Igreja Paroquial de Mafamude / Igreja de São Cristóvão

IPA.00019945
Portugal, Porto, Vila Nova de Gaia, União das freguesias de Mafamude e Vilar do Paraíso
 
Igreja paroquial de fundação medieva, reconstruída nos séc. 19 e séc. 20, de expressão neoclássica, seguindo as obras do séc. 20 o mesmo estilo nos elementos introduzidos na decoração. É de planta retangular composta por nave, capela-mor, anexos e torres sineiras, tendo coberturas interiores diferenciadas em falsas abóbadas de berço, com alguns elementos decorativos em estuque, com destaque para a decoração figurativa das lunetas da capela-mor. É iluminada uniformemente por amplas janelas rasgadas nas fachadas laterais, as do lado direito desativadas pelo adossamento de um amplo anexo, de dois pisos, executado no séc. 20, altura em que a luneta da capela-mor foi devassada, para a ampliação do espaço de assistência no lado da Epístola, sobre o qual se ergue tribuna. A fachada principal é do tipo fachada harmónica, com corpo central rematado em frontão triangular, com os vãos rasgados em eixo, composto por portal e janelão, ambos com altas molduras e cornijas contracurvas, de gramática tardo-barroca.; encontra-se revestida a azulejo de padrão azul e branco. As fachadas têm cunhais apilastrados, com invulgares capitéis jónicos, firmados por pináculos, e rematam em frisos e cornijas, as laterais rasgadas por portas travessas, atualmente desativadas Interior com coro-alto de madeira, ampliado relativamente ao primitivo, que assentava em arco abatido, contendo um órgão de tubos, com caixa de decoração neoclássica. Na base da torre, no lado do Evangelho, o batistério. Tem púlpitos e capelas laterais confrontantes, todos de talha pintada de branco e dourada, feitos nos séc. 19 e séc. 20. As paredes laterais apresentam revestimento a azulejo, compondo festões e glórias de querubins, que envolvem painéis decorativos. O retábulo-mor é de talha neoclássica, tendo sofrido remodelação no final do séc. 20, com o acrescento de um novo remate, que se adequa à cobertura.
Número IPA Antigo: PT011317100098
 
