Edifício no Largo do Chiado, n.º 25 / Casa Havaneza
| IPA.00020270 |
| Portugal, Lisboa, Lisboa, Santa Maria Maior |
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| Arquitectura residencial, pombalina e arquitectura comercial. Loja composta pela articulação de 3 espaços distintos, de planimetrias e morfologias diferenciadas, segundo uma implantação definida por 2 eixos ortogonais. A Casa Havanesa assume-se como uma das mais antigas lojas do Chiado e apresenta um conjunto decorativo interior pautado por grande coerência e integrável no tipo de intervenções características dos anos 60 dominado pelo uso de madeira, com apontamentos metálicos. | |
| Número IPA Antigo: PT031106270627 |
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| Registo visualizado 1238 vezes desde 27 Julho de 2011 |
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Edifício e estrutura Edifício Residencial multifamiliar Edifício Edifício residencial e comercial
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Descrição
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| Planta irregular composta pela articulação de 1 corpo triangular e outro rectangular por meio de corredor, a loja localiza-se ao nível do piso térreo de um prédio de rendimento, de planta rectangular e volumetria paralelepipédica. Alçado principal a S., integralmente animado por montra em vidro e porta de acesso localizada a O.. A sala principal da loja, de planta triangular, apresenta tecto plano em madeira e paredes animadas por painéis de madeira contracurvados - cujos ângulos se destacam dado o revestimento com folha metálica dourada (latão) - que integram, nas zonas reentrantes, expositores quadrangulares de ângulos boleados e perfil também delimitado por filete metálico dourado. Complementa a decoração desta sala um painel de cantaria gravado e o preenchimento parietal da zona mais estreita da sala (extremo N.) com espelhos. Esta sala articula-se com outra de planta rectangular, por meio de amplo corredor, com um dos lados de perfil convexo. Quer o corredor quer a sala, de menores dimensões, apresentam o mesmo tipo de solução decorativa, pautando-se pelo integral revestimento a madeira vazada por expositores de diferentes dimensões, mas sempre com a mesma morfologia. |
Acessos
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| Largo do Chiado, n.º 25. WGS84 (graus decimais): lat. 38,710712; long. -9,142177 |
Protecção
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| Categoria: MIP - Monumento de Interesse Público, Portaria n.º 661/2018, DR, 2.º série, n.º 236/2018, 07 dezembro 2018 / Incluído na classificação da Lisboa Pombalina (v. IPA.00005966) / Incluído na Zona de Proteção do Aqueduto das Águas Livres (v. IPA.00006811), na Zona de Proteção do Castelo de São Jorge e restos das cercas de Lisboa (v. IPA.00003128), na Zona de Proteção da Casa do Ferreira das Tabuletas (v. IPA.00003190) e na Zona de Proteção do Edificio na Rua Garrett n 102 a 122, Café A Brasileira do Chiado (v. IPA.00005957) |
Enquadramento
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| Urbano. Incluindo a malha urbana do Chiado, em quarteirão dando para o Largo do Chiado e delimitado pela Rua Nova da Trindade e pela Rua Serpa Pinto. Contíguo à Brasileira (v. PT031106270201), em posição fronteira ao Edifício do Ramiro Leão (v. PT031106200522) e na proximidade das igrejas de Nossa Senhora da Encarnação (v. PT031106150521), de Nossa Senhora do Loreto (v. PT031106270325) e do Palácio Ferreira Pinto Basto (v. PT031106200519). |
Descrição Complementar
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| "o Chiado contou, em 1949, com as novas instalações da secular Havaneza, que recebeu jocosas críticas lisboetas sobre o desenho da fachada em "bacalhaus""(FRANÇA).
"A Casa Havaneza terá começado a sua atividade comercial em 1855, como grande depósito de tabacos estrangeiros, gerida por Charles Vanderin e François Caen, negociantes de tabaco belgas, residentes em Antuérpia. Instalada inicialmente nos n.os 24 e 25 do Largo do Chiado - o local da capital portuguesa mais procurado pela sociedade endinheirada e cosmopolita - teria a atividade comercial largamente incrementada ao fim de alguns anos, o que obrigou a estender as suas instalações a outras parcelas do mesmo edifício contíguas à Rua Nova da Trindade. Henrique Burnay, também descendente de belgas, foi o responsável pela dinamização do negócio, particularmente a partir de 1875, depois da constituição da firma Henry Burnay & C.ª. Detendo um papel muito importante na economia portuguesa do último quartel do século XIX, com elevados rendimentos, nomeadamente, do monopólio do tabaco, esta empresa transformar -se -ia em 1925 no Banco Burnay que se tornou, assim, o arrendatário da loja do Chiado.(…) No interior mantem -se o mobiliário dos anos 70, executado sob a orientação do arquiteto Nuno Corte Real - a estrutura dos expositores, de formas onduladas e esquinas boleadas, onde se abrem as vitrinas com cantos arredondados, envolve todo o espaço acessível ao público criando um conceito estético muito relevante em termos da história da arquitetura de interiores e design de que já existem poucos exemplos no país. Conservam -se, também, na loja as belas gravuras em mármore policromado, criadas nos anos 60 do século XX por Bartolomeu Cid, estando aparente apenas aquela onde predominam as figuras femininas" (diploma de classificação).
