abastecimento de água é insuficiente para a tinturaria, pisão e lavagem de lãs; ficariam responsáveis pelas obras de adaptação o engenheiro militar Tomás Vila Nova de Sequeira, que propôs a criação de dois andares de abóbada sustentados por pilares, na zona da igreja, proposta que se opôs Duarte Powell, outro interveniente nas ditas obras, uma vez que os pilares roubariam muito espaço útil, recomendando antes a criação de um divisão com um piso de soalho, solução que seria adoptada posteriormente; 1772 - 1775 - são executadas as obras de encanamento para o abastecimento de água, sob a orientação de Tomas de Vila Nova de sequeira; é construído um tanque que recebia a água de várias ribeiras e que depois seriam canalizadas para os pisões e dos pisões para o lavadouro; o abastecimento de água para a tinturaria e outras oficinas partiria de outras fontes, passando igualmente por um depósito de água que enviaria a água para o pisão e deste para a caldeira do lavadouro; são construídos mais dois tanques junto à tinturaria destinados à lavagem de lãs; a escassez de água continuava a corromper a eficácia dos sistema de abastecimento de água; a oficina de lavagem de lãs encontra-se em funcionamento, contando com a entrada de lãs finas e ordinárias; para a construção da casa do pisão, foi necessário demolir alguns casarões para criar novos espaços; o corpo da igreja acaba por ser dividido por um soalho de madeira, cobrindo-se as capelas laterais no piso inferior, apesar da capela-mor se manter desobstruída; no piso inferior montar-se-iam as oficinas de ultimações onde se encontraria a percha, as tesouras e a prensa, enquanto no piso superior instalar-se-iam os teares, grandes e pequenos; são comprados os equipamentos em estabelecimentos portugueses e estrangeiros; na cerca foram montadas as râmulas; 1772, 15 Julho - abertura oficial da fábrica, sendo então nomeado para director-geral da fábrica João Carlos Pereira Cordeiro; 1772, Outubro a Dezembro - o número de operários fabris oscila entre os 58 e os 74 enquanto o número de carpinteiros e pedreiros que trabalhavam nas obras de adaptação oscilava entre os 62 e os 272; 1773 - funcionam 102 rodas de fiação na fábrica; são criadas várias escolas pelo distrito, dependentes da fábrica, onde seriam dispensadas várias rodas de fiação, resolvendo desta forma o problema de espaço que o edifício proporcionava, medida essa que resultou numa multiplicação de rodas de fiação e de trabalhadores; 1774 - é renovado o pisão e é feita a prensa; 1775 - construção de uma nova tinturaria, composta por 4 casas e um corredor, e que cujas casas são dotadas de fornalhas, chaminés e respectivas caldeiras; sob a tinturaria situa-se a "cozinha subterrânea" de despejo das caldeiras, para onde se podia aceder através de um alçapão situado numa das referidas casas; junto a este novo edifício foi construído outro onde foram instaladas duas pequenas caldeiras destinadas à composição das tintas; na exposição industrial decorrida no Palácio de Oeiras, promovida pelo Marquês de Pombal, os panos de Portalegre destacam-se entre outros panos, estrangeiros e portugueses, pela sua qualidade; 1776 - introdução das primeiras máquinas "modernas", vindas de Inglaterra; 1777 - devido à falta de espaço, a administração da fábrica pede aos tecelões que levem os teares para suas casas e que de lá teçam para a fábrica, solução que possibilitou a multiplicação dos teares; 1779 - trabalham na fábrica 1348 pessoas, 979 das quais (fiadeiras e tecelões) trabalhavam fora desta, seja na cidade como em arredores (Alagoa, Alegrete, Alter do Chão, Arronches, Campo Maior, Elvas, Gáfete, Marvão, Monforte, Póvoa e Meadas); 1780 - transporta-se uma caldeira em cobre para a fábrica sobre um carro de grandes dimensões, demonstrando a inexistência de vias fluviais capazes para o transporte de mercadorias; chega de Londres uma caldeira de estanho; são