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Registo

 
Edifício e estrutura  Edifício  Religioso  Templo  Igreja paroquial  

Descrição

Planta poligonal irregular, formada por nave, duas torres sineiras, capela-mor, sacristia no lado esquerdo e amplo anexo no lado direito, de volumes articulados e escalonados, com coberturas diferenciadas em telhados de duas, três e quatro águas, sendo em coruchéus bolbosos nas sineiras. Fachadas rebocadas e pintadas de branco, exceto a fachada principal e os corpos das torres sineiras, revestidas a azulejo de padrão azul e branco, percorridas por socos de cantaria, flanqueadas por cunhais apilastrados, toscanos na capela-mor e de fuste liso e capitéis jónicos na nave e sineiras, firmados por pináculos do tipo balaústre, e rematadas em frisos e cornijas. Fachada principal virada a oeste, rematada em frontão triangular, contendo o mostrador do relógio, com cruz latina no vértice. É rasgada por portal de verga reta e janelão, ambos com molduras recortadas e rematados por altos frisos e cornijas contracurvas. Está flanqueada pelos corpos das torres sineiras, de dois registos definidos por entablamentos, o inferior rasgado por óculos e o superior por quatro ventanas de volta perfeita, assentes em impostas e com fechos salientes. Remata em frisos, cornijas e pináculos angulares. A fachada lateral esquerda tem, no corpo da nave, duas janelas retilíneas e, na capela-mor, surge uma meia-luneta. É marcada pelo anexo com porta e duas frestas jacentes. A fachada lateral direita possui janela retilínea, seccionada pelo adossamento de amplo corpo lateral, de dois pisos, o inferior revestido a placas cerâmicas e marcado por arcaturas abatidas e assentes em pilares de cantaria, formando um alpendre para onde abrem porta e janelas; no segundo piso, oito janelas de varandim com guarda metálica; na face oeste, duas janelas sobrepostas, a superior de varandim. Fachada posterior rematada em empena com cruz no vértice, tendo, no topo, óculo circular. No lado esquerdo, o corpo do anexo com duas janelas no piso inferior e três no superior. No lado oposto, o corpo do anexo, cego. INTERIOR com as paredes do coro rebocadas e pintadas de branco, sendo as do sub-coro e batistério parcialmente rebocadas e pintadas, pois possuem silhares de azulejo de padrão azul e branco; a nave e a capela-mor estão revestidas a azulejo. Têm coberturas em falsas abóbadas de berço, rebocadas e pintadas de branco, divididas por arquivoltas salientes em estuque, e assentes em frisos e cornijas pintados de cinza, como todos os elementos arquitetónicos e modinaturas. Pavimentos em lajeado. Coro-alto assente sobre arco abatido, com acrescento em madeira, tendo guarda do mesmo material, acedido por ambos os lados, a partir das torres sineiras. No coro, na parede fundeira no lado do Evangelho, um órgão de tubos. O portal axial está protegido por guarda-vento de metal e vidro fosco, ladeado por pias de água benta embutidas, com decoração gomada. No lado do Evangelho e sob a torre, vão retilíneo de acesso ao batistério, protegido por teia metálica. Tem silhares de azulejo de padrão azul e branco, cobertura em falsa abóbada de arestas, contendo reservas com anjos e grinaldas de flores, tendo pavimento em lajeado; contém a pia batismal, em cantaria de granito, composta por coluna pequena e com tambores de várias épocas, e por taça hemisférica, estriada. No lado do Evangelho, nicho para alfaias embutido na parede. No lado oposto ao batistério, escadas de acesso ao coro-alto e à sineira. Confrontantes, surgem quatro portas de verga reta, duas delas rematadas em frontões semicirculares, encimados por figuras femininas e folhagem, que se junta às molduras das janelas que se rasgam superiormente; surgem, ainda, quatro capelas laterais, envolvidas por arcos de volta perfeita, assentes em pilastras e com fechos salientes, dedicadas a Nossa Senhora das Dores e ao Sagrado Coração de Jesus (Evangelho) e ao Crucificado e a Nossa Senhora do Rosário (Epístola). Também confrontantes, os dois púlpitos, quadrangulares com bacias assentes em mísulas e guarda plena, de talha pintada de branco e dourado, decorada por losangos e livros abertos com inscrições. Têm acesso por portas encimadas por sanefas de talha branca e dourada, formando frisos e cornijas, com pequenos acantos e enrolamentos laterais. Arco triunfal de volta perfeita e fecho saliente, assente em quatro pilastras, as frontais com capitéis jónicos; está ladeado por peanhas com imaginária. A capela-mor encontra-se elevada por um degrau, e tem a cobertura ornadas por cartelas em estuque, pintadas de cinza. As meias-lunetas de iluminação possuem, também, decoração em estuque, com mísulas, festões, rematando em frontão triangular com coroa de louros e laçarias, que centram as iniciais "SC". No lado do Evangelho, apenas subsiste o frontão, tendo sido rasgado um vão com motivo serliano, criando um maior espaço de assistência, de dois pisos, com ampla tribuna. No lado do Evangelho, surgem apainelados retilíneos, com remates em frisos e cornijas, o primeiro formando um nicho para a imagem do orago e o segundo revestido a azulejo figurativo, surgindo, entre eles um painel de azulejo figurativo. Sobre supedâneo de degraus centrais, a mesa de altar e ambão, de talha pintada de branco e de dourado, com decoração de acantos, festões e rosetas, Na parede testeira, o retábulo-mor, de talha pintada de branco e dourado, de corpo cêncavo e um eixo definido por duas colunas e duas pilastras coríntias, com o terço inferior marcado e assentes em altos plintos paralelepipédicos, rematadas por fragmentos de entablamento e urnas. Ao centro, tribuna de perfil curvo, contendo trono expositivo, enquadrado por medalhão relevado na parede de fundo, pelo domo da cobertura e por drapeados de pano. A estrutura remata em painel que se adequa ao perfil da cobertura, ornado por acantos, festões e duplas cornijas, a superior interrompida por volutas e profusamente decorada por acantos, alguns deles vazados. Altar paralelepipédico, encimado por sacrário embutido na estrutura, com a porta decorada por cálice e motivos eucarísticos. No corpo anexo, funciona a sacristia, cartório paroquial, sala de catequese, várias dependências de apoio e salas de reunião.