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Utilização Inicial
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| Residencial: edifício / Comercial: loja |
Utilização Actual
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| Residencial: edifício / Comercial: loja |
Propriedade
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| Privada: pessoa colectiva |
Afectação
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| Sem afectação |
Época Construção
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| Séc. 19 |
Arquitecto / Construtor / Autor
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| ARQUITECTOS: Alexandre Carvalho (séc. 20); António Azevedo Gomes (1960); Carlos João Chambers Ramos (1897 - 1969); Francis Jules Léon (1960); Nuno Corte Real (séc. 20). ESCULTOR: Jorge Vieira (1960); GRAVADOR Bartolmeu Cid (1960). |
Cronologia
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| 1863 - instalação no edifício do Hotel Aliança, que funcionava anteriormente na Rua do Alecrim; 1888 - referência ao Hotel no romance Os Maias; 1897 - o Hotel Aliança é propriedade da firma Rodrigues&Egreja; 1883 - referências ao Hotel no romance de Alberto Pimentel, Manhãs de Cascais;1904- nesta data o hotel pertence a Caetano Eiró Rodrigues; 1936 - encerramento do Hotel que nesta data pertence a Pierre Espinosa; 1939 - a seguradora francesa "La preservatrice" instala-se no edifício; 1865 - fundação da Casa Havanesa, por Ernesto Empis, associado da firma Henry Burnay & Cia. (do conde de Burnay, 1838 - 1909), começando a loja por ser de uma só porta (provavelmente a que serviu ao bauleiro Joaquim Rodrigues, o antigo nº 126 da Rua Garrett), sendo alvo de sucessivas ampliações até que se consolidou numa área correspondente a 6 portas (no 24 a 29 do Largo do Chiado e n.º 2 a 8 da Rua Nova da Trindade); 1949, 12 Março - reabertura da Havanesa, após uma campanha de obras de remodelação, decorrendo uma cerimónia a que se associaram os Amigos de Lisboa; 1960, 23 Maio - reinauguração da Havanesa, após profunda campanha de remoldelação do interior, da responsabilidade dos arquitectos António Azevedo Gomes e Francis Jules Léon (integrando então 2 painéis decorativos da autoria de Bartolomeu Cid dos Santos e uma grade de bronze dourado, do escultor Jorge Vieira), sendo sensivelmente diminuida a área do estabelecimento, amputado a favor da criação de uma dependência bancária (no remanescente do piso térreo do edifício); séc. 20, década de 80 (?) - nova remodelação, a cargo dos arquitectos Nuno Corte Real e Alexandre Carvalho; 2017, 29 março - é publicado o Anúncio n.º 41/2017 (DR, 2.ª série, n.º 63/2017) referente à abertura do processo de classificação como Imóvel de Interesse Público (MIP) da Casa Havaneza, incluindo o património móvel integrado 2018, 25 junho - é publicado o Anúncio número n.º 104/2018, relativo ao projeto de decisão referente à classificação do imóvel e seu património integrado como MIP (DR, 2.ª série, n.º 120/2018); 2018, 07 dezembro - é classificada enquanto monumento de interesse público (MIP) a Casa Havaneza, incluindo o património móvel integrado (Portaria n.º 661/2018, publicada no DR n.º 236/2018, 2.ª série). |
Dados Técnicos
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| Paredes autoportantes |
Materiais
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| Alvenaria mista, reboco pintado, cantaria de calcário, estuque, ferro forjado, madeira, latão |
Bibliografia
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| NORONHA, Eduardo, À Porta da Havaneza, Porto, 1911 ; NORONHA, Eduardo, À Esquina do Chiado, Porto, 1913 ; ARAÚJO, Norberto de, Peregrinações em Lisboa, Livro XII, Lisboa, s.d. ; CARVALHO, Pinto de (TINOP), Lisboa de Outrora, Lisboa, 1938 - 1939 ; SEQUEIRA, Gustavo Matos, O Carmo e a Trindade, Vol. III, Lisboa, 1941 ; Olisipo, Nº 46, 1949 ; COSTA, Mário, O Chiado Pitoresco e Elegante, Lisboa, 1965 ; MARCO, Visconde do, O Conde de Burnay, o Chiado e a Casa Havaneza, Lisboa, 1972; FRANÇA. J.A., Lisboa, História Física e Moral, Livros Horizonte 2008, p.573 e 717; https://restosdecoleccao.blogspot.com/2023/10/hotel-alliance-no-chiado.html (visualizado em 17.03.25). |
Documentação Gráfica
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| IHRU: DGEMN/DSID; CML |
Documentação Fotográfica
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| IHRU: DGEMN/DSID |
Documentação Administrativa
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| CML: Arquivo de Obras, Procº nº 30147 (processo de obra requisitado pela Divisão de Fiscalização da CML desde 01.04.05) |
Intervenção Realizada
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Observações
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| Antes de 1879, eram assíduos frequentadores da Casa Havanesa os mais relevantes políticos e homens de letras, entre os quais se podem referir : Teixeira de Vasconcelos, Tomás de Carvalho, Bulhão Pato, Eça de Queirós, ramalho Ortigão, Guerra Junqueiro, Guilherme de Azevedo, Casal ribeiro, Conde de Ficalho e Pinheiro Chagas |
Autor e Data
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| Teresa Vale, Maria Ferreira e Sandra Costa 2001 |
Actualização
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