construídos mais teares nas oficinas de serralharia e carpintaria da fábrica por Manuel Correia e por Joaquim José do Carmo; 1780 -1781 - a fábrica encontra uma estabilidade organizativa, contando com a vinda de mestres estrangeiros para auxiliarem no funcionamento da fábrica; 1781, 25 Janeiro - a fábrica fica dependente da Junta de Administração das Fábricas do Reino, instituição que sucedeu à Junta do Comércio; sobre a fábrica pesava uma avultada dívida aos cofres do Estado; o edifício é avaliado em 33 829$000 réis, dos quais 9 667$680 correspondiam ao edifício antigo e 24 161$780 às obras de adaptação e melhoramentos; é dado um empréstimo à fábrica pelo Erário Régio; 1782, 26 Janeiro - António Pedro Avenante, contador da Junta, visita o edifício e conclui que os lucros de 1778 a 1780 seriam inferiores aos posteriores devido à redução das despesas que até aí tinham sido praticadas; 1782 - é concedido um açougue privado às pessoas empregadas na Fábrica de Lanifícios de Portalegre; 1782 - 1786 - anos de recessão para a fábrica acusando uma baixa da produção; 1787 - recuperação de produtividade; 1788, 29 Março - inserido na política mariana de transferência dos estabelecimentos fabris para particulares, a Real Fábrica de Lanifícios de Portalegre é arrendada a Anselmo José da Cruz Sobral Gerardo e a seu genro Venceslau Braamcamp de Almeida Castelo Branco por um período de 12 anos; de acordo com as condições de transferência, é feito um inventário do conteúdo da fábrica: as lãs, tecidos, móveis e equipamentos fabris são avaliados em 94 982$069 e o edifício e obras de raiz em 38 895$320, valores que deviam ser pagos até Dezembro do ano seguinte; 1790, 30 Outubro - após a morte do segundo director-geral da fábrica, António Joaquim Fialho, é descoberto um desfalque na fábrica no valor de 14 127$282 réis; a fábrica passa para as mãos do Juiz de Fora e conservador da Real Fábrica de Portalegre; 1791 - verifica-se que os panos já não tinham a qualidade de outrora; 1799 - a fábrica passa para outros arrendatários; Séc. 19 - construção do novo edifício anexo a E. da antiga igreja; 1800, 23 Fevereiro - é autorizado a José Larcher, administrador da fábrica, a abertura de águas no Aqueduto Real de Águas que vão para a cidade, para o abastecimento das tinturarias, comprometendo-se à partida em dividir as águas entre a fábrica e um chafariz público; 1803 - 1804 - José Larcher, deixa a Fábrica Real e cria no antigo Convento de Santo António (v. 1214080022 2 1214080008) a chamada Fábrica Pequena; 1810 - suspensão da laboração da fábrica; 1813 - reabertura da fábrica após as invasões; 1817 - a falta de escoamento do produto leva a fábrica a entrar em declínio; 1819 - a fábrica acaba por fechar as suas portas; 1822 - a fábrica é vendida a D. Rosa Jacinta Larcher, viúva de José Larcher, por 24 000$00 rs.; 1826 - com o falecimento da proprietária, a fábrica é herdada pelos filhos e genros desta, criando assim a Larcher & Cunhados, ficando como administradores José Larcher e o seu cunhado Manuel Andrade e Sousa; 1828 - a fábrica ameaça novamente fechar as suas portas devido à perseguição política que sofreram os seus sócios, sendo alguns destes obrigados a emigrarem; conhece contudo uma relativa prosperidade durante o reinado miguelino; 1833 - com a morte de José Larcher, a fábrica fica a ser administrada apenas por Manuel Andrade e Sousa; 1843, 22 Outubro - a fábrica é visitada pelo rei D. Fernando e pelo ministro Costa Cabral, valendo ao administrador desta o grau de Comendador da Ordem de Cristo; 1849 - a Fábrica Real ganha a medalha de prata na exposição da Indústria Nacional; 1851 - é comprada uma caldeira a vapor de 50 cavalos; 1862 - são lançados os Estatutos da Companhia da Fábrica Nacional de Lanifícios de Portalegre; esta fábrica, gerida por uma sociedade anónima composta por Honório Fiel de Lima, seu sobrinho Emílo Larcher e Joaquim