Acessos

Mafamude, Largo de São Cristóvão de Mafamude; Rua de São Cristóvão de Mafamude; Rua Raimundo Carvalho

Protecção

Inexistente

Enquadramento

Urbano, isolado, implantado em zona de forte declive, vencido por plataforma artificial, elevada relativamente à via pública, criando um amplo adro murado a cantaria de granito, ao qual se acede frontalmente por escadaria e rampa, onde se erguem pilares de cantaria, marcando os Passos da Via Sacra. O adro está pavimentado a calçada, formando apainelados delimitados a cantaria. Junto á fachada lateral direita, ergue-se um jardim formal e um pequeno parque de estacionamento. No lado esquerdo e abrindo para o adro, várias dependências paroquiais, de construção moderna. Na fachada posterior, ergue-se o Cemitério. A zona possui edifícios residenciais multifamiliares e, nas imediações, ergue-se o El Corte Inglés. A fachada lateral esquerda está protegida por muro, com acesso por portal em cantaria, com o espaço entre os pilares, firmados por pináculos de bola, forrado a azulejo azul e branco, formando entrelaçados e com inscrições; no lado esquerdo, "RESPICE / DE / SANCTUÁRIO / ET / BENEDIC / POPULO TUO / DEUS. 26,15"; no lado oposto, "INTROIBO / IN / DOMUM TUAM / ET / ADORABO / IN / TIMORE TUO / SAL.5". Sobre o vão, estrutura metálica vazada por volutas, com a inscrição: "JUNTA DE PAROCHIA DE 1899". Ao jardim, acede-se por portão de duas folhas metálicas pintadas de verde, com o muro lateral forrado a painéis de azulejo, a azul e branco, com anjos a sustentar grinalda de flores com as inscrições: "Restaurado / no Ano de / 1956" e "Junta de Freguesia / de / Mafamude", com inscrição no campo inferior direito: "F(abrica) CAVACO / GAIA". No centro do jardim, um cruzeiro em cantaria de granito, composto por plataforma, coluna e cruz latina sobre base esferoide. No adro, um nicho de volta perfeita, com o fundo revestido a azulejo policromo, a representar São Cristóvão, com a inscrição: "S(ão) CRISTÓVÃO DE MAFAMUDE".

Descrição Complementar

No mostrador do RELÓGIO, a identificação da empresa que o colocou: "SIRETOR / BARCELOS". Sobre a porta do anexo, painel de azulejo, com a inscrição: "VENITE, ET ASCENDÁMUS AD MONTEM DOMINI..., / ETA D DOMUM DEI... ER DOCÉBIT NOS VIAS SUAS / IS.2,3". Os AZULEJOS DA NAVE são figurativos, a azul e branco, percorridos, superiormente, por barra de métopas com rosetas, de onde se dependuram festões, tendo cenas a um nível superior e a zona inferior marcada por glórias de querubins. Representam, no lado do Evangelho, "Santo António com o Menino" e a "Pesca milagrosa"; no lado oposto, Anjo e uma "Anunciação", este com a assinatura no canto inferior esquerdo, "A. Gonçalves / 1917". Sobre as portas da nave, nos tímpanos, azulejo com cartela rodeada por acantos e rosetas, a do Evangelho com a inscrição: "QVAM DILECTA / TABERNACVLA / TVA DOMINE! / PS. LXXIII, 2", surgindo, na oposta: "BEATI QVI / HABITANT IN / DOMO TVA / DOMINE! / PS LXXXIII, 5". As pilastras do ARCO TRIUNFAL formam albarradas, folhagem, laçarias, drapeados e símbolos da igreja, em candelabra, o mesmo surgindo nos painéis de enchimento. No intradorso do arco, a inscrição: ANNO / DOMINO / MCMIX". Na CAPELA-MOR, os azulejos possuem o