Câmara Municipal de Tomar

IPA.00002034
Portugal, Santarém, Tomar, União das freguesias de Tomar (São João Baptista) e Santa Maria dos Olivais
 
Câmara municipal manuelina e maneirista, de planta rectangular, 3 corpos em 3 pisos, inicialmente com funções distintas ligadas ao funcionamento dos serviços municipais. É particularmente interessante a fachada posterior com as suas galerias de arcos perfeitos.
Número IPA Antigo: PT031418120021
 
Registo visualizado 479 vezes desde 27 Julho de 2011
 
   
   

Registo

 
Edifício e estrutura  Edifício  Político e administrativo regional e local  Câmara municipal  Casa da câmara e tribunal  

Descrição

Edifício de planta rectangular; volume simples com cobertura em telhado de 4 águas. 3 pisos delimitados por molduras; no alçado E. e O., 3 panos separados por pilastras; o pano central, de maiores dimensões é rasgado por 3 grandes arcadas, no 1º e 2º pisos da fachada principal, por 7 arcos a meio ponto em cada um dos 3 registos da fachada contrária; no último andar da fachada principal rasgam-se janelas de sacada, rematadas por frontão liso saliente, nos 3 corpos da fachada principal, janelas de peitoril nos alçados laterais. As 3 grandes arcadas da fachada principal dão acesso a um átrio, coberto por abóbada de cruzaria de ogivas, alternando com abóbadas a berço, de onde sai a escadaria, que depois de um primeiro patamar se subdivide em 2 lanços divergentes, conduzindo ao andar nobre. Neste destaca-se o grande salão nobre com tecto em masseira, abrindo-se por janelas de sacada para a praça.

Acessos

Praça da República

Protecção

Categoria: IIP - Imóvel de Interesse Público, Decreto n.º 37 077, DG, 1.ª série, n.º 228 de 29 setembro 1948 / Incluído na Zona Especial de Proteção da Igreja de São João Batista (v. PT031418120004)

Enquadramento

Urbano. Situa-se em pleno centro histórico (v. PT031418110032), na praça principal da vila (antiga Pç. D. Manuel, também chamada de São João) em frente à matriz de São João Baptista (v. PT031418120004) e enquadrado por imóveis de grande qualidade arquitectónica, como é o Palácio D. Maria da Silveira (v. PT031418120078).

Descrição Complementar

Utilização Inicial

Política e administrativa: câmara municipal

Utilização Actual

Política e administrativa: câmara municipal

Propriedade

Pública: municipal

Afectação

Sem afectação

Época Construção

Séc. 16 / 18

Arquitecto / Construtor / Autor

Desconhecido

Cronologia

Séc. 16, inícios - No reinado de D. Manuel são construídas "as Casas da Câmara e da Audiência, das Sisas e dos Contos", os actuais Paços do Concelho; na descrição feita no séc. 17 (ROSA, 1982) o edifício apresentava a mesma estrutura de alçados: 3 blocos, correspondentes às 3 casas, em 3 pisos; 1740 - nesta data a divisão funcional das casas divergia: são referidas a Casa da Audiência, a Casa do Senado com o Cartório, a Casa do Açougue; nas obras realizadas uniformiza-se o alçado principal e o acesso às várias casas, rasgam-se as janelas do 3º registo, constroem-se águas-furtadas; 1955 - proposta de alteração da estrutura do telhado de 4 para 12 águas, segundo a primitiva traça, da escadaria e das janelas do r/c. não chega a realizar-se; 1958 - até esta data funcionaram no edifício o Tribunal Judicial e a cadeia; 1971 - proposta para reparar a cobertura; construção de uma cinta de betão armado para travamento das paredes, a nível da cimalha; tectos em masseira na casa da escada e secretaria, idênticos aos já existentes; fornecimento de guarnições e aros em madeira; em 1974 ainda está por realizar.

Dados Técnicos

Estruturas autoportantes e autónomas

Materiais

Alvenaria, tijolo, cantaria

Bibliografia

SEQUEIRA, Gustavo de Matos, Inventário Artístico de Portugal - Distrito de Santarém, Lisboa, 1949; ROSA, Amorim, História de Tomar, vol. 2, Santarém, 1982.

Documentação Gráfica

DGEMN: DSID

Documentação Fotográfica

IHRU: DGEMN/DSID

Documentação Administrativa

IHRU: DGEMN/DSID

Intervenção Realizada

DGEMN: 1955 - Reparação do telhado e ripado; PROPRIETÁRIO: 2016 - colocação de uma rampa de acesso para pessoas com mobilidade reduzida.

Observações

O pelourinho existente em frente aos Paços do Concelho, símbolo do poder judicial concelhio, foi retirado em meados do séc. 19.

Autor e Data

Isabel Mendonça 1991

Actualização

Cecília Matias 2001
 
 
 
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