Casa na Rua Serpa Pinto n.º 20 a 22 / Posto da Guarda Fiscal de Bragança

IPA.00018833
Portugal, Bragança, Bragança, União das freguesias de Sé, Santa Maria e Meixedo
 
Arquitectura residencial, tardo-setecentista, oitocentista e, do século 20. Casa abastada possivelmente construída no final do séc. 18, adaptada a Correios no final do 19 e a quartel da Guarda Fiscal na segunda metade do 20. Apresenta planta rectangular adaptada ao declive do terreno, com fachada principal de dois pisos, definida por pilastras toscanas coroadas por unas, terminada em entablamento e rasgada por vãos de verga abatida, com molduras em cornija contracurvada, interligadas, as janelas formando falsos brincos, à excepção da central que forma avental. A fachada lateral e a posterior, de três pisos e cunhais apilastrados, são rasgadas por vãos rectilíneos de molduras simples. A frontaria apresenta grandes semelhanças à do edifício da antiga Câmara Municipal, na Rua dos Combatentes da Grande Guerra, ainda que esse tenha três pisos.
Número IPA Antigo: PT010402420063
 
Registo visualizado 92 vezes desde 27 Julho de 2011
 
   
   

Registo

 
Edifício e estrutura  Edifício  Residencial unifamiliar  Casa  Casa abastada  

Descrição

Planta rectangular composta por corpo maior aproximadamente rectangular, ao qual se adossa na parede SE. um outro, apenas aberto para a fachada posterior e, igualmente de planta aproximadamente rectangular. Massa escalonada, com coberturas diferenciadas, a do corpo principal em telhado de quatro águas, rematada em beirada simples, e a do corpo mais pequeno em telhado de duas águas, interrompidas de cada lado por três janelas. Fachadas rebocadas e pintadas de branco, percorridas por embasamento e de pilastras toscanas nos cunhais. Fachada principal virada a NE., de dois pisos, terminada em entablamento de cantaria e com as pilastras coroadas por urnas. No primeiro piso abrem-se três janelas de peitoril, intercaladas por duas portas de acesso à casa, de verga abatida, com molduras formando falsos brincos rectos e terminadas em cornija contracurvada e com fechos em tríglifo, cornijas que se prolongam às pilastras dos cunhais e interligam os vãos. O segundo piso apresenta solução semelhante, com cinco janelas de peitoril, de molduras semelhantes, a central com cornija mais desenvolvida e formando avental recortado, igualmente interligadas pela cornija que se estende às pilastras dos cunhais. Fachada lateral direita virada a NO., terminada em cornija, de três pisos, rasgados por vãos rectilíneos de molduras simples, abrindo-se no primeiro uma porta ladeada por quatro janelas jacentes e, nos pisos superiores, seis janelas de peitoril, com caixilharia de duas folhas e bandeira. Fachada posterior, virada a SO., com dois panos, o primeiro de três pisos e rematado por entablamento; no primeiro piso, abre-se o vão da garagem com ombreiras de cantaria em capialço, seguido de duas janelas de peitoril, de molduras simples e gradeadas. No segundo e terceiro pisos abrem-se quatro outras janelas de peitoril rectilíneas, molduradas e com caixilharia de duas folhas e bandeira. O segundo pano apresenta apenas uma janela ao nível do segundo piso.

Acessos

Rua Serpa Pinto n.º 20-22

Protecção

Inexistente

Enquadramento

Urbano, adossado, formando frente de rua, num dos arruamentos do centro histórico, entre a Praça de São Vicente, actual Largo do Principal, e as portas do castelo (v. PT010402420003), possuindo passeio separador. Ergue-se adaptado ao declive acentuado do terreno, tendo adossado o antigo edifício da Escola Primária masculina de Santa Maria (v. PT010402420338). Nas imediações erguem-se a Igreja de São Vicente (v. PT010402420086) e a Casa do Principal (v. PT010402420030).