mesmo tipo de barra e, nos níveis superiores, aparecem glórias de querubins e alguns anjos que sustentam as tábuas dos Mandamentos e símbolos eucarísticos, surgindo, ao nível de um primeiro registo, uma "Última Ceia"; no painel, aparece um pelicano a alimentar os filhos, enquadrado por estrutura arquitetónica, formando falsa abóbada de concha, sustentada por colunas torsas, tendo a inscrição: "BONVS PASTOR ANIMAM / SVAM DAT PRO OVIBUS / SVIS". O ÓRGÃO DE TUBOS é de talha pintada de branco e dourado, composto por uma castelo e dois nichos, o primeiro de perfil convexo e mais elevado, rematando em cornija curva. Estão protegidos por gelosias vazadas por acantos e, na base, surgem os tubos de palheta, os centrais dispostos em leque. No topo, três urnas. Consola em janela, com teclado e pedaleira, estando ladeada pelos botões dos registos: no lado esquerdo, a "Cimbala, 22.ª e 26.ª, Dezanovena, Quinzena, Oitava real, Flautado de violão e Dolçaina"; no lado direito, "Cimbala, Corneta, Dozena, Oitava real, Flautado de 12, Flauta Napolitana e Clarim". Tem a inscrição: "Por iniciativa de ALBINO TEIXEIRA DOS / SANTOS, de Caldas de Arêgos, mas aqui / Paroquiano e, com todo o apoio e in / terêsse do Ex(celintissi)mo Rev(erendissimo) Padre MANUEL / MARQUES VAZ, foi este Orgão / Restaurado em Fevereiro de 1968 / pela firma Fabrica de Orgãos - Harmo / niuns Invicta Lda.". O RETÁBULO DE NOSSA SENHORA DAS DORES e o do CRUCIFICADO são semelhantes, cada um deles de talha pintada de branco e dourado, de corpo reto e um eixo definido por duas colunas coríntias assentes em plintos paralelepipédicos, encimadas por imagens de vulto e envolvido por friso de entrelaçados, interrompido no topo por resplendor que envolve a pomba do Espírito Santo. Ao centro, nicho de volta perfeita, envolvido por moldura saliente, com o fundo pintado a representar Jerusalém, a enquadrar a imaginária. O altar do Evangelho é em forma de urna com o frontal ornado por cartela com a inscrição "IHS", encimado por um antigo sacrário embutido, agora transformado em nicho, sendo o do lado oposto paralelepipédico e do tipo expositivo. O ALTAR DO SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS encontra-se revestido a talha pintada de branco e de dourado, de perfil côncavo, dividido em apainelados de folhagem, em candelabra, e remate em semicúpula, que centram mísula com a imagem do orago. Altar em forma de urna, ornado por acantos, encimado por sacrário em forma de caixa, ladeado por aletas de acantos e com a porta ornada por motivos eucarísticos. O RETÁBULO DE NOSSA SENHORA DO ROSÁRIO é de talha pintada de branco e dourado, de corpo reto e um eixo definido por duas colunas de capitéis coríntios, com o terço inferior marcado por anel e laçarias, assentes em consolas e rematadas por figuras de vulto. Ao centro, nicho de volta perfeita, envolvido por moldura saliente, com o fundo pintado de azul contendo peanha com imaginária, ladeado por duas mísulas. A estrutura remata por frontão, com festões e resplendor que envolve a pomba do Espírito Santo. O altar é em forma de urna com o frontal ornado por cartela de rosetão, laçarias e folhagem, encimado por um antigo sacrário embutido, agora transformado em nicho.

