Igreja Paroquial de Izeda / Igreja de Nossa Senhora da Assunção

IPA.00018716
Portugal, Bragança, Bragança, União das freguesias de Izeda, Calvelhe e Paradinha Nova
 
Arquitectura religiosa, barroca. Igreja paroquial de fachada-torre.
Número IPA Antigo: PT010402200140
 
Registo visualizado 628 vezes desde 27 Julho de 2011
 
   
   

Registo

 
Edifício e estrutura  Edifício  Religioso  Templo  Igreja paroquial  

Descrição

Planta longitudinal composta. Fachadas rebocadas e pintadas de branco, com cunhais apilastrados, coroados por pináculos fusiformes, e terminadas em cornija. Fachada principal terminada em empena sobreposta por torre sineira quadrangular, criando nártex, vazado por arcos de volta perfeita em cada uma das faces; torre de três registos, os dois primeiros separados por friso e cornija e os superiores apenas por cornija, terminando em entablamento, sobrepujado por balaustrada com pináculos fusiformes sobre plintos nos cunhais; no primeiro registo rasga-se arco, encimado por janela de topo curvo, o segundo tem relógio circular e o terceiro é rasgado, em cada uma das faces, por sineira em arco de volta perfeita, sobre pilastras.

Acessos

Protecção

Enquadramento

Urbano, isolado, com portal precedido por ampla escadaria.

Descrição Complementar

Utilização Inicial

Religiosa: igreja paroquial

Utilização Actual

Religiosa: igreja paroquial

Propriedade

Privada: Igreja Católica (Diocese de Bragança - Miranda)

Afectação

Sem afectação

Época Construção

Séc. 18

Arquitecto / Construtor / Autor

Cronologia

1621 - data do registo de usos e costumes; 1646 - data do primeiro registo de baptismos documentado; 1650 - data do primeiro registo de casamento documentado; 1680 - data do primeiro registo de óbito documentado; 1706 - segundo o Padre Carvalho da Costa é reitoria do padroado da Diocese de Miranda; a povoação tem 160 vizinhos; 1755, 1 Novembro - por estar já muito "antiquada", durante o terramoto, o forro da igreja, que se erguia quase fora do lugar, numa ponta do mesmo, "correu" cerca de um palmo para o arco da capela-mor; 5 Novembro - queda da ermida de São Sebastião, construída no meio do lugar; 1757, Setembro - queda da igreja matriz; na sequência, o Ordinário, com consenso da maior parte do povo, determinou que se fizesse uma nova igreja no meio do povoado, onde ficava a capela de São Sebastião, para o bem espiritual e temporal da população, visto ser um lugar muito comprido e a velha igreja ficar num local desacomodado; também porque ficava menos oneroso para o povo fazer uma só igreja do que reedificar duas, pois era necessária a do meio do lugar para administrar os sacramentos, como sempre se fizera enquanto esteve em pé; 1758, Abril - segundo o padre João Gonçalves nas Memórias Paroquiais, a freguesia era do termo da cidade de Bragança, bispado e comarca de Miranda, e pertencia ao rei; tinha 159 vizinhos e 560 pessoas de confissão; a igreja matriz, com orago de Nossa Senhora da Assunção, estava caída, correndo litigio para se mudar para o meio do lugar; nesta altura já se havia começado a nova igreja, somente tinha de "mais levar cunhais e cornija de cantaria e três arcos de cantaria à volta e uma torre em lugar de campanário e ser mais comprida treze palmos e larga oito"; a igreja tinha duas naves, campanário de alvenaria e a "mesma forma de altares que tinha a velha"; a igreja tinha sete altares, a saber: o primeiro da mesma Senhora; o segundo do lado do Evangelho era do Santo Cristo, com sua imagem, bem perfeita, a de Nossa Senhora e de São João, cada uma com seis palmos de altura; o terceiro da Senhora do Rosário, com sua imagem e Menino, o cujo ornato corria por conta dos moços solteiros; o quarto, num arco de cantaria, era da confraria dos sacerdotes e tinha a imagem de Santo António, de seis palmos e bem perfeita; o quinto, o colateral da Epístola, era dedicado a Nossa Senhora da Purificação, de que era padroeiro Bernardo de Barros, do lugar de Carrapatas, tendo agregados bens no valor de 10 ou 12 mil cruzados, em fazenda, para a sua sustentação, com obrigação de 60 missas anuais; o sexto do mesmo lado, era uma capela lateral da nave, particular, com arco de cantaria dedicada a Santo António, que fez um reitor da igreja, à qual deixou bens agregados que valiam mil cruzados, com sua imagem pequenina; o sétimo altar era o das Almas, de que era padroeiro São José, com sua imagem, de três palmos, a de São Miguel e a de Nossa Senhora das Neves; este altar foi custeado pelo reitor Francisco de Morais Colmieiro, que o deixou ao povo; a igreja tinha as irmandade das Almas, com cerca de quinhentos irmãos, a do Sacramento e a dos Sacerdotes, que tinha cerca de 200 irmãos e alguns leigos; segundo o pároco a Capela de São Sebastião substituiria a de Santo António erguida pelo reitor; a freguesia tinha juiz espadano sujeito ao juiz de fora e ouvidor de Bragança.

Dados Técnicos

Sistema estrutural de paredes portantes.

Materiais

Bibliografia

CAPELA, José Viriato, BORRALHEIRO, Rogério, MATOS, Henrique, As Freguesias do Distrito de Bragança nas Memórias Paroquiais de 1758. Memórias, História e Património, Braga, 2007; COSTA, António Carvalho da (Padre), Corografia Portugueza..., Lisboa, Valentim da Costa Deslandes, 1706, tomo I.

Documentação Gráfica

Documentação Fotográfica

Documentação Administrativa

Intervenção Realizada

2009 - construção da escadaria em frente da fachada principal da igreja.

Observações

EM ESTUDO

Autor e Data

Paula Noé 2010

Actualização

 
 
 
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