Descrição Complementar

Utilização Inicial

Residencial: casa

Utilização Actual

Residencial: casa

Propriedade

Pública: municipal

Afectação

Sem afectação

Época Construção

Séc. 18 / 19 / 20

Arquitecto / Construtor / Autor

CONSTRUTOR: Claro e Bernardo (1956). FIRMA (MOBILIÁRIO): Fábrica Moderna de Carpintaria e Marcenaria, de José Augusto da Silva Quintas (1958).

Cronologia

Séc. 18, finais - possível início da construção; séc. 19, finais - aqui funcionava o Correio Geral de Bragança; 1957 / 1958, entre - adaptação do edifício dos CTT a posto e quartel da guarda fiscal, pela Delegação nas Obras de Edifícios de Cadeias, das Guardas Republicanas e Fiscal e da Alfândegas; 2010 - aquisição do imóvel pela Câmara Municipal de Bragança para adaptação a residência de estudantes.

Dados Técnicos

Sistema estrutural de paredes portantes.

Materiais

Estrutura rebocada e pintada; placa de betão armado; cunhais, pilastras, entablamento e, molduras dos vãos em cantaria de granito; portas, caixilharia e portadas interiores de madeira; grades e portão da garagem em ferro; vidros simples; algerozes metálicos; cobertura de telha.

Bibliografia

Bragança, Boletim Municipal, n.º 29 janeiro a junho, Bragança, Câmara Municipal de Bragança, 2012; Ministério das Obras Públicas, Relatório da Actividade do Ministério nos anos de 1957 e 1958, 1º Volume, Lisboa, 1959.

Documentação Gráfica

IHRU: DGEMN/DREL

Documentação Fotográfica

IHRU: DGEMN/DESA, SIPA

Documentação Administrativa

IHRU: DGEMN/DSARH

Intervenção Realizada

1956 - apesar das limitações técnicas e do custo elevado para o tipo de obra, o projecto de remodelação e adaptação do edifício a posto e quartel da Guarda Fiscal foi aprovado, com um orçamento de 516.394$00, sendo a obra levada a concurso e, adjudicada à firma Claro e Bernardo; 1958 - abertura de concurso para a execução do mobiliário, com orçamento de 123.896$00, sendo executado pela Fábrica Moderna de Carpintaria e Marcenaria, de José Augusto da Silva Quintas por 115.900$00; 2012 - obras de reabilitação e adaptação do imóvel a residência de estudantes.

Observações

Até às obras de remodelação e ampliação a posto e quartel, a fachada lateral possuía, tanto no segundo como no terceiro pisos, apenas quatro janelas. A fachada posterior de dois panos, tinha no primeiro piso do primeiro pano duas portas e, ao meio, duas janelas de peitoril, sendo as janelas do segundo e terceiro piso um pouco mais pequenas que as actuais. O segundo pano da fachada possuía uma janela de varandim com guarda em ferro, desalinhada com os pisos do corpo principal, mas alinhada e com modinatura igual às do imóvel adjacente. O interior originalmente tinha uma escadaria de três braços que unia os vários pisos. No primeiro piso existiam quatro grandes assoalhadas, no segundo cinco grandes assoalhadas, um saguão e, áreas de serviço; no terceiro, oito assoalhadas e áreas de serviço, e no sótão uma assoalhada e arrumos. Com as obras dos anos 50 o acesso ao interior do primeiro piso passou a fazer-se pela entrada da garagem na fachada posterior e, por uma porta na fachada lateral, esta última dando para a um vestíbulo de acesso à garagem, um vestiário, e a um corredor que se ligava a arrumos, cozinha, refeitório e, encostada à parede SE., a nova escadaria de acesso ao segundo piso. Ao nível do segundo piso mantiveram-se na fachada principal as duas portas de acesso ao vestíbulo e à sala de espera, das quais partia um corredor em L, ao redor do qual se distribuíram os quartos, sanitários, casernas, prisão, arrumos, e a escadaria. O acesso ao terceiro piso fazia-se pela escadaria, desembocando num corredor que ligava à sala de espera, arquivo, secretaria, quartos e, gabinete.

Autor e Data

Manuel Apóstolo 2011

Actualização

 
 
 
Termos e Condições de Utilização dos Conteúdos SIPA
 
 
Registo| Login