Acampamento militar de Chões de Alpompé / Estação Arqueológica de Chões de Alpompé

IPA.00002014
Portugal, Santarém, Santarém, União das freguesias de São Vicente do Paul e Vale de Figueira
 
Sítio arqueológico. Estrutura arquitectónica. Acampamento militar romano com vestígios de habitat pré-histórico. Campo fortificado com vestígios da muralha envolvente e de torreões, semelhante ao de Antanhol, Coimbra (060304028) (Zbyszewski: 1968) e aos castros e campos fortificados do Alentejo como os da Mesa dos Castelinhos (020204005), Santa Clara a Nova, Ourique (021203001) Miróbriga, estratos mais antigos (150906005), etc. (Zbyszewski: 1972)
Número IPA Antigo: PT031416240034
 
Registo visualizado 991 vezes desde 27 Julho de 2011
 
   
   

Registo

 
Edifício e estrutura  Estrutura  Militar  Acampamento militar    

Descrição

Vestígios de muralhas de forma irregular acompanhando o rebordo do terraço (c. de 1km no sentido N. / S. por 500m no sentido E. / O.; a parte central apresenta restos de 2 muralhas transversais, dispostas no sentido E. / O., isolando uma parte ligeiramente mais elevada. Os bordos do terraço são cortados por ravinas, mais marcadas no flanco ocidental, algumas aproveitadas como acessos

Acessos

EN. para Vale Figueira e Pombalinho

Protecção

Categoria: IIP - Imóvel de Interesse Público, Decreto n.º 28/82, DR, 1.ª série, n.º 47 de 26 fevereiro 1982 / ZEP, Portaria n.º 901/91, DR, 1.ª série-B, n.º 203 de 04 setembro 1991

Enquadramento

Rural. Terraço fluvial situado a uma cota de 80 a 90m., ocupando um espigão situado na confluência do Tejo com o Alviela.

Descrição Complementar

Utilização Inicial

Militar: acampamento militar

Utilização Actual

Cultural e recreativa: marco histórico-cultural

Propriedade

Privada: pessoa colectiva

Afectação

Época Construção

Época romana

Arquitecto / Construtor / Autor

Não aplicável

Cronologia

Séc. 05 - 04 a.C. - data provável de construção do campo fortificado, numa zona com vestígios de ocupação humana do Acheulense ao Mustierense; séc. 02 - 01 a.C. - ocupação romana; trata-se provavelmente da cidade de Moron, referida por Estrabão, no séc. 1 a.c. (a partir de fontes de Políbio), distando c. de 92 Km. do oceano, onde Iunius Brutus estabeleceu em 138 a.c. um acampamento militar de apoio a Scalabis (Oleiro: 1953); 1953 - Amorim Girão e Bairrão Oleiro recolhem fragmentos de cerâmica, um peso de tear, pedaços de mós em granito; Afonso do Paço, Maria de Lurdes Costa Artur - reconhecimento do local, recolha de fragmento de unguentário em barro; 1967 - G. Zbyszewski, o. da Veiga Ferreira, M. Cristina Santos - reconhecimento do local e recolha de materiais à superfície: artefactos do Paleolítico, cerâmica negra campaniense A, cerâmica ibérica pintada e estampilhada, cerâmica negra de tipo grego, cossoiros, fíbula, asa de sítula, da Idade do Ferro, materiais romanos; c. 1971 - M. Leitão e C.T. North - recolhem c. de 300 artefactos do Acheulense Superior e Mustierense

Dados Técnicos

Paredes autoportantes

Materiais

Pedra

Bibliografia

GIRÃO, V.A. de Amorim e OLEIRO, J.M. Bairrão, Geografia e campos fortificados romanos , Boletim do Centro de Estudos Geográficos, Coimbra, 1953; SAA, Mário, As vias da Lusitânia - o itinerário de Antonino Pio, Vol. I, Lisboa, 1956, Vol. V, Lisboa, 1964; ZBYSZEWSKI, G., FERREIRA, O. da Veiga e SANTOS, M. Cristina, Acerca do campo fortificado de "Chões" de Alpompé, O Arqueólogo Português, 3ª série, 2, 1968; ZBYSZESKI, FERREIRA, O. da Veiga, LEITÃO e NORTH, C.T., O Paleolítico do povoado pré-romano de Chões de Alpompé in Arqueologia e História, Vol. IV, Lisboa, 1972; SERRÃO, Vítor, Santarém, Lisboa, 1990

Documentação Gráfica

Planta topográfica 1:25.000, com implantação do povoado

Documentação Fotográfica

Documentação Administrativa

Intervenção Realizada

Observações

A cerâmica campaniense A, que remonta ao séc. 4 a.c., prova a existência de relações comerciais da Lusitânia com a Bacia do Mediterrâneo

Autor e Data

Isabel Mendonça 1996

Actualização

 
 
 
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