Larcher, encontrava-se distribuída por vários edifícios da cidade; 1867, 22 Julho - lei desta reformulando os Estatutos da Companhia da fábrica; contemplava a criação de sociedades anónimas como forma de promover o investimento e a constituição de novas sociedades, diminuindo o risco dos empreendedores; 1871, 21 Janeiro - passa o serviço da administração para a Junta de Administração das Fábricas do Reino; os lucros líquidos atingem os 56 054$280 reis; 1889 - segundo os Estatutos da Companhia de Lanifícios de Portalegre, referentes à fábrica pequena, a administração desta poderia tomar posse, se assim fosse necessário, do edifício e máquinas da fábrica "Real ou Grande"; esta companhia resulta da união dos antigos dirigentes das fábricas locais encerradas; 1890 - a fábrica é vendida à Companhia pelo Banco União; 1896 - falência da sociedade e encerramento da fábrica; 1897 - são vendidos todos os bens móveis aos industrial George Williams Robinson; 1903 - a fábrica é administrada por George Milner Robinson, filho do proprietário; 1920, 17 Maio - a fábrica é vendida a José de Oliveira Meca; 1920, 6 Setembro - criação da nova Fábrica de Lanifícios de Portalegre; 1937, 09 Junho - Eduardo João Lupi passa a ser o administrador desta sociedade, deparando-se com uma grave crise económica geral; 1939 - é criada a Fábrica de Lanifícios de Portalegre com o titulo de Francisco Fino, Lda., sendo esta o fruto do desenvolvimento de uma oficina de tinturaria fundada por Joseph Lander, um dos irmãos Larcher que trabalhou na Real Fábrica; 1947 - instalação de uma manufactureira de Tapeçaria na antiga igreja do colégio e em alguns espaços adjacentes a esta; até 1974 esta fábrica vai ocupando os espaços à direita da igreja; esta manufactureira é intimada de cessação de actividades pela Direcção Regional de indústria, devido às deficientes condições das instalações; esta acaba por ser relocalizada; 1987, 31 Dezembro - é fundada a actual Fino´s - Fábrica de lanifícios de Portalegre por transformação da Francisco Fino, Lda.; 1992, 09 dezembro - proposta de classificação pela CMPortalegre; 1994, 14 janeiro - Despacho de abertura do processo de classificação pelo presidente do IPPAR; 08 novembro - proposto como Valor Concelhio pelo PDM de Portalegre, DR n.º 258; 2003 - 2005 - obras de adaptação, recuperação e requalificação do edifício para receber serviços administrativos e culturais da Câmara Municipal de Portalegre, sendo o projecto da autoria da Arquiespaço, representada neste trabalho pelo Arq. Sequeira Mendes; o projecto insere-se no vasto plano de requalificação da área central da estrutura urbana de Portalegre (POLIS); este projecto leva ao desabrigar de algumas das empresas que ocupavam este espaço, como a COOPOR (Cooperativa Agrícola do Concelho de Portalegre), situada numa pequena área do piso térreo da antiga fábrica, que seria utilizada como armazém e loja de produtos destinados às actividades agrícolas; também a Sociedade Musical Euterpe, situada até então no espaço da antiga sacristia, corredores e dependências anexas, é obrigada a deixar o edifício, situação idêntica à de um stand de automóveis que ocupava o piso -1; procurou-se também libertar a fachada N. das construções aí adossadas; 2006, 25 setembro - proposta da DRÉvora de encerramento do processo de classificação; 2008, 06 fevereiro - memorando da CMPortalegre contrário ao encerramento do processo de classificação; 2009, 23 outubro - caduca o processo de classificação conforme o Artigo n.º 78 do Decreto-Lei n.º 309/2009, DR, 1.ª série, n.º 206, alterado pelo Decreto-Lei n.º 265/2012, DR, 1.ª série, n.º 251 de 28 dezembro 2012, que faz caducar os procedimentos que não se encontrem em fase de consulta pública; 2011, 09 maio - celebração de um acordo entre a DGOTDU, a CCDRAlentejo e a Câmara Municipal de Portalegre para a recuperação e reabilitação dos edifícios e zona envolvente.