Utilização Inicial

Religiosa: igreja paroquial

Utilização Actual

Religiosa: igreja paroquial

Propriedade

Privada: Igreja Católica (Diocese do Porto)

Afectação

Sem afetação

Época Construção

Séc. 19 / 20

Arquitecto / Construtor / Autor

CARPINTEIRO: Manuel Ferreira da Costa (1879). ESCULTOR: Soares dos Reis (1873). ORGANEIROS: Harmoniuns Invicta, Lda . (1968) Manuel de Sá Couto (séc. 18 - 19); Pedro Guimarães (1996). PEDREIRO: Manuel André (1795-1796). SERRALHEIRO: Manuel Fernandes (1853). TROLHA: Joaquim Alves Ferreira (1879).

Cronologia

Séc. 13 - surge referida no Censual; 1320 - no catálogo das igrejas surge taxada em 50 libras; 1538 - é dada ao Mosteiro Serra Pilar; 1574 - a igreja pertence ao padroado real e integra a Diocese do Porto; 1576, 10 outubro - o pároco é nomeado pelas padroeiras do Mosteiro de Santa Clara de Codeçal do Porto, passando, nesta data, para o Mosteiro de São Salvador do Porto; séc. 18 - séc. 19 - execução do órgão por Manuel de Sá Couto; 1709 - estatutos das confrarias do Santo Nome de Jesus; 1758, 18 abril - nas Memórias Paroquiais, assinadas pelo pároco António José de Albuquerque, surge referida a igreja de São Cristóvão, com capela-mor, onde se encontra o Santíssimo; tem dois altares colaterais, do Senhor Jesus e de Nossa Senhora do Rosário; na parede, um painel das Almas, com confraria pobre, não tendo capacidade para manter um altar; tem as confrarias do Santíssimo, Senhor Jesus e Nossa Senhora do Rosário; o pároco é abade apresentado pelos religiosos da Serra do Pilar, 4 meses, sendo os demais meses do papa; o abade trem de renda 600$000, do qual paga um valor à Patriarcal; tem dois coadjutores com 100$000; 1795, 22 janeiro - contrato com Manuel André de Arcozelo para a construção da igreja, por 770$000; 1796 - as obras param por problemas com o risco, sendo dada a pedra da igreja velha ao pedreiro como compensação; 1800 - a igreja está em obras, dando a viúva de Manuel dos Anjos 500$000 para a torre norte; 1801, 09 junho - acaba a obra; 1839 - arranjo do adro e do sino; 1853, 30 janeiro - construção de um portão para o adro por Manuel Fernandes; 1855 - compra de um terreno para a feitura de um cemitério; 1873 - feitura de uma imagem de Cristo morto para a igreja pelo escultor Soares dos Reis, oferecida pelo abade Santana; 1874, 13 novembro - remoção das sepulturas do adro para o cemitério; 1876, 26 junho - arrematação das obras da igreja; 1879, 20 julho - arrematação da obra de carpintaria por Manuel Ferreira da Costa; 03 agosto - obra de trolha a Joaquim Alves Ferreira por 452$000; 1892 - os filhos de Manuel da Rocha Romariz decidem pagar uma sacristia nova no lado sudoeste; vedação do lado sul da igreja; 21 novembro - solicitação de um altar e grades de São Bento da Avé Maria para aplicar ao batistério; 1897 - lançamento de aviso de arrematação das obras do telhado, estucador, pintura e serralharia; 1899 - feitura do portão do adro, pela Junta da Paróquia; 1909 - colocação de azulejos no arco triunfal; 1910 - inventário dos bens, surgindo no retábulo-mor de talha em branco, com tela de São Cristóvão e as imagens de São Cristóvão e São Sebastião; altar das Almas com retábulo de talha dourada e branco com o Crucificado, São Francisco, São Vicente; capela da Senhora do Rosário com as imagens de São Gonçalo e São José e as pequenas de Santo António e São Marçal; altar do Senhor Jesus, com a imagem de Cristo e Santa Ana; Santíssimo e sacrário; 1917 - pintura dos azulejos da nave e capela-mor, por A. Gonçalves; 13 março - assalto à igreja; 1956 - arranjo do adro e colocação de painéis de azulejo, pintados na Fábrica Cavaco, em Gaia; 1965, 27 junho - inauguração dos sanitários e capelas mortuárias.

Dados Técnicos

Sistema estrutural de paredes portantes.

Materiais

Estrutura em alvenaria, rebocada e pintada; modinaturas, cornijas, frisos, bacias dos púlpitos e pia batismal em cantaria de granito; pias de água benta em granito e mármore; coro-alto, pavimentos e mobiliário de madeira; coberturas e modinaturas interiores com estuque decorativo; caixa do órgão, retábulos, guardas dos púlpitos, mesa de altar, sanefas e ambão em talha pintada; silhares e revestimento de azulejo; painéis com azulejo tradicional; teia do batistério em metal; cobertura em telha cerâmica.

Bibliografia

COSTA. Francisco Barbosa da e MOREIRA, Maria Fernanda - São Cristóvão de Mafamude Notas monográficas. Mafamude: Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia / Junta de Freguesia de Mafamude, 2001; SERRÃO, Joaquim Veríssimo - Livro das Igrejas e Capelas do Padroado dos Reis de Portugal - 1574. Paris: Fundação Calouste Gulbenkian Centro Cultural Português, 1971.

Documentação Gráfica

Documentação Fotográfica

SIPA; Diocese do Porto: Secretariado Diocesano de Liturgia

Documentação Administrativa

Intervenção Realizada

PROPRIETÁRIO: 1849 / 1850 - arranjo dos sinos; 1887, 31 outubro - mandato para consertar a cobertura e o pavimento da igreja; 1887, 13 dezembro - arranjo do supedâneo da capela-mor; 1968 - restauro do órgão de tubos pela Fábrica Harmoniuns Invicta, Lda., pago por Albino Teixeira dos Santos; pedido de autorização para obras - ampliação e restauro da igreja; 1996 - renovação dos telhados, o arranjo das salas da catequese e o salão, a sacristia e a secretaria, os tetos da igreja, fixação dos azulejos, restauro das imagens e dos altares, do batistério, de três telas; renovação da instalação elétrica e sonora, do presbitério e do ambão; restauro do órgão pelo organeiro Pedro Guimarães (Opus n.º 13).

Observações

Autor e Data

Paula Figueiredo 2015 (no âmbito da parceria DGPC / Diocese do Porto)

Actualização

 
 
 
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