Dados Técnicos

Paredes autoportantes e estrutura mista

Materiais

Alvenaria rebocada e caiada nos alçados; pedra em cantarias, cunhais, pilastras, alpendre, escadas de acesso às torres sineiras; assento das conversadeiras; pavimentos de pedra e madeira; azulejos no cupulim do alpendre; cobertura em telha cerâmica; madeira em portas e caixilhos; alumínio em janelas e caixilhos; escadas, varandas e passadiços com perfis metálicos; ferro nas guardas; vidro em paredes divisórias com estrutura em metal.

Bibliografia

Estatutos da Companhia da Fábrica Nacional de Lanifícios de Portalegre, Lisboa, 1862; Estatutos da Companhia de Lanifícios de Portalegre, Porto, 1889; Representação dirigida (...) Câmara dos Senhores Deputados da Nação Portuguesa pelos Representantes de todas as Fábricas de Portalegre em 20 de Março de 1880; Guia de Portugal, vol. II, Lisboa, 1927 (nova edição de 1991); Portalegre - A Associação Comercial e Industrial de Portalegre representa a S. Exª o Senhor Presidente do Conselho, Portalegre, 1939; KEIL, Luís, Inventário Artístico de Portugal - Distrito de Portalegre, vol. I, Lisboa, 1943; DIAS, Luís Fernando Carvalho, História dos Lanifícios, Lisboa, 1962; MONTEIRO, Ângelo, Lanifícios de Portalegre - do passado ao presente, 1963; Documentos para a História da Arte em Portugal - colégios de portalegre, Portimão, Faro, Angra, Ponta Delgada e Funchal (Companhia de Jesus) - Arquivo do Tribunal de Contas; CARVALHO, A. Ayres de, Catálogo da Colecção de desenhos, Lisboa, 1977; PEREIRA, Esteves, Subsídios para a História da Indústria Portuguesa, Lisboa, 1979; QUEIRÓS, Francisco Fortunato, A Real Fábrica de Lanifícios de Portalegre em 1781: dois manuscritos de Bento Pedrota Pereira Barreto; QUEIRÓS, Francisco Fortunato, A Real Fábrica de Lanifícios de Portalegre, 1981; SILVA, Luísa F. Lopes da, Roteiro e Subsídios para a História da Cidade de portalegre, 1981; MACEDO, Jorge Borges de, Problemas da História da Indústria Portuguesa no Século XVIII, Lisboa, 1982; MONTEIRO, Ângelo, Portalegre - a cidade e a serra, Portalegre, 1982; CARVALHO, Rómulo, História do Ensino em Portugal (...), Lisboa, 1986 (3ª edição de 2001); MATOS, Ana Maria Cardoso de, Os primeiros anos da Real Fábrica de Lanifícios de Portalegre, in Actas do 1º Encontro de História Regional e Local do Distrito de Portalegre, Portalegre, 1987, pp. 205-220; RODRIGUES, Jorge e PEREIRA, Paulo, Portalegre, Lisboa, 1988; MATOS, Ana Maria Cardoso de, A Real Fábrica de Lanifícios de Portalegre (1772-1788), Separata do I Encontro Nacional Sobre o Património Industrial, Coimbra, 1990; CUSTÓDIO, Jorge, A Real Fábrica de Lanifícios de Portalegre, in A Cidade nº7, Portalegre, 1992; PESTANA, Manuel Inácio, Do passado da Antiga Fábrica Real de Portalegre - Subsídios documentais inéditos, in A Cidade nº10, Portalegre, 1995, pp. 145-174; MARTINS, Cónego Anacleto Pires da Silva, Sumária Notícia sobre os Bispos de Portalegre e de Castelo Branco, Lisboa, 1997; TRANSMONTANO, Maria Tavares, Subsídios para uma Monografia de Portalegre, portalegre, 1997; MATOS, Ana Maria Cardoso de, Ciência, Tecnologia e Desenvolvimento Industrial no Portugal Oitocentista: o caso dos Lanifícios do Alentejo, Lisboa, 1998; MATOS, Ana Cardoso, A Indústria dos Lanifícios no Alentejo (finais do século XVIII a finais do século XIX), in Ler História nº40, Lisboa, 2001, pp.95-125; SERRÃO, Vítor, História da Arte em Portugal - O Barroco, Lisboa, 2003.

Documentação Gráfica

IHRU: DGEMN/DSID; BNP; CMP

Documentação Fotográfica

IHRU: DGEMN/DSID

Documentação Administrativa

CMP

Intervenção Realizada

CMP: 2003 / 2004 / 2005 / 2006 - programa incluído no projecto Portalegre - Polis; demolição de algumas edificações adossadas; reabilitação da zona envolvente com a criação de um parque subterrâneo frente à fachada principal da antiga fábrica; antigo colégio: recuperação de rebocos, coberturas e estruturas; colocação de um novo pavimento; instalação de novas infra-estruturas; restituição tipológica do colégio, a nível estrutural, desfazendo as anteriores compartimentações; arcos do pátio entaipados são reabertos; recuperação das proporções originais dos corredores de circulação; refez-se as paredes que teriam sido demolidas; recuperação do esquema de circulações por detrás do altar-mor; recuperação das pinturas murais da Sala do Capítulo, refeitório e salas da ala S.; fechamento de vãos nas fachadas que teriam sido abertos no século 20 para garagens, armazéns e um stand; fecham-se algumas janelas da fachada principal; reposição do portal original da portaria; Igreja: são eliminados os pisos intermédios e compartimentações abusivas; instalação de infra-estruturas necessário para o funcionamento deste espaço enquanto Centro de Congressos (régies fixam-se nas antigas tribunas); recuperação das pinturas do tímpano do alçado N.; restituição da zona do coro-alto; Antiga fábrica: substituição da estrutura e sobrados, conferindo-lhe condições para a sua utilização como edifício de serviços; correcção das alterações a que este volume edificado esteve sujeito, nomeadamente a nível das fachadas, em que são fechados os vãos que foram abertos posteriormente; é resgatada a forma e volume do edifício e sua cobertura.

Observações

Autor e Data

Daniel Giebels 2005

Actualização

 